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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

O FIM (QUASE) TRÁGICO DE “ZÉ GORDO”

Oi, turma !

( Acabou a galinha; acabou o resguardo...)

Apelido, “Zé Gordo”. Nome de batismo, ninguém nunca soube. “Peão” afamado na região, disputado pelos fazendeiros, “Zé Gordo”, trabalhou para vários deles durante anos. Um assassinato lá pelas bandas de Frutal, “Zé Gordo”, foi se esconder nas fazendas de amigos no Mato Grosso do Sul e nunca mais deu noticias do seu paradeiro. Bom “peão”, apesar de meio gordinho, seus predicados sempre eram lembrados. Sua agilidade no trato com o gado, diziam seus patrões, era de fazer inveja aos companheiros.

Vaqueiro de primeira, sabia como lidar na roça. Asseado, corajoso, honesto e educado, “ Zé Gordo”, amansava burro e cavalo bravo, com maestria. Cêrca que fazia e alinhava, era uma verdadeira linha reta, tamanha a precisão dos postes colocados. Caseiro excelente e cozinheiro melhor ainda. Era o “peão” que todo fazendeiro queria na sua propriedade. Além dos mais ... casado com a Ritinha, moça bem mais nova que ele, “boa” de serviço, morena clara, sempre limpinha e “cor de cheiro”, gostava de usar o decote ousado, seios grandes, corpo bem feito, cintura fina. Olhar matreiro e cabelos “batendo” lá em baixo... Falando mais, era a cobiça dos patrões...

Moravam numa fazenda às margens do “Laranjeiras”, antes de chegar no “Tejuco”. O fazendeiro, andava “ de olho” na Ritinha. Sempre que podia, levava um “presentinho” prá moça. Os amigos de ”Zé Gordo”, diziam que, além de bom vaqueiro, atirava com a sua cartucheira melhor ainda. Os mais antigos, contavam que ele viera para Uberaba,fugido, depois de um crime praticado no norte do Paraná, na cidade de Santo Antônio da Platina.

Uma bela tarde, o fazendeiro depois de olhar o gado, foi ver a Ritinha. Demorou pouco tempo. Na saída, notou “Zé Gordo” na porteira da fazenda, à sua espera. –“Pronto !É hoje”. pensou. “Zé Gordo”, abriu porteira e logo dizendo:-“Patrão, tenho um assunto muito sério a tratar com o Senhor”! Fidélis, tremeu da cabeça aos pés. –“Agora não, Zé. Tenho um compromisso político em Uberaba e estou atrasado”. Acelerou o carro e “ caiu na estrada”...

Passados quase 2 meses sem ir à fazenda, atendeu aos insistentes recados de “Zé Gordo”, via “Nhô Bernardino”, de manhãzinha, na Difusora. Recebido por “Zé Gordo” e Ritinha, tomou café, comeu pão de queijo e biscoito de polvilho feitos pela mulher. Claro que a “lembrancinha” não podia faltar...”Zé Gordo”, foi trabalhar no pasto. Fidélis, aproveitou e partiu para os amassos e beijos. Ao sair, “Zé Gordo” estava à sua espera na porteira. Tremeu !-“Hoje não tem jeito. Vou ter que encarar”! O robusto empregado , aguardando.

“Zé Gordo”, se aproximou . –“Patrão, tenho um assunto muito sério a tratar com o Senhor. Pode ser agora ?”.O velho Fidélis, assustado, com o coração na boca e o “ 38” no banco do carona, apelou feio. – “O que aconteceu de tão grave, “Zé” ? Olhando, fixamente, no patrão, “Zé Gordo”, desabafou : -“ É grave e o Senhor precisa saber. E com relação a Ritinha “. Fidélis, quase cagou nas calças. Tremia mais que “ vara verde” e estava arrepiado do último fio de cabelo, ao dedão do pé.

“- Desembucha, homem de Deus ! “Zé Gordo”, não se fez de rogado. –‘Sabe, patrão, a Ritinha, aquela formosura, tá traindo nóis dois. Isso não podia acontecer. O senhor é tão bão prá nóis!”.
Abraços do “ Marquez do Cassú."




Cidade de Uberaba


segunda-feira, 16 de setembro de 2019

A VENDA DA TELEFÔNICA DE UBERABA

Oi, turma !


(Orgulho: É quando a gente é uma formiga e quer convencer os outros de que é um elefante...)

Uberaba já teve homens de brio, de grande valor. Políticos que se interessavam pela grandeza da cidade e não para encher os bolsos. Eméritos, destemidos, empreendedores, além de peritos inovadores, visando o crescimento da terrinha. A epopéia do zebu, foi um marco real . Nos negócios, relembro um pioneiro: Alexandre Campos. Dono de uma grande drogaria, moderna para a época, o cliente encontrava sempre o remédio procurado. Foi mais longe. Instalou a primeira empresa telefônica da região. Incipiente, dificuldades mil, mão de obra pouco qualificada, o máximo que a telefonia atingia fora de Uberaba, era Veríssimo ( 50 kms.). O tempo passando, Uberaba crescendo, Alexandre envelhecendo, esperando a morte chegar.

   Empresa Telefônica de Uberaba (ETUSA), na Rua Governador Valadares.

 Trecho entre a Avenida Doutor Fidélis Reis e Rua Artur Machado. Atual CTBC - Algar Telecom. Foto: J. Schroden. Década: 1940

Sylvio, José, Joaquim e Anita, os filhos, assumiram o comando das empresas. Pequenas, não suportava o sustento de todos eles. Joaquim, sempre doente. Sylvio, José e Anita, no comando. José e Anita, “bateram asas”, foram para São Paulo. Sylvio, ficou à frente do negócio. Educação esmerada, fino trato, cavalheiro, conduta séria e ilibada, doou-se, com amor, à empresa. Uberaba crescendo e com ela, aumentando as dificuldades. A telefonia, sem investimento, financiamento difícil, doenças na família, debilitaram o então forte Sylvio . José e Anita, juntaram-se novamente ao irmão em dificuldade. Numa reunião familiar, decidiram pela transferência da empresa. De preferência para um grupo empresarial da cidade.

                  ETUSA - Empresa Telefônica de Uberaba S/A.                 
Rua: Governador Valadares - Ano:1974
  
José, empatia mútua e o filho, Alexandre Neto, tornamo-nos bons amigos. A relação com Anita e Sylvio, leal e respeitosa. Encarregado por José, fiz contatos e visitas á diretores da Associação Comercial e Industrial de Uberaba. Disse aos uberabenses ricos, o desejo da família que o controle societário da empresa, ficasse com gente da terrinha. Ninguém se interessou. Um deles, que não declino o nome por respeito à família, foi lacônico:-“Jogar sal em carne podre, jamais !” . Relatei o fato a José. Foi a gota d’água. Autorizou-me o contato com Alexandrino Garcia, dono da CTBC, em Uberlândia.

Luiz Alberto, seu filho, meu colega de bancos escolares no Diocesano, gerente do grupo, levou a demanda ao pai. Alexandrino, adorava ser chamado de “Comendador”, comenda que havia recebido, não acreditou no que chegava aos seus ouvidos. Teria dito, segundo o filho, Luiz Alberto, “ não acredito que o José e a Anita, estão dispostos a desfazer da ETUSA (Empresa Telefônica de Uberaba)”. Em pouco tempo a transação estava consumada.

Empresários uberabenses, o “Lavoura e Comércio”, jornal porta-voz do município, ao tomarem conhecimento, “ caíram de pau”:- “Logo para Uberlândia ! É um absurdo vender um patrimônio desses! Já não basta o tanto que já levaram de Uberaba ? “. O “chororô” alvoroçou a cidade. Na rádio Difusora, onde trabalhava, não vacilei em contar toda a história. O pouco caso, a falta de interesse, o sarcasmo com que fui recebido, a essa altura de nada adiantavam os lamentos; a operação estava concluída. Não do jeito que a família pretendia...

Se tiver algum diretor da ACIU daquele tempo, vivo e que queira me contestar , estou às ordens e se precisar, invoco o testemunho do Dr. Luiz Alberto Garcia, “manager” da Algar- Telecom, vivo e são, em Uberlândia... Depois, alguns setores de Uberaba, ficam a lamentar o que perdemos... Amanhã, relembro mais conquistas importantes que tivemos. “ Marquez do Cassú”.


Instagram: instagram.com/uberaba_em_fotos


Cidade de Uberaba


sábado, 14 de setembro de 2019

CORNO BIOLÓGICO

Oi, turma !


(Cuidado com a casca de banana jogada na calçada. Alguém pode escorregar...)



Mário Prata, tem descendência uberabense. Filho do médico saudoso, Alberto Prata, sobrinho paterno do Padre Prata e do lado materno, de Maurilio Cunha Campos de Morais e Castro. Talento de todos os lados. Escreveu livros, novelas, contos e artigos. Dizia ter nascido em Lins (Lugar Incerto e Não Sabido), com convicção. Os filhos, Antônio e Maria, puxaram o pai; “cuspido e escarrado”, afirmava. Revendo meus “guardados” nos últimos 30 anos, deparei-me com uma crônica sua em que ele traduz, com a sua verve costumeira, a classificação em que define o “corno-biológico”. Ao final da crônica, é taxativo:- “quem não entender a lista, pode se considerar corno-burro. “ E arremata” você não deve se preocupar; esse negócio de corno é uma coisa que puseram ( ou colocaram ?) na sua cabeça”... Acompanhe a classificação:

*Corno – manso:- o que vê a mulher com outro e só balança a cabeça.

*Corno-banana- a mulher vai embora e lhe deixa uma penca de filhos.

*Corno-Xuxa- aquele que não larga a mulher por causa dos “baixinhos”.

*Corno-azulejo – baixo, quadrado e liso.

*Corno-galo – aquele que tem chifre até nos pés.

*Corno-prevenido- o que liga para a esposa antes de ir para casa.

*Corno-atleta- ele sai prá jogar futebol, aí o Ricardão chega para encher a bola.

*Corno-inflação- a cada dia que passa, mais o chifre aumenta.

*Corno-político- aquele que promete:”-vou matar esse cara “! Nunca cumpre !

*Corno-cético- quando vê a sua mulher com outro, não acredita.

Corno elétrico- quando lhe conta que sua mulher está com outro, responde:” tô ligadão”!

*Corno-salário- baixinho e só comparece uma vez por mês.

*Corno-cebola- quando vê a mulher com outro, começa a chorar.

*Corno 7 de setembro- aquele que a mulher só dá bandeira.

*Corno-geladeira- aquele que leva chifre e não se esquenta.

*Corno- yoyô- aquele vai embora de casa e sempre volta.

*Corno- justiceiro- aquele que se vinga da mulher, dando...

*Corno-jibóia- aquele que dorme entre as pernas da mulher.

*Corno-porco- aquele que só come o resto.

*Corno-socialista- aquele que não se importa em dividir a mulher com os “cumpanheros”.

“Corno-Brahma- aquele que pensa que é o “ número um”.

*Corno-Antártica- aquele que sabe que a mulher “ é paixão nacional”.

*Corno-granja- o que dá casa ,comida,dinheiro,roupa lavada e passada e os outros, comem.

*Corno 120- aquele que vê a mulher fazendo aquele número; vai no boteco e bebe uma “51”.

*Corno-toureiro- aquele que prefere segurar a vaca.

*Corno-desinformado- só ele é que não sabe...

*Corno-português- quando lhe perguntam sobre a “performance” da mulher, responde:”-Uns dizem que sim, outros dizem que não”...

Finalizo: Espero que não receba nova lista. Alguns “setores ”de Uberaba, é o que mais tem...
Desculpem o tamanho do texto. Foi ou não merecido? Abraços do “ Marquez do Cassú”.



Cidade de Uberaba


O SUSTO DO TOTINHA...

Oi, turma !


(Amigo é aquele que fica quando todo mundo se afasta...)


Núncio Cicci, pertenceu a uma tradicional família uberabense, onde irmãos e irmãs, ajudaram a construir a grandeza de Uberaba. Dono de um dos mais famosos e saudosos bares- restaurantes da terrinha, “seo”Núncio e o genro, Joaquim de Oliveira Maia, “Quinzinho”, o “Tip-Top”, fez e deixou história.

Políticos, empresários, casais, gente do povo, faziam “ponto” naquela casa, instalada no térreo do prédio da Associação Comercial e Industrial de Uberaba. Obrigatoriamente, gente da cidade, visitantes, não deixavam de ‘”aperitivar” naquele bar.

No trecho da Leopoldino de Oliveira, entre Artur Machado e Segismundo Mendes, os tipos populares se faziam presentes. “Foguinho”, não saia do ‘Guarani’, “Coisão”, no “Marabá”, “Zé Gigante” , no “Buraco da Onça” e o ‘Escurinho”, no “Tip-Top”. Mas, a lembrança da” velha guarda dos cervejeiros”, se volta para a singela figura do “Totinha”. Nascido José Antônio Costa, ninguém nunca soube a origem do apelido. 

Ligado aos meios de comunicação, seus amigos eram radialistas e jornalistas. Inclusive eu. Pequenino, mas, de “ tambor grande”. Era “bom de copo”. O que lhe oferecessem, ele “traçava”: cerveja, uísque, cachaça, vinho, rabo de galo, conhaque, vodca, ele não tinha preconceito de paladar...Mandava ver...

Certa noite, devidamente “calibrado”, bebia seus destilados no ‘Tip-Top”. Cansado, depois de um fim de tarde/noite movimentado, “Quinzinho”, fechou o bar e foi prá casa usufruir do merecido descanso. Não poderia jamais supor que o telefone iria tocar , às duas da madrugada ! Sonolento, atende. Do outro lado da linha, voz trêmula, alguém pergunta:

-“Quinzinho, aqui é o Totinha. A que horas ocê vai abrir o bar amanhã?” Puto, “Quinzinho”, despeja uma saraivada de palavrões e desliga. Cinco da manhã, novamente o tilintar do telefone: - “Quinzinho, ocê me desculpe, mas que hora mesmo vai abrir o bar ?” Nervoso, “Quinzinho” xinga a família do Totinha até a quinta geração e o clássico “ vai a p.q.p.” !

Sete da manhã, “Quinzinho”, banho tomado, barba feita, roupa trocada, prepara para o café. Eis que o telefone toca novamente. “Quinzinho”, perde a paciência:- “Outra vez, Totinha! Para de me amolar! “Cê bebe a noite inteira e vem me encher o saco “? Totinha, voz rouca, docemente, responde:- “ Não, Quinzinho, não é bebedeira não. É que eu dormi debaixo da mesa do bar; quando acordei, o bar já estava fechado.Tô preso aqui até agora. A` hora que ocê abrir, eu vou embora prá casa”...

Mais que depressa, o nosso simpático “Quinzinho”, correu ao “Tip-Top” e “soltou” o Totinha. Agora, o final triste da breve vida do meu personagem. Internado numa casa de recuperação de alcoólatras, em Baurú (SP), numa triste madrugada, tentou fugir. Ao pular a janela do quarto onde dormia, caiu no apiário, ao lado da janela. A cena, inimaginável ! Picado pelo enxame de abelhas, teve morte horrível . Dócil, comunicativo, pau para toda obra, educado e amigo, até hoje, é lembrado pelos seus verdadeiros amigos.

Volto , amanhã, com mais historinhas da sagrada Uberaba. Abraços do “ Marquez do Cassú”.


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Cidade de Uberaba

CIDADE CONTRA CIDADE

Oi, turma!


(Jornalismo é saudade e muita verdade...)


Foi uma noite inesquecível ! Agosto de 1969 ! 50 anos são passados ! Parece que foi ontem ! Uberaba não dormiu naquela noite. O povo grudado na TV., assistia Silvio Santos, no “Cidade Contra Cidade”. Uberaba enfrentava São José do Rio Preto. O “homem do baú”, no Teatro Tupi, da avenida Brigadeiro Luiz Antônio ,realizava um programa em que as cidades que recebiam sinal da saudosa TV-Tupi, mostravam seus valores, personalidades, curiosidades, feitos fantásticos e tudo mais. Era o espetáculo televisivo coqueluche do Brasil. O convite para a terrinha partiu de José Pedro de Freitas, diretor da rádio Tupi e do repórter Saulo Gomes.

As provas mais variadas. Nomes singulares de uberabenses; personalidade ”fora de série”; quadro musical que expressasse o costume da cidade; um filho da terra de expressão nacional e internacional; arrecadação de livros que iriam abastecer escolas municipais que não possuíam bibliotecas; um jovem da terra que, numa redoma de vidro inviolável, acertasse nomes de musicas pelo fone de ouvido, as mais difíceis. Juntaram-se as forças da cidade. João Guido, prefeito, doou toda a logística: ônibus para a torcida e participantes, além das refeições. O 4º.Batalhão, responsável pelo recolhimento e transporte dos livros arrecadados, Raul Jardim, Netinho e Geraldo Barbosa, pela PRE-5, Jorge e Farah Zaidan e este veterano escriba, como apresentador responsável, pela “ 7 Colinas”, responsáveis pela programação.

Ainda com o tempo curto para ensaios, Luiz Rossetti, o melhor conjunto musical da época, encarregou-se do primeiro quadro. Título:- “Uai, o que uai , sô? Uai é uai, uai...” João Cid, como o “caipira”, deu “show”. Helvecinho ,na bateria, Gabriel e Barão, vozes, Urano, violão e Rosseti, no piano e a voz feminina de Ivete. Quadro seguinte: Fernando Braz, que ainda não era Vannucci, respondeu todos os nomes das músicas que lhe foram apresentadas. Depois, ”personalidade mundial ”.Dr.Álvaro Lopes Cançado (Nariz), médico introdutor da medicina esportiva no Brasil e jogador da seleção brasileira de 38, acompanhado da filha médica, psiquiatra, Wania Magon Lopes Cançado. O quadro, recebeu nota 10 dos jurados.

Nomes originais, novo sucesso. Pincal Pedro Nascimento, Atríbulo Quaresma e Deusvelindo Salvenil Cirineu, foram vencedores. Da metade do programa em diante, Silvio Santos, começou a chamar a atenção para o quadro “Fora de série”. Avisava que Chico Xavier, estava nos estúdios e representaria Uberaba ! Praquê! São Paulo ouriçou ! Em minutos, a Brigadeiro Luiz Antônio, foi recebendo gente querendo ver Chico Xavier ! Brasileiros de todos os cantos, chegando aos borbotões! A Policia Militar e Departamento de Trânsito, organizando o trecho . O trânsito, desviado. Gente chegando. De norte, sul, leste, centro, bairros e periferia, tomando conta da avenida. Cálculo da Policia Militar: aproximadamente 15 mil pessoas !

Apoteose! Delírio ! Palmas ! Gritos ! Chico Xavier, entra no palco. Silvio santos, começa a chorar. Eu também. A platéia, de pé, aplaudindo. Silvio e Saulo Gomes, iniciam as perguntas. e Paulo Moura, o maior clarinetista do Brasil, representando Rio Preto, não se conteve. Abraça Chico, demoradamente. Em silêncio, as perguntas. Chico, responde todas. Homossexualismo, disco voador, drogas, família, religião, seres extra-terrestres. Nenhuma sem resposta ! Três e meia da madrugada de 6ª.feira, termina o programa. O público não arreda pé, nem do auditório ,nem da avenida. A multidão, queria ver, de perto, o nosso Francisco Cândido Xavier! Uberaba venceu ! Aqui na terrinha, fogos espocavam por todos os cantos ! Uberaba fora mostrada para todo o Brasil ! No dia seguinte, a grande recepção ! Uberaba recebia seus ídolos e guerreiros que souberam honrar o nome da CIDADE !
A saudade mata a gente... Eram tempos de glória !Abraços do “ Marquez do Cassú “.

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Cidade de Uberaba

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

A ESTRELA QUE BRILHA! JOÃO MENEZES!

Oi, turma!

( O sabor da vitória é um dom divino...)


Estrela é uma esfera luminosa mantida pela gravidade. As estrelas tem milhões de anos. A “minha” estrela é nova. Saiu dos cueiros, recentemente.. .A estrela que mais brilha perto da Terra, é o Sol, fonte maior de energia do planeta. A “minha” estrela, brilha perto de nós e irradia luz mundo afora. A constelação de estrelas é visível à noite, com ou sema Lua. A “minha” estrela , é vista a qualquer hora. Sempre iluminada. Dia e noite. Estrelas ganham nomes. A “minha” tem nome de santo. Estrelas brilhantes transmitem intrépida energia. A “minha” estrela, tem luz própria. As estrela gravitam no espaço, A “minha” estrela”, dança nas quadras do mundo. As estrelas giram no espaço sideral. A “minha” estrela gira perto da gente... A “minha” estrela sorri, chora, canta, encanta, luta, esforça, combate e vence ! Estrelas cintilam nos céus. A “minha” estrela cintila na Terra, espargindo alegria, gosto de vitória ! As estrelas emitem cores, verde, amarelo, azul, branco, vermelho, laranja... A “minha” estrela , preferiu o verde, amarelo, azul e branco , cores da nossa bandeira. A “minha” estrela é brasileira , nascida aqui na terrinha. As estrelas dão sinal de vida. A “minha” estrela, dá mostras de sucesso, vitória, paixão, bravura, mãos firmes que sabem conduzir e conquistar títulos ! Determinada é séria na carreira que, vitoriosamente, encarna.

João Menezes celebra vitória sobre chileno Tomas Barrios - Foto: Ivan Alvarado / Reuters.

A ”minha” estrela é tudo isso e mais um pouco. “Minha” estrela é papável, alegre, jovem, de carne e osso, sorridente, bravo, valente ! “Minha” estrela, dá luminosidade aos que com ele convivem. “Minha” estrela, é homem ! Mente sã, corpo sadio. “Minha” estrela “acendeu” para o mundo e é hoje, a estrela mais fulgurante dessa Uberaba que tanto amamos ! Chama-se JOÃO ! Poderia ser Antônio, Pedro, Joaquim, José, Fabiano, Murilo ou Aluízio. Aliás, esses três últimos são familiares à “minha” estrela... Ontem, quando subiu no “podium” dos vencedores e a “medalha de ouro” no peito, como melhor tenista latino-americano, a Bandeira Brasileira tremulando no mastro da vitória, “minha” estrela não conteve as lágrimas, cantando chorando e eu, cá de longe, da santa terrinha que o viu nascer, chorei junto.

Murilo Pacheco de Menezes e Terezinha Hueb de Menezes (avós in memoriam) Foto pessoal da família.

Vi o JOÃO ontem, pela vez primeira. Amigos meus o conhecem há anos. Vou lá atrás. Conheço as famílias. Paterna e materna. Do lado do pai, Fabiano, os avós Terezinha e Murilo, exemplos de dignidade e trabalho. No céu, aplaudiram a grande vitória do neto. Em vida, aqui pertinho de casa, Fernanda, a mãe, junto aos avós, José Aluízio (alô, “Sogrão”!) e Marília, orgulhosos com o neto “ herói nacional “. Nesse mundão perdido, onde parte dos jovens não estudam, nem trabalham, perdidos nas drogas do dia a dia, é maravilhoso saber que a grande parcela da nossa juventude sabe honrar Deus, Pátria e Família! JOÃO, é o nosso ídolo!

Fabiano Menezes (pai) e João Menezes. Foto pessoal da família.

Do vazio dos homens vazios que pululam em Uberaba, JOÃO é o nome que honra e orgulha UBERABA ! Ao arrepio da letargia que atinge em cheio a santa terrinha, JOÃO alegra e dignifica nossos corações uberabenses. Ao subir nos píncaros da glória, uma vitória do “João Sem Medo” e gritar EU SOU DE UBERABA ! vale mais que qualquer fábrica, qualquer mentira que estamos vendo e ouvindo nos dias atuais. JOÃO, minha “estrela”, redescobriu a nossa auto-estima tão em baixa nos últimos anos. 

Espero que a sua vitória, o pedestal que atingiu, elevando o nome da cidade, seja devidamente homenageado com as honras de estilo que é merecedor. O JOÃO é nosso ! Patrimônio da cidade tão vazia, atualmente, de personalidades. JOÃO, é nosso orgulho! Abraço feliz do “ Marquez do Cassú “.

Luiz Gonzaga de Oliveira


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Cidade de Uberaba


domingo, 28 de julho de 2019

LÍNGUA DE FOGO

Oi, turma!
( Como dizem os políticos “ não tem virgem na zona”... )


Enquanto “teve vida”, a rua São Miguel, foi um dos locais mais seguros de Uberaba. O Delegado Lindolfo Coimbra, designou ao seu “ homem forte”, o escrivão Mário Floriano de Moraes, que por ter uma pinta no canto esquerdo do nariz, tinha o apelido de “ Pinta Roxa”, responsável pela guarda policial da cidade. Este, por seu turno, “nomeou” o cabo Tatá e o sargento Ranulfo, pela segurança, ordem e respeito, da zona do meretrício. Qualquer encrenca, logo era resolvida pela dupla.

Os “gigolôs” das ex-donzelas, tremiam de medo e eram incapazes de achacar a namorada, ou mesmo tentar agredi-la. “Cuidado, que eu chamo o cabo Tatá”, era a senha da mulherada.

 O máximo permitido, era dormir sem pagar o “ michê” das meninas... Fato hilariante que marcou a rua São Miguel, foi protagonizado por um jovem da terrinha, filho de família rica e frequentador assíduo da rua São Miguel. Com seus 20 e poucos anos, bancário, dinheiro no bolso, era querido pela mulherada.
Boa pinta, andava na moda. “Gumex” nos cabelos, barba escanhoada, camisas seda pura, calças de vinco bem passadas, sapatos sempre engraxados, fazia sucesso. Contudo, segundo as putas, tinha um costume estranho para a época, a prática do sexo oral. Seus amigos, quando ficaram sabendo, partiram para a gozação, “ o Cidão ( apelido falso) é um tarado”, diziam.

Apreciador da comia baiana, toda vez que “Cidão” se dirigia ao quarto da “companheira”, sem que ela percebesse, mastigava com gosto, 2 a 3 pimentas “malaguetas”. No auge da prática sexual, a mocinha não se continha e começava a gritar, frenéticamente:-“ai, ai, ai, tá ardendo demais !” ocê tem língua de fogo ! Para ! Para !” “Cidão”, delirava. Ria à cântaros do desespero da pobre coitada...

A fama do bancário correu, célere, em toda a “São Miguel”. Aquelas “sofredoras”, por medo ou vergonha, sei lá, não contavam para a nova parceira do “Cidão” e assim, o “língua de fogo” ia fazendo suas “vítimas”. A queixa das meninas era uma só:- “Credo ! Tô com ardume na perereca, até hoje”, reclamavam quando a “ prática” veio à tona...

“Cidão”, ficou famoso na zona. Chegava cedo. Banho tomado, 8 da noite, já estava na zona. Comia 2 espetinhos do Jaime, esquina da rua com a praça Frei Eugênio e ia para sua habitual aventura. Madrugadão, passava no “Tabu”, comia o delicioso sanduíche de pernil do Shin (alô, Waldir !) e voltava prá casa. Até que um dia...

“Cidão”, começou namorar”firme”, moça rica da terrinha. Casou. Ficou uns tempos, quieto. Não resistiu. Continuou mulherengo. Chegava em casa sempre pela madrugada. A mulher, desconfiada das andanças dele. A desculpa era uma só: estava jogando sinuca no bilhar do Manogra”. (Saudade do Manograsse Honório Campos...) Até que uma certa madrugada...

“Cidão” chega em casa. Pé ante pé, tira a roupa. A mulher acordada, espumando de raiva . Levanta-se e ele espanta:- “quéisso, mulher?!”
-On’cê tava ?” perguntou., séria.
-“Tava na casa do Dentinho de Ouro ! E daí ?”
Ela olhou o marido, de cima em baixo.
-“Mentiroso!”
-“Tá ficando louca, mulher ?”
Olhos marejados de lágrimas, o abraça, ternamente e diz:
-“Ocê tava jogando sinuca no Manogra né , meu amor!”
Daquele noite em diante, foram felizes para sempre! Marquez do Cassú.


Luiz Gonzaga de Oliveira


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Cidade de Uberaba

O ‘’CASINO BRASIL’’...

Oi, turma!

( Em casa de gato, rato não passa perto...)


A fama de Uberaba como cidade boêmia, extrapolou fronteiras e correu mundo. Vir a Uberaba e não conhecer a rua São Miguel , é como se fosse “a Roma e não conhecesse o Papa”... Nem a “casa da Ení”, em Baurú, foi tão famosa quanto a “ nossa rua do santo”...O “Casino Brasil”, era o ponto principal. Seus donos, Paulo e Negrinha, esmeravam no atendimento. Era o ápice das noites boêmias da terrinha. Mulheres lindas com o apelido de “bailarinas” ( hoje, elas são conhecidas como “modelos”...), vindas de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Rio verde, Jataí, Ribeirão Preto e alhures, faziam a festa e enchiam as “bolsas”, alegrando ricos, jovens e velhos fazendeiros que faziam de Uberaba, seu ponto comercial e na folga,agradar seu apetite sexual.

Moças lindas, loiras, morenas, aptas à “atividade sexual”. Corpo “violão”, muito em moda nos anos 50/60, pernas bem torneadas, lábios carnudos e provocativos e um batom vermelho que chamava a atenção; o perfume, a gente sentia à distância. Os puteiros, de um lado e outro da rua, tinham à porta, luzes vermelhas cintilantes, chamando a atenção. A São Miguel, ligava os bairros São Benedito ao d’Abadia. Durante o dia, trânsito normal; à noite, aquele burburinho!

Quando o sol escondia, logo ouviam-se os primeiros acordes da orquestra do “Casino Brasil”; músicos afinando seus instrumentos. As moçoilas de vida nada fácil, começavam a ouriçar ! Era só atravessar a rua e exibir-se para aquele munduréu de homens, ávidos e tarados por belo “programa”... A “pobreza”, coitada ! morria de ciúme, inveja e vontade em participar daquele lauto “banquete”. Ficava tão somente na vontade... 

Quando aparecia a primeira “ex-donzela”, vestido que mal cobria os joelhos, pernas roliças, coxas e bundas apetitosas, bem a gosto da “freguesia”, decotes generosos, seios que quase saltavam dos sutiãs, cabelos bem penteados, caindo nos ombros e começava a desfilar, a homaiada delirava ! Em questão de minutos, em dupla, loiras, morenas, altas e baixas, bonitas e mais bonitas, ia chegando e chamando a atenção do “cabaré” já quase lotado...

No palco, todo iluminado, rebolando a não mais poder, os primeiros travestis da terrinha. Os viados, “Birinha”, um crioulo forte e o branco “Diquinha”, peruca esfusiante, cantando e imitando a Ângela Maria, “Babalú...aiê...Babalú aiê” e o coro de palmas que se seguia...Com o comando do maestro “Docinho”, a voz romântica de Mauricio Silva, um dos mais perfeitos imitadores do maior “seresteiro do Brasil”, Sylvio Caldas. O salão, regorgitava de dançarinos!

As raparigas mais antigas da ”casa”, seguindo ordem do “Centrão”, faziam, no mínimo, dois “programas” por noite. As novatas, “trabalhavam” enquanto houvesse “freguês”. A festa seguia noite a dentro, até que, devidamente acompanhadas, tomavam o rumo de suas casas. As “ex-donzelas”, cansadas da guerra, iam para o seu sono, profundo e reparador, pois que, amanhã, a “luta” recomeçava...

Amanhã, conto-lhes como um jovem da santa terrinha, ganhou o apelido de “língua de fogo”. Vale conhecer. Obrigado pela atenção. Abraços do velho “Marquez do Cassú”.





Cidade de Uberaba

CENTRÃO!

Oi, turma !


( Lé com lé... crê com crê... entendido ?...)


Não resisti a tentação. Relendo antigos textos, deparei-me com esse. Peço vênia para repeti-lo, em homenagem àqueles que não tiveram a oportunidade de lê-lo.

Na década de 50/60, as donas dos bordéis da rua São Miguel, estavam preocupadas em perder a hegemonia e a liderança da vida noturna e boêmia da santa terrinha. Rumores corriam fortes que um “novo tempo” estava chegando, aparecendo “focos ”de outras casas, em meio às casas familiares, portanto, fora da zona, à atrapalhar o “rentável negócio” que a elas, pertencia.

Essas casas recebiam casais descasados, mulheres e homens casados e comprometidos e mocinhas “regateiras”, que não se sabe as razoe$$$, estavam também frequentando. As “cafetãns”,~ reuniram-se num lauto jantar no amplo salão do “casino Brasil”. Lá estavam: a Negrinha, Tubertina, Amelinha, Tia Moça, Nena, Sudária e Isolina e decidiram associar-se num amplo “ centrão” para barrar a investida que ameaçava o rentável negócio delas. Em “convenção”, sairiam as decisões das “ mandonas”do pedaço do pecado...

Primeiro, era necessário superar algumas “divergências” entre elas. Cínicamente, foram dados os “abraços de tamanduá” e a conhecida amabilidade da “troca de falsidades”... Afinal, diz o ditado que quando “o navio está afundando, não existem inimigos. Todos devem unir-se para salvar a embarcação”. A Negrinha trocou beijos com Tia Moça; a Nena deu um comovido abraço na Tubertina; de braços dados saíram Isolina e a Sudária. O pacto estava consolidado e recebeu o nome “Centrão da Putaria”. O “comando”, seria “ colegiado” .As casas com mais kengas, teriam o maior número de votos( desculpe, decisões...).

Vieram as primeiras, pois, não poderia perder tempo. O “inimigo” avançava. As “novatas ”não poderiam, por hora, mudar de partido,( perdão ! de casa)... Teriam que permanecer; ,caso contrário, perderiam o “bônus do rateio” da propaganda eleitoral (desculpem-me, outra vez !), quero dizer, sua parte no “michê”, controlado pelo ”Centrão” . Afinal, o “Centrão”, precisava frear o avanço dos” rendez-vous” e dos recentes motéis, que incomodavam bastante o velho e tradicional puteiro da rua São Miguel...

O que fizeram elas ? Passaram a exigir a mais absoluta higiene e fidelidade às casas, das putas recém chegadas. A obediência a essas determinações eram imprescindíveis a otimização dos futuros resultados. Aquela que fugisse às regras, seria levada ao conhecimento do “cabo Tatá” e do seu homem forte, o sargento Ranulfo, paras devidas reprimendas. Negrinha, Nena, Isolina, Tia Moça, Amelinha Sudária e Tubertina, comandantes do “Centrão”, não poderiam perder o controle dos seus filiados ( hi! Perdão outra vez...), do dinheiro, do poder e das negociatas, que exerciam na rua São Miguel. Era preciso ”trabalhar” para não perder o poder!

Só que as putas iniciantes queriam conhecer novos lugares, puteiros de luxo. A velharia não mais seduzia as ex-donzelas. Mesmo com todo o esforço do “Centrão”, ele não prosperou. Os motéis, cada um mais chique que o outro, as chácaras” especializadas”, tomaram conta do pedaço, sepultando,de vez, a saudosa e lendária rua São Miguel...

Segundo conta a história recente, muitos filhos daquelas distintas damas, mudaram-se para Brasilia e juntando às filhas e netas(os) das “damas da noite”, formaram um novo “Centrão”, voltado à política brasileira .É a fase que estamos vivendo... Abraços do “ Marquez do Cassú".


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sexta-feira, 19 de julho de 2019

VIVER 100 ANOS!

Oi, turma!

(Conheço uma cidade cheia de interrogações: Fiscalização? Cumpra-se. ISSQN?- Sonega-se. Lei de Zoneamento? Burla-se. Honestidade? É manga de colete. Decência ? Ora bolas...)


Mário Salvador, “imortal” da Academia de Letras Triângulo Mineiro, humor acima do normal, Presidente de entidades de classe , clubes de serviços, figura maiúscula da sociedade uberabense, semanalmente, brinda os leitores do ‘’Jornal da Manhã”, com crônicas deliciosas. A de 16 de julho passado, antológica ! Com a sua devida permissão, vou transcrevê-la:

“Há alguns dias, uma matéria na TV, apresentou um homem com 106 anos de idade, mas com aparência de 60. Lúcido, plena forma física, falou sobre sua vida e contou fatos marcantes , com enorme sorriso. Fiquei pensando: será que chego até lá ? Tenho em casa o Álbum de Uberaba, de 1956, junto de minuciosa pesquisa de Gabriel Toti, para as comemorações do Centenário de Uberaba. Dentre outros assuntos, o álbum trás fotos antigas desta cidade, a história de criação de várias entidades e apresenta a história de Uberaba, de suas origens até tornar-se cidade, em 2 de maio de 1856, além de mostrar todo o progresso que elevou a cidade a um novo patamar. E a intensa publicidade que possibilitou a edição do álbum, nos remete a casas comerciais da época do Centenário. O Prefeito era Artur de Melo Teixeira. Gabriel Toti, enumera todos os Prefeitos que ocuparam esse mesmo cargo até o Centenário.

Um fato curioso nas comemorações dos 100 anos da cidade. A praça Rui Barbosa, apinhada de cidadãos , aguardava o discurso solene do Prefeito; armou um temporal. Então, o locutor avisou:- “ A solenidade fica adiada para amanhã, às 8 horas da manhã”. A transferência visava proteger a população da borrasca, que ,de fato, aconteceu. Na manhã seguinte, o Prefeito leu o discurso da véspera:- “Nesta noite memorável...” Volto ao assunto do inicio, se chegarei aos cento e poucos anos. Pelas minhas contas , já cheguei ! Copiando um conhecido programa de TV, “peço ajuda aos universitários” nas contas que provam meu raciocínio. Vamos aos fatos:

Conforme meu registro de nascimento, nasci em janeiro de 1935. Isso quer dizer que, em 1956, no Primeiro Centenário de Uberaba, eu tinha 21 anos. Como no próximo ano, 2020, Uberaba comemorará o seu Segundo Centenário, com grandes festividades, creio que me é lícito, acrescentar aos meus 21 anos do Primeiro Centenário mais 100 anos, o que significa que terei 121 anos de idade, em 2020. Será que estou fazendo alguma conta errada ? Calma ! Só na cidade Uberaba, eu e os meus conterrâneos, podemos viver esta experiência tão aprazível, quanto “sui generis”. E olha que, para 121 anos, eu estou muito bem conservado”...

P.S.- “Especial Tio Mário, inesquecível dos tempos de TV-Uberaba; muito obrigado pela crônica. Pena ferina e verdadeira. Nascí no mesmo ano. Em 24 de outubro. Desfilamos no 1º. Centenário de Uberaba; fizemos, juntos, o Tiro de Guerra. Nossas vidas se cruzaram e a sólida amizade, perdura. Quem sabe, poderemos “marchar juntos” no” bi-centenário” que estão apregoando pelai, na “maravilhosa” idade 121 “primaveras “...Será o máximo ! Fantástico!

Para aqueles (i)responsáveis pela “mudança” e alteraram o “registro de nascimento” da CIDADE de Uberaba, tão (in)oportuna , Tio Mário e eu, possam chegar aos 121 anos, com a mesma disposição daqueles que fizeram esse” rombo” ( ou roubo?)na rica e majestosa história da nossa amada Uberaba. Abraço do conterrâneo “Marquez do Cassú”.


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sexta-feira, 5 de julho de 2019

A TROCA

Oi, turma!

( Cuidado para não confundir “ Zé germano “ com gênero humano... )

O pai, Luiz . A mãe, Niza. O casal só teve um filho que o pai, deu o nome do avô: Ataliba. Filho único, era simplesmente Netinho. O diminutivo, integrou-se ao nome. Netinho, era bom na escola (Marista Diocesano); bom de bola também. Jogou, ainda jovem, com os adultos. Sabia jogar. Os pais, queriam o filho doutor. Foi estudar no Rio de Janeiro. Lá, morando nas Laranjeiras, ficou perto do Fluminense, sua paixão desde criança. Foi a conta. Optou pela bola ao invés dos estudos. Envergou a camisa tricolor. A diretoria queria profissionalizá-lo. Os pais ficaram sabendo e trouxeram o filho de volta...

Netinho “ralou” na loja do pai, na Artur Machado. Porém, não esqueceu a bola .Deu “show” com a camisa vermelha do Uberaba e com a azul do Independente. Jogava prá “caraca”. Criou fama. Medroso ? Coisa nenhuma...Sabia jogar “ sem bola” que os críticos não sabiam o que era. Extrovertido, bem falante, despertou com o convite do Raul Jardim e foi trabalhar na PRE-5, a única emissora da cidade. Dalí para o “Lavoura e Comércio”, foi um pulo. Falava bem e escrevia melhor ainda. Com a família Jardim, ficou enquanto esteve vivo.

O “cavalo passou arreado” um punhado de vezes. Ofertas nas grandes rádios e jornais das capitais. “Neca”. Seu amor por Uberaba., não tinha preço. “Daqui não saio. Daqui ninguém me tira”... A volta à democracia, depois da ditadura getuliana, no apogeu dos 20 e poucos anos, na UDN (União Democrática Nacional) que tanto amava, convidado, elegeu-se vereador com expressiva votação. Na tribuna, embora na oposição, foi um sucesso ! Comedido, mas, corajoso, valente ! Despontava como o grande nome do partido, apoio dos amigos, à Deputado Estadual. Sua eleição era tida como “ barbada”, apesar da família ser contra . Deu “zebra”... Já, já,eu conto.

Tive com Netinho, sólida e fraterna amizade, durante 40 anos. Amigo leal, sincero, digno e honesto. Sua inteligência saia pelos poros. Seu improviso, empolgava multidões. O que escrevia e falava, era lei na terrinha. Com a mais absoluta justiça. Devotava a Uberaba, amor inexcedível ! Poucos jornalistas no Brasil, tinham o seu talento. Desprezou todos os convites que recebeu para deixar Uberaba. Recusou sempre. Vida simples, Netinho, até hoje, faz muita falta Uberaba.Sua correção, compostura e conduta moral, deixaram uma enorme saudade. 

Volto a sua pré-candidatura à Deputado Estadual. Na convenção da UDN, seu nome era tido como unanimidade. Foi quando aconteceu a grande “ rasteira”. A “maracutaia” armada. O diretório da UDN, a “eterna vigilância”, nos porões da covardia,sem justificativa aceitável, indica o nome de Max Nordeau de Rezende Alvim, o candidato à deputado estadual. Netinho e seus amigos, boquiabertos, além de indignados, tiveram que “engolir” aquela ”facada “.

Passados alguns dias, o Secretário Geral do partido, eis passeando, livre, leve e solto pelas ruas da cidade num “jeep” novinho em folha. Havia “vendido” a candidatura de Netinho por aquele vistoso veículo... A amargura daquele gesto, mexeu com os brios do meu saudoso amigo. Daquele dia em diante, recusou todos os convites políticos. Dizia sempre:- “A melhor política da minha vida, foi deixar a política”.

Vitorioso na comunicação, Minas ganhou o seu mais notável apresentador, reinou absoluto no rádio, jornal e TV , no Estado. Episódio que a “ jovem guarda”não conhecia, nos meandros da podre política que se pratica em Uberaba. Há muitos anos... Tchau ! “Marquez do Cassú".






Cidade de Uberaba


AMIGOS PARA SEMPRE!

Oi, turma!

(Na parede do lendário ‘bar do Mosquito”, um quadro com os dizeres:- “Prefiro um cachorro amigo que um amigo cachorro”...)


Para conhecer um amigo, não é necessário mostrar sua amizade, pois, está à vista de todos quantos nos rodeiam. Uma frase altamente salutar que guardo com profundo respeito, é aquela “ quem tem bons amigos, nunca está só e muito menos, desamparado”. A gente sabe, sente, quando precisar de uma palavra de conforto, um conselho leal e verdadeiro, um coração que nos acolhe, quando podemos contar com o amigo ! A amizade é uma obra que aparece por acaso; só tem uma coisinha: não por acaso, ela permanece...

São tantas as frases, pensamentos que definem o amigo, que é difícil escolher a mais apropriada. Uma, me marcou muito:- “ Se precisar de mim, nem pense em me procurar. Me procure sem pensar.” Passa o tempo que passar, aconteça o que acontecer, a verdadeira amizade nunca perde a importância nas nossas vidas. Quanto mais se vai” entrando em idade”, vendo a velhice chegar, mais se nos dá conta do valor das amizades sinceras e leais.

Felizmente, tenho amigos que preservo desde a tenra infância. Paulo Afonso Silveira, é uma delas, meu amigo da escolinha da Da.Maria, na Vila Maria Helena. Até hoje, bebericamos nossa cervejinha, no final de semana... Depois veio a adolescência. Ticoco, é exemplo típico. Na fase adulta, vieram o Sabino, Arnaldo, Wandeco, Bruce, Prieto, Rossetti, os Jucas, Tomé e Moreira, Luciano Machado, Sagú, Geraldo Barbosa, César Vanucci, João Eurípedes, Parreira, amigos de fé, irmãos camaradas, há mais de 50 anos! 

E os que já partiram para o plano espiritual ? Um caminhão deles que a minha frágil e decadente memória, não é capaz de nominá-los todos. Os que estão vivos e os que se foram fora do combinado, são e foram verdadeiros amigos. Acreditávamos uns nos outros, mesmo quando divergíamos , estávamos sempre abraçados. Mesmo distante, o tempo não nos afasta A amizade não fica perdida. O verdadeiro amigo, mesmo longe, está sempre perto. . São aqueles que nos criticam na nossa frente e nos defende quando somos atacados pelas costas.

O amigo verdadeiro é como carta da primeira namorada. A gente guarda em segredo, na última gaveta, do lado esquerdo do armário do nosso coração. Amigos são para sempre ! Eles elogiam suas virtudes e relevam nossos defeitos. O tempo vai passando, a saudade aumentando. Ah! que saudade eu tenho dos amigos que fiz na minha vocação maior, o jornalismo. Eram meus irmãos, apesar de termos nascidos de ventres diferentes. O amor do coração, não se perde e nem morre.

Rezo por todos eles, os irmãos Jorge e Farah Zaidan, Netinho, Raul Jardim, Ramon Rodrigues, João Cid, Rui Miranda, Joel Lóes, Antônio José, J. Carvalho, Lineu Miziara, os do futebol, Rodolfinho Cunha Castro, Baldomero Franco, Renê Barsam, Ézio de Martino, entre tantos outros que guardo nesse coração que ainda bate, com régua e compasso...

Meu lema, aproveitar até os pequenos momentos de alegria; pois, olhando para trás, percebo o tanto que fui feliz, gozando das amizades que sempre soube retribuir. Não esqueço os primos de sangue, Sherlock, Mozinho ,Cacildo, Felipe, Adilson, Toninho, Jair, Jaime, Calute, Véla, que alegraram a minha vida. Não tenho jeito para ser emotivo. Tento ser honesto e amigo dos meus amigos. Deus, na sua Infinita Bondade, não me deu amigos políticos. Sofreria muito ser apunhalado pelas costas... O falso amigo, sempre fugiu do meu caminho... “ Marquez do Cassú .“





sexta-feira, 12 de abril de 2019

MEUS CABELOS COR DE PRATA

Abro a “ caixa dos Correios” e deparo com uma mensagem a mim dirigida. Aliás, depois que a nuvem passa, não trocaria meus amigos de fé, irmãos camaradas, minha vida maravilhosa, minha amada família, minha terrinha sagrada , por nada, nada desse mundo, imundo ... Muito menos por uma vasta cabeleira loira, uma barriga de “ tanquinho”, saliente e lisa...Enquanto envelheço, torno-me mais amável comigo mesmo, menos crítico de mim mesmo...

Acabei tornando-me meu melhor amigo. Não avexo-me de comer biscoito de polvilho na padaria do Xisto Arduini, de bebericar minha saborosa cachacinha no bar do Filó, a cervejinha gelada do “bar cotovelo” do Luizinho, na agradável companhia do Zé Roberto. Não dispenso de ir prá chácara , com o Juca Tomé e o Sabino, degustar a costelinha de porco, caprichada, feita pelo Arnaldo. 

Acostumei-me a arrumar a minha cama, comprar “boboseiras” quando vou ao centro da cidade. Sei que apesar das broncas da Wania, ao meu lado, vigiando o tempo todo, quase há 60 anos, continuo roncando em sono profundo, meio “ lambão”, confesso. Extravagante ? sei lá... Assistí, com lágrimas nos olhos, a “partida” cedo demais, de amigos fraternos, antes que conhecessem o que é uma boa velhice...

Ninguém à censurar,depois de velho, ficar “ grudado” no computador, horas e horas, querendo saber coisas que não sabia e só ouvia dizer...Lembrar dos idos tempos que dancei ao som das lembradas orquestras da terrinha e muitas outras famosas de todo o Brasil e, digo-lhes, sem ter chorado nenhum amor perdido...Se nas férias, ia à praia , calção comprido, esticado sobre um corpo quase decadente, “ furando ondas de araque”, sob olhares complacentes de jovens de corpos sarados, “ vocês vão também envelhecer, seus putos! “... conversava eu com meus botões... 

A memória ainda é boa; a vista? Nem tanto. Sou péssimo fisionomista, confundo ”Zé” com “Mané”. Recordo coisas importantes e as” desinportantes” também. O coração enternece quando lembro-me dos “ meus” que já se foram. Coração que nunca sofreu, não conhece a alegria de ser imperfeito. Sou abençoado por isso. Vivo o suficiente por meus cabelos brancos e o riso da juventude que, nas rugas, navegam nas avenidas do meu rosto...

Quanto mais se envelhece, mais fácil é ser autêntico. Nem para peidar, peço licença. Preocupo-me pouco com que os outros (adversários, sempre inimigos, nunca) pensam a meu respeito . Enquanto viver, não vou perder tempo, lamentar o que poderia ter mais feito . Aos jovens, que tem a paciência e a delicadeza de lerem os meus humildes textos, histórias e pensamentos, deixo um recado que aprendi com o excepcional Nelson Rodrigues:

Quando um grupo de universitários cariocas, ao visitá-lo para uma longa entrevista sobre a sua atividade na crônica brasileira, abordando os mais variados temas,o inquiriram que mensagem deixava aos estudantes brasileiros, Nelson, era míope, fumante inveterado, ajeitou-se na poltrona, olhos esbugalhados, cigarro no canto da boca, óculos com lentes parecendo vidro, na ponta do nariz, respirou fundo e soltando uma enorme baforada, disse apenas :- “ Jovens ! Sabeis envelhecer ! “ Marquez do Cassú “. 


Luiz Gonzaga de Oliveira


Cidade de Uberaba

sábado, 16 de março de 2019

A “FARSA” DO ANIVERSÁRIO DA CIDADE - I

Contei-lhes uma vez. A partir de hoje, em 12 textos-denúncia, recomeço a mostrar ao uberabense, a “ farsa” da ‘”mudança” de data do” registro de nascimento” de elevação à categoria de CIDADE, a nossa amada Uberaba de todos nós.

O infausto acontecimento teve inicio no dia 10 de junho de 1994, quando era Prefeito, o atual Presidente do CODAU, Luiz Guaritá Neto, envia uma PEC (Projeto de Emenda Constitucional), à egrégia Câmara Municipal, então presidida pelo vereador Ademir Vicente da Silveira, hoje, um dos maiores empreiteiros do CODAU, fixando a data de comemoração do” dia do município” , para 2 de março. Começa aí, a “ malandragem”...) (documento em meu poder).

A “ justificativa circunstanciada (sic)”é de uma total falta de solidez, história e argumentação, de pasmar ! Inicía dizendo que “costumeiramente, convencionou-se que a data oficial de Uberaba, dia 2 de maio, artigo 194, da Lei Orgânica do municipio, sem maiores indagações de ordem histórica”. Primeiro absurdo contido no pedido:-Será que o Prefeito e sua assessoria, nunca estudaram nos colégios que freqüentaram, a verdadeira história de Uberaba ? Nunca leram, nem ouviram dizer, nada sobre o grande historiador uberabense ( nascido no povoado do Jubaí), professor emérito, Hildebrando Pontes, no seu livro “História de Uberaba e a Civilização no Brasil Central?“. Lamento, profundamente, serem tão chucros assim..

No livro, com dados indesmentíveis, ele descreve toda a saga , desde os primórdios da incipiente civilização regional, iniciando pela etimologia do nome, elementos formadores, indígenas, brancos, negros, costumes, origem do povoamento, evolução social, comercial e política.O emérito professor e historiador, coitado... deve ter remoído no seu túmulo, ao ver e saber que um engenheiro, Prefeito da sua cidade, analfabeto em história da santa terrinha, teve o disparate, a insensatez e a falta de cultura, quando assinalou que “ não se tinha maiores indagações de ordem histórica”...Pobre rapaz...
É de causar arrepios, constatar tamanha ignorância. Mais adiante, afirma que “ tomou-se como data provável o dia 2 de maio de 1856 para comemoração oficial do “dia do município”. Porém, as festas da Exposição Agropecuária , evento de importância internacional, absorveu qualquer outra comemoração, empanando as festividades de tão importante evento comunitário, fundamental para a formação do sentimento de cidadania (sic”). Mais uma vez, a ignorância, aliada à petulância, além da falta de conhecido histórico do alcaide, estarrece ...

Por etapas:- O prefeito Luiz Neto, desconhecia a Lei 759, de 02/05/1856 ? Quando Uberaba foi guindada como CIDADE, nem se falava em Exposição Agropecuária ?...Qual o real motivo para a data ser “ ofuscada”, em se sabendo que só 40 anos depois, é que realizou-se a Primeira Exposição de Gado Zebu, na amada terrinha? O “porquê” a data de 2 de maio, “empanaria”, as “festividades e formação de sentimentos de cidadania”?. O Sr. Luiz Guaritá Neto, então Prefeito, quis dizer o quê, com tal afirmativa ?

O arrazoado do Prefeito, é deprimente. Tentando , conseguiu com o beneplácito da Câmara, anular a data convencional, mesmo com escassos argumentos “históricos”. Nem os “meninos do grupo”, acreditaram em tão ridícula “baboseira”.

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A FARSA – II

Continuo contando como se deu a “farsa” da mudança da “ certidão de nascimento” da CIDADE de Uberaba, de 2 de maio para 2 de março. Repito: certamente o prefeito Luiz Guaritá Neto e seus “ assessores historiadores”, não deram a devida atenção aos verdadeiros e autênticos escritores que contaram a história de Uberaba, desde a primeira leva de homens valentes que nessas plagas aportaram. Esses “ desconhecedores” da nossa história, chegaram ao descalabro ( e o Prefeito endossou...), apresentar “argumentos” que citam “Dona Beja”, que nada tem a ver com a fundação de Uberaba. Citam “Desemboque”, sem aprofundar em estudos e pesquisas que justificassem a citação. Falam de “Anhanguera”, Pitanguy e Taubaté, sem a menor argumentação convincente e totalmente sem base histórica.

Quando falam de “ 2 de março”, nem é citado o ano de 1820, que o Decreto Real, criou a PAROQUIA ( FREGUESIA ), citando D.João VI, onde está inserido:- “o grande desgosto que sofreram os colonos da “Farinha Podre”, privados do socorro e pasto espiritual que tinha no julgado de Desemboque”. Assim, estabeleceu a FREGUESIA de Uberaba”. Fica apenas uma pergunta: quem souber, responda:- Desde quando FREGUESIA é CIDADE ?

Deus meu, quanta ignorância, má fé , ou “malandragem...” O que tinha a ver “calça com a “cueca “?. Naquele tempo, o Estado era atrelado à Igreja , daí a Freguesia que, “na justificativa circunstanciada” (termo da petição do Prefeito...) , criava uma “ capela curada” e executava os despachos “necessários”...Mais adiante, o Prefeito declara:- “o decreto real de 2 de março de 1820, é reconhecimento oficial de fundação de Uberaba, sua CERTIDÃO DE NASCIMENTO , o que recomenda , históricamente, a comemoração neste dia do mês”.

Faça-nos o favor, Senhor Prefeito Luiz Guaritá Neto. V.Excia., “arranjou uma desculpa fajuta, esfarrapada, mentirosa, para “mudar”a data de “ elevação de Uberaba a condição de CIDADE”. Arranja outro motivo... Encerrada a infeliz “justificativa circunstanciada”, o Prefeito afirma:- “Por ordem eminentemente histórica , na falta de argumentos mais fortes e contrários ao documento oficial que se acha depositado no Arquivo Público (“que documento?, grifo meu )é que estou propondo a esta Egrégia Câmara , adoção da data de “2 de março”, como o “ dia do município”, resolvendo-se as controvérsias que possam ocorrer ou tenham ocorrido, em beneficio da história e do bem estar da comunidade “.Uai! muda-se a data de elevação de Uberaba a condição de cidade, por “dia do município”? Como é feita esta alquimia ? ...

Credo ! Quanta falta de conhecimento da sagrada terrinha, sua verdadeira história! Será que os anos dos bons colégios que freqüentou, em Uberaba e outras cidades,o Prefeito Luiz Neto, nunca ouviu falar nos festejos do CENTENÁRIO DE UBERABA, em 1956 ? A empolgação que a cidade viveu na época ? Nenhum “assessor” o alertou para estupenda “gafe” que estava cometendo ? Outra coisinha :- “Qual a verdade, leal e honesta, que o levou a mudar a data de elevação a condição de CIDADE, nossa grande Uberaba ? Esse desejo representava os interesses históricos da terrinha ? Ou teria” outros interesses”( escusos ?sei lá!...) para tão infeliz procedimento ? Os uberabenses foram consultados se concordavam com a mudança da “data de nascimento” da nossa CIDADE? Existiam razões que a imprensa-embora sempre calada-, desconhecia ? 

Tenho ainda muita coisa à comentar sobre essa “farsa” cometida contra a nossa sagrada CIDADE ! Volto, amanhã, à detalhar episódios que tenho em mãos.

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A FARSA – III

Sigo mostrando a grande ”farsa”do “aniversário de Uberaba”, “malandragem” que não acaba. Seguinte: ainda em junho/94, a Comissão de Justiça do Legislativo, recebeu o pedido do Executivo. O professor aposentado, meu amigo Carlos Pedroso, escreveu no “ Jornal de Uberaba”, que a data de elevação da cidade de Uberaba, não era nem 2 de março, nem 2 de maio. Católico praticante, valeu-se de consulta ao Arquivo Público de Minas Gerais, “atestando” que o 1º .centenário, aconteceu em 22 de fevereiro de 1936 .Segundo ele, “assim pensavam os políticos que queriam ser famosos eleitoralmente”. A nossa imprensa se ocupava do assunto, timidamente, comentando a” mudança da data”.

O “Jornal da Manhã”, de 24.6.94, na coluna “Alternativa”, completou a nota escrevendo assim: “ a maioria dos vereadores está consciente do problema nas comemorações do aniversário da cidade no dia 2 de maio, data “esprimida” entre o feriado nacional e a inauguração da maior feira agro pecuária do país”. Não entrou em detalhes e nem deu maiores informações. Tristeza! Quanta tolice eivada de suposições. Nenhuma autoridade que fala ou escreve a “história de Uberaba”, até então, não havia se manifestado. Só Carlos Pedroso, repetiu seu artigo do “Jornal de Uberaba”, no “Jornal da Manhã”...

Agosto/94, a Câmara convidou para debater o pedido, o Prefeito, Secretária de Educação e Cultura,Carlos Pedroso, Fundação Cultural ,Arquivo Público, OAB, ACIU, Assídua, CDL. (doc. em meu poder). Não se tem noticia se as entidades convidadas, compareceram, à dita reunião. As entidades classistas, jamais se manifestaram sobre a proposta. Vale destacar a posição sempre correta e íntegra, do Jurídico da Câmara , (Marcelo Alegria, William Martins e Sylvio dos Santos Prata), ao emitir parecer sobre o pedido da “mudança”, foi correta e taxativa. Ei-la :

“Referida data (2 de maio), vem sendo comemorada desde o inicio do século, visto que os historiadores locais tem trazido em suas obras, o seguinte:- Decreto de 2/3/1820, criou-se o DISTRITO de Uberaba, uma PARÓQUIA ,sob a invocação de Santo Antônio e São Sebastião.

A Lei Mineira no.28 de 22/2/1836, elevou Uberaba à VILA, com autonomia política e administrativa. A Câmara Municipal , deu a instalação da VILA, em 7/1/1837.
E pela Lei 759, de 2 de MAIO de 1856, erigiu-se em CIDADE . 

Leis posteriores, desligavam de Uberaba , aqueles termos e de no.375, de 1903, anexou-lhe a de Sacramento que depois, também se desligou . (José Mendonça,” História de Uberaba, pág.23,1974 )”. Completa então o douto PARECER do Jurídico da Câmara de Vereadores:- assim ante a citação( cópia anexa) não há o que se COGITAR de que a data de 2 de maio, então data da comemoração “ do dia do município”, NÃO TEM EMBASAMENTO HISTÓRICO, como pede a “ justificativa de folhas”.

Evidenciado, cristalinamente, que o Jurídico da Câmara, mediante inequívoco PARECER, confirmou o dia 2 de maio, como o PRINCIPAL DA CIDADE DE UBERABA. Tenho em mãos, cópias do livro do saudoso e eminente professor e historiador , José Mendonça, tratando do assunto. Lamentavelmente, não se conhece as razões, o Presidente do Legislativo, ADEMIR VICENTE DA SILVEIRA, insistiu na sequência do pedido, a fim de atender o seu “amigo”, Prefeito LUIZ GUARITÁ NETO.

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A FARSA – IV

Apesar de alguns amáveis leitores não entenderem a importância e datas históricas, continuo mostrando a “farsa’ acontecida em Uberaba, na mudança do “ registro de nascimento” da santa terrinha. Se não cuidarmos do nosso passado, o nosso futuro vai deixar a desejar...

Vamos lá:- 5 de agosto de 1994,”Jornal da Manhã noticía que “ vereadores marcam data para discutir o aniversário”. À reunião do dia 18 do mesmo mês, compareceram e assinaram presença , além dos edis, Carlos Eduardo Colombo, José Humberto Salge, Erwin Pulher, Aparecida Manzan, Carlos Pedroso, Luiz Guaritá Neto, Jorge Nabut, Guido Bilharinho, Sônia Fontoura, Flávio Canassa, Lauro Guimarães, Josefina Silva e Ademir Vicente da Silveira.Convidados, não compareceram: Arnaldo Santos Anjo, Luiz Alberto de Oliveira Jr. Modesto de Lima, Maria Antonieta Lopes, Dedê Praes ( documento em meu poder ).

O “Lavoura e Comércio”, de 6/8/94, abriu manchete:-“Poder Público e entidades discutem data para o aniversário de Uberaba”. E completa:- “ O Presidente da Câmara, Ademir Vicente da Silveira, afirma que a mudança da data obedece a fatores históricos questionados pela população e esclarece divergências quanto ao dia e ano de fundação de Uberaba “. Estranho é que, desde o inicio, das “discussões” propostas pelo prefeito Luiz Neto, em momento algum, S.Excia .teve o cuidado de convidar a imprensa local, à participar das referidas reuniões. Acredita-se que o Prefeito tinha certeza plena que a “imprensa chapa branca”, “comia na mesma panela”...( menos eu que deixei a Superintendência da TV-Regional, em maio de 1994.)

Os folhetins da terrinha, se ocupavam em pequenas notas. A íntegra jornalista Gislene Martins (Você faz muita falta, Gislene...)na coluna “Bastidores”, registrou a preocupação de Ervin Pulher , na mudança da data .Disse: “2 de março é da criação da PARÓQUIA, 22 de fevereiro, apenas a data da lei Provincial . Uberaba, cumpriu todas as obrigações legais para a Lei entrar em vigor, 2 de maio”, concluiu o saudoso e emérito professor. Já Carlos Pedroso, católico convicto, insistia em seus artigos.”Dom João e o aniversário” que, nem 2 de março, nem 2 de maio, representam a data mais importante do município.22 de fevereiro, é o dia a ser comemorado. Ele sempre insistiu na FREGUESIA de Santo Antônio e S.Sebastião de Uberaba”.

A ignorância histórica do ex-Prefeito, Luiz Neto, sobre o aniversário da cidade, em que pese o avô, o pai, um dos mais brilhantes jornalistas e radialistas que Uberaba produziu, o inesquecível Ataliba Guaritá Neto ( O Netinho imortal) e ele, Prefeito, é de pasmar ! Declarar ao “Jornal de Uberaba”(19/6/94) que “ a data de 2 de maio foi definida sem maiores indagações e que tornou-se como DATA PROVÁVEL, 2 DE MAIO DE 1856, como a data mais importante do município” (doc.em meu poder)”,é de lascar !Os historiadores Hildebrando Pontes e José Mendonça, repito o que já disse anteriormente, devem ter revirado na tumba ! Pelo visto, o ex-Prefeito, nunca leu a história de Uberaba, cidade que ele administrou e tem, dizem, pretensão de voltar a dirigi-la.

É claro o inteiro teor da Lei 759, de 2 de maio de 1856, elevando a categoria de CIDADE ! Na infeliz entrevista citada, ele declara:- “ O Decreto de D.João VI, justifica a decisão que visava acabar com o desgosto que sofreram os colonos estabelecidos no sertão da “Farinha Podre” por serem privados de socorro e pasto espiritual”. Custa-me acreditar que um jovem inteligente, de boa família, brilhante engenheiro, enfronhado nas lides políticas, cometesse tamanha leviandade...Tenho muito mais coisas para contar.

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A FARSA V

Até a natureza se revolta contra aqueles que faltam com a verdade. Impingem situações ”goela abaixo”, dos cidadãos de boa vontade. Esse 2 de março, louvado como “ aniversário de Uberaba”, não me representa e desafio a provar minha verdadeira história da data de ELEVAÇÃO de Uberaba e a fajuta e inconsistente “criação” de uma nova data de” Freguesia”...

Continuo o meu indesmentível histórico. Na Câmara municipal, prosseguia as tratativas para a “mudança”do aniversário de Uberaba. O “Jornal da Manhã”(24/6/94), na coluna “Alternativa”, estampava “ o projeto deverá ser votado na primeira semana de junho. Se aprovado, Uberaba ficará com 175 anos de idade”. (grifo meu, ou seja, “envelhecida” 36 anos). Continua “matéria parece tranquila no Legislativo, mesmo porque a maioria dos vereadores está consciente do problema acarretado com as comemorações do aniversário da cidade, dia 2 de maio, “esprimida” entre o feriado nacional e a inauguração da maior feira agropecuária do país, a Expozebu”.

Tal justificativa seria cômica, se não fosse trágica. Os que queriam mudar a data,” inventaram” essa desculpa. Cabe aqui, algumas indagações: “naquele ano, o Carnaval começava na quinta, cobria a sexta-feira e o sábado, o comércio a indústria e outras atividades, inclusive repartições públicas, paralisaram suas ações, ou não ?.A “ semana santa”, também envolvendo quinta-feira, sexta

-feira da Paixão e sábado da aleluia, teriam que mudar a data, também ? Feriados municipais e ou federais, quando “ caem” na sexta-feira, teria que ser adiados? E outras datas, quando o feriado é na quinta-feira ou na segunda-feira, criando os chamados “ feriadões” , tinham que acabar ?. Não resiste ao menor argumento, esse apresentado pelos “sabichões, donos da cidade” e complacência da acovardada Câmara de Vereadores da época.

O “silêncio”, mudo e quedo da “imprensa marrom” da cidade, a pacífica e subserviente conivência dos jovens historiadores da santa terrinha, alguns funcionários municipais, lotados em secretarias, autarquias e departamentos com duvidosos e incipientes pareceres, “lavaram as mãos” ,lembrando Pôncio Pilatos.. .Enquanto os “ estudos” prosseguiam na Câmara, o professor Carlos Pedroso, continuava escrevendo nos jornais locais. “Jornal da Manhã”(26/6/94), sobre o”aniversário” de Uberaba. Chegou a invocar o saudoso Arcebispo Metropolita da época, D.Benedito de Ulhôa Vieira, sobre o estudo que tinha em mãos. Insistia na data de 22 de fevereiro de 1836.., Sua tese, seus “guardados”, foram, solenemente, ignorados, no momento de se concretizar a “ farsa” do “aniversário” de Uberaba...

O “Jornal da Manhã”, raramente registrava o episódio ,em pequenas notas. Uma delas, em 3/8/94, dizia:- “Câmara de vereadores ,inicia dia 18, as discussões sobre a transferência da comemoração do aniversário de Uberaba para outra data. A proposta é que esta data seja observada no dia 2 de março, que marca a assinatura do decreto real pelo qual, D.João VI, criou a FREGUESIA de Uberaba. Esse decreto representa a certidão de nascimento da cidade, pois deu-lhe autonomia administrativa.” O jornal repetia, integralmente, a proposta de emenda Constitucional enviada `Câmara, pelo então prefeito Luiz Guaritá Neto. Nada mais...

Oh! Terrível dúvida ! Aí, tem “coisa”...D.João VI,”cria”FREGUESIA”, que a “turminha” afirma representar a “certidão de nascimento” da cidade. E onde fica o inteiro teor do decreto que especifica FREGUESIA ? Nos dicionários pesquisados, no “Geogle”, conhecerão as definições de CIDADE e FREGUESIA e as conseqüentes diferenças.. Fico a pensar:- qual teria sido a verdadeira intenção, ou razão dos nossos dirigentes? O que se esconde nessa “farsa” da “mudança” da data de elevação de Uberaba à condição de CIDADE ? O “sombra”, sabe ?...

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A FARSA – VI

O dia 2 de março, repito, não me representa como o do “aniversário” de Uberaba. Essa intensa e mal intencionada publicidade de hoje, 199, amanhã 200 anos da terrinha ,é pura e fantasiosa mentira ! Autoridades e pretensos historiadores da cidade, desconhecem-se as razões e os motivos reais, tentaram mistificar ( ou desmitificar ?)a história da elevação de Uberaba a condição de CIDADE. Erro imperdoável ! Tentam jogar ao chão, experientes e acreditados historiadores da amada terrinha, com a mais absurda falta de pudor em relatar a verdade. Esqueceram do compromisso com a cultura , história e tradição da amada terrinha. Os responsáveis pela irresponsável mudança de data da elevação da então Freguesia à CIDADE, não levaram em consideração , por falta de conhecimento, ou por interesses ocultos e escusos, o “ envelhecimento” de nossa Uberaba em 36 anos ! Isso pode, Arnaldo !...

É a mais pura e grossa mentira, “mudar” a data e aniversário da CIDADE de Uberaba, pela forma semi-ditatorial como foi imposta. O Prefeito Luiz Neto, convidou apenas pessoas que iriam dizer “amém” à sua questionável pretensão. Sabia de antemão que os “convidados” – menos os doutos advogados do Departamento jurídico da Câmara municipal - , não iriam contra o seu desejo. Ficam algumas perguntas:- Porque a imprensa não foi convidada para participar da “discussão”?- Ela era contra a proposta? – Porque o uberabense (povão) não foi chamado a manifestar se aceitava ou não, a referida “mudança”? Seria contra a proposição ? O que levou o prefeito a ignorar os livros documentos de uberabenses ilustres (Hildebrando Pontes, José Mendonça, entre outros ) que escreveram histórias verdadeiras de Uberaba ? Não acreditavam nos seus livros e depoimentos, abordando a data de aniversário da terrinha ?

Ninguém pode esquecer que o resgate da História de uma cidade, se dá através de documentos, leis, metodologia, conhecimento histórico do assunto em questão. Qual o motivo de se criar uma “comissão” e depois dos vereadores, não terem levado em consideração, o respeitável PARECER JURÍDICO do seu competente Departamento, quando instado a pronunciar-se sobre a discutida “mudança”?

A “exposição de motivos” da exma. senhora diretora do Arquivo Público da época, que mesmo sabendo da história da elevação de Uberaba a CIDADE, “opinou” pela mudança da data, via uma débil explicação que o “ dia 2 de março, representa a certidão de nascimento de Uberaba” .Confesso, desconheço quantas Escolas Universitárias, diplomas de nível superior, possui a diretora, que a qualifica em ter dado a “palavra final” propondo a mudança...

2 de março, revelam os” documentos históricos”( que nunca foram apresentados...)no arrazoado de pedido da “mudança”. Não representa a vontade do laborioso povo de Uberaba que sempre comemorou a data de elevação da CIDADE DE UBERABA, no dia 2 de maio. Se está entre o dia do Trabalho e a Expozebu, o problema não é da CIDADE DE UBERABA ! Somos mais antigos e reza o ditado popular “ Antiguidade é posto”...

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A FARSA – VII

A exma . sra. Aparecida Manzan, então diretora do Arquivo Público municipal, após a sua posição com relação ao “ aniversário de Uberaba”, passou por momentos pouco agradáveis com a Justiça Estadual, envolvida no “escândalo da Fundação Cultural”, quando o então diretor da FCU, foi o “pivô” de uma fraude ocorrida naquela autarquia, cujo ressarcimento do desfalque do dinheiro aos cofres municipais, até hoje, não aconteceu. Sua posição em nome do APU, referente a “mudança” da data do aniversário da terrinha, extraio hoje e amanhã, alguns trechos do seu “levantamento’. Inicialmente, ela já faz opção pelo dia 2 de março de 1820 ; segundo ela “ por ser o primeiro reconhecimento oficial desta povoação, visto que, a Igreja , estava, umbelicalmente, vinculada ao Estado”.

Mais a frente, ele se cerca de dúvida e escreve “ necessitamos de mais tempo e recursos financeiros para buscar outras documentações no Instituto Histórico e Geográfico do Rio, no Arquivo Público Mineiro, Arquivo Nacional e Arquivo Público de São Paulo e Biblioteca Nacional do Rio”. Pede ainda que “ historiadores” ( não cita nomes, nem a origem ) para “ajudar nas pesquisas”. Segundo a exma. sra. Manzan, “ é preciso revisar a história de Uberaba para não incorrer em erros anteriores . Não se pode trabalhar com hipóteses, mas, com provas documentais”, finaliza a então diretora do Arquivo Público municipal.

Na outra página ( documentos em meu poder ), historía outra “data importante do município de Uberaba, 27/10/1809”. Ela relata a “ chegada dos irmãos José Manoel e Antônio Eustáquio Silva e Oliveira, vindos de Ouro Preto e Eustáquio, nomeado pelo Governo Provincial, como o “Comandante Regente dos Sertões da Farinha Podre”. De volta ao Desemboque, Eustáquio, encontra “ um lugar propicio para nele se instalar, às margens do córrego das Lages”. Em seguida, Aparecida Manzan, discorre sobre a data de 1/12/1818. Ela escreve:- “Eustáquio , recebe as bênçãos do padre Hermógenes Cassemiro de Araújo Brunswick, na capelinha erguida no arraial com o nome de “arraial de Santo Antônio e São Sebastião da Farinha Podre”, nome que figurou até 1836. Ela faz também, referência a manifestação da Igreja Católica, junto às ações do Estado . Nada mais.

Vem o 2 de março de 1820, quando D.João VI, criou a “ Paróquia (Freguesia)no arraial de Uberaba. Tal decreto fala do “desgosto sofrido pelos colonos do sertão da Farinha Podre, que se viram privados do socorro e pasto espiritual , longe do Julgado do Desemboque “. A justificativa exposta pela exma .sra., então diretora do Arquivo Público municipal, contenta-se em comentar a “ institucionalização da vida dos convidados na construção de sua ermida, visitada pelo padre e elevava à região inóspita (? minha) ao status de Paróquia ou Freguesia “. A arquivista fala da “assistência religiosa, o acesso ao batismo, amparo dos enfermos até a morte e a garantia do registro de nascimento, matrimônio, óbito, ampliações jurídicas e sociais”.

Encerra seu arrazoado, afirmando:-“ 2 de março de 1820, representa o primeiro reconhecimento oficial de Uberaba, sua certidão de nascimento”. No entanto, no último parágrafo de sua exposição, ela expõe-se à grande dúvida, a sua incerteza, quando afirma literalmente:- “Embora não seja a data de FUNDAÇÃO( Elevação de Uberaba a condição de CIDADE ), pois não existe formalmente; uma vez que os “ primeiros habitantes”, foram chegando sem “ data definida, é sem dúvida, uma das datas mais importantes de nossa história, merecendo ser valorizada de acordo com a preponderância (sic) que tem “. Amanhã, comento as datas de 22/2/1836 e 2/5/1856. A história sempre tem data...

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A FARSA – VIII

A senhora diretora do Arquivo Público 94/95, Aparecida Manzan, em seguida a sua “decisão” de mudar a data de elevação de Uberaba a condição de CIDADE, traz um longo histórico sobre o dia 22/2/1836, invocando a Lei Provincial no.28, que eleva Uberaba como sede e nome de “Vila Santo Antônio de Uberaba”, joga “prá fora” o coitado do São Sebastião... Discorre sobre a construção de um “sobrado” que servia à Câmara municipal e, no térreo, uma cadeia... ”Sobrado” que sobreviveu e, hoje, abriga dependências históricas da Câmara municipal . Depois de ser “arraial” e “Freguesia”, a historiadora finalmente comenta a data de 2/5/ 1856 . Sem entrar em maiores detalhes e pormenores da elevação a condição de CIDADE de Uberaba.

Transcrevo, sem muda uma vírgula (documento em meu poder), seu comentário:- “ Uberaba, após tornar-se município em 1836, desenvolveu-se rapidamente. Em 1837, já tinha Correios, em 1839, instalaram-se Cartórios, em 1840, passou a ser sede de Comarca. Este crescimento deveu-se a sua privilegiada posição geográfica, à força da sua atividade econômica e ao dinamismo de seus habitantes, que, em 1856, solicitaram e obtiveram a elevação de sede do seu beneficio à categoria de CIDADE, título honorífico, sem significação política (?), raramente concedidos aos núcleos urbanos. Assim, pela Lei Provincial no.759, de 2 de MAIO de 1856, aquele pequeno ARRAIAL DA FARINHA PODRE, timidamente começado pelo major Eustáquio, desde os idos de 1809, que em 1820 era FREGUESIA DE SANTO ANTÕNIO E SÃO SEBASTIÃO DE UBERABA, que a partir de 1836, e tornou sede de município com o nome de VILA DE SANTO ANTÕNIO DE UBERABA, agora muda mais uma vez de nome e se torna, definitivamente, CIDADE DE UBERABA. Era tudo que aquela população laboriosa e produtiva poderia pretender para sua terra, que assim se faz conhecida entre as poucas que então existiam no Brasil com este honroso título “.

É questionável “relatório-decisão” da diretora do APU, sem consultar maiores fontes ( ela mesmo, no texto de ontem, confessa...)DECIDIR que a data de elevação de Uberaba a CIDADE, seja 2 de março de 1820, confundindo com FREGUESIA. Suas assertivas para mudança de data de elevação a condição de CIDADE, a mim me parece ( depois de reconhecer a data de 2/5/1856), muito estranho. Ignorou por completo, não citou uma vez sequer, historiadores uberabenses de cepa indiscutível, donos de um enorme acervo cultural e histórico, dos renomados professores Hildebrando Pontes e José Mendonça. Sem sofismas, tal “decisão” teria obedecido “ ordem superior”, do que propriamente aos conhecimentos e relatos históricos?...

Ao tempo que a diretora do APU, aduz a necessidade de “maiores dados oficiais”, afirma que a “data de 2 de março de 1820, é a mais adequada e serve como registro de nascimento de Uberaba”... A “farsa”da mudança da data histórica (honorífica ? Jamais...)da elevação de UBERABA a condição de CIDADE , não pode ser trocada por uma reles data de criação de FREGUESIA, sinônimo de “ currutela”...Pergunto:- Era assim que o Prefeito e vereadores dos anos 1992/96, da sagrada terrinha devotam a nossa mui amada UBERABA ? Tenha dó!

Quanto a exma.sra.diretora do Arquivo Público, Aparecida Manzan, ela se contradiz, infelizmente, nas suas “considerações”. Uma pena ! Mostro e sequencio, amanhã, para trazer à tona, a verdadeira data de elevação de Uberaba a CIDADE. Não “ Freguesia.”, que estão apregoando na suspeita publicidade de Uberaba- 200 anos...”Balela que ninguém acredita...

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A FARSA – IX

Prossigo relatando a “farsa” da mudança da data de aniversário de Uberaba. Em 29/4/1994, a exma.sra. Aparecida Manzan, diretora do Arquivo Público municipal, enviou ao então Chefe de Gabinete do Prefeito Luiz Neto, Wellington Cardoso Ramos, “atendendo solicitação”, o estudo final para “mudar” a data de aniversário de Uberaba. Sem trocar uma vírgula, ela escreveu :- “O dia 2 de maio, apesar da importância histórica, não oferece condições para ser o “Dia do Municipio”(?) por causa da Exposição Agro Pecuária (?). Nossos estudos sugerem a data de 2 de março, quando se comemora a criação da FREGUESIA de Uberaba, em 1820, que, embora não seja a data de fundação como 2 de maio é vista, como o inicio de povoamento que não pode ser precisado”.

A”justificativa” é cômica, quase risível! Ela afirma:- ‘2 de maio, é comemorado há muitos anos como “Dia do Município”.( Ela não fala em CIDADE). Atualmente está obscurecida(?) pela festa da Exposição, uma vez que:- 1º -A festa da Exposição tornou importância nacional e internacional que absorve qualquer outra comemoração. ( A diretora dá a entender que a Expozebu só tem um dia de festa, 3 de maio, que diga-se, nos últimos anos, não tem a importância de antigamente, pois que, este ano, 2019, a abertura será dia 27 de abril...) 2º.- A celebração do “Dia do município”, (não fala mais em aniversário, nem fundação e muito menos, ELEVAÇÃO )é fundamental para formação do sentimento de cidadania de seus jovens cidadãos ( quer dizer que, até então, o 2 de maio não era comemorado ? Seria ela nascida depois de 1956, quando grandes festejos comemoraram o CENTENÁRIO de Uberaba, elevada a condição de CIDADE ?. Lamentável a falta de conhecimento histórico daquele prestativa servidora municipal...)Terceiro argumento:- “ A data de comemoração do “dia do município”, precisa ser destacada de qualquer outro evento que possa cobrir o valor cívico que apresenta”, destaca.

Em seguida, afirma “2 de maio não oferece condições pelo exposto(?) a equipe de pesquisadores e historiadores do arquivo Público ( não cita nenhum nome de “pesquisador” ) sugere que a partir de 1995, a data municipal seja comemorada no dia 2 de março, conforme decreto de D.João VI, criando a Paróquia de Santo Antônio e São Sebastião de Uberaba (FREGUESIA)”. Foi uma das peças históricas mais chulas que esse pobre escriba teve noticia . Para agradar não se sabe quem ( ou sabe?), esse “ crime histórico” foi perpetrado...

Do fim de abril a agosto de 1994, a “ imprensa chapa branca” da terrinha, vaga e esporadicamente, noticiava a “ mutreta” em jogo. Vereadores, segundo os jornais, ”estudavam a matéria que seria votada”. O assunto, era levado em “ banho Maria”...O “Jornal de Uberaba”, 18/8/94,escreveu” a população de Uberaba, na sua grande maioria, é contra a mudança”. Dezembro/94, o então Presidente da Câmara, Ademir Vicente da Silveira, convocou a última reunião do ano, para discutir a PEC 007/94, que “ muda” a data de aniversário da cidade. Além dos vereadores, são convidados, Flávio Canassa, Sônia Fontoura, Jorge Nabut, Carlos Pedroso, Dedê Praes, Antonieta Borges, Aparecida Manzan, Modesto Lima, José Humberto Salge, Eduardo Colombo, Luiz Alberto Oliveira Jr., Erwin Pulher, Arnaldo Santos Anjo, Guido Bilharinho e o prefeito Luiz Guaritá Neto. Sônia Fontoura, pediu mais prazo para estudar o assunto. Carlos Pedroso, disse que a data só poderia ser mudada em 1995. Os vereadores, Ademir Vicente, Lauro Guimarães e Gilberto Caixeta, não concordaram. Dia 20/12/94, nova reunião. Bilharinho, Pulher, Colombo, Manzan, Antonieta, Sônia, Flávio e Lauro Guimarães, compareceram. Luiz Neto, Santos Anjo, Luiz Alberto, Salge, Modesto, Dedê, Pedroso, Nabut, Heleno Araújo e Caixeta, ausentes. O projeto foi aprovado; a reunião extraordinária, realizada na ante véspera do Natal, 23/12/94.

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A FARSA X

Até hoje, a mal explicada mudança da data de aniversário da elevação de Uberaba a condição de CIDADE , infelizmente, naquele malfadado dia ( comentei ontem ), estava decretada. Com a pálida presença de algumas lideranças classistas da terrinha e que não se interessaram por assunto tão relevante, pois, pertenciam a mesma “panelinha” daqueles que, por razões nada edificantes, queriam a “mudança”. Ato este, vexatório, sem compromisso com a verdade, desqualificadamente, concretizou-se. 

Procure-se Brasil afora, o aniversário de uma CIDADE, pequena, média, grande, megalópole ou Capital, tivesse alterado o seu “ registro de nascimento”. É procurar “agulha no palheiro”... Forças retrógadas , para tristeza do uberabense verdadeiro, levaram a melhor. O Legislativo , como sempre, curvou-se, de joelhos, covardemente, ao Executivo e coroou-se, funestamente, a esse tamanho descalabro...

No dia 21/12/94, a Comissão de Justiça ,Legislação e Redação (José Rodrigues de Rezende, Paulo Silva (falecido) e Gilberto Caixeta), opinou pela aprovação da “nova data”. No dia 23/12/94, ante véspera do Natal, o artigo 194, da Lei Orgânica do Municipio, foi alterado (1º.turno). O ato “ heróico” estava consumado...

No 3º.ano do período legislativo ( 93/96), o projeto foi aprovado , por UNANIMIDADE (!!!) pelos exmos.senhores vereadores, em 2º.turno. Passado o período das férias, no dia 6/2/95, entrava em vigor já naquele ano. Depois de uma pífia “Justificativa Circunstanciada”, enviada à Câmara em 27/5/94, a tramitação durou ( ou demorou ? 8 meses e meio para a “ farsa” tornar-se vitoriosa. 

Não respeitou sequer o passado de uberabenses ilustres, mestres que debruçados em pesquisas históricas , análises , documentos e depoimentos insuspeitos, escreveram livros contando como Uberaba foi guindada a CIDADE e não FREGUESIA. Homens da têmpera e valores irrefutáveis de Hildebrando Pontes e José Mendonça, expoentes da nossa cultura, foram “substituídos” na suas hercúleas tarefas de estudos sobre a origem da nossa amada UBERABA, por políticos sem raça, sem jaça que, atendendo a interesses escusos e pouco louváveis, mesquinhos, agrediram e afrontaram a nossa história ... A imprensa, como soe a acontecer, em episódios marcantes da terrinha, “fechou-se em copas”, subjugando-se a interesses ocultos para não desagradar os “ ricos e poderosos” da cidade...

Aos uberabenses , cultores dos nossos dados históricos, responsáveis pelo zelo de nossas tradições, conheçam, abaixo, aqueles(as) foram os subscritores dessa irresponsabilidade : Prefeito Luiz Guaritá Neto, Aparecida Manzan e sua equipe da época, do Arquivo Público, convidados (já citados)que opinaram sobre a mudança e os 19 (dezenove )vereadores que votaram, unanimemente, pela “ troca” (ou alteração? )de tão infeliz iniciativa: Ademir Vicente da Silveira, Arly Coelho da Silva, Benito Meneghello, Daltro de Paiva (falecido), Edivaldo dos Santos, Chiquinho Teixeira, Gilberto Caixeta, Hamilton Felix, Heleno Araújo, Helí Andrade, Jesus Manzano ( falecido), João Spósito, José Rodrigues de Rezende, Lauro Guimarães, Minervino Cesarino (falecido), Newton da Cunha Prata, Paulo César Soares, Paulo Silva (falecido), Wilson de Paiva (falecido em pleno mandato), substituído por Lucimar Ferreira.

Esses homens, não se sabe, consciente ou inconscientemente, deixaram um legado triste para a exemplar história de Uberaba, trocando a referência de uma grande CIDADE para uma ultrapassada e pouco conhecida FREGUESIA... Pena ! Muita pena !...

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A FARSA XI

Estou chegando à reta final da “farsa” do “aniversário de Uberaba”. Defino o que FREGUESIA, PRELAZIA e CIDADE. FREGUESIA- é o nome de uma divisão administrativa, semelhante à PARÓQUIA. Freguesia e Paróquia, são sinônimos. Com a Proclamação da República, aconteceu a total separação entre a Igreja Católica e o Estado.

PRELAZIA – É uma circunscrição eclesiástica que atende as necessidades peculiares de um grupo de fiéis. É a Prefeitura Apostólica que administra o vicariato católico. As Prelazias são similares às Igrejas particulares. Cada uma tem seus fiéis, clero e pastores.

CIDADE – é uma área urbanizada que se diferencia de vilas, lugarejos, povoados, obedecendo critérios que incluem, população, densidade e classe populacionais e estatuto legal. CIDADE- é utilizada para designar uma data político-administrativa URBANIZADA . CIDADE – é uma área que concentra oferta de serviços, emprego, renda, manifestações culturais, religiosas, infra estrutura, consumo, e reúne os mais diversos fluxos e atividades humanas.

A importância dada à região da VILA DE SANTO ANTÕNIO E SÃO SEBASTIÃO DE UBERABA, era próspera e mereceu o título de CIDADE, EM 2/5/1856, tornando-se importante centro comercial que acentuou-se com a chegada da Estrada de Ferro Mojiana, em 1889, facilitando, sobremaneira, a imigração européia para nossa cidade e acompanhou o desenvolvimento da pecuária zebuína. Até o advento da “Fosfértil”, Uberaba progrediu.

Bastou assumir as rédeas do município, “jovens políticos promissores” e começar a degringolada do crescimento da santa terrinha. “Markeiteiros” e “ publicitários”, enfeitaram Uberaba daquilo que ainda não tínhamos. Tornaram-se “donos da verdade e da cidade” e mudaram até a data “ de nascimento” daquele povoado que Major Eustáquio, fundou...

É desalentador constatar a forma irreal como a “imprensa chapa branca” da terrinha teceu loas ( não merecidas) a “mudança”da data de elevação a categoria de CIDADE, a nossa amada , extraordinária , sofrida e mal querida (por alguns) UBERABA ! Até recentemente, insistiam em anunciar o aniversário da “currutela da FREGUESIA”, como se fosse sua data natalícia, e ”ignorando”, sabe lá por quais razões, a Lei 759 de 2/5/1856, que consagrava UBERABA como CIDADE . Motivos inconfessáveis, maldosamente “desconhecidos!”(será?), “aplaudiam” e desgraçadamente ainda “aplaudem”, a nefasta e covarde “transferência” de “ soprar velinhas” imerecidas, diga-se, do histórico e indesmentível 2 de maio para o insosso, mentiroso, inodoro e incolor 2 de março, tentando impingir aos uberabenses natos, degradante aleivosia, “inventada” por esse grupo de uberabenses inúteis.

Sem dar “ o braço a torcer”, a mídia local corrigiu, em parte, o seu erro. Não escreve mais que é o “aniversário de Uberaba”. Registra apenas “ 2 de março, aniversário da elevação de Uberaba a FREGUESIA”... Era o mínimo de honestidade profissional e histórico que o uberabense esperava. Falar em “aniversário de 200 anos”, em 2 de março, é agredir nossos foros de civilização e cultura. É cuspir nas nossas honestas caras, uma indecência histórica que não compactuamos e muito menos, respeitamos.

Quanto aos infelizes uberabenses que cometeram esse ‘crime histórico”, que sejam esquecidos para todo o sempre da nossa memória histórica. Uberaba, cristã e religiosa , lhes dará o perdão !....

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A FARSA XII

Passadas mais de duas décadas, o uberabense ainda não “ engoliu” a “farsa” da mudança de data de elevação de Uberaba a CIDADE. Transformaram o 2 de março em “dia do município”.(Doc. Em meu poder). Para o povão “ 200 anos de Uberaba”, é grossa mentira ! A “desculpa” , uma só: 2 de maio estava “esprimida” entre o Dia do Trabalho e o inicio da Expozebu, não “cola” mais. O dia 3 de maio, nunca foi feriado municipal; a Expozebu, há tempos , não tem inauguração neste dia. Este ano mesmo, 2019, a inauguração acontecerá no dia 27 de abril, sabiam? A lenda de 3 de maio de inauguração, ficou na saudade...

Ademais, feriados seguidos, os chamados “feriadões”, sempre aconteceram e acontecerão. Este ano, o Carnaval “coincidiu” com o fajuto “aniversário de Uberaba”... ou não ? E daí ? Essa “história” esfarrapada que agride os historiadores sérios ( vivos e mortos), foi para “ Tonga da mironga do...).UBERABA – pelo porte de cidade culta, ordeira, progressista e civilizada, não vai se deixar levar por essa inoportuna e tola aleivosia. A nossa indignação vai perdurar enquanto essa injustiça histórica não for reparada. Essa farsa da mudança que impingiram na “ certidão de idade” da sagrada terrinha, não nos representa!

A atual Egrégia Câmara Municipal, bem que poderia dar “ o ar de graça” da sua atuante presença, REVOGANDO a Lei de tão infeliz e falsa “data de aniversário” da terrinha. Nada contra a FREGUESIA DO ARRAIAL DA FARINHA PODRE, lugarejo, povoado, ou vila... Uberaba, ´e CIDADE – a nossa vida ! Não sei se sede de amor ou sede de amar ! Uberaba, é o nosso manto protetor ! Colo de mãe na mais pura e amada essência ! Uberaba, transcende carinho, trabalho, alegria, festa, cidadania ! Uberaba, é o nosso torrão natal ! Nada se compara a ela!

Sua bênção, Major Eustáquio ! Vamos juntar nossas vibrações a Mário Palmério, Fidélis Reis, Alaor Prata, D.Alexandre, Jorge Furtado, Hélio Angotti, Humberto Ferreira, José Humberto R.Cunha, Joubert de Carvalho, Cacaso, Antenógenes Silva, Leopoldino de Oliveira, Glycon de Paiva, Pedro Moura, Avelino Inácio, Álvaro Lopes Cançado, Randolfo Borges Jr., Ovidio Fernandes, José Bilharinho, Henrique Kruger, Inácio Ferreira, Chico Xavier, Aparecida Conceição Ferreira, Antusa Martins, Aspásia Cunha Campos, Alexandre Campos, Celso Afonso, José Ribeiro, Juvenal Arduini, Augusto César Vanucci, “Doca”, “Zote”, Pedro Salomão, Hugo R, Cunha, João Guido, Alberto Fontoura Borges, Boulanger Pucci, Antônio Próspero, Ataliba Guaritá Neto, Raul Jardim, Renê Barsam, Odorico Costa, Artur de Melo Teixeira, entre outros muitos uberabenses de verdade que, por absoluta falta de memória desse modesto escriba, não foram citados, mas, pertencem ao “panteon” da nossa história.

No plano superior, mãos dadas, ecumenicamente ,iluminem a nova geração de uberabenses e reponha no seu devido registro, a data de “aniversário de Uberaba”, tão grosseira, estúpida e covardemente, alterada sem razões históricas que justificassem esdrúxula medida. Nunca é tarde para redimir-se de erros praticados. Há que prevalecer o sentimento político dos nossos ilustres vereadores, ao repor a verdade histórica. Não permitam que esse falso” 2 de março” de 2020, se transforme num palanque eleitoral para o “ continuísmo” na nossa amada CIDADE!

Se tal gesto acontecer, senhores vereadores, receberão os aplausos, os votos e o respeito de todos nós, uberabenses que amamos de paixão a nossa altaneira Uberaba!
A cidade espera e acredita em vocês! “Marquez do Cassú”


Luiz Gonzaga de Oliveira



Cidade de Uberaba