segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Morre empresário e diretor-presidente e fundador da Rádio Sete Colinas em Uberaba

 Fued Miguel Hueb/ Divulgação.


É com grande pesar que noticiamos o falecimento do empresário e diretor-presidente da Rádio Sete Colinas, senhor Fuad Miguel Hueb ocorrido hoje, 10/08/20, aos 89 anos de idade. Casado com Lourdinha da Cunha Hueb (In-memória), ele deixa os filhos Fuad Miguel Hueb Filho; Flávio Hueb; Fabiano Hueb; Cristina da Cunha Hueb Barata de Oliveira; Márcia Hueb Sabino de Freitas; Beatriz Hueb Mattar e Janice Hueb, além de netos e bisnetos.

 O sepultamento foi às 17h30, no cemitério São João Batista.

Uberaba em Fotos presta suas condolências à família e amigos.


domingo, 26 de julho de 2020

Vista aérea do Centro da Cidade de Uberaba na década de 1930

Na década de 1930, os aviões do Correio Aéreo Militar da Aviação do Exército (mais tarde renomeado Correio Aéreo Nacional) visitavam com regularidade a cidade de Uberaba, que fazia parte da "Rota do Tocantins", rumo ao norte do Brasil. Nas passagens pela nossa cidade, produziram algumas fotos aéreas, que agora estão nos arquivos do Musal, o Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro.


Centro de Uberaba visto a partir do Alto da Boa Vista.


No primeiro plano aparece a linha de trem da Companhia Mogiana, com a antiga estação e as oficinas situadas na atual Rua Menelick de Carvalho.

Praça Rui Barbosa e a Catedral.

Seguindo a Rua Artur Machado, chega-se ao centro da cidade, onde se vê a Praça Rui Barbosa e a Catedral. Mais ao fundo, o prédio do Senai (que na época da foto alojava o 4º Batalhão da Força Pública Mineira). A Avenida Leopoldino de Oliveira estava tendo seu primeiro quarteirão aberto, com o córrego canalizado a céu aberto. O Grande Hotel e o Cine Metrópole seriam construídos poucos anos depois.

Colégio Diocesano e os currais da Sociedade Rural do Triângulo Mineiro.

No canto superior direito da foto, o Colégio Diocesano e os currais da Sociedade Rural do Triângulo Mineiro (antecessora da ABCZ) onde aconteciam as Exposições de Gado Zebu antes da inauguração do Parque Fernando Costa.

Estação da Mogiana na atual Rua Menelick de Carvalho

Detalhe da Estação da Mogiana na atual Rua Menelick de Carvalho, com a rotunda das locomotivas, oficinas e armazens. Curioso notar que antiga Praça da Gameleira (onde hoje fica a Concha Acústica) era um pequeno bosque na época.

A rotunda de locomotivas da Mogiana em Uberaba.


Uberaba visto a partir do Alto da Boa Vista.

Na década de 1930, os aviões do Correio Aéreo Militar da Aviação do Exército (mais tarde renomeado Correio Aéreo Nacional) visitavam com regularidade a cidade de Uberaba, que fazia parte da "Rota do Tocantins", rumo ao norte do Brasil. Nas passagens pela nossa cidade, produziram algumas fotos aéreas, que agora estão nos arquivos do Musal, o Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro.

Vamos publicar algumas delas, começando por essa foto feita em junho de 1937, que mostra o centro de Uberaba visto a partir do Alto da Boa Vista. No primeiro plano aparece a linha de trem da Companhia Mogiana, com a antiga estação e as oficinas situadas na atual Rua Menelick de Carvalho.
Nos comentários estão alguns detalhes ampliados da imagem, para facilitar a identificação.


No canto superior direito da foto, o Colégio Diocesano e os currais da Sociedade Rural do Triângulo Mineiro (antecessora da ABCZ) onde aconteciam as Exposições de Gado Zebu antes da inauguração do Parque Fernando Costa.


Praça Santa Terezinha, em cartão postal da década de 1930. Essa igreja, inaugurada em 1929, deu lugar a uma maior, construída nos anos 1960.



Praça Santa Terezinha, fotografada em 1937. A igreja que aparece na imagem, inaugurada em 1929, deu lugar a uma nova construída nos anos 1960.Fonte: Musal: Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro.



     Prédio da Santa Casa de Misericórdia, em foto aérea tirada em 4 de junho de 1935. Fonte: Musal - Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro. 

Mercado Municipal, Penitenciária e Colégio Nossa Senhora das Dores, em foto aérea tirada em 4 de junho de 1935.
Fonte: Musal - Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro.

Detalhe da foto destacando a Fábrica de Tecidos e o terreno da antiga Associação Atlética do Triângulo em 1º de junho de 1935
Foto acervo do Musal – Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro.



Ampliando um detalhe dessa foto, dá para ver o prédio do terminal velho do Aeroporto, que foi construído por volta de 1940 (não sei a data exata) e tinha até um pequeno restaurante. Ele foi demolido logo depois da inauguração do terminal novo.


Vista aérea do Campo de Aviação de Uberaba, em junho de 1937
Foto do acervo do Musal: Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro.


Matéria da Revista Fru-Fru


Matéria da Revista Fru-Fru publicada na edição de junho de 1934, sobre a inauguração dos voos da VASP em Uberaba, ainda com os aviões Monospar. Aparentemente o hangar ainda não existia. Os primeiros pousos da VASP na cidade foram em fevereiro de 1934, mas os voos comerciais só começaram em 31 de março.




O Campo de Aviação visto por outro ângulo, provavelmente em outubro de 1934 quando a VASP passou a fazer os voos com o DH-84 Dragon. Notem que, em comparação com a foto de 1937, algumas construções ainda não existem, nem o nome da cidade sobre o telhado do hangar.


Detalhe da vista aérea do Campo de Aviação de Uberaba, em junho de 1937. Foto do acervo do Musal: Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro

Detalhe da foto aérea do Rio Grande em junho de 1937, mostrando a ponte rodoferroviária da Companhia Mogiana, entre as cidades de Delta-MG e Igarapava-SP Foto do acervo do Musal: Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro.


Foto aérea do Rio Grande, na divisa dos Estados de Minas Gerais e São Paulo, em junho de 1937. Ao fundo, a cidade de Igarapava.
Foto do acervo do Musal: Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro



Detalhe da arquibancada do Hipódromo do Jockey Clube e da estação ferroviária da Cia Oeste de Minas em 1º de junho de 1935

Foto do acervo do Musal – Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro. 


Foto aérea do Bairro de São Benedito, com o Hipódromo do Jockey Clube e a estação ferroviária da Cia Oeste de Minas em 1º de junho de 1935


Foto do acervo do Musal – Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro.


Mais uma foto aérea de Uberaba, essa realizada no dia 6 de janeiro de 1935, pelos pilotos do Correio Aéreo Nacional.

A imagem mostra de cima o antigo hipódromo de Uberaba, conhecido como "Prado de São Benedito" que, nessa época, pertencia ao Jockey Clube. Aberto no início do século, no ano de 1911 sediou a primeira grande Exposição de Zebu realizada em Uberaba. Até a inauguração do Campo de Aviação em 1934 (onde hoje é o Aeroporto) esse hipódromo funcionou como campo de pouso para os aviões que visitavam a cidade.

Contornando em uma grande curva o hipódromo está a linha férrea da Companhia Oeste de Minas (depois renomeada Rede Mineira de Viação) que seguia pelo traçado da atual Av. Francisco Pagliaro até chegar em uma estação precária (pouco mais que um barracão) que ficava ao lado de onde está hoje a Rodoviária de Uberaba.

No primeiro detalhe ampliado, é possível ver a arquibancada do hipódromo, os armazéns da Estação e a linha do trem.

Na parte de cima da foto (ampliada no segundo detalhe), aparece o prédio antigo da Fábrica de Tecidos (onde hoje funciona a loja Casas do Babá) e, do outro lado da Av. Alberto Martins Fontoura Borges, um enorme terreno onde, na década anterior à essa foto, funcionava a sede e o campo de futebol da Associação Atlética do Triângulo (sucessora do time Red & White).


Estação de Trem da Oeste de Minas
Existem pouquíssimas imagens da Estação de Trem da Oeste de Minas. Segundo a imprensa da época, era pouco mais que um casebre. Foi demolida no início dos anos 1970.








O campo da Associação Atlética do Triângulo em 1921.

A arquibancada do Prado de São Benedito, por volta de 1920.


A Fábrica de Tecidos, por volta de 1930.


Detalhe da foto aérea destacando a Fábrica de Tecidos e o terreno da antiga Associação Atlética do Triângulo em 1º de junho de 1935
Foto do acervo do Musal – Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro.


Detalhe da arquibancada do Hipódromo do Jockey Clube e da estação ferroviária da Cia Oeste de Minas em 1º de junho de 1935
Foto do acervo do Musal – Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro.


Foto aérea do Bairro de São Benedito, com o Hipódromo do Jockey Clube e a estação ferroviária da Cia Oeste de Minas em 1º de junho de 1935

Foto do acervo do Musal – Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro.




Mais uma foto aérea de Uberaba, essa realizada no dia 6 de janeiro de 1935, pelos pilotos do Correio Aéreo Nacional.

A imagem mostra de cima o antigo hipódromo de Uberaba, conhecido como "Prado de São Benedito" que, nessa época, pertencia ao Jockey Clube. Aberto no início do século, no ano de 1911 sediou a primeira grande Exposição de Zebu realizada em Uberaba. Até a inauguração do Campo de Aviação em 1934 (onde hoje é o Aeroporto) esse hipódromo funcionou como campo de pouso para os aviões que visitavam a cidade.

Contornando em uma grande curva o hipódromo está a linha férrea da Companhia Oeste de Minas (depois renomeada Rede Mineira de Viação) que seguia pelo traçado da atual Av. Francisco Pagliaro até chegar em uma estação precária (pouco mais que um barracão) que ficava ao lado de onde está hoje a Rodoviária de Uberaba.

No primeiro detalhe ampliado, é possível ver a arquibancada do hipódromo, os armazéns da Estação e a linha do trem.

Na parte de cima da foto (ampliada no segundo detalhe), aparece o prédio antigo da Fábrica de Tecidos (onde hoje funciona a loja Casas do Babá) e, do outro lado da Av. Alberto Martins Fontoura Borges, um enorme terreno onde, na década anterior à essa foto, funcionava a sede e o campo de futebol da Associação Atlética do Triângulo (sucessora do time Red & White).


(André Borges Lopes)


======================

sábado, 25 de julho de 2020

A missa dos mortos

Num povoado vivia uma viúva que guardava com muita devoção a lembrança do marido. Cada ano de morte mandava celebrar uma missa pelo seu aniversário em sua devoção.

Avisava sempre os amigos e parentes o dia e o mês, já que não havia jornal naqueles páramos.

Numa noite levantou-se e de sua janela avistou a igreja iluminada por velas que ardiam provavelmente no altar.

Vestiu-se e resolveu ir até lá. Chegou. Tomou água benta e se sentou. O padre não estava lá e a seu lado e na nave enxergou homens e mulheres com os rostos ocultos.

A viúva teve um arrepio de frio e ajoelhou-se. Neste cenário começou a missa, sem que se ouvisse a voz do padre. Quando o coroinha fez soar a campainha, nada se ouviu. Não levara dinheiro para esmola e no aperto da situação colocou seu anel sem que o mesmo fizesse qualquer barulho.
Encerrada a missa, o oficiante acompanhou-a até a porta.

Quem seria o padre? E o coroinha? Não os conhecia. Ao voltar os olhos para traz já não mais viu os assistentes, mas notou as velas estavam apagadas. 

Retornou a sua casa e levantou-se mais tarde do que de costume.

Apareceram os vizinhos assustados e lhe disseram estranhar sua ausência à missa do marido.

A viúva protestou e disse que assistira a missa na noite que passara e o que estranhou foi a falta dos convidados. Buscaram o vigário e ele confirmou que apenas celebrara a missa do dia seguinte e não a da noite.

Convicta, asseverou: “estive presente à missa! Mas logo estranhei porque não foi o senhor que a celebrou, e sim outro vigário desconhecido”.

Lembrou que tinha deixado a aliança como espórtula que se encontrava incrustada no altar.
E o sobrenatural se fez presente ante os fatos. Todos compreenderam então que aquela missa era a dos mortos de todo o povoado a que a pobre viúva havia assistido.

HUGO DE CARVALHO RAMOS MAGALHÃES

Membro do Instituto dos Advogados de Minas Gerais.



=================================


Fanpage: https://www.facebook.com/UberabaemFotos/

Instagram: instagram.com/uberaba_em_fotos


Cidade de Uberaba

Guia turístico

Revisitando arquivos, encontrei o Guia Turístico Uberaba 72 (ano do sesquicentenário de uma cidade consolidada, que já contava com a Cemig e Codau), editado pela Secretaria de Promoção e Turismo. O guia traz fotos de Chico Xavier e lugares como Uirapuru, Country Clube, praça Rui Barbosa, Igrejas Catedral, Santa Rita, São Domingos, e edifícios do centro, inclusive o majestoso Grande Hotel. E cita folclore e artesanato locais, Concha Acústica, Exposição de Gado Zebu, Distrito Industrial, TV Uberaba, Hospital Hélio Angotti e os clubes Sírio, Uberaba Tênis, AABB e Associação Esportiva e Cultural.

Com 45.000 estudantes e 150.000 habitantes, esta cidade universitária contava com Academia de Letras do Triângulo Mineiro, Conservatório, Instituto Musical, faculdades de Filosofia e Letras, Direito, Engenharia, Odontologia, Ciências Econômicas, Medicina, Enfermagem. O guia traz fotos da Universidade do Triângulo Mineiro, Biblioteca Municipal, Colégio Estadual de Uberaba (Castelo Branco).

E cita artistas: Fantato, Ovídio Fernandes, Elizabeth Van Winkel, Anita Válio, Mirtes Bruno, Uraci Sabino, Zolinha, Inês Marzola, Maria Helena Cruz, Irmã Maria Angélica, Helena Gultzgoff, Yuri Pucci. Destacavam-se os jornais diários Lavoura e Comércio (70 anos) e Correio Católico, depois, Jornal da Manhã, com sede própria e novo maquinário.

Bons hotéis recebiam visitantes: Grande Hotel, Palace, Regina, Mauad, Brasil, Hotel do Comércio. Restaurantes ofereciam comida sofisticada ou a típica mineira: Galo de Ouro, Polenta, Avenida, Três Coroas, Churrascaria Itararé, Restaurante Jóquei Clube, Pinguim, Zote, Kazão. O estádio Uberabão, ainda um projeto, abrigaria 50.000 espectadores.

Nos primórdios do Triângulo Mineiro, foi fundado o Arraial do Desemboque. Major Eustáquio (comandante dos Sertões da Farinha Podre) formou um povoado às margens do córrego das Lajes, confluência com Rio Uberaba. Em 1836, o arraial tornou-se Vila de Santo Antônio de Uberaba; mais tarde, cidade.

Hoje exímios escritores uberabenses, sites e Guia Sei trazem a história, pontos turísticos, curiosidades e serviços oferecidos pela cidade – informações úteis para uberabenses, turistas e estudiosos do assunto. Investir em serviços, inclusive revigorando o turismo, é promover o crescimento da cidade.

03/11/2015

Mário Salvador



=================================


Fanpage: https://www.facebook.com/UberabaemFotos/

Instagram: instagram.com/uberaba_em_fotos


Cidade de Uberaba

ABANDONO

Noite dessas resolvi dar um “rolê” pelo centro da cidade. Queria lembrar a minha Uberaba dos anos 60; rua Artur Machado, avenida Leopoldino, os bares e restaurantes que freqüentava com os amigos, muitos deles, hoje, já no plano espiritual, ao lado direito do Criador. Queria sentir um pouco de saudade, reminiscências dos longos “bate papos”, as casas comerciais, ver de novo, a vitrine iluminada de “A Noiva”, do Primo Ribeiro, o “vai e vem” chamado “footing” das lindas moças de sorriso aberto, cabelos esvoaçantes, subindo e virando para o Metrópole, os moços na beirada da calçada, dirigindo-lhes frenéticos e saudáveis elogios... a pequena parada no bilhar “Atlântico”, do Valdemar Vieira, subir as escadarias da Associação Esportiva e Cultural; descer e saborear o cheiroso cafezinho do “Café Uberaba”, fazer a “ rodinha” no “Ramon Rodrigues, ” e gozar da alegre companhia do Renatinho Frateschi, “barman” por excelência.

Pensei:-“ Viro a esquina, cumprimento o Toninho e o Ernani Camanho, no “Guarani” e faço uma pequena parada no “Buraco da Onça”, encontro o Perigoso, o Netinho e o Zito Sabino , “encho o saco” do Romeu e dou um “cascudinho” no “Cebolinha”. Dou uma olhada no “Galo de Ouro”, sempre cheio, cumprimento os garçons, Jesuino, Zezinho e Cacildo, dou um “alô” para o Alaor Carlos, cinqüenta anos, gerenciando as firmas do Hugo Rodrigues da Cunha (Cinema, restaurante e hotel). Sigo em frente, abraço o “Quinzinho, do Tip-Top”, bebo a “Antártica” que o Drumond sabe que eu gosto, sento com o Ramon Rodrigues, que me espera já com a “Caracu” pela metade...No Metrópole, acaba e filme e o comentário é a beleza da Gina Lollobrigida...

Meu Deus ! vocês já foram no“calçadão” e Leopoldino, depois das oito da noite ?Que decepção! A Artur Machado ,outrora fulgurante,fervilhante e iluminada, gente prá lá e prá cá, bares abertos, ficou apenas nos meus pensamentos. O “calçadão” ,à noite, é de dar medo!

Um convite a depressão .Fiquei desesperado!... Parecia um lugar de fantasmas! Nenhuma “viv’alma” nem pra cumprimentar O lixo amontoado no inicio do “calçadão”, a iluminação parecia “tomate seco”. A solidão fez morada no trecho. Assustado, vejo tudo fechado ! De repente, passa um carro na avenida. Freia rápido, um grande “quebra molas”, liga a avenida a Artur Machado. Ninguém por perto. O “pisca-pisca” do farol, me alerta. Vem chegando um ônibus. É o tal de BRT. No meio da avenida, uma ”cerca de fazenda”, divide aquele trecho...

Não tem “Marabá”,”Guarani”,Buraco da Onça”, “Galo de Ouro”,”Tip-Top”, “Metrópole”, “A Noiva”,Bilhar Atlântico”...nada ! O córrego sumiu, o balaustre acabou, o “footing’, já era... Em seu lugar, um “monstrengo” tubular, escuro, sem ninguém dentro. Estação BRT, me contaram. Passos largos e apressados, cheguei na praça dos Correios. Era um “miolo” de cidade assustada, prédios pichados , alguns poucos coitados, “noiados”, me pedem uns trocados . De táxi, um único estacionado na praça, me leva prá casa. Sem querer, enxuguei as lágrimas que corriam no meu rosto. Decepção ? Mais que isso. Fui no centro da cidade, que tanto amo e que não era mais a minha Uberaba, meu amor... (Luiz Gonzaga de Oliveira)

=====================

Fanpage: https://www.facebook.com/UberabaemFotos/

Instagram: instagram.com/uberaba_em_fotos

Cidade de Uberaba

O ANTIGO GRUPO MINAS GERAIS. 76 ANOS !!!

Das mais tradicionais escolas uberabenses, por lá já passaram milhares de alunos. Fui um deles, lá ingressando em 1949. O Grupo Minas Gerais teve sua criação em 4 de outubro de 1927 mas as aulas se iniciaram em 10 de julho de 1944, quando se efetivou sua instalação. A denominação de Escola Estadual Minas Gerais ocorreu em maio de 1974. Um de seus felizes alunos trago lembranças inesquecíveis.

- Meninos, não se esqueçam de decorar a tabuada ! – Crianças, a primeira comunhão está chegando! ( muitos aguardavam a mesa cheia de bolos e doces pós comunhão!) – Quem não souber a lição de História, na ponta da língua, castigo!. Eram as eternas mestras de saudosas lembranças.
A Prof. ESMERALDA ROCHA BUNAZAR foi a primeira Diretora e por lá ficou 18 anos! Entregou sua vida àquele educandário. O primeiro turno funcionava das 7,30 às ll,3O, com as Professoras Duma Jane Silva, Wany Corrêa, Dione Soffiatt, Elda Barcelos, Leonilde Catella, Maria Tereza de Melo, Suzette Cerqueira e Chamis Bittar. 775 alunos foram matriculados.

No ano em que me formei, 1952, éramos os seguintes alunos: Albano Plantamar Oliveira //Adelina Maria Campos //Alcino Maniezza //Aluizio Ferreira Dias //Antônia Aparecida Mendonça// Antônia Rodrigues //Antonieta Otávia Nascimento //Antônio Carlos Salge //Antonio Luciano Vanunci //Antonio Pucega Filho //Antonio Rezende //Antônio Romeu Rocha //Arzane Oliveira Plantamar //Auricedes Alves Moreira //Benedito Silva //Calixto Miguel Hueb //Celso Machado Diniz //Clair Almeida Carvalho //Claudemiro Raiz Monteiro //Dalcy do Carmo //Georgeta Otávia Nascimento //Glicon Cardoso Ferreira // Hely Araújo Silveira// Hélio das Virtudes// Hélio Silva// Heloisa Maria Gomes// Idilberto José Prata//Irani Rodrigues// Ivone Laura de Castro// Ivone Maria Cunha// Jairo Antônio Souza//Jamile Abrão//Joana de Almeida//João Batista Borges//João Bosco Rodriugues//João Ivo de Freitas//João Nunes da Silva// João Pereira Silva//José Antônio Guimarães// José Atenécio Narciso//Maria Marta Vitorazzi//Marina Almeida//Mauro de Souza Tonelli//Milton Felix//Munir Miguel Dib//Natalina Divina Machado// Neide Maria Silva //Nélio Donald Max //Nilda Aparecida Calabrês //Olavo Sabino de Freitas Júnior// Oscar José de Castro Lacerda//Osmar Félix //Pedro Adalberto Gigliotti //Rafael dos Reis //Reinaldo Toneli // Rodrigo Sarmento// Rolemberg Pinheiro //Ronaldo Silveira //Rosa Helena Silveira//Rosália Aparecida Bunazar Outra turma: 
Danilo Alves Freitas //Diana Borges //Duma de Oliveira ///Duma Soares Santos //Dinorá Lucas de Freitas //Djalma Nonato //Domingos Juliano//Edith Maria Oliveira //Edma de Oliveira //Edna Lúcia Pontes // Elmira de Moura// Erasto de Melo Vasconcelos // Euclides Leal Sene// Eunice Gaspar //Eunice Rossi //Eurípedes Parreira //Fausto Souza Pinto // Garivaklo Cândido Naves// José Gilberto Anceilo// Juarez Alves de Souza //Leide Barbosa// Lúcio das Virtudes //Luiz Ernesto Silva Oliveira// Luiz Gonzaga Hueb// Luíza Helena Mareli //Luzia de Almeida// Marcos de Castro Alves //Marcos José Terra //Maria Alice Minari Faria //Maria Eurípedes dos Reis //Maria Helena Angoti //Maria Helena dos Santos / Maria José Pereira de Souza// //Maria Júlia da Silva //Maria Leal de Sene Maria Madalena Baldo //Sebastião Cortês //Sebastião Nascimento //Selma Aparecida Prado //Sílvio Silva //Sinonar Totoli// Sónia Terezinha Salge// Sônia V. Mendes //Teresinha de Jesus Mata// Viária de Azevedo Oliveira //Wagner Alves Silva //Waldir Lucas Ribeiro //Wanderlei Alves //Wilson Maurício de Souza //.

PROFESSORAS: ESMERALDA ROCHA BUNAZAR.(Diretora) Aída Riccioppo //Alda Sebastiana Toledo //Cecília Talarico //Elda Barcelo //Elza Calixto Hueb //Eunice Alves //Hermantina Riccioppo //Iracema P. Machado //Isolina Lima //Jair de Abreu Machado Maia //Juraci Veloso Guimarães //Luzia Restivo Maluf //Maria Aparecida Cardoso //Maria de Lourdes Andrade Braz //Maria de Lourdes P. Costa //Maria Helena Pepp //Maria Teresa de Meio //Nair Fidalgo Jardim //Neide Martineiii //Ofélia R. Ferreira de Godoy //Rita Ribeiro da S. Fontes //Suzette Pontes Cerqueira.

( Cel Hely Araújo Silveira – Uberaba, 10 de julho de 2020 -76º aniversário de instalação. )


=================================


Fanpage: https://www.facebook.com/UberabaemFotos/


Instagram: instagram.com/uberaba_em_fotos


Cidade de Uberaba

O sábado e eu.

Hoje mais um sábado pandêmico me olha atento, desesperado, observando cada movimento meu.
Procuro em cada canto o encanto que por enquanto se perdeu.

E o sábado me invade com seu olhar que agora é de Morfeu e me apavora oferecendo o silêncio de quem já morreu.


E o sábado continua a me devorar, amputando-me a condição de quem já correu com as próprias pernas e passeou no relento, bebendo vento e desafiando o firmamento.
E o sábado está, com ar de cumplicidade com a doença, me aprisionando.


E ele segue me acuando, em tocaia, como que se me convocasse a provocá-lo ou o convidasse ao diálogo.

Mas o que dizer a este sábado modorrento? Será que o convenço? Parece que ele já sabe o que penso. Me conhece há tanto tempo.

Mas de qualquer forma ele anda diferente, amanhece diferente, anoitece insolente sem se despedir quando o domingo vem vindo


E eu que neste momento o habito sem poder desembarcar do calendário, percebo, saindo do meu imaginário, a entrada do aroma de outro sábado com cheiro de rua, de gente, de bares, de cantares e de luares de prata.

É, mas o sábado parece não me querer nostálgico. Me chama novamente à realidade e decreta em proclamas nossa difícil união. Estamos irremediavelmente inseparáveis. Ele, o sábado, não me reinventa e eu sei que ele não aguenta se recordar de como ele era.


Aí ele chora, porém se recompõe e me devora, de novo, com seu olhar fulminante, inerte, sem sair da toca.

E o sábado daqui um pouco vai embora e vai levar consigo, na sua memória, a nossa história, vai me fazer vazio madrugada afora. E o domingo, coitado, ao entrar, vai pagar o pato que o sábado deixou do lado de fora.

Um novo sábado haverá de ser o babado. Eu assim espero, mesmo que os astros não apontem. Aguardemos, ele virá.


Lu C R Campos - Julho 2020

====================


Fanpage: https://www.facebook.com/UberabaemFotos/

Instagram:instagram.com/uberaba_em_fotos


Cidade de Uberaba

Fazenda Melancia, Distrito de Água Comprida, próximo a Uberaba MG

Contar a história da Fazenda das Melancias é contar a história da Família Junqueira, começando por Francisco Antônio Junqueira, desde sua migração para o Brasil, vindo de São Simão Junqueira, em Portugal.

Presume-se que a data de fundação da Fazenda das Melancias seja entre 1816 – quando a família se fixou no território da Fazenda Invernada, na atual cidade de Morro Agudo, no Norte de São Paulo – e 1842, quando o nome da nova moradia da família aparece citado em carta de Francisco Junqueira à sua filha Maria Clara.

Com a morte de Francisco, em 1848, a fazenda foi herdada por seu filho João Francisco Diniz, que se mudou para lá, após o casamento com Francisca Eulália Teixeira. Político atuante em Uberaba, João Francisco foi agraciado pelo imperador com a patente de tenente-coronel em 1858, encarregando-se de arregimentar e organizar grupos de voluntários para a campanha, durante a Guerra do Paraguai.

Quando faleceu, em março de 1884, a Fazenda das Melancias passou para as mãos de seu quinto filho, José Américo Teixeira Junqueira, que incentivou a agricultura e pecuária, bem como a instalação de sistema telefônico e rede elétrica. Após a morte deste, em 1940, a propriedade passou a pertencer a seu genro, Pedro Ribeiro de Andrade, e, em 1961, foi herdada por seu filho Roberto Junqueira de Andrade. Atualmente a fazenda pertence a Analtiva Silva Junqueira de Andrade.


Foto:Acervo Iepha/MG.

Situada, atualmente, a 12 quilômetros do distrito-sede de Água Comprida, a fazenda teve sua área original reduzida – dos 16 mil alqueires iniciais restam apenas 600 –, em razão das sucessíveis partilhas entre membros da família e da venda a terceiros.


Poder e autossuficiência


As atuais edificações que compõem o conjunto da Fazenda das Melancias, com destaque para a casa residencial, demonstram o poderio e autossuficiência que representou este complexo rural na região. O poder é representado pelas dimensões, qualidades construtivas e técnicas da casa sede, enquanto a autossuficiência se expressa pelo conjunto de equipamentos de apoio, que oferecia aos moradores da fazenda plenas condições de sobrevivência autônoma.

O prédio principal, apesar de, presumidamente, ter sido construído entre 1816 e 1842, é típico das construções mineiras coloniais, com tipologia mais próxima dos sobrados urbanos. Apesar disso, não pode ser enquadrado como “típica construção rural mineira”, devido à ausência de alguns elementos que se tornaram característicos neste tipo de edificação, como a de varandas, tão comuns nas casas de fazendas mineiras. Entretanto, isso não a descaracteriza como equipamento rural, nem a enquadra como de tipologia urbana.

A construção atende perfeitamente à funcionalidade agrícola, o que é ressaltado pela distribuição de uso dos pavimentos e cômodos e pela elevação do pavimento nobre sobre o pavimento térreo de serviço, com tratamento rústico. O complexo da fazenda situa-se em terreno plano, a pouca distância das margens do Rio Grande. O piso do primeiro pavimento é em tábua-corrida, assim como o forro da maioria dos cômodos. A divisão dos cômodos reflete o tipo de vida social da época.

Por seu valor histórico e arquitetônico, a Fazenda das Melancias foi tombada pelo Iepha em 1989 e inscrita nos livros de Tombo de Belas Artes e no de Tombo Histórico.

O município

O povoado de Água Comprida pertenceu, desde sua fundação, a Uberaba. Em 1948, foi elevado a distrito, a partir da doação de dois alqueires de terra, feita por uma fazendeira da região. O distrito, que em 1950 contava com 274 habitantes, foi elevado a município em dezembro de 1953. (Iepha/MG)


==================================

Fanpage: https://www.facebook.com/UberabaemFotos/

Instagram: instagram.com/uberaba_em_fotos

Cidade de Uberaba

OS NOMES E OS APELIDOS

Encerro, temporariamente, os “papos de boteco”. Lembranças me vem à mente, sobre apelidos de uberabenses, famosos ou populares e que marcaram a santa terrinha. Faltou falar no fulano de tal... Em verdade, não esquecí, embora saibam, contei com o valioso auxilio dos amigos. Desde as figuras mais populares, aos que ocuparam cargos de projeção. Pausadamente e bem devagarinho para que se lembre e associe o apelido ao nome de batismo da pessoa: Zote, Pica-Fumo, Fuscão Preto, Zé Rita, Luizim do Doca, Carlim Babão, Toninho 10 por cento, Zé da Egua, Belzinho, Bolão, Piau, Cachorro doido, Parentinha, Butão, Sapinho, Panela, Perigoso, Cafuringa, Zé Catorze, Ticoco, Farofa, Chefão, Batatinha, Bodinho, Xuranha, Cebolinha, Bulico, Canadá, Caúdo, Coca-Cola, Piroca, Sapo, Pé de Ferro, Come-Quieto, Ticha, Rosquinha, Reco-Reco, Pinguinha, Mocorongo, Marruco, Tché-Tché, Perdido, Dentão, Miudinho, Teleleco, Ganso, Morto, Mão de Onça, Pé de Gancho, Pão Creoulo, Bilula, Tunim Buqueta, Cabeção, Bitruis, Bá, Badú, Buzina, Cabeça, Prego, Soninho, Toquinho, Rosquinha e uma infinidade de outros famosos e “queridos” apelidos, tão pródigos na terrinha...

Apelido é um negócio que se o cara der bronca, fica pior. O apelido “pega”mesmo...Todos os apelidos acima enunciados, são verdadeiros. Se um não conhece, outro, sabe quem é. Mas, um apelido marcou época em Uberaba. Figura querida na terrinha, falecido, “ honrou” a fama do apelido: Wanderlei Martinelli, brasileiro, maior de idade, ex-gordo, bancário, diretor de disciplina de colégio e apaixonado torcedor do Uberaba Sport Clube. Nos áureos tempos do nosso futebol, “Uberabão” apinhado de torcedores, era ele “colocar os pés” no estádio e a massa inteira, entoava e gritava o apelido:- “Maizena ! “, “Maizena!”. Ele, no primeiro degrau da arquibancada, entoava seu grito de guerra, alto e bom som:”Maizena é a puta que pariu !”.

A torcida delirava. Onde quer que estivesse; na rua, bar, no caixa do banco, passeando com a família, quando ouvia alguém gritar: “Ai, Maizena!”, vinha o indefectível “ vai a puta que pariu “. Nos velhos e saudosos tempos da falecida TV-Uberaba, ele foi entrevistado. Não resistí a tentação de lhe perguntar porque se incomodava tanto com o apelido. Calmamente, disse: - “Sabe, Gonzaga, Me chamar de Maizena, não me incomodo. O diabo é a sequência que dão à brincadeira. Agora, toda a minha família ganhou apelido, sabia?”

Fingí de morto e perguntei:-“Como assim, Maizena ?”. Franziu a testa e me respondeu:- “O meu filho, estão chamando de “Pó Royal” e a coitadinha da minha mãe, virou “Avéia Quaker”.É muita esculhambação, não ?” Fiz um tremendo esforço para não dar uma sonora gargalhada...

Luiz Gonzaga de Oliveira

==================================


Fanpage: https://www.facebook.com/UberabaemFotos/

Instagram: instagram.com/uberaba_em_fotos


Cidade de Uberaba

Fazenda Cachoeirinha (1937) - Uberaba - MG.

Fazenda Cachoeirinha - Propriedade de José Miranda - Foto/Reprodução.


================================


Fanpage: https://www.facebook.com/UberabaemFotos/

Instagram: instagram.com/uberaba_em_fotos

Cidade de Uberaba

Brilhante time do Sodima

Sempre digo que o nosso futebol amador é o mais charmoso do Brasil. Ao longo das competições, desde que a Liga Uberabense de Futebol foi fundada, com a Merceana sendo a primeira campeã da cidade, muitos times surgiram e participaram com propriedade dos campeonatos. Citar todos posso até esquecer de alguns, que entraram e foram campeões, depois desistiram. Jogadores de muita qualidade envolvidos e misturados com ex-profissionais fizeram a festa. Exemplo foi o Sodima, que tinha como presidente o ex-goleiro do Fabrício e diretor da empresa Rubens Ciabotti, que nomeou Abrão Miguel como diretor técnico do time que em pouco tempo fez sucesso e grandes momentos foram vividos na sua trajetória. O Torneio Santos Dumont realizado em 1973, foi o ponto, que o clube da rua João Pinheiro despontou e fez grandes partidas como aquela em Poços de Caldas, onde abateu a forte equipe da Caldense com Ganzepe, Arnaldo, Neto, Buzuca, Ailton Lira e outros famosos.

Era da empresa Sodima o time de futebol que arrasava nos gramados dos anos 70.
No Sodima também tinha craques como Paulo Luciano, Pablinho, o goleiro Moacir e outros nomes. Na foto, pela ordem vemos: Eurípedes; Moacir, Carmelito, Pablinho, Carlinhos, Cairo, Fernandinho, Victor Hugo, Carneirinho, Carioca, Zuca e vejam só: Milton Leal como massagista. Foi um time de sucesso, que escreveu sua história no futebol local. (Carlos Ticha)


=================================





Cidade de Uberaba

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Histórico dos TG no Brasil

Em 1896 foi construída uma linha de tiro (LINHA DE TIRO NACIONAL) nos fundos do Palacete Guanabara, no Rio de Janeiro, com a finalidade de treinar as tropas daquela capital federal, talvez por estarmos em plena campanha de Canudos (outubro de 1896 a outubro de 1897).

Em 1899, num relatório do Ministério da Guerra, demonstrou-se que o índice de acertos em alvos (1,60x0,40m) a uma distância de 237m pela tropa federal, estava baixíssimo (menos de 7%) e que desta forma, aprovava-se o Regulamento do TIRO NACIONAL,cuja finalidade era ministrar o tiro com armas portáteis aos Of e Praças do EB, de outras corporações armadas e de civis previamente matriculados na LINHA DE TIRO NACIONAL, mais tarde, LINHA DE TIRO FEDERAL, ao mesmo tempo em que se mostrava a necessidade de se construir linhas de tiro em outros Estados do País. Os civis foram incluídos para se fazer frente às despesas com as linhas, onde os mesmos praticariam tiro ao alvo, tendo que pagar para tal, pois os “novos órgãos”, as linhas de tiro, sofriam restrições orçamentárias.

Então, a partir de 13 de maio de 1899, o Tiro Nacional do Palacete Guanabara se torna local para prática de tiro ao alvo pelos civis mais abastados (médicos, engenheiros, advogados e industriais) e é nesta época que aparece o tal do “concurso anual de tiro”, que perpetuou até os nossos dias.

Em 1902, o farmacêutico Antonio Carlos Lopes, seguindo o exemplo da Suíça, onde o civil recebe instrução de tiro e guarda em casa uma arma, visando atender uma possível convocação militar, funda na cidade do Rio Grande-RS, uma SOCIEDADE DE PROPAGANDA DO TIRO BRASILEIRO, voltada para a prática de tiro ao alvo por civis, se colocando como uma alternativa para a defesa do País.

Em 1906, é criada a CONFEDERAÇÃO DO TIRO BRAZILEIRO, pelo Marechal Hermes da Fonseca, que reunia o TIRO NACIONAL-RJ, a proposta de Antonio Lopes e as sociedades de tiro ao alvo que existiam no sul da País, criada por grupos de imigrantes europeus, que trouxeram o esporte da caça para terras brasileiras.

Foto:Arquivo/Divulgação.

Esta CONFEDERAÇÃO subsidiaria as sociedades com “10 contos de réis”, além de beneficiar os civis que dela participassem com a necessidade de prestar apenas metade do tempo do serviço militar obrigatório. Assim, era conveniente para a instituição militar ter linhas de tiro franqueadas para treino das tropas, além de contar com uma possível reserva na emergência de um conflito. Ao mesmo tempo, os integrantes contavam com os serviços de praças do Exército para auxiliar nas instruções de tiro, além do armamento emprestado e munição comprada a preço de custo. Bom para ambos os lados.

O farmacêutico Antonio Carlos Lopes foi o primeiro diretor da CONFEDERAÇÃO. Viajava pelo País, ao lado do subdiretor, fiscalizando as LINHAS DE TIRO, e incentivando a criação de outras; a CONFEDERAÇÃO ganha corpo no Exército, inclusive aspirando para si, vantagens: honras de Coronel e Tenente-Coronel para o Diretor e Subdiretor, uso dessas insígnias para os militares da reserva pertencentes a linha de tiro, fardamento e “banda de cornetas e tambores” (origem das atuais fanfarras dos nossos TG?), momento em que um Gen Div reformado assume a CONFEDERAÇÃO.

A partir de então, estas sociedades ganham espaço na instituição militar, pois contavam com uma estrutura maior que a da própria força, além da influência exercida nas mesmas pelos grupos políticos, para concretizar algumas aspirações.

Em 1917, é criada a DIRETORIA GERAL DO TIRO DE GUERRA, chefiada por um Coronel da ativa. A Confederação é militarizada e os integrantes das SOCIEDADES NACIONAIS DO TIRO DE GUERRA, deveriam comprar suas fardas, além de pagar uma mensalidade. A instrução e a disciplina seriam delegadas a um Oficial nomeado pela Região Militar. Tornava também obrigatória a instrução de tiro de guerra e evoluções militares para alunos maiores de 16 anos que cursassem escolas superiores e estabelecimentos de ensino secundário mantidos pela União, Estados e Municípios. Estes seriam dispensados do serviço militar obrigatório caso fossem “sorteados” (forma de Sv Mil na época).

Em 1920, a DIRETORIA fica subordinada ao Estado-Maior do Exército. As SOCIEDADES DE TIRO DE GUERRA passam a admitir sócios gratuitamente (1 para cada 3 pagantes) possibilitando o acesso de menos abastados e são reorganizadas em:
- Batalhão de Tiro de Guerra (300 a 600 sócios de 17 a 30 anos).
- Companhias ou Esquadrões de Tiro de Guerra (150 a 299 sócios).
- Pelotões de Tiro de Guerra(5 a 149 sócios).

Em 1923 as inspeções nas SOCIEDADES são normatizadas.
Em 1935 a DIRETORIA é substituída pela DIRETORIA DO SERVIÇO MILITAR E DA RESERVA e as SOCIEDADES deveriam ter uma percentagem de sócios candidatos a reservistas.

Em 1939, pela nova lei do SERVIÇO MILITAR, os TIROS-DE-GUERRA (primeira vez que esta denominação aparece), poderiam incorporar civis que não haviam sido designados para Organizações Militares da Ativa, desde que tivessem meios para tal.

Os candidatos pagariam uma taxa “não superior a dez mil réis” e assim, teriam instruções de Infantaria e Cavalaria, cumprindo com o serviço militar obrigatório e considerados reservistas de 2ª categoria.

A partir de 1945, com a criação do regulamento dos TG, as SOCIEDADES DE TIRO são extintas nas cidades onde já existia uma OM e os TG considerados OFR (Orgão de Formação da Reserva); além disso, elas deveriam ter ao menos, 50 convocados e não somente sócios. Estes seriam beneméritos (prefeitos e quem fizesse elevados donativos) ou efetivos (que continuavam pagando as mensalidades). Os matriculados deveriam comprar o fardamento e deveriam ser alunos ou diplomados de Instituto de Ensino Superior oficial, residindo em local sem NPOR, CPOR ou OMA, curso secundário completo ou no mínimo, ginasial. A escolaridade e a condição financeira eram condições imprescindíveis para ser matriculado. Mesmo assim, a procura continuava (apenas 9 meses de instrução com 12 horas semanais e com efetivo mínimo de 50 convocados).

Em 1964, dois objetivos são alocados aos TG: conveniência do Município e emprego dos atiradores em atividades à manutenção da ordem interna. O quadro de sócios foi extinto em 1967 e seus integrantes são desvinculados de qualquer propósito militar e sem acesso às linhas de tiro.

Baseado na tese de Doutorado da Dra. Selma Lúcia de Moura Gonzalez
(USP/São Paulo-2008)


=============================


Fanpage: https://www.facebook.com/UberabaemFotos/

Instagram: instagram.com/uberaba_em_fotos


Cidade de Uberaba

quinta-feira, 18 de junho de 2020

DIMENSÃO, REVISTA INTERNACIONAL DE POESIA


  REPERCUSSÃO


Guido Bilharinho

         No decorrer de vinte anos de circulação, a revista Dimensão suscitou inumeráveis manifestações de escritores e intelectuais em geral por meio de correspondência, notas e registros em jornais e periódicos e artigos analíticos publicados na imprensa, compondo significativo e precioso acervo da receptividade alcançada e das reações provocadas por suas edições, constituindo patrimônio cultural de inestimável valor, refletindo a ambiência e as tendências culturais da época, tanto no Brasil quanto no exterior.
         O presente levantamento da repercussão da revista abrange, inicialmente, apenas as demonstrações epistolares que expressaram opiniões sobre ela, exprimindo julgamentos.

         À evidência que esse projeto editorial, despretensioso e desamparado de todo e qualquer apoio material e institucional, não objetivou e nem previu o acolhimento que teria por parte de poetas e escritores que valorizam a poesia, a mais difícil das manifestações artísticas por processar-se pela palavra, faculdade utilizada pelos seres humanos para a comunicação e para a materialização do pensamento (sem a qual este não existiria, já que somente se configura por meio da palavra).

Toda repercussão ora exposta e a que ainda vai ser divulgada, na intensidade e profundidade ocorridas, só foi possível por ainda predominar as tradicionais tipografia e impressão em papel, só pouco a pouco surgindo e se desenvolvendo a computação e a edição eletrônica, a caminho de substituir, como vem fazendo desde o início do século XXI, a impressão em papel.

         Pode-se afirmar diante disso, que Dimensão sintetizou e encerrou na área de periódicos culturais o período cinco vezes secular da invenção de Guttenberg, que lhe permitiu circular como ainda um dos poucos suportes então existentes de publicação e divulgação poética, que, hoje em dia, não é mais necessário face aos espaços ilimitados, gratuitos e universais disponíveis, propiciatórios e incentivadores da proliferação de periódicos culturais eletrônicos.

         Em suas vinte e seis edições e trinta números, visto duplas algumas delas, a revista, distribuída em todo o Brasil e remetida ao exterior, atingindo aproximadamente 60 (sessenta) países, publicou poemas, textos, visuais, ensaios e artigos de nada menos de 635 (seiscentos e trinta e cinco) colaboradores de 31 (trinta e um) países, como se verifica nos índices onomásticos constantes de seu blog exclusivohttps://revistadepoesiadimensao.blogspot.com/ .
*
         Além da coleção completa de Dimensão estar disponibilizada no citado blog, atualmente acessado em aproximadamente 30 (trinta) países, acompanhada 

referidos índices, a partir de agora contará também com a companhia do notável acervo de opiniões, críticas, reações e manifestações que provocou em sua trajetória.

         Por medida de racionalidade e metodologia, esse acervo é dividido pelos espaços ou suportes utilizados para sua veiculação: correspondência; notas e registros em jornais e periódicos; e artigos na imprensa, publicando-se, por ora, as manifestações veiculadas pela correspondência remetida do Brasil à editoria da revista, devendo ser completada paulatinamente, nos próximos meses, a publicação das demais veiculadas pelos modos indicados, inicialmente finalizando em julho próximo a presente etapa com a inserção das manifestações expressadas nas correspondências oriundas do exterior.
*
         Tanto por se referir à revista como por sê-la produto editorial e gráfico uberabense, todo entusiasmo que despertou e a larga ressonância que obteve são publicados tanto no blog exclusivo, indicado supra, quanto no blog https://bibliografiasobreuberaba.blogspot.com/.

__________________
Guido Bilharinho é advogado em Uberaba e autor de livros de literatura, cinema, fotografia, estudos brasileiros, História do Brasil e regional editados em papel e, desde setembro/2017, um livro por mês no blog https://guidobilharinho.blogspot.com/

==================


Fanpage: https://www.facebook.com/UberabaemFotos/

Instagram: instagram.com/uberaba_em_fotos

Cidade de Uberaba