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sábado, 25 de julho de 2020

Guia turístico

Revisitando arquivos, encontrei o Guia Turístico Uberaba 72 (ano do sesquicentenário de uma cidade consolidada, que já contava com a Cemig e Codau), editado pela Secretaria de Promoção e Turismo. O guia traz fotos de Chico Xavier e lugares como Uirapuru, Country Clube, praça Rui Barbosa, Igrejas Catedral, Santa Rita, São Domingos, e edifícios do centro, inclusive o majestoso Grande Hotel. E cita folclore e artesanato locais, Concha Acústica, Exposição de Gado Zebu, Distrito Industrial, TV Uberaba, Hospital Hélio Angotti e os clubes Sírio, Uberaba Tênis, AABB e Associação Esportiva e Cultural.

Com 45.000 estudantes e 150.000 habitantes, esta cidade universitária contava com Academia de Letras do Triângulo Mineiro, Conservatório, Instituto Musical, faculdades de Filosofia e Letras, Direito, Engenharia, Odontologia, Ciências Econômicas, Medicina, Enfermagem. O guia traz fotos da Universidade do Triângulo Mineiro, Biblioteca Municipal, Colégio Estadual de Uberaba (Castelo Branco).

E cita artistas: Fantato, Ovídio Fernandes, Elizabeth Van Winkel, Anita Válio, Mirtes Bruno, Uraci Sabino, Zolinha, Inês Marzola, Maria Helena Cruz, Irmã Maria Angélica, Helena Gultzgoff, Yuri Pucci. Destacavam-se os jornais diários Lavoura e Comércio (70 anos) e Correio Católico, depois, Jornal da Manhã, com sede própria e novo maquinário.

Bons hotéis recebiam visitantes: Grande Hotel, Palace, Regina, Mauad, Brasil, Hotel do Comércio. Restaurantes ofereciam comida sofisticada ou a típica mineira: Galo de Ouro, Polenta, Avenida, Três Coroas, Churrascaria Itararé, Restaurante Jóquei Clube, Pinguim, Zote, Kazão. O estádio Uberabão, ainda um projeto, abrigaria 50.000 espectadores.

Nos primórdios do Triângulo Mineiro, foi fundado o Arraial do Desemboque. Major Eustáquio (comandante dos Sertões da Farinha Podre) formou um povoado às margens do córrego das Lajes, confluência com Rio Uberaba. Em 1836, o arraial tornou-se Vila de Santo Antônio de Uberaba; mais tarde, cidade.

Hoje exímios escritores uberabenses, sites e Guia Sei trazem a história, pontos turísticos, curiosidades e serviços oferecidos pela cidade – informações úteis para uberabenses, turistas e estudiosos do assunto. Investir em serviços, inclusive revigorando o turismo, é promover o crescimento da cidade.

03/11/2015

Mário Salvador



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Cidade de Uberaba

sexta-feira, 19 de julho de 2019

VIVER 100 ANOS!

Oi, turma!

(Conheço uma cidade cheia de interrogações: Fiscalização? Cumpra-se. ISSQN?- Sonega-se. Lei de Zoneamento? Burla-se. Honestidade? É manga de colete. Decência ? Ora bolas...)


Mário Salvador, “imortal” da Academia de Letras Triângulo Mineiro, humor acima do normal, Presidente de entidades de classe , clubes de serviços, figura maiúscula da sociedade uberabense, semanalmente, brinda os leitores do ‘’Jornal da Manhã”, com crônicas deliciosas. A de 16 de julho passado, antológica ! Com a sua devida permissão, vou transcrevê-la:

“Há alguns dias, uma matéria na TV, apresentou um homem com 106 anos de idade, mas com aparência de 60. Lúcido, plena forma física, falou sobre sua vida e contou fatos marcantes , com enorme sorriso. Fiquei pensando: será que chego até lá ? Tenho em casa o Álbum de Uberaba, de 1956, junto de minuciosa pesquisa de Gabriel Toti, para as comemorações do Centenário de Uberaba. Dentre outros assuntos, o álbum trás fotos antigas desta cidade, a história de criação de várias entidades e apresenta a história de Uberaba, de suas origens até tornar-se cidade, em 2 de maio de 1856, além de mostrar todo o progresso que elevou a cidade a um novo patamar. E a intensa publicidade que possibilitou a edição do álbum, nos remete a casas comerciais da época do Centenário. O Prefeito era Artur de Melo Teixeira. Gabriel Toti, enumera todos os Prefeitos que ocuparam esse mesmo cargo até o Centenário.

Um fato curioso nas comemorações dos 100 anos da cidade. A praça Rui Barbosa, apinhada de cidadãos , aguardava o discurso solene do Prefeito; armou um temporal. Então, o locutor avisou:- “ A solenidade fica adiada para amanhã, às 8 horas da manhã”. A transferência visava proteger a população da borrasca, que ,de fato, aconteceu. Na manhã seguinte, o Prefeito leu o discurso da véspera:- “Nesta noite memorável...” Volto ao assunto do inicio, se chegarei aos cento e poucos anos. Pelas minhas contas , já cheguei ! Copiando um conhecido programa de TV, “peço ajuda aos universitários” nas contas que provam meu raciocínio. Vamos aos fatos:

Conforme meu registro de nascimento, nasci em janeiro de 1935. Isso quer dizer que, em 1956, no Primeiro Centenário de Uberaba, eu tinha 21 anos. Como no próximo ano, 2020, Uberaba comemorará o seu Segundo Centenário, com grandes festividades, creio que me é lícito, acrescentar aos meus 21 anos do Primeiro Centenário mais 100 anos, o que significa que terei 121 anos de idade, em 2020. Será que estou fazendo alguma conta errada ? Calma ! Só na cidade Uberaba, eu e os meus conterrâneos, podemos viver esta experiência tão aprazível, quanto “sui generis”. E olha que, para 121 anos, eu estou muito bem conservado”...

P.S.- “Especial Tio Mário, inesquecível dos tempos de TV-Uberaba; muito obrigado pela crônica. Pena ferina e verdadeira. Nascí no mesmo ano. Em 24 de outubro. Desfilamos no 1º. Centenário de Uberaba; fizemos, juntos, o Tiro de Guerra. Nossas vidas se cruzaram e a sólida amizade, perdura. Quem sabe, poderemos “marchar juntos” no” bi-centenário” que estão apregoando pelai, na “maravilhosa” idade 121 “primaveras “...Será o máximo ! Fantástico!

Para aqueles (i)responsáveis pela “mudança” e alteraram o “registro de nascimento” da CIDADE de Uberaba, tão (in)oportuna , Tio Mário e eu, possam chegar aos 121 anos, com a mesma disposição daqueles que fizeram esse” rombo” ( ou roubo?)na rica e majestosa história da nossa amada Uberaba. Abraço do conterrâneo “Marquez do Cassú”.


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Cidade de Uberaba