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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

O BANCO DO CHORO

Oi, turma !

(Ele não quer saber se a mula é manca; quer é rosetar...)

Escrevi em crônicas anteriores, sobre o “Banco do Choro”. Um pedaço de pouco mais de 6 metros quadrados, fincados na esquina da Artur Machado com Leopoldino de Oliveira. À hora do almoço e fim de tarde, os fanáticos torcedores e diretores do Uberaba Sport (Rodolfinho Cunha Castro, Júlio Gimenez, Badú Rocha, “Padrinho” Antônio Rodrigues, Bolão, Nenê Mamá, Orlando Bruno, Luciano Machado, entre outros de saudosa memória), alí se reuniam para lamentar as derrotas e ou glorificar as vitórias do time do coração.

A Avenida Leopoldino, tinha o córrego das Lages ainda aberto, balaústres protetores e uma bucólica paisagem. A Artur Machado, ainda sem “calçadão”, ligada por uma ponte estreita, era passagem obrigatória de carros, caminhões, ônibus e pedestres. Veio o progresso. O corguinho, canalizado. A ponte acabou e o asfalto chegou. O “banco do choro” ficou... Com outros personagens, novos assuntos, “fofocas” diferentes, mas, o eterno “bate papo” diário.

Hoje, fala-se no “mensalão”, lixo, “coronéis” da cidade, quem tá “dando”, quem tá “comendo” e a corrupção é o assunto da moda. Tanto lá “em cima”, quanto aqui em “baixo”. Das 10 da manhã, ao meio dia, Ary Rossi, Silveira, Eduardo, das “Pernambucanas”, Cristovão, dr.Horácio, Nelito Português, comentam os fatos da terrinha. Lembram-se, com saudade, do Maurinho Bartonelli, Marinho Laterza, Cristiano, Tião Motorista e Rubico Buzollo, os mais comentados.

Olhares curiosos se voltam para as beldades que desfilam, os fatos que os jornais fizeram questão de omitir e outros assuntos. Do outro lado da rua, conversam , Juarez Batista, quando vem de Brasilia para saber as novidades da terrinha, Rubão, Sabino Ferrari, Arnaldo, do Banespa e eles não esquecem da falta que faz a simpatia do João Bosco. O “papo” não muda muito...Política, mulher, samba e futebol, né, Netinho ?...
O pessoal do “banco”, está envolto na raiva e fica envergonhado com a falta de pudor, ética, decência, honestidade e integridade dos nossos políticos dirigentes. Sentem-se aflitos em ver esses bandidos de “colarinho branco”, gozando na nossa na nossa cara, tornarem-se ricos da noite pro dia, donos de grandes patrimônios, fazendo festa , viajando com a família para o exterior e comemorando resultados judiciais quase sempre favoráveis a eles.

A turma fica indignada com a corrução que reina por todos os cantos. Lá como cá. Sem a certeza se haverá luz no fim do túnel. Até “ontem”, esses “coronéis” eram “pés rapados”. Atingiram o poder , arvoram-se em empáfias, tornam-se “ídolos de barro” e não passam de reles ladrões. Um dos meus amigos, frequentador do “banco”, desabafou:- “ O Netinho e o Raul Jardim, sempre escreveram que “Uberaba está em todas.” Por certo, estão remoendo em seus sagrados túmulos, ao ver o nome de Uberaba, nos últimos anos, figurar com destaque, nas páginas policiais do Brasil”., completou.
Será que o uberabense vai mudar alguma coisa em novembro? Abraços.“ Marquez do Cassú”.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

CARTA ( ABERTA ) Á LUIZ GUARITÁ NETO – CODAU

Oi, turma !
(É gritante a diferença entre nobres e plebeus no Brasil...)


Caro Presidente, 

Acuso sua amável lembrança (uma esferográfica do CODAU). Obrigado. Transcrevo o bilhete que veio junto>-“Gonzaga, foi um prazer enorme ,ler o seu artigo sobre o meu pai. Concordo que ele foi especial. Leal, digno, honesto. Estas foram as “fortunas” que ele deixou para mim e Dulce. Minha gratidão por este reconhecimento. Luiz Neto”.

Aprendi com meus dois “gurus”, Netinho e Jorge Zaidan, os meandros que por vocação, iniciado desde tenra idade e pratico até hoje, a comunicação. Não fossem os exemplos deles, não sei se teria continuado na profissão .Netinho e Jorge, ofereceram-me a dádiva da sabedoria – pródigo nos elogios, parcimonioso nas críticas -! Lema que pratico, sem pestanejar. A verdade é o apanágio da informação. A dignidade do jornalista, está atrelada a verdade da noticia. Faltar com a verdade, subverter a crítica ou elogio, por ato desonesto, foge daquilo que com eles, aprendi. Souberam honrar a íngreme profissão que abraçaram , que este pobre pecador, com todos os vícios e e defeitos, procura praticar.

Saiba, Presidente, acompanho sua trajetória desde a infância. Talento, inteligência, trabalho e competência, nunca lhe faltaram. Fizeram “morada” no seu curriculum , caro “Alemão”. Bom de bola como o pai, preferiu os estudos. Fez bem. Vocação para a política, veio ao depois. Secretário de Hugo Rodrigues da Cunha, o “ pulo” à Prefeito, era inevitável ! Votei em Você, 2 vezes. Suplente de senador, não conheci o titular. Sei que está preso. Você, não! Sua formação moral, não permite. Como Prefeito, deu “alma nova”, produziu a auto=estima do uberabense.Ganhou muitos louvores.

Discordei e continuo discordando da infeliz decisão da mudança do aniversário da CIDADE de Uberaba. Alterar o “registro de nascimento” da santa terrinha, onde Você, eu, nossos familiares e amigos, nascemos, foi doloroso ! Que o levou a tão infeliz medida ? Dinheiro ? Não ! Você não precisa. Vaidade do cargo? Não acredito... Ingerência externa ? Não tenho como responder... Creia-me, Presidente, a alteração foi um erro histórico ! Uberaba, não merecia tal decisão !Envelhecer a cidade 36 anos ! Praquê?

Desculpe-me a petulância ! Errar é humano; persistir no erro.. .Poderia responder porque não ouviu a população? A imprensa não ter sido convidada a participar dos debates ? Não recorrer as pesquisas sérias de historiadores sérios da terrinha, Hildebrando Pontes, José Mendonça, Gabriel Toti, Edelweis Teixeira, Guido Bilharinho, ainda vivo e são ? Não levar em consideração o parecer da Assessoria Jurídica da Câmara Municipal ? Louvar-se tão somente numa “historiadora” do Arquivo Público municipal, titubeante até na sua explanação de motivos?

Você, Luiz Neto, não precisa dessa campanha fajuta e mentirosa de “ Uberaba-200 anos “. Sua popularidade, prestigio, credibilidade e trabalho, são seus grandes e verdadeiros trunfos ! Um pedido seu à Câmara municipal, à revogar a lei de 1994, que regrediu Uberaba a condição de FREGUESIA, isto é, CURRUTELA, não coaduna com os nosso foros de civilização e cultura. Uberaba, é uma das mais importantes cidades brasileiras pelo passado que preservou, pelo presente que ostenta, com alguns senões e um futuro promissor que nos aguarda!

O uberabense ficará eternamente agradecido se tomar tal medida. Dos céus, Ataliba Guaritá Neto e Jorge Zaidan, darão pulos de alegria e aqui na terrinha, esse humilde escriba, não comentará mais a aberração produzida.

Esse espaço está a sua disposição, caso seja a sua vontade em responder a minha sugestão. Uberabensemente o meu fraterno abraço. “ Marquez do Cassú".






Cidade de Uberaba


sexta-feira, 5 de julho de 2019

A TROCA

Oi, turma!

( Cuidado para não confundir “ Zé germano “ com gênero humano... )

O pai, Luiz . A mãe, Niza. O casal só teve um filho que o pai, deu o nome do avô: Ataliba. Filho único, era simplesmente Netinho. O diminutivo, integrou-se ao nome. Netinho, era bom na escola (Marista Diocesano); bom de bola também. Jogou, ainda jovem, com os adultos. Sabia jogar. Os pais, queriam o filho doutor. Foi estudar no Rio de Janeiro. Lá, morando nas Laranjeiras, ficou perto do Fluminense, sua paixão desde criança. Foi a conta. Optou pela bola ao invés dos estudos. Envergou a camisa tricolor. A diretoria queria profissionalizá-lo. Os pais ficaram sabendo e trouxeram o filho de volta...

Netinho “ralou” na loja do pai, na Artur Machado. Porém, não esqueceu a bola .Deu “show” com a camisa vermelha do Uberaba e com a azul do Independente. Jogava prá “caraca”. Criou fama. Medroso ? Coisa nenhuma...Sabia jogar “ sem bola” que os críticos não sabiam o que era. Extrovertido, bem falante, despertou com o convite do Raul Jardim e foi trabalhar na PRE-5, a única emissora da cidade. Dalí para o “Lavoura e Comércio”, foi um pulo. Falava bem e escrevia melhor ainda. Com a família Jardim, ficou enquanto esteve vivo.

O “cavalo passou arreado” um punhado de vezes. Ofertas nas grandes rádios e jornais das capitais. “Neca”. Seu amor por Uberaba., não tinha preço. “Daqui não saio. Daqui ninguém me tira”... A volta à democracia, depois da ditadura getuliana, no apogeu dos 20 e poucos anos, na UDN (União Democrática Nacional) que tanto amava, convidado, elegeu-se vereador com expressiva votação. Na tribuna, embora na oposição, foi um sucesso ! Comedido, mas, corajoso, valente ! Despontava como o grande nome do partido, apoio dos amigos, à Deputado Estadual. Sua eleição era tida como “ barbada”, apesar da família ser contra . Deu “zebra”... Já, já,eu conto.

Tive com Netinho, sólida e fraterna amizade, durante 40 anos. Amigo leal, sincero, digno e honesto. Sua inteligência saia pelos poros. Seu improviso, empolgava multidões. O que escrevia e falava, era lei na terrinha. Com a mais absoluta justiça. Devotava a Uberaba, amor inexcedível ! Poucos jornalistas no Brasil, tinham o seu talento. Desprezou todos os convites que recebeu para deixar Uberaba. Recusou sempre. Vida simples, Netinho, até hoje, faz muita falta Uberaba.Sua correção, compostura e conduta moral, deixaram uma enorme saudade. 

Volto a sua pré-candidatura à Deputado Estadual. Na convenção da UDN, seu nome era tido como unanimidade. Foi quando aconteceu a grande “ rasteira”. A “maracutaia” armada. O diretório da UDN, a “eterna vigilância”, nos porões da covardia,sem justificativa aceitável, indica o nome de Max Nordeau de Rezende Alvim, o candidato à deputado estadual. Netinho e seus amigos, boquiabertos, além de indignados, tiveram que “engolir” aquela ”facada “.

Passados alguns dias, o Secretário Geral do partido, eis passeando, livre, leve e solto pelas ruas da cidade num “jeep” novinho em folha. Havia “vendido” a candidatura de Netinho por aquele vistoso veículo... A amargura daquele gesto, mexeu com os brios do meu saudoso amigo. Daquele dia em diante, recusou todos os convites políticos. Dizia sempre:- “A melhor política da minha vida, foi deixar a política”.

Vitorioso na comunicação, Minas ganhou o seu mais notável apresentador, reinou absoluto no rádio, jornal e TV , no Estado. Episódio que a “ jovem guarda”não conhecia, nos meandros da podre política que se pratica em Uberaba. Há muitos anos... Tchau ! “Marquez do Cassú".






Cidade de Uberaba


AMIGOS PARA SEMPRE!

Oi, turma!

(Na parede do lendário ‘bar do Mosquito”, um quadro com os dizeres:- “Prefiro um cachorro amigo que um amigo cachorro”...)


Para conhecer um amigo, não é necessário mostrar sua amizade, pois, está à vista de todos quantos nos rodeiam. Uma frase altamente salutar que guardo com profundo respeito, é aquela “ quem tem bons amigos, nunca está só e muito menos, desamparado”. A gente sabe, sente, quando precisar de uma palavra de conforto, um conselho leal e verdadeiro, um coração que nos acolhe, quando podemos contar com o amigo ! A amizade é uma obra que aparece por acaso; só tem uma coisinha: não por acaso, ela permanece...

São tantas as frases, pensamentos que definem o amigo, que é difícil escolher a mais apropriada. Uma, me marcou muito:- “ Se precisar de mim, nem pense em me procurar. Me procure sem pensar.” Passa o tempo que passar, aconteça o que acontecer, a verdadeira amizade nunca perde a importância nas nossas vidas. Quanto mais se vai” entrando em idade”, vendo a velhice chegar, mais se nos dá conta do valor das amizades sinceras e leais.

Felizmente, tenho amigos que preservo desde a tenra infância. Paulo Afonso Silveira, é uma delas, meu amigo da escolinha da Da.Maria, na Vila Maria Helena. Até hoje, bebericamos nossa cervejinha, no final de semana... Depois veio a adolescência. Ticoco, é exemplo típico. Na fase adulta, vieram o Sabino, Arnaldo, Wandeco, Bruce, Prieto, Rossetti, os Jucas, Tomé e Moreira, Luciano Machado, Sagú, Geraldo Barbosa, César Vanucci, João Eurípedes, Parreira, amigos de fé, irmãos camaradas, há mais de 50 anos! 

E os que já partiram para o plano espiritual ? Um caminhão deles que a minha frágil e decadente memória, não é capaz de nominá-los todos. Os que estão vivos e os que se foram fora do combinado, são e foram verdadeiros amigos. Acreditávamos uns nos outros, mesmo quando divergíamos , estávamos sempre abraçados. Mesmo distante, o tempo não nos afasta A amizade não fica perdida. O verdadeiro amigo, mesmo longe, está sempre perto. . São aqueles que nos criticam na nossa frente e nos defende quando somos atacados pelas costas.

O amigo verdadeiro é como carta da primeira namorada. A gente guarda em segredo, na última gaveta, do lado esquerdo do armário do nosso coração. Amigos são para sempre ! Eles elogiam suas virtudes e relevam nossos defeitos. O tempo vai passando, a saudade aumentando. Ah! que saudade eu tenho dos amigos que fiz na minha vocação maior, o jornalismo. Eram meus irmãos, apesar de termos nascidos de ventres diferentes. O amor do coração, não se perde e nem morre.

Rezo por todos eles, os irmãos Jorge e Farah Zaidan, Netinho, Raul Jardim, Ramon Rodrigues, João Cid, Rui Miranda, Joel Lóes, Antônio José, J. Carvalho, Lineu Miziara, os do futebol, Rodolfinho Cunha Castro, Baldomero Franco, Renê Barsam, Ézio de Martino, entre tantos outros que guardo nesse coração que ainda bate, com régua e compasso...

Meu lema, aproveitar até os pequenos momentos de alegria; pois, olhando para trás, percebo o tanto que fui feliz, gozando das amizades que sempre soube retribuir. Não esqueço os primos de sangue, Sherlock, Mozinho ,Cacildo, Felipe, Adilson, Toninho, Jair, Jaime, Calute, Véla, que alegraram a minha vida. Não tenho jeito para ser emotivo. Tento ser honesto e amigo dos meus amigos. Deus, na sua Infinita Bondade, não me deu amigos políticos. Sofreria muito ser apunhalado pelas costas... O falso amigo, sempre fugiu do meu caminho... “ Marquez do Cassú .“





segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

ESCRACHO...


Abordei em livros passados, o “corre,corre”, a “caça às bruxas”, quando estourou o movimento de 1964. A postura desrespeitosa, cínica, cruel e até covarde, de alguns próceres da UDN ( União Democrática Nacional), aqui em Uberaba, levou às grades, figuras conhecidas e benquistas de uberabenses que, sabidamente, não faziam apologia comunista e muito menos, atuavam em movimentos mais tarde tido como esquerdistas. Dois jornalistas (Joel Lóes, falecido e Olavo Sabino Jr.), além de sacerdotes da santa terrinha, Padre Prata e Juvenal Arduini, de saudosa memória, passaram pelo constrangimento de serem ouvidos pelo Comando Revolucionário .

Os “ dedo-duros” deitaram e rolaram em denúncias vazias contra uberabenses. “Durval, da Farmácia”, “Zé, do Café Reina”, citando os mais conhecidos, além de Benito Caparelli, vereador, teve cassação sumária do seu mandato , padecendo por vários dias, no cárcere da Policia Militar. O “movimento estudantil”, “sumiu” de uma hora prá outra. A turma da UDN, mandava e desmandava na terrinha do “Doca”. A cidade passava por instantes de medo. Quase terror. Nas repartições públicas, aconteciam as demissões sem direito às defesas. Um horror para os coitados dos exonerados...

Enquanto isso, os “afilhados” da revolução, iam conseguindo grandes empregos, sem necessidade de concurso. Foram nomeados em Ministérios, Correios, Caixas Econômicas, Estadual , que ainda existiam, Federal e bancos oficiais. Políticos uberabenses “revolucionários”, batiam palmas para Rondon Pacheco, figura asquerosa, guindado à Chefia do Gabinete Civil do Governo Revolucionário. Começava ali, a degringolada de Uberaba e a forte ascensão de Uberlândia...Com o apoio, pasmem ! de graduadas e impolutas personalidades uberabenses!

A “revolução” permitia eleições municipais. Em 1966,” Chico” Veludo candidato do MDB, ”fantasiado” de oposição, tolerado pelos militares ganhou a eleição para Prefeito. Todavia, não foi empossado. “Inventaram” o famoso “voto de legenda”. Já viu, né ?... Uberaba sem representação, Palmério, auto-exilado no Paraguai; os udenistas, procurando “ achar um deslize do nosso maior benfeitor” ( já lhes contei, também...). Todo o ódio que devotavam ao Embaixador Mário Palmério, veio à tona.

Ainda bem que Raul Jardim, Netinho, os Ruis, ligados ao “Lavoura e Comércio” e PRE-5, não sofreram nenhum tipo de ameaça. Azar de quem trabalhava no “Correio Católico” e “ Difusora”... Jorge Zaidan, César Vanucci, José Veloso Guimarães, além desse reles memorialista, eram “vigiados’ , dia e noite.. Nossos passos seguidos, nossos comentários gravados e as páginas do jornal, censuradas.

O que causava espanto foi ver a docilidade, servilidade e fragilidade, com que nossos políticos, com a “faca e o queijo “ nas mãos, deixaram escorrer por entre os dedos, em ombrear-se com a cidade irmã, que, além do principal “civil” no governo revolucionário” no Gabinete Militarl, “emplacou” também Homero Santos, um simples deputado federal, como “líder do governo da revolução”. Tristeza maior, vendo uberabenses batendo palmas, sem o menor instinto de reação,para pelo menos, solicitar uma “beiradinha” de prestigio para a sacra terrinha...

O uberabense não aprendeu. Passados meio século do que aconteceu, nossos homens públicos, continuam batendo palmas para qualquer forasteiro que aqui aporta. Quando será que Uberaba voltará a aprender fazer política ? Abraço fraterno do “ Marquez do Cassu”.


Luiz Gonzaga de Oliveira



Cidade de Uberaba

sábado, 7 de janeiro de 2017

FESTA DOS BROTOS DO ANO

Brotos do ano

Com Netinho, Nora Andrade, Regina Nabut e Cantora Vanusa em Saudações joqueanas. Festa dos brotos do ano.
Acervo pessoal: Dulce Helena Guaritá Bento



sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

VERNISSAGE DO ARTISTA PLÁSTICO FUKA

Vernissage do artista plástico Fuka


Vernissage do artista plástico Fuka, em 1988, no Shopping Urbano Salomão, em Uberaba-MG, com Maria Inês Cunha, Demilton Dib, Ana Luiza, Netinho e Lélio Ciabotti


(Ana Luiza Brasil)

Raul Jardim e a jornalista Ana Luiza Brasil

Raul Jardim e a jornalista Ana Luiza Brasil


"Essa foi uma das minhas milhares e felizes manhãs, na sala do meu pai no Jornalismo, mestre Raul Jardim, quem me norteou pelo caminho… e a quem eu rendo todas as minhas homenagens…

FOTO tirada por Ataliba Guaritá Netto, o Netinho, registrando o nosso ambiente de trabalho, no Jornal Lavoura e Comércio de Uberaba, em novembro de 1980… (acervo jornalista Ana Luiza Brasil)
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Fanpage: https://www.facebook.com/UberabaemFotos/

Instagram: instagram.com/uberaba_em_fotos


Cidade de Uberaba

“Divino Pantanal”, mostra fotográfica de Peixotinho

“Divino Pantanal”, mostra fotográfica de Peixotinho.

“Divino Pantanal”, mostra fotográfica de Peixotinho, em 1999, em Uberaba-MG, com o artista das lentes entre os jornalistas Ana Luiza Brasil e Netinho.
Acervo da jornalista Ana Luiza Brasil

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

TEM PESSOAS QUE O DIVINO CRIADOR LEVA MUITO CEDO PRA O REINO DOS CÉUS

Tem pessoas que o Divino Criador leva muito cedo pra o reino dos céus. Figuras humanas, maravilhosas que no dizer de Rolando Boldrin” partem fora do combinado”. Ramon Rodrigues, foi um deles. Solteirão convicto, educado. Aprumado financeiramente, vida profissional consolidada, nutria uma paixão desenfreada pelo Botafogo carioca, Fabricio e Uberaba Sport. Pelas mãos dos saudosos Raul Jardim e Ataliba Guaritá Neto, o Netinho, começou a escrever no “Lavoura e Comércio”, depois de uma rápida passagem pelo semanário esportivo “A Bola”, do excelente Raimundo Sarkis. Ramon, tinha ditados engraçadíssimos que o tornou o cronista esportivo mais popular de Uberaba e região. Exemplo? Ao analisar um futuro jogo do Uberaba, antevendo insucesso alvirrubro, escrevia: “se o Paulinho não estiver numa tarde inspirada com as bolas de açúcar que o Tati lhe passa, “adiós mariquita linda”, o seu bordão favorito. Na falecida TV-Uberaba, em 72, fez história. Frases hilariantes, comentários humorísticos, suas intervenções nos jogos do Uberabão, deram o que falar, Inteligente, atualizado, palavra fácil e texto simples, as opiniões do Ramon, eram respeitadas. No rádio fez um trio famoso na saudosa PRE-5, com Netinho e Leite Neto. Certa tarde, num lance confuso na área do Uberaba, gritou sem medo de ser feliz: cu de boi na frente do Vilmondes.Graças a Deus,não^foi gol deles…Leite Neto, surpreso com a frase que saiu, sem cerimônia, da boca do Ramon, indagou:-“que Você disse, companheiro?”, Sem pestanejar, Ramon confirmou:-“isso que Você ouviu, ta?” , Árbitro que marcava falta contra o “seu” Uberaba, Ramon gritava a plenos pulmões: “Juiz ladrãp, pega esse juiz sem vergonha, larápio”. Além dos ouvintes da rádio, o estádio inteiro também ouvia…Mas, foi na TV-Uberaba, que o fato mais inusitado aconteceu. A equipe esportiva, tinha como chefe o diretor de jornalismo da emissora, o competente Symphrônio Veiga, vindo das “Associadas” de Belo Horizonte. Netinho, Ramon, os irmãos Jorge e Farah Zaidan e esse humilde “Marques”, seus integrantes. À hora do almoço, o “Papo de Bola”,à noite, “Fornox Confidencial” e depois “Esporte Urgente”. Hora do almoço, Farah, Ramon e eu.Naqueles velhos tempos,os programas eram “ao vivo”. Longe da chega do “vídeo-tape”. Certa manhã, Ramon atrasou-se. Programa no ar, com Farah e eu. Passados alguns minutos, ele entra, esbaforido, no estúdio. Perguntei-lhe: -“E aí mestre, tudo bem?”Ele, vermelho e transpirando muito, sentou-se e soltou a primeira “pérola” :
-“Desculpe-me pelo atraso. Subia a General Osório (onde está a TV) e um bruto dum caminhão bateu num carro, derrubou um poste e o trânsito embocetou todinho. Por isso atrasei,”Farah Zaidan, quando ouviu a frase, saiu engatinhando , segurando o riso. Netinho, atrás das câmeras, saiu em desabalada carreira, o Alemão e Gim, operadores das câmeras, abandonaram seus postos, o Wanderlei Silva, que dirigia o programa, gargalhava `à cântaros. Eu, ali, atônito, completamente sem ação, segurando a gargalhada. Ramon, impassível, vendo aquela balburdia no estúdio, quis consertar o que havia dito:- “Calma, pessoal, quando eu disse embocetar, foi, puramente, no bom sentido”…
Aí que não agüentou fui eu. Escorreguei debaixo da mesa e a televisão ficou cinco minutos fora do ar….Também pudera…
Ramon Rodrigues, está no céu. Sentado à direita de Deus Pai Todo Poderoso !


Luiz Gonzaga de Oliveira