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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

EI MOÇOS ! (*)

HOMENAGEM AO DIA DO IDOSO


Jovem passa pelo idoso
Como se não visse Ninguém 
Um dia verá quão é doloroso 
Ser ignorado assim também 

Existem jovens bem educados 
Que respeitam a longevidade
Outros até são bem letrados
Mas estão longe da civilidade

O que de errado o idoso fez?
Além de fazer o mundo atual?
Agora não pode ter a sua vez ?
Com tratamento digno e leal?

A juventude surge e passa
Como o vento que sopra e vai 
Feito uma rosa cheia de graça
Que murcha no galho e cai 

Jovens! A criança o adulto e o idoso
Respiram o mesmo ar feito por Deus
Por quê tratar de jeito desdenhoso
Aquele que construiu os dias seus?

Ceder o assento ao idoso é educação
Dar seu lugar a ele nas filas é fineza
Ignorar tudo isso traduz desatenção 
Somada à absoluta falta de lhaneza

Vi uma mãe idosa chorando
Por uma agressão que sofreu 
Seu coração estava sangrando
Um tapa na face a filha lhe deu

Tonico e Tinoco cantam:
“Todo veio já foi moço
Todo moço foi criança
A veisse é o fim da vida
Onde morre a esperança”

Deus com seu senso Supremo 
Da destinos sempre especiais
Aos filhos que tratam com amor extremo 
E àqueles que espezinham a seus pais

Oh! Estatuto do Idoso
Feito com o fim de protegê-lo
Dar tratamento carinhoso
A quem fez por merecê-lo

Ei moços! Procurem amar e respeitar!
Os nossos idosos e serão respeitados 
A hora de vocês certamente vai chegar
E lá na velhice serão julgados

Prestes à morte de um patriarca idoso
Indagaram-lhe:o que quer realizar?
Enfático ele se expressou desejoso:
“Sonho ver o velho no seu devido lugar”


(*) - João Eurípedes Sabino.
* Presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro
* Membro da Academia Municipalista de Letras de Minas de Minas Gerais
* Cronista do Jornal da Manhã e Rádio Sete Colinas-Uberaba/MG/Brasil.




Cidade de Uberaba


segunda-feira, 23 de setembro de 2019

SONETO: “O GATO DA ACADEMIA”

Quem poderia imaginar
Que em nossa Academia 
Um gato fosse madornar
Em pleno sol do meio dia


Busto do imortal Mário Palmério. Foto: João Sabino. 

O busto de Mário Palmério 
Serviu de cama acolhedora
Desligou-se e sem vitupério 
O gato na sombra protetora

O felino seu pulo não ensina
Palmério jogou a forma fora
Ambos convivem na esquina

Bem-vindo belo gato vigilante 
Da Casa que a cultura aflora
Seu leito aqui será constante!


João Eurípedes Sabino - Presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro - Uberaba/Minas Gerais/Brasil.


Instagram: instagram.com/uberaba_em_fotos


Cidade de Uberaba  
                      

sexta-feira, 19 de julho de 2019

RELEASE ACADEMIA DE LETRAS

No dia 27/07 a CERTRIM estará realizando a edição da FEIRA DO PRODUTOR RURAL no Shopping Uberaba das 9h00 até às 18h00. Como parceira do evento a Academia de Letras do Triângulo Mineiro estará apresentando às 14h00 MOMENTO CULTURAL EM VERSO E PROSA. Haverá a participação de poetas e prosadores acadêmicos, bem como de convidados presentes que queiram expressar suas veias poéticas. Serão declamados poemas de todos os gêneros e interpretadas músicas ao gosto do público.

Momento Cultural em Verso e Prosa.

João Eurípedes Sabino, presidente da ALTM, convida aos escritores de Uberaba e região e o público visitante para participarem do evento que promete ser um sucesso.

Local: estacionamento Guzerá do Shopping Uberaba.




sexta-feira, 12 de julho de 2019

Nunca é tarde...(*)

Tenho tido o prazer de assistir a eventos culturais no Cine
Municipal Vera Cruz que me emocionam pelo conteúdo e mais, face o
esmero de seus organizadores ao tirarem água da pedra para materializá-
los.

Dia 03/07/2019 fui testemunha ali do Festival de Talentos da
Escola Estadual Professor Chaves. Sou suspeito para tecer comentários
sobre a Casa onde dei meus primeiros passos na busca do saber, mas que o
Festival foi de encher os olhos, isso sim!

Na última terça-feira (09/07/2019), assisti à formatura de mais
uma turma que concluiu o ensino fundamental na Educação de Jovens e
Adultos - EJA. Oriundos das escolas municipais: Urbana Frei Eugênio,
Esther Limírio Brigagão, Boa Vista e Professor José Geraldo Guimarães,
150 estudantes enfrentando a luta diária, se submeteram ao sacrifício de ir à
escola em busca de conhecimentos e do diploma. Vi-me entre eles, não
fosse a determinação de meus pais que, no momento exato, optaram por dar
à família a maior riqueza: “a leitura”.

Junto às autoridades na mesa oficial, capitaneadas pelo
Prefeito Paulo Piau Nogueira e a Secretária Municipal de Educação Silvana
Elias, vislumbrei a numerosa plateia composta pelos formandos, seus
familiares e amigos. Ao entregar com muita honra alguns diplomas que me
eram confiados, um fato chamou-me a atenção: o número de jovens na flor
da idade que ainda não haviam concluído o ensino fundamental. Seus
semblantes denunciavam estar ali o exemplo de que; “Querer é poder,
quando o que se quer, se sente profundamente”. Frase da ciência
logosófica.

As circunstâncias muitas vezes desviam pessoas de seus
rumos. Felizes daquelas que veem no estudo a luz capaz de redirecionar
suas vidas. Entre os formandos, por que não enxergar futuros médicos,
juízes, engenheiros, advogados, professores, empresários, jornalistas,
escritores e outros profissionais não menos importantes para a
humanidade? Quantos começam seus projetos depois dos filhos e atingem
apogeus antes não imaginados! Destaque para os formandos já grisalhos e
com mais idades!

Nunca é tarde para se concluir os estudos e concretizar sonhos.


(*) – João Eurípedes Sabino.
Presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro.


sexta-feira, 28 de junho de 2019

João Eurípedes Sabino

De espectadora a protagonista


“Oh! Bendito que semeia / Livros à mão cheia / E manda o povo pensar! O livro caindo n’alma / É germe que – faz a palma. É chuva – que faz o mar!”. Do poeta Castro Alves, na obra “Espumas flutuantes”, de 1870. Em pleno ataque do livro digital contra o de papel, assistimos dia desses em Araxá o que há de mais bendito em semeadura de livros. Milhares de pessoas conviveram harmonicamente com milhares de livros.

João Eurípedes Sabino - Presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro. Foto: Reprodução.

A Academia de Letras do Triângulo Mineiro em 21/06/2019 se fez presente no VIII Festival Literário de Araxá, onde nossos representantes debateram sobre suas obras literárias. Muita honra, uma vez que lá perfilamos com vultos da literatura nacional e internacional. A lista é enorme e confesso que, para citá-la, ocuparíamos este espaço. Limito-me em citar apenas, com a aquiescência dos não citados, o nosso literato-mor, Machado de Assis, patrono e homenageado nos seus 180 anos de nascimento. Literatos no evento: quase 100. Livros para venda: 80 mil. Público presente: 30.000 pessoas!

Os Acadêmicos Arahilda Gomes Alves (obras premiadas no Brasil e exterior), Paulo Fernando Silveira (livros colocados na Biblioteca do Congresso Americano), Renato Muniz de Carvalho (lido no Brasil inteiro) e Vera Dias (premiada com livros sobre o Luto) não deixaram a desejar na exposição impecável de seus temas. Vai para a minha história pessoal a atribuição insigne que me conferiu o FLIAraxá de mediar tão salutar debate.

Num ambiente regado com sentimentos superiores e inspirado em pensamentos de alta hierarquia, o FLIAraxá, segundo encontro literário do País, nos faz concluir que o livro de papel não morrerá. Enquanto existirem o autor, o livro e a leitura, tal tripé subsistirá por si mesmo e não haverá quem o leve à extinção. A emoção, a sensação do contato e a visão das três dimensões tornam o livro objeto indestrutível. Ele é uma das mais belas invenções da humanidade. É a chave que abre as portas do saber.

Dezoito instituições de grande porte, incluindo-se oficiais e privadas, embasam a plataforma para que todos os anos ocorra em Araxá aquele acontecimento literário. Esse é o Brasil que tanto necessitamos. 

Nossa instituição acadêmica inaugura nova fase em que de espectadora passou a protagonista. Obrigado, FLIAraxá, pela distinção, com um agradecimento especial ao Curador, Escritor Luiz Humberto França.



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Cidade de Uberaba


UBERABA SOB TIROTEIO!

Da outra vez que bandidos balançaram o solo de Uberaba,- 06/11/2017-f ui acordado às 3:00h por tiros de pesadas armas que ecoavam norte a sul da cidade. Fiz uma crônica sobre o episódio que pode ser vista hoje como um pobre relato.

Agência do Banco do Brasil. Foto: Reprodução.  


Nesta madrugada a dose foi repetida com carga mais do que triplicada. Fecharam o tempo literalmente, mataram pessoa, partiram para cima de bancos, lojas, etc. Criaram o pânico geral, instalaram guerra campal merecendo reação imediata das nossas gloriosas; Polícia Militar e Civil. Na vez anterior as duas optaram por recuar. 

Hoje pode -se concluir que o cenário foi mais bem pensado e flancos previamente escolhidos facilitaram a ação engenhosa do grupo que, dizem, é composto por mais de 30. 

Volto na minha tecla: o Triângulo Mineiro está situado entre São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul. Essa posição e exposição geográficas requerem que a nossa área seja vista como um barril de pólvora. Nossas autoridades também a veem? 

Amanhã será encontrada meia dúzia de larápios, feito a primeira vez, e estamos conversados. Não esperamos isso.

Hoje o Brasil é outro. Bandidos armados com a sociedade encurralada; o que podemos esperar? Reedição breve desta madrugada? Tiros, tiros, tiros e bombas! 

Cadê o veículo caveirão? Legislação? Helicóptero? COE ou BOPE? 


O mundo inteiro acompanhou em tempo real o nosso drama e uma das frases que recebi foi: “Muda desse país gente!”


Eu que sempre fui contra o armamento da sociedade começo a rever meus conceitos. Com o Congresso, o STF, o STJ e outros tribunais que possuímos, francamente...


Só não podemos perder a esperança e nem deixá-la morrer, ainda que seja por último. 
A confiança em Deus sim, deve ser inquebrantável.



João Eurípedes Sabino - Uberaba - Minas Gerais - Triângulo Mineiro - Brasil.




Cidade de Uberaba


domingo, 16 de junho de 2019

DR.LUIZ MANOEL DA COSTA FILHO.

Nascido em Visconde do Rio Branco e adotado como filho de Coromandel, hoje vemos o triste semblante do tempo a indicar que o juiz de direito e acadêmico Luiz Manoel da Costa Filho silenciou para sempre. 

Veio para Uberaba no início da década de setenta e a sua primeira mordia foi o próprio Fórum que acabara de ser construído. Dormiu em sala sem os pisos para estar sempre próximo dos servidores e ver de perto a atuação da Justiça. Emanava e recebia respeito.

Dr. Luiz Manoel da Costa Filho. Foto: Reprodução.
Aqui Luiz Manoel serviu à comunidade com retidão, energia e competência sendo sempre o homem afável. Estimulou a criação do COMBEM e outras obras sociais. Poeta, prosador e jurista integrou a Academia de Letras do Triângulo Mineiro sendo seu membro efetivo até o dia de hoje.

Por suas mãos iniciei-me na carreira de perito judicial e em 1987 dediquei-lhe a obra “Quesitos nas perícias judiciais”. Sempre o tive como referência e em minhas atuações há indisfarçável estilo que dele absorvi. 

Meu gosto pela música raiz sem ocultar essa preferência, por exemplo, vem de Luiz Manoel. Conheci Goiá (Gerson Coutinho da Silva) através dele. Lembro-me o dia em que verteu lágrimas indo ao hospital São Lucas participar do desligamento dos aparelhos que mantinham Goiá ainda vivo. 

Gratidão é o sentimento que Uberaba cultiva a Luiz Manoel da Costa Filho que não escondia o amor pela terra das Sete Colinas. 

De meu peito fluem os sentimentos de respeito, carinho, amizade e reconhecimento pelo que me proporcionou.

Obrigado querido amigo! Até o dia em que por certo nos reencontraremos! 


João Eurípedes Sabino - presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro.
Uberaba/MG/Brasil.


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Cidade de Uberaba


quinta-feira, 6 de junho de 2019

PERDA IRREPARÁVEL

Uberaba perde um dos seus mais ilustres filhos: DORIVAL LUIZ CICCI. Por quê Dorival merece esse honroso título? Posso dizer convicto que nenhum dos nossos conterrâneos amou mais Uberaba do que ele. 

Todas as suas gestões revestidas de grande desprendimento tinham sua querida terra como prioridade principal. Dorival não tinha arestas, não sabia dizer a palavra não e sempre estava disposto a servir . 
Esposo devotado, pai extremado, avô dedicado, irmão amoroso, parente afetivo, amigo de seus amigos; isso e muito mais era Dorival Cicci. Seu querido time Uberaba Sport Club perde um dos seus mais ardorosos torcedores.
Dorival Luiz Cicci
Silenciou o pesquisador dos patronos de ruas da cidade de Uberaba. Calou-se o uberabense que resgatou o busto de Juscelino Kubitshek, nosso maior estadista, num depósito da prefeitura de Uberaba e o colocou diante da nossa Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro. Cerrou os olhos o homem que levou ao Memorial JK em Brasília um grande quadro com fotos de JK em Uberaba. 
Descanse em paz meu querido amigo. Em meu coração haverá o lugar que sempre foi, é e será seu. Você fará muita falta sobretudo pelo seu exemplo de amor pela terra de Major Eustáquio. Uberaba fica lhe devendo a publicação do seu tão sonhado livro. 

João Eurípedes Sabino-Presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro. Uberaba/MG/Brasil.


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Cidade de Uberaba


sexta-feira, 17 de maio de 2019

RELEASE - LANÇAMENTO DE LIVROS.

A Academia de Letras do Triângulo Mineiro informa que no dia 07/06 - 19:30h - em Uberaba ocorrerá o lançamento simultâneo de duas obras literárias voltadas ao público infantil, escritas pelos autores: Hildebrando Pontes Neto. Título: "O velho carrossel" e Alessandra Pontes Roscoe. Título: "A árvore voadora".

Ambos os escritores, ele advogado e ela jornalista, têm na bagagem a publicação de vários livros infantis, além de proferir palestras pelo Brasil afora.

Será um evento histórico porque, ele é neto e ela bisneta do nosso ícone historiador Hildebrando Pontes (1879-1940).

Data:07/06/2019.

Horário: 19:30h

Local: Centro Cultural Cecília Palmério - Av. Guilherme Ferreira, 217-Uberaba/MG.

OBS: entrada franca.

Hildebrando Neto e Alessandra cumprirão extensa programação em Uberaba, culminando com uma palestra no dia 08/06 - 9:30h na Academia de Letras do Triângulo Mineiro.

Dentre as atividades dos nobres escritores em Uberaba, constarão:

- Visita ao Arquivo Público, onde deverá ocorrer a designação do nome daquela instituição - "Arquivo Público Municipal Hildebrando Pontes"

- Visita à Escola Estadual Hildebrando Pontes.

- Visita ao Sr. Prefeito Municipal.

- Visitas a jornais, rádios e TV.


João Eurípedes Sabino
Presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro

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Cidade de Uberaba

MORTE POR ASSALTO.

Infelizmente minha querida Uberaba tem se projetado no cenário nacional e mundial devido à ausência de alguns fatores que a colocam em evidência. A falta de segurança é um deles valendo dizer que o Triângulo Mineiro não é tratado pelo poder central com a importância que merece. Estamos numa região entre São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais propriamente dita. Tudo que é escória entrante Brasil afora, primeiro passa por Uberaba e depois dissemina para as demais regiões Brasil acima. Até quando Minas Gerais? Até quando Brasil?

José Guillermo Hetnández Aponte. Foto/reprodução.
A morte por assalto do colombiano e pecuarista José Guillermo Hetnández Aponte é mais do que eloquente para exigirmos das autoridades da Segurança Pública; municipais, estatuais e federais, providências preventivas em Uberaba e região! Nos 100 anos da ABCZ ela ganha três “presentes”: ausência do Presidente da República, descaso do Governador e a morte por assalto de um ilustre visitante. Você, ABCZ e Uberaba, não mereciam um presente “melhor”? 

Envergonhado peço desculpas pela parte que me toca como uberabense. O presidente da ABCZ Arnaldo Manoel de Sousa Machado Borges, escorreito por excelência, e sua dedicada 
diretoria não merecem esse infausto acontecimento. Todavia, solidarizamos com eles nesse momento de luto. 

João Eurípedes Sabino-Uberaba/Minas Gerais/Brasil. 
Presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro.Escritor.



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Cidade de Uberaba

sábado, 20 de abril de 2019

OLAVO SABINO JÚNIOR.

Conheci Olavo Sabino, filho do seu Lavico, no início da década de sessenta, quando ele ainda disk jockey da Rádio Difusora.

Olavo Sabino de Freitas Jr.

Lá aquele jovem já era irreverente, sagaz, isento, incisivo e tudo mais que um bom profissional do rádio precisava e precisa ter. 

Olavo não nunca usou meias palavras e não cortava volta com o seu pensamento. Era direto!

Foi mestre ao fazer: rádio, jornal escrito, televisão, assessoria, administrar jornal, rádio e TV, com um detalhe: não guardava consigo o que sabia e ensinava com prazer aos que queriam aprender a arte da comunicação. 

Os que com ele conviveram sabe do que estou falando.

Apesar de não parecer, Olavo tinha um coração generoso, tanto que nunca negava ajuda às pessoas, 
principalmente aos colegas de profissão. “Ajuda não precisa ser divulgada” disse-me ele certa vez. 

Uberaba perde um dos maiores comunicadores da sua história. 

Saudade...Olavo . 

João Eurípedes Sabino.
Uberaba/MG/Brasil.

Cidade de Uberaba

quarta-feira, 17 de abril de 2019

O silêncio de Aldo

Nas minhas andanças a trabalho pela cidade, ainda adolescente, eu tinha o hábito de parar em alguns locais para disfarçar o cansaço. Montado em minha Göricke, eu varava Uberaba de ponta a ponta. O mural do jornal Lavoura e Comércio, os mostruários das fotos Shroden e Prieto, as vitrines da Notre Dame de Paris e o pão de queijo da Padaria Brasil faziam parte do meu trajeto. Na banca de jornais do Sr. Wilmondes Bastos, da Rua Artur Machado, eu parava para ver a programação dos teatros amadores TEU e NATA.

Aldo Roberto Silva - "Salsichachau"
Ali, pela primeira vez, num cartaz, vi a foto do ator, radialista e dublador Aldo Roberto Silva e pude conhecê-lo pessoalmente. A sua espontaneidade foi tanta que me fiz seu amigo e cultuamos a nossa amizade por mais de 50 anos. Tivemos vidas diversas, mas com um ponto em comum: gostamos da cultura e lutamos pela sua preservação. Vi Aldo em cena várias vezes, sempre com atuação impecável, aliás, esse era o seu padrão. 

Nos aniversários de nossos filhos o palhaço Salsichachau se apresentou como emissário do riso, levando-o a sério enquanto todos riam. Ficará na história de tantas e tantas crianças de Uberaba. 

Três episódios entre Aldo e eu me marcaram para sempre: quando lancei o livro “O andarilho”, em 2006, ganhei dele uma tela de Ovídio Fernandes retratando a figura do andarilho São Bento. Graças a Aldo Roberto, tenho uma viola que ele ganhou em 12/04/2008 no 50° Encontro de Folias de Reis, realizado no Cine Municipal Vera Cruz. Quando lhe ocorreu um acidente, o visitei algumas vezes e, mesmo imobilizado, me permitia, ao sair, estar melhor do que cheguei. Aldo Roberto não deixava a dor interferir no humor. 

Na TV e Rádio, no programa Se Liga, Aldo fazia o gênero que o diferenciava. Haja talento para criar situações e sacadas originais! Perspicácia, tirocínio e irreverência vieram com Aldo para lhe permitir estar antes do lance. Quando se expressava, o fazia trazendo a piada pronta. Não é meu exagero afirmar que ele não perdia para um Ronald Golias, um Jô Soares e até um Chico Anysio. 

No dia 16/12/2017, Aldo Roberto, aos 78 anos e sem saber dizer não, nos deixou para sempre. Nossa cultura, em especial as artes cênicas, está de luto. O silêncio de Aldo será o de sua querida Uberaba diante do seu nome, que, na saudade, jamais será esquecido.


João Eurípedes Sabino

Membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro.

Cronista do Jornal da Manhã e Rádio Sete Colinas.


Cidade de Uberaba

Amigo Padre Prata

A vontade de todos era que Padre Prata, tão estimado, permanecesse entre nós. Porém, apesar de ser um imortal da Academia, isso não aconteceu. E, para sempre, ele foi colher os frutos de sua abençoada e proveitosa existência. Quem teve o prazer de desfrutar do convívio com Padre Prata tem muita história para contar. E tenho a felicidade de ser um desses privilegiados. 

Tive a satisfação de manter cordial contato com Padre Prata quando estive na Direção do Jornal da Manhã, de 1972 a 1984. Ele era colunista do Correio Católico e se rendeu ao nosso apelo de continuar colaborando, semanalmente, com suas crônicas geniais no novo jornal.

Com o Jornal da Manhã já em nova sede, Edson Prata me convidou a integrar a Academia de Letras do Triângulo Mineiro e providenciou o documento de minha nomeação assinado por vinte e um acadêmicos, dentre eles, Padre Prata.

Na Academia, minha amizade com Padre Prata se intensificou. Ele e os demais fundadores compareciam a todas as reuniões mensais e isso o deixava animado. Quando estive à frente da Academia, a meu pedido ele me orientava, agraciando-me com generosa atenção: “Precisando, estamos aqui.” E reiteradamente ele me entusiasmava: “Foi uma bela reunião!”.

Ao final de cada gestão minha, requisitei ao Padre Juvenal Arduini que me apontasse um sucessor. E só ao final do meu sexto mandato, ele mencionou Padre Prata como uma possibilidade. Fiquei feliz. Mas por pouco tempo. Tivemos que aguardar, pois Padre Prata estava numa pescaria e, ao retornar, garantiu que nunca pensou nisso. Uma pena. Teria sido formidável!

Foi a convite do nosso Presidente da Academia, o amigo João Eurípedes Sabino, que ele, Padre Prata e eu apreciamos a cidade num circuito de carro, numa prosa animada. Talvez fosse uma despedida, mas Sabino e eu não havíamos imaginado isso.

Depois de minha esposa Carmen e eu sermos atropelados por uma moto, nós nos recuperávamos em casa quando recebemos a visita do amigo Padre Prata - visita que ficou em nossa história: a conversa na sala de visita, o cafezinho e minha chamada para vermos o quintal. Ali, Padre Prata se transformou, revivendo o tempo de menino criado em fazenda, apaixonado pelo que encontrava: a jabuticabeira florida como noiva, pés de canela, camélia, hibisco, manga, urucum, pitanga, pau-brasil, abacaxis ornamentais, orquídeas, e os vasos – renda-portuguesa, alecrim, arruda, jasmim, lírio, azaleia, rosas, miosótis, violetas, picão, erva-cidreira, capim-cidreira, manjericão, hortelã... Ele sabia algo singular sobre cada planta. Era mesmo outra pessoa... Nós o ouvimos extasiados! Ele finalizou instruindo a este leigo cultivador: “Corte o pé de mamão; não dará mais frutos.” Depois desse dia, invariavelmente quando nos víamos, ele perguntava pelas plantinhas e prometia voltar para vê-las.

Sou grato também ao Padre Prata por ele ter feito as últimas orações junto à minha esposa, quando ela faleceu. E a morte de ambos me faz crer que Deus anuncia aos bons, com certa antecedência, quando deixarão esta vida. Ambos sabiam sua hora e estavam preparados. Hoje estão junto de Deus. 

São essas apenas algumas das tantas recordações que tenho do colega Padre Prata, amigo ilustre e imortal na memória de todos nós.

Mário Salvador
Membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro.


Cidade de Uberaba

sexta-feira, 29 de março de 2019

O Relógio Japonês

Mais uma vez escrevo sobre ele nesses 39 anos. A primeira o fiz no artigo “O povo pede uma praça”, em jornal editado pelo Clube de Engenheiros no ano de 1978. Ganhou o apelido carinhoso de Relógio Japonês por ter sido doado a Uberaba pelas colônias japonesas daqui e de Igarapava/SP, quando equivocadamente festejamos 100 anos de fundação no dia 3 de maio de 1956. Está localizado na Praça Dr. Jorge Frange, próximo ao edifício São João.

Memória: demoliu-se a velha rodoviária e a reinauguração da praça seria no dia 28/01/1983. Os táxis ficariam colocados de forma oblíqua diante do relógio. Estreitariam muito o passeio, além de causar transtornos entre os táxis e os veículos da via descendente. Jesus Prata, o vereador Arly Coelho e eu reivindicamos ao prefeito Silvério Cartafina Filho e ele, com seu estilo, ordenou: “Coloque-se o ponto de táxis na parte baixa da praça”. E colocaram.

O único sino daquele obelisco aguça os meus tímpanos ao bater horas inteiras e meias com precisão britânica. Na madrugada, num raio médio de 300 metros, é ouvido com nitidez. No mundo dos digitais não há quem, com uma ponta de insônia, ouça as suas badaladas e se feche para a nostalgia. “Detén el tiempo en tus manos. Haz de esta noche perpetua” (compôs Roberto Cantoral).

Dentre os cartões de visita que habitam o coração do uberabense, o Relógio Japonês, com certeza, é um deles, mesmo estando tão relegado.

Sempre o tivemos como referência, embora seus ponteiros tenham ficado inertes por incontáveis períodos. Sebastião José Polveiro, aos domingos, galga mais de 12 metros de altura, renova a corda, faz manutenções no bruto e assegura que suas peças estão nos trinques. Luiz Ricardo Rodrigues, o Branco da banca de jornais, custeia as despesas e cuida do arvoredo ali existente.

Volto ao passado e me lembro que Odettes Tiveron leu as horas nos algarismos romanos daquele “mastodonte” durante décadas. No dia 21/04/15 cessaram essa feliz convivência quando ela partiu para a eternidade.

O tempo não passou devagar e nem fluiu rapidamente; eu, é que não o vi passar. O Relógio Japonês sim, sempre foi a fiel testemunha.



João Eurípedes Sabino

Membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro. 


Cronista do Jornal da Manhã e Rádio Sete Colinas. 



Cidade de Uberaba

Parabéns, tio Mário!

“O eterno Tio Mário, comunicador infantil que fez sucesso nas décadas de 70 e 80 na cidade, quando comandava um programa de televisão na extinta TV Uberaba, será homenageado pelo Shopping Uberaba nesta sexta-feira, 26, às 17h, no encerramento das gincanas infantis que fazem parte da programação de férias”. Eis aí parte do convite que recebemos para estarmos no instante da homenagem que o acadêmico Mário Salvador receberia. Lá fomos para viver emoção única e imperdível. 

Este espaço é pequeno para descrever a transcendência do momento decorado por crianças que, apesar de não terem vivido o tempo de Tio Mário, lhe acercaram com afeto demonstrando estar diante de um ícone imortal.

Difícil foi segurar as lágrimas no momento em que Tio Mário, em meio à criançada, reeditou seu programa Hora do Recreio, com um número de gincana. Crianças tomaram suco na colher como vimos há décadas. E ele, Tio Mário, visivelmente emocionado, conduziu os trabalhos como se estivesse no estúdio da TV Uberaba.



Tio Mário - Foto: Francis Prado

Presença da família e amigos do homenageado, placa de prata, plantio de palmeira, declamação de poesia, manifestação afetiva das crianças, palavras dos coordenadores, som, fotos, filmagens e expressões de carinho, etc., formataram aquele cenário que vai para a história, essa jamais será escrita sem o nome de Mário Salvador. A Academia de Letras do Triângulo Mineiro, ali representada por vários confrades, absorveu parte da justa homenagem recebida pelo seu ex-presidente.

Ao declamar o poema “Ser criança”, Tio Mário polarizou as atenções com versos sensíveis e acessíveis, principalmente pelas crianças. Perfeitamente encaixável no CD que Fausto Reis gravará com músicas compostas pelos acadêmicos da ALTM. Arahilda Alves, com sua maestria cantou o jingle do programa, então cantado pelos Sobrinhos de Tio Mário. 

A relatividade do tempo ficou ali estampada: todos voltamos a ser crianças, junto às crianças, tendo a sensação de que ele não passa, nós sim, é que passamos. E o nome fica. Parabéns, Tio Mário Salvador!


João Eurípedes Sabino

Membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro. 

Cronista do Jornal da Manhã e Rádio Sete Colinas.


Cidade de Uberaba

Histórico Patrimônio meu

Inicio o meu texto de hoje em tom melancólico apresentando o poema que um dia lavrei para datas especiais como a de ontem.

Eu sou a Memória / Hoje tão calada e esquecida / Que acaba sozinha em vida / Morre aos poucos com a história. Devagar vou sumindo / Dia a dia sendo apagada / Meu passado vai ao nada / E o presente pra lá está indo. Velhas casas e casarões demolidos / Relíquias escapam da mão / Cultura colide com a ambição / Valores de ontem agonizam feridos. Histórico Patrimônio meu / Não o protejo como deveria / Espero poder resgatá-lo um dia / E vê-lo no lugar que é todo seu. Quem não se liga ao passado / Expõe-se ao risco na certeza / De no futuro ser lembrado com frieza / Por ter sido um ser desnaturado.

Tristeza como a que ontem senti, só comparei quando uma voz ao telefone me anunciou que minha saudosa mãe havia deixado esse mundo. “Tenho uma notícia triste para lhe dar: a casa em que Zote nasceu está sendo demolida. Faça alguma coisa!”, disse-me uma voz amiga no meio da tarde. Fiquei perplexo depois de ter escrito um livro sobre a vida de José Formiga do Nascimento - o lendário Zote - e lançado a obra em 31/01/2015 no Cine Municipal Vera Cruz. Quase 1.000 pessoas estavam presentes e numa só tacada 270 livros foram vendidos, tendo em vista o interesse que o personagem despertou e continua despertando. Outras edições virão.

Fui ao local da demolição. Atônito, não tive outra alternativa senão dizer ao mundo em “NOTA HISTÓRICA LAMENTÁVEL: neste momento está sendo perpetrado um crime contra o patrimônio histórico de Uberaba: a casa onde nasceu José Formiga do Nascimento - o Zote - está sendo demolida. Não bastaram as gestões que fizemos junto ao CONPHAU e aos proprietários da casa. Ela está indo ao chão e junto vai uma parte da história. Ali nasceu o uberabense que Uberaba nunca esquecerá. Local da barbárie: rua José de Alencar, 376, antigo 68. Aos que primaram pela omissão os nossos ‘parabéns’”.

Não divulgarei aqui as manifestações da legião de amigos, residentes no Brasil e mundo afora, cujas raízes estão em Uberaba. São tantas que as guardarei como prova de que Zote habita a memória e o imaginário dos seus conterrâneos ou não. Naquela casa então de Bento Eduardo da Silva Polveiro e depois Osório Adriano da Silva, nasceu no dia 23/02/1923, há 95 anos, o menino que por ser meio parvo e genial, recebeu o apelido de Zote. Era a última casa daquele estilo no bairro São Benedito e uma das últimas de Uberaba (!!!) Para onde vamos senhoras autoridades responsáveis? A palavra não é mais minha.

Por que esse meu apego com algo material? É que a história não me perdoará, se de braços cruzados eu permanecer: “Quem não preserva o passado não terá futuro”. Eis a questão.


João Eurípedes Sabino

Membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro.

Cronista do Jornal da Manhã e Rádio Sete Colinas.


Cidade de Uberaba

Noite histórica

E a casa esteve com sua lotação esgotada na noite da última terça-feira, 26/03/2019. O lugar é a Academia de Letras do Triângulo Mineiro e as presenças foram de universitários representantes dos Diretórios Acadêmicos do IFTM, Fazu, Uniube, UFTM e seus renomados Mestres, além do Programa U+20 e da Diretoria de Turismo da Prefeitura Municipal de Uberaba. Soma-se o apoio do Museu do Zebu da ABCZ, representado por Thiago Ricioppo e Maria Goretti dos Santos, além da empresa Bela Vista Cultural, capitaneada pelo megaeditor Fábio Ávila. Foi uma noite histórica! 

Projetado para ser um evento simples por Carlos Mardegan, como deveras foi, algo beirou as raias do infinito, quando cada um dos presentes, todos amantes das letras, se identificaram com o pensamento do ambiente que era o de valorizar e oportunizar a afloração de suas escritas.

A Casa criada por José Mendonça, Edson Prata e Juvenal Arduini, lá nos idos de 1962, abre espaço para que a juventude se aproxime e almeje ocupar ali uma cadeira, quem sabe a minha (32), no momento oportuno. Em cada olhar, em cada semblante e postura vimos frente a frente jovens, cujas vidas e condutas diferem muito do que comumente assistimos. Usaram o coração e a sensibilidade quando Fábio Ávila chamou alguns deles à frente para declamarem poemas escritos por alunos do ensino médio. Vi lágrimas correrem naquelas faces.

O projeto de entrelaçar os Acadêmicos com estudantes de todos os níveis vem de longa data, porém, para levá-lo à materialização, reconheçamos, havia um caminho longo a percorrer. Com o advento da sede própria doada pela Universidade de Uberaba, esse caminho encurtou sobremaneira. E agora vamos percorrê-lo sempre, realizando eventos de natureza cultural.

A abordagem sobre o Arquivo Público de Uberaba, feita pela Superintendente Marta Zednik de Casanova, e os relatos de Paulo Fernando Silveira, em referência às suas obras, foram pontos de destaque com os quais a nossa Casa de Letras brindou os presentes. Ambos, na condição de Acadêmicos, enfocaram seus temas em nome da Academia.

Nosso Sodalício, como entidade cultural sem fins lucrativos, não tem muito a oferecer no campo material, entretanto, no imaterial seus alcances vão muito além do que as vistas alcançam. O que farão aqueles universitários com o que puderam interagir na data histórica de 26/03/2019 no seio da Academia de Letras do Triângulo Mineiro? Ali estavam vários “Machado de Assis”. Disso não tenho dúvidas. Basta que tenham “uma alavanca e um ponto de apoio”, segundo o sábio Arquimedes. A nossa ALTM sempre será essa alavanca e esse ponto de apoio.


João Eurípedes Sabino -Uberaba/MG/Brasil.

Membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro.

Cronista do Jornal da Manhã e Rádio Sete Colinas.


Cidade de Uberaba

sexta-feira, 8 de março de 2019

Hoje, 08/03/2019, o seu Dia Internacional.

A você mulher, que habita todos os mundos, de um extremo a outro no universo, de um casebre a um suntuoso palacete e que é capaz de conquistas só reservadas ao seu gênero, dedico-lhe estas palavras. 

MULHER ... 

Na sua magna eficiência / Concilia extremos com maestria / Usa o coração por excelência / Eis a mulher exercendo a sabedoria. Mãe, filha, irmã, esposa e companheira / Avó, sogra, nora, tia e amiga presente / De todos é fidedigna escudeira / Onde está emite luz reluzente. O lugar seu é intransferível / Ocupa-o sem concorrente / Ao homem dá força invencível / Ante os obstáculos ele se faz valente. O mundo outro mundo seria / Sem a sapiência da mulher / Para outros rumos o universo iria / E teríamos um destino qualquer. Mulher você é a rainha / De um reinado exclusivamente seu / Estando acompanhada ou sozinha / Usa a supremacia que Deus lhe deu. 

Mulher; que o seu Dia Internacional seja comemorado não só hoje, mas em todos os dias. 

João Eurípedes Sabino-Uberaba/MG/Brasil. 

Membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro. 

Cronista do Jornal da Manhã e Rádio Sete Colinas. 



Cidade de Uberaba


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Saiam de seus casulos!

Definitivamente; estamos numa fase em que as tragédias nos rondam diuturnamente e, para respondê-las, só há uma via: a prevenção. Aliás, não há um verbo mais eloquente e tão esquecido do que prevenir.

No universo das más notícias fomos obrigados digerir a morte dos dez adolescentes no Centro de Treinamento do Clube de Regatas Flamengo, dia 08/02/2019. Vitor, Samuel, Rykelmo, Pablo, Jorge, Edson, Christian, Bernardo, Áthila e Arthur deram suas vidas à imprudência das imprudências. Em essência, o mesmo pensamento que rege o campo mental dos (i)responsáveis pela segurança de uma barragem, no caso a de Brumadinho, rege também a mente daqueles que confinaram meninos em um contêiner para morrer. Suas famílias agora choram na desesperança. 

O pior é pensar que fiscalizações e fiscalizações foram realizadas no Ninho do Urubu e nenhum agente público teve tutano para interditá-lo totalmente ou setores das suas instalações. Pontuo sem medo de errar: poder, tráfico de influência, dinheiro, ameaças e outros fatores mais, “amarelaram” os senhores da lei a ponto de lhes fazer recuar. Autoridades com poder de Estado, no momento de suas ações se recolhem colocando em risco vidas indefesas. Já disse e volto a repetir: enquanto isso os seus vultosos salários são pagos em dia, não obstante o baixo clero do funcionalismo esteja pagando alto preço para “tocar o barco”, no dizer de Ricardo Boechat.

Depois da porta arrombada, colocam o cadeado. Autoridades de todos os setores se apressam em mostrar serviço ditando regras, normas legais e diretrizes ao Flamengo infrator, que tem seu exemplo nefasto seguido pelo Clube Bangu. Interessante; os que deveriam ser recolhidos (provisória ou preventivamente) devido às mortes consumadas permanecem livres, leves e soltos. Na terra dos dourados habeas corpus, ver um poderoso preso nessas horas, é sonhar dormindo sono profundo.

Um pouco da história recente de Uberaba: quando em 2003 tivemos nossas águas envenenadas por produtos químicos lançados no Ribeirão Alegria devido ao descarrilamento de um trem, constatei algo para mim inusitado. Na procuração da empresa dona do trem, para representa-la, contei nada menos do que cinquenta e quatro advogados. Nada contra, mas imaginemos no caso Brumadinho e CT do Flamengo! Ao piloto da locomotiva restou um “sequestro”, que o fez confinado sem saber onde estava e “nada teve para declarar”. 

Senhores agentes públicos fiscalizadores; saiam de seus casulos! Estamos com vocês!


João Eurípedes Sabino - Uberaba/MG/Brasil



Cidade de Uberaba

domingo, 19 de agosto de 2018

A Engenharia perde um ícone

Hoje a Engenharia brasileira perde um de seus mais ilustres membros. Refiro-me ao querido mestre Vicente Marino Júnior, uberabense nato, com uma gama de trabalhos realizados em todos os quadrantes do país.

A foto mostra cena da prova do primeiro vestibular da E.E.T.M com presença do presidente da Sociedade Educacional Uberabense Mario Palmério. Vicente Marino Júnior é o quarto da esquerda para a direita.

Na saudosa Escola de Engenharia do Triângulo Mineiro Vicente Marino Júnior deu a aula inaugural aos alunos iniciantes na década de 50, apesar de não ser ele o diretor. 
Foi autor de diversos projetos de grandes obras e calculista de estruturas imensas com vãos desafiadores. 

Pautou a vida como servidor da Engenharia Civil e teve a honra de formar inúmeros alunos que se tornaram renomados profissionais mundo afora.

Não por acaso Mestre Marino foi um colecionador de homenagens como paraninfo, patrono e nome de turma enquanto foi professor universitário. 

Marino se fez respeitar como extremado pai, avô, dedicado esposo de Lurdes Marino, amigo de seus amigos e, apesar da altura de sua competência, sempre teve a humildade acima de si mesmo. 
Nós Engenheiros podemos dizer, sem receio de errar: perdemos uma grande referência: nosso ícone engenheiro Vicente Marino Júnior. 


João Eurípedes Sabino.
Uberaba - MG.

19/08/2018


Cidade de Uberaba