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terça-feira, 28 de abril de 2020

Certidão de nascimento

Recebi recentemente a crônica “As primeiras farmácias e os primeiros médicos”, de autoria do nosso confrade, o Acadêmico uberlandense Antônio Pereira da Silva, profundo pesquisador da nossa história.

Relata ele embasado e de forma isenta que: “Na metade do século XIX, Uberabinha não tinha nada: apenas um aglomerado de casebres cobertos por palhas de Buritis nos arredores da capela de Nossa Senhora do Carmo e São Sebastião Mártir, no largo da Matriz”. Leitores, recordem que a metade do século XIX ocorreu em torno do ano de 1850.

E prossegue o Douto Acadêmico: “Só em 1852 foi criado o Distrito de Paz e a igreja criou a Paróquia. Havia então 44 casas construídas...”. Antônio Pereira da Silva desce a detalhes estatísticos descrevendo a localização das casas, inclusive nomeando os logradouros públicos. Não é segredo que a São Pedro Uberabinha (depois Uberabinha e hoje Uberlândia) foi Distrito de Uberaba (vide atas da nossa Câmara).

Peço a atenção dos mais e dos menos informados para os seguintes detalhes expostos por aquele historiador: “A primeira botica foi instalada em 1850 por Miguel Jacinto de Melo, no Largo da Matriz”. E mais: “Sete anos depois da instalação da primeira farmácia, em 1857, chega o “Pintão” (Antônio Maximiano Ferreira Pinto), boticário prático também, mas com a vantagem do licenciamento concedido pelo Imperador d. Pedro II”. E outras farmácias foram instaladas, mas o primeiro médico, Dr. Carlos Gabaglia (itinerante) só chegou em Uberabinha depois de 1906

Fato curioso: “Sempre que alguém adoecia e os práticos não conseguiam resultados, ou o doente tinha que ser removido para Uberaba, ou era chamado um médico de lá. De qualquer forma, doente e médico transportavam-se em lombo de burro ou carro de bois”.

Meus caríssimos leitores, nossa conversa já está no ponto para que eu lhes faça sem rodeios a pergunta: como pode Uberaba ter sido fundada em 1856, segundo propalam alguns, se aqui, há tempos, existiam médicos vindos de diversas partes do país? O Acadêmico José Soares Bilharinho esbanja seus nomes em sua magnífica obra “A história da Medicina em Uberaba”. Só mesmo tendo “nascido” em 1820 (36 anos antes) para experimentar tanto avanço. Uberaba estava na rota do grande Anhanguera que seguia para Goiás em busca de pedras preciosas!

É simples para se concluir que o título de Freguesia (à época avançando) oficializada por Dom João VI pelo decreto de 02 de março de 1820, único documento probatório conhecido, é a Certidão de Nascimento de Uberaba. Tudo mais, a meu modesto ver, em termos de aniversário da cidade é mera especulação.

Existe a ordem cronológica: 13/02/1811 - Criação do Distrito dos índios, sertão imenso esse comandado por Major Eustáquio. 22/02/1836 - Elevação do lugarejo a Vila. 23/03/1840 - Elevação da Vila a Comarca. 02/05/1856 - Elevação de Comarca a Cidade¹־²־³. Ditas datas existem, mas não abalizam a ninguém para afirmar que nessa ou naquela nasceu Uberaba. Arquivos públicos e particulares foram consultados Brasil afora sem êxito. Nosso aniversário é, portanto, em 02 de março. Quanto vivi enganado!

Fontes de Pesquisa: Hildebrando de Araújo Pontes, Antônio Borges Sampaio, José Mendonça, José Soares Bilharinho, Renato Muniz Barretto de Carvalho, Antônio Pereira da Silva, Longino Teixeira, Tito Teixeira e Atas da Câmara Municipal de Uberlândia. Arquivo Público de Uberaba. Atas da Câmara Municipal de Uberaba (1857/1900).

1 - Título honorífico que Franca/SP também recebeu em 1856.

2 - Idem para Ribeirão Preto/SP. 

3 - Idem para Juiz de Fora/MG.


(*) - João Eurípedes Sabino.
Presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro.
Uberaba/MG/Brasil.

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Profissionais da saúde

“Prometo que, ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência.

Penetrando no interior dos lares, meus olhos serão cegos, minha língua calará os segredos que me forem revelados, o que terei como preceito de honra.

Nunca me servirei da minha profissão para corromper os costumes ou favorecer o crime.

Se eu cumprir este juramento com fidelidade, goze eu para sempre a minha vida e a minha arte com boa reputação entre os homens; se o infringir ou dele afastar-me, suceda-me o contrário.”

Eis o juramento lapidar do médico, ditado pelo filósofo grego Hipócrates (460 a.C), considerado o pai da Medicina. Tendo o médico como referência, as palavras que direi a seguir, são dedicadas a todos os profissionais da saúde.

Quando tudo está perdido, vamos encontrar a esperança nas mãos daqueles que, doutrinados para servir, se expõem como se a vida do outro fosse a própria. Não têm o direito de escolher o que querem, se diante de si estiver o semelhante a implorar para que lhe acalme a dor. Doar é a única opção e, na maioria vezes, um segundo de tempo a mais ou a menos pode fazer a diferença. Não têm pressa, mas não podem demorar.

Temos visto médicos e seus colegas correlatos darem suas vidas na batalha contra o coronavírus. Eles e elas se jogam no front sem a menor noção de onde surgirá o inimigo. Ao saírem de seus lares, beijam seus entes queridos, feito o soldado que parte para a guerra, não sabendo se voltará vivo para beijá-los novamente.

Se há uma profissão que vai além, com o perdão das outras, inclusive da minha, é a do profissional da saúde. Ao prestarem o juramento, todos os integrantes da área se disponibilizam em fazer do nosso último momento a chance de não deixar a nossa esperança morrer. Esse é o ir além.

As palavras de Hipócrates, ditas há mais de 2.000 anos, se tornam atualíssimas quando o mundo se curva diante da Covid-19 e os zelosos da saúde, nesse momento crucial, ao contrário, emergem de si mesmos com coragem titânica! Não fossem eles, o que seria de nós?

De talentosas inteligências surgirá o stop ao coronavírus. Em consonância com outros seres iluminados, os profissionais da saúde estarão na primeira fileira dos nossos heróis. Assim eles devem ser reconhecidos.

(*) - João Eurípedes Sabino.
Presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro.
Uberaba/MG/Brasil.

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Cidade de Uberaba

Verdade verdadeira (*)

E a luta contra o Coronavírus continua em todos os quadrantes da terra! Cada um a seu modo tem dado sua cota de sacrifício para vermos tombado esse microrganismo, tão letal à espécie humana. Estou fazendo a minha parte mesmo recolhido ao grupo de risco marcado pelos janeiros. Alinhavar estas palavras faz parte do trabalho que me permite chegar a lugares onde o vírus não vai; no coração das pessoas.

Não devemos pagar o preço para ver o resultado da imprudência. Se nos aconselham o uso dos equipamentos de proteção individual, por que não usá-los e darmos o exemplo aos que fazem pouco dessa necessidade? Estamos num jogo em que ganhar ou perder envolve a todos indistintamente.

Ouvi por via rádio, os reclamos de uma integrante do Circo Khronos, então montado no interior do Parque de Exposições Fernando Costa, aqui em Uberaba. Estão lá 56 pessoas, dentre as quais, 16 são crianças que; além de viajar como nômades, agora enfrentam o drama de não poder bater em retirada por falta de recursos. As necessidades fecham o cerco e, tentando exercer a nossa marca de uberabense, fui levar a eles a minha solidariedade alimentícia. De carro fechado, usando boné, luvas e máscara, adentrei-me à noite ao recinto do parque, escoltado por uma moto vigilante.No local, mantendo segura distância, os circenses retiraram do carro a minha modesta ajuda. Distanciamento estranho para mim que sempre cultivei o hábito de apertar a mão do meu semelhante. Sei que você uberabense, fará a sua parte também!

Saí feliz por ter exercido o bem, mas entristecido diante do fato de que; depois de ininterruptos 78 anos, nossa Associação Brasileira dos Criadores de Zebu não realizará o tão sonhado evento de 2020. Tudo por precaução diante do avanço do Coronavírus. Decisão acertada do presidente Rivaldo Machado Borges Júnior e sua diretoria.

Enquanto isso, os prudentes e imprudentes seguem por caminhos inversos e paralelos. Uns obedecem à risca os protocolos preventivos e outros subestimam a força do bichinho invisível a olho nu que, uma vez instalado, faz estragos. Não lamentemos depois sem ter um ombro amigo!

Segui dois grandes jornais paulistas na última semana. Em todas as edições, mais de 90% delas continham notícias sobre o Coronavírus e, percentual maior, ficou por conta das redes de televisão. Queira Deus que, passada a pandemia, a realidade não nos traga outra verdade: a verdade verdadeira.

(*)- João Eurípedes Sabino - Uberaba/MG/Brasil.

Cidade de Uberaba


DOUTOR GUERRA.

Apesar do nome era um homem que transpirava a paz. Conheci Dr. Francisco Mauro Guerra Terra há mais de 50 anos quando meu saudoso pai iniciou uma amizade com ele movida por um tratamento médico que varou os tempos. Ambos tinham uma paixão em comum que eu também tenho:o cavalo mangalarga marchador. 

 Francisco Mauro Guerra Terra. Foto/Divulgação.

O pai, o mestre, o super neuro cirurgião, o cidadão caridoso, o homem de bem, o amigo, a simplicidade em pessoa e outras virtudes, faziam de Doutor Guerra o ser humano extremamente respeitado mundo afora. Daí ser acatado por onde passava. 

Estive ao lado dele no dia 30/05 do ano passado quando foi inaugurado o centro de assistência psicológica que recebeu o seu nome em Uberaba. Senti-me extremamente honrado ao ver o exemplo do homem de extrema grandeza e elevada humildade. Recebeu a homenagem confessando não merecê-la...

Essa é uma fagulha do que sei sobre o grande Doutor Guerra.
A medicina perde um de seus baluartes e a humanidade segue seu curso à procura de seres semelhantes a Doutor Guerra. Terça, 03 de Março de 2020

Uberaba está de luto.
João Eurípedes Sabino - Uberaba/MG. 

Cidade de Uberaba

terça-feira, 3 de março de 2020

À beira do abismo (*)

No final dos anos cinquenta, lembro-me de ouvir através da Rádio Sociedade do Triângulo Mineiro PRE 5-ZWV 37, o programa “Por detrás das grades”. Era também comum ver os adolescentes jornaleiros em desabalada carreira saírem por um corredor lateral do vespertino Lavoura e Comércio, bradando : “Ó o Laaavouuuuura! Deu o crime!”. Nomes eram citados e a seguir não citarei nenhum para evitar problemas.

Na Rodoviária Velha, tínhamos os Agentes de Polícia, ou “Bate Paus” que, investidos de autoridade prendiam para averiguação. A um deles foi atribuído o fato em que ao pedir os documentos a certo suspeito, foi-lhe apresentada uma receita médica. “Está tudo certo. Só falta você colocar a sua fotografia” disse a autoridade. Um certo investigador ostentava em sua Vespa a legenda: “Polícia Secreta”. A Revista O Cruzeiro publicou a foto do veículo. Um soldado destacado no Bairro Santa Maria cortou seu cacetete cumprindo ordens superiores para “cortar a borracha”. Tínhamos os comissários de menores voluntários (não vai longe o tempo) que, exercendo suas atividades particulares recebiam do Poder Judiciário a credencial para agir em cima da infância e juventude. Um deles, que também foi vereador e dono de pensão, se fazia respeitar pelo seu jeito irrepreensível.

Sensatos e comedidos à parte, muitas autoridades de antão e recentes seriam penalizadas, sujeitas a cumprir de meses até quatro anos de detenção, além de indenizar o ofendido. Por quê? É que, por exemplo: expor o preso ou parte do seu corpo, entrevistá-lo, interrogá-lo durante o período de repouso noturno, perambular com ele dentro de camburão, misturar detidos de sexos diferentes, “constranger”, etc., etc., etc., vai dar cana para quem o fizer. Agora sim; o bandido receberá o trato de excelência e o membro de tribunal, o juiz, o promotor de justiça, o policial, o agente penitenciário e outros ficarão expostos até à perda do cargo e função. Está instalada a ditadura em plena democracia. Alguém duvida?

Na minha embaçada visão jurídica, considero que houve avanços (a lei menciona as redes socias no Art.38), mas é inegável que os agentes do Estado irão recuar. Vamos pagar a conta com valores astronômicos. O juiz não pede, ele manda. Tanto que a sua ordem é expressa em “MANDADO” que poderá virar “PEDIDO”. Guardemos a “Lei do Abuso de Autoridade” para não nos esquecermos desde quando o

Brasil parou à beira do abismo com a lei 13.869, vigorando desde 05/01/2020.


(*) - João Eurípedes Sabino

Presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro.
Membro da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerias.
Presidente do Fórum dos Articulistas de Uberaba e Região


Cidade de Uberaba


Dr. Francisco Mauro Guerra Terra

Apesar do nome era um homem que transpirava a paz. Conheci Dr. Francisco Mauro Guerra Terra há mais de 50 anos quando meu saudoso pai iniciou uma amizade com ele movida por um tratamento médico que varou os tempos. Ambos tinham uma paixão em comum que eu também tenho:o cavalo mangalarga marchador. 


Dr. Francisco Mauro Guerra Terra

O pai, o mestre, o super neuro cirurgião, o cidadão caridoso, o homem de bem, o amigo, a simplicidade em pessoa e outras virtudes, faziam de Doutor Guerra o ser humano extremamente respeitado mundo afora. Daí ser acatado por onde passava. 

Estive ao lado dele no dia 30/05 do ano passado quando foi inaugurado o centro de assistência psicológica que recebeu o seu nome em Uberaba. Senti-me extremamente honrado ao ver o exemplo do homem de extrema grandeza e elevada humildade. Recebeu a homenagem confessando não merecê-la...

Essa é uma fagulha do que sei sobre o grande Doutor Guerra. 

A medicina perde um de seus baluartes e a humanidade segue seu curso à procura de seres semelhantes a Doutor Guerra.

Uberaba está de luto. 

João Eurípedes Sabino - Uberaba/MG


Cidade de Uberaba


domingo, 16 de fevereiro de 2020

À beira do abismo (*)

No final dos anos cinquenta, lembro-me de ouvir através da Rádio Sociedade do Triângulo Mineiro-PRE 5-ZWV 37, o programa “Por detrás das grades”. Era também comum ver os adolescentes jornaleiros em desabalada carreira saírem por um corredor lateral do vespertino Lavoura e Comércio, bradando : “Ó o Laaavouuuuura! Deu o crime!”. Nomes eram citados e a seguir não citarei nenhum para evitar problemas. 

Na Rodoviária Velha, tínhamos os Agentes de Polícia, ou “Bate Paus” que, investidos de autoridade prendiam para averiguação. A um deles foi atribuído o fato em que ao pedir os documentos a certo suspeito, foi-lhe apresentada uma receita médica. “Está tudo certo. Só falta você colocar a sua fotografia” disse a autoridade. Um certo investigador ostentava em sua Vespa a legenda: “Polícia Secreta”. 

A Revista O Cruzeiro publicou a foto do veículo. Um soldado destacado no Bairro Santa Maria cortou seu cacetete cumprindo ordens superiores para “cortar a borracha”. Tínhamos os comissários de menores voluntários (não vai longe o tempo) que, exercendo suas atividades particulares recebiam do Poder Judiciário a credencial para agir em cima da infância e juventude. Um deles, que também foi vereador e dono de pensão, se fazia respeitar pelo seu jeito irrepreensível. 

Sensatos e comedidos à parte, muitas autoridades de antão e recentes seriam penalizadas, sujeitas a cumprir de meses até quatro anos de detenção, além de indenizar o ofendido. Por quê? É que, por exemplo: expor o preso ou parte do seu corpo, entrevistá-lo, interrogá-lo durante o período de repouso noturno, perambular com ele dentro de camburão, misturar detidos de sexos diferentes, “constranger”, etc., etc., etc., vai dar cana para quem o fizer. Agora sim; o bandido receberá o trato de excelência e o membro de tribunal, o juiz, o promotor de justiça, o policial, o agente penitenciário e outros ficarão expostos até à perda do cargo e função. Está instalada a ditadura em plena democracia. Alguém duvida? 

Na minha embaçada visão jurídica, considero que houve avanços(a lei menciona as redes socias no Art.38), mas é inegável que os agentes do Estado irão recuar. Vamos pagar a conta com valores astronômicos. O juiz não pede, ele manda. Tanto que a sua ordem é expressa em “MANDADO” que poderá virar “PEDIDO”. Guardemos a “Lei do Abuso de Autoridade” para não nos esquecermos desde quando o Brasil parou à beira do abismo com a lei 13.869, vigorando desde 05/01/2020. 


(*) - João Eurípedes Sabino 
Presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro. 
Membro da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerias. 
Presidente do Fórum dos Articulistas de Uberaba e Região

Cidade de Uberaba


quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Adivinha quem é ele?

Quando é investido na atividade bate-lhe uma amnésia e não se lembra mais: do Brasil, da sua região e cidade, do seu bairro ou condomínio e até da sua rua. Muitos até tiram o nome do catálogo telefônico. Quem é ele? 

Não precisamos de muito esforço mental para lembrar logo, que ele, com raríssimas, eu disse raríssimas, exceções, é o parlamentar brasileiro. Feliz daquele eleito pelo povo que pode ler este texto e dizer a si mesmo: eu não sou esse aí! E também me contestar.

Não há como ficar inerte a essa aberração chamada Fundo Partidário, aprovada pelo Congresso que subtrai bilhões de setores vitais à vida brasileira e os joga inteiramente nas mãos de partidos políticos.

Aí é onde mora a amnésia. Não lembrar da saúde precária no país, da educação classificada lá atrás, da violência que nos tira o sono, dos milhares de desempregados, do fechamento de empresas então rentáveis, dos bolsões de desvalidos (não me agrada usar o termo pobreza), das pesquisas que poderiam estar noutros patamares. O rosário é grande... Só pode ser mesmo amnésia.

Segundo Aurélio Buarque de Holanda, amnésia é: “Perda total ou parcial da memória”. A definição do vocábulo não vem acompanhada do termo “intencional”, daí porque vejo o parlamentar brasileiro (olha as exceções) no gozo pleno das suas faculdades mentais. Não sentem amnésia.
Se por um lado ele se “esquece” dos itens acima mencionados, há um que, nem que a vaca tussa, jamais é esquecido. Trata-se da proteção do próprio umbigo, ou melhor, de si mesmo e asseclas.

Já vi pela televisão um apartamento com 54 milhões de reais dentro. Fiquei perplexo. Mais de 3 bilhões para o Fundo Partidário não tenho a menor ideia da metragem cúbica, mas o estrago que a subtração deles provocará, aí sim! Muitas pessoas morrerão de fome ou em hospitais, escolas fecharão, inocentes morrerão por balas de bandidos, desempregados aumentarão e o país patinará se não recuar, sem dizer de outros inevitáveis desastres que virão em cadeia.

Será que no peito dessa gente não bate ou mesmo, digamos, fibrila um coração? Deixo a resposta a você que ouve ou lê esse texto.

Alguém sugeriu um boicote geral às eleições. Idem à anterior. 

Enquanto isso, a conta para pagarmos o mega FP vem na velocidade da luz, que, aliás, já deve estar em nossa caixa de correspondência.


João Eurípedes Sabino - Uberaba/MG.
Presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro-Uberaba/MG/Brasil


Cidade de Uberaba


quinta-feira, 3 de outubro de 2019

EI MOÇOS ! (*)

HOMENAGEM AO DIA DO IDOSO


Jovem passa pelo idoso
Como se não visse Ninguém 
Um dia verá quão é doloroso 
Ser ignorado assim também 

Existem jovens bem educados 
Que respeitam a longevidade
Outros até são bem letrados
Mas estão longe da civilidade

O que de errado o idoso fez?
Além de fazer o mundo atual?
Agora não pode ter a sua vez ?
Com tratamento digno e leal?

A juventude surge e passa
Como o vento que sopra e vai 
Feito uma rosa cheia de graça
Que murcha no galho e cai 

Jovens! A criança o adulto e o idoso
Respiram o mesmo ar feito por Deus
Por quê tratar de jeito desdenhoso
Aquele que construiu os dias seus?

Ceder o assento ao idoso é educação
Dar seu lugar a ele nas filas é fineza
Ignorar tudo isso traduz desatenção 
Somada à absoluta falta de lhaneza

Vi uma mãe idosa chorando
Por uma agressão que sofreu 
Seu coração estava sangrando
Um tapa na face a filha lhe deu

Tonico e Tinoco cantam:
“Todo veio já foi moço
Todo moço foi criança
A veisse é o fim da vida
Onde morre a esperança”

Deus com seu senso Supremo 
Da destinos sempre especiais
Aos filhos que tratam com amor extremo 
E àqueles que espezinham a seus pais

Oh! Estatuto do Idoso
Feito com o fim de protegê-lo
Dar tratamento carinhoso
A quem fez por merecê-lo

Ei moços! Procurem amar e respeitar!
Os nossos idosos e serão respeitados 
A hora de vocês certamente vai chegar
E lá na velhice serão julgados

Prestes à morte de um patriarca idoso
Indagaram-lhe:o que quer realizar?
Enfático ele se expressou desejoso:
“Sonho ver o velho no seu devido lugar”


(*) - João Eurípedes Sabino.
* Presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro
* Membro da Academia Municipalista de Letras de Minas de Minas Gerais
* Cronista do Jornal da Manhã e Rádio Sete Colinas-Uberaba/MG/Brasil.




Cidade de Uberaba


segunda-feira, 23 de setembro de 2019

SONETO: “O GATO DA ACADEMIA”

Quem poderia imaginar
Que em nossa Academia 
Um gato fosse madornar
Em pleno sol do meio dia


Busto do imortal Mário Palmério. Foto: João Sabino. 

O busto de Mário Palmério 
Serviu de cama acolhedora
Desligou-se e sem vitupério 
O gato na sombra protetora

O felino seu pulo não ensina
Palmério jogou a forma fora
Ambos convivem na esquina

Bem-vindo belo gato vigilante 
Da Casa que a cultura aflora
Seu leito aqui será constante!


João Eurípedes Sabino - Presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro - Uberaba/Minas Gerais/Brasil.


Instagram: instagram.com/uberaba_em_fotos


Cidade de Uberaba  
                      

sexta-feira, 19 de julho de 2019

RELEASE ACADEMIA DE LETRAS

No dia 27/07 a CERTRIM estará realizando a edição da FEIRA DO PRODUTOR RURAL no Shopping Uberaba das 9h00 até às 18h00. Como parceira do evento a Academia de Letras do Triângulo Mineiro estará apresentando às 14h00 MOMENTO CULTURAL EM VERSO E PROSA. Haverá a participação de poetas e prosadores acadêmicos, bem como de convidados presentes que queiram expressar suas veias poéticas. Serão declamados poemas de todos os gêneros e interpretadas músicas ao gosto do público.

Momento Cultural em Verso e Prosa.

João Eurípedes Sabino, presidente da ALTM, convida aos escritores de Uberaba e região e o público visitante para participarem do evento que promete ser um sucesso.

Local: estacionamento Guzerá do Shopping Uberaba.




sexta-feira, 12 de julho de 2019

Nunca é tarde...(*)

Tenho tido o prazer de assistir a eventos culturais no Cine
Municipal Vera Cruz que me emocionam pelo conteúdo e mais, face o
esmero de seus organizadores ao tirarem água da pedra para materializá-
los.

Dia 03/07/2019 fui testemunha ali do Festival de Talentos da
Escola Estadual Professor Chaves. Sou suspeito para tecer comentários
sobre a Casa onde dei meus primeiros passos na busca do saber, mas que o
Festival foi de encher os olhos, isso sim!

Na última terça-feira (09/07/2019), assisti à formatura de mais
uma turma que concluiu o ensino fundamental na Educação de Jovens e
Adultos - EJA. Oriundos das escolas municipais: Urbana Frei Eugênio,
Esther Limírio Brigagão, Boa Vista e Professor José Geraldo Guimarães,
150 estudantes enfrentando a luta diária, se submeteram ao sacrifício de ir à
escola em busca de conhecimentos e do diploma. Vi-me entre eles, não
fosse a determinação de meus pais que, no momento exato, optaram por dar
à família a maior riqueza: “a leitura”.

Junto às autoridades na mesa oficial, capitaneadas pelo
Prefeito Paulo Piau Nogueira e a Secretária Municipal de Educação Silvana
Elias, vislumbrei a numerosa plateia composta pelos formandos, seus
familiares e amigos. Ao entregar com muita honra alguns diplomas que me
eram confiados, um fato chamou-me a atenção: o número de jovens na flor
da idade que ainda não haviam concluído o ensino fundamental. Seus
semblantes denunciavam estar ali o exemplo de que; “Querer é poder,
quando o que se quer, se sente profundamente”. Frase da ciência
logosófica.

As circunstâncias muitas vezes desviam pessoas de seus
rumos. Felizes daquelas que veem no estudo a luz capaz de redirecionar
suas vidas. Entre os formandos, por que não enxergar futuros médicos,
juízes, engenheiros, advogados, professores, empresários, jornalistas,
escritores e outros profissionais não menos importantes para a
humanidade? Quantos começam seus projetos depois dos filhos e atingem
apogeus antes não imaginados! Destaque para os formandos já grisalhos e
com mais idades!

Nunca é tarde para se concluir os estudos e concretizar sonhos.


(*) – João Eurípedes Sabino.
Presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro.


sexta-feira, 28 de junho de 2019

João Eurípedes Sabino

De espectadora a protagonista


“Oh! Bendito que semeia / Livros à mão cheia / E manda o povo pensar! O livro caindo n’alma / É germe que – faz a palma. É chuva – que faz o mar!”. Do poeta Castro Alves, na obra “Espumas flutuantes”, de 1870. Em pleno ataque do livro digital contra o de papel, assistimos dia desses em Araxá o que há de mais bendito em semeadura de livros. Milhares de pessoas conviveram harmonicamente com milhares de livros.

João Eurípedes Sabino - Presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro. Foto: Reprodução.

A Academia de Letras do Triângulo Mineiro em 21/06/2019 se fez presente no VIII Festival Literário de Araxá, onde nossos representantes debateram sobre suas obras literárias. Muita honra, uma vez que lá perfilamos com vultos da literatura nacional e internacional. A lista é enorme e confesso que, para citá-la, ocuparíamos este espaço. Limito-me em citar apenas, com a aquiescência dos não citados, o nosso literato-mor, Machado de Assis, patrono e homenageado nos seus 180 anos de nascimento. Literatos no evento: quase 100. Livros para venda: 80 mil. Público presente: 30.000 pessoas!

Os Acadêmicos Arahilda Gomes Alves (obras premiadas no Brasil e exterior), Paulo Fernando Silveira (livros colocados na Biblioteca do Congresso Americano), Renato Muniz de Carvalho (lido no Brasil inteiro) e Vera Dias (premiada com livros sobre o Luto) não deixaram a desejar na exposição impecável de seus temas. Vai para a minha história pessoal a atribuição insigne que me conferiu o FLIAraxá de mediar tão salutar debate.

Num ambiente regado com sentimentos superiores e inspirado em pensamentos de alta hierarquia, o FLIAraxá, segundo encontro literário do País, nos faz concluir que o livro de papel não morrerá. Enquanto existirem o autor, o livro e a leitura, tal tripé subsistirá por si mesmo e não haverá quem o leve à extinção. A emoção, a sensação do contato e a visão das três dimensões tornam o livro objeto indestrutível. Ele é uma das mais belas invenções da humanidade. É a chave que abre as portas do saber.

Dezoito instituições de grande porte, incluindo-se oficiais e privadas, embasam a plataforma para que todos os anos ocorra em Araxá aquele acontecimento literário. Esse é o Brasil que tanto necessitamos. 

Nossa instituição acadêmica inaugura nova fase em que de espectadora passou a protagonista. Obrigado, FLIAraxá, pela distinção, com um agradecimento especial ao Curador, Escritor Luiz Humberto França.



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Cidade de Uberaba


UBERABA SOB TIROTEIO!

Da outra vez que bandidos balançaram o solo de Uberaba,- 06/11/2017-f ui acordado às 3:00h por tiros de pesadas armas que ecoavam norte a sul da cidade. Fiz uma crônica sobre o episódio que pode ser vista hoje como um pobre relato.

Agência do Banco do Brasil. Foto: Reprodução.  


Nesta madrugada a dose foi repetida com carga mais do que triplicada. Fecharam o tempo literalmente, mataram pessoa, partiram para cima de bancos, lojas, etc. Criaram o pânico geral, instalaram guerra campal merecendo reação imediata das nossas gloriosas; Polícia Militar e Civil. Na vez anterior as duas optaram por recuar. 

Hoje pode -se concluir que o cenário foi mais bem pensado e flancos previamente escolhidos facilitaram a ação engenhosa do grupo que, dizem, é composto por mais de 30. 

Volto na minha tecla: o Triângulo Mineiro está situado entre São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul. Essa posição e exposição geográficas requerem que a nossa área seja vista como um barril de pólvora. Nossas autoridades também a veem? 

Amanhã será encontrada meia dúzia de larápios, feito a primeira vez, e estamos conversados. Não esperamos isso.

Hoje o Brasil é outro. Bandidos armados com a sociedade encurralada; o que podemos esperar? Reedição breve desta madrugada? Tiros, tiros, tiros e bombas! 

Cadê o veículo caveirão? Legislação? Helicóptero? COE ou BOPE? 


O mundo inteiro acompanhou em tempo real o nosso drama e uma das frases que recebi foi: “Muda desse país gente!”


Eu que sempre fui contra o armamento da sociedade começo a rever meus conceitos. Com o Congresso, o STF, o STJ e outros tribunais que possuímos, francamente...


Só não podemos perder a esperança e nem deixá-la morrer, ainda que seja por último. 
A confiança em Deus sim, deve ser inquebrantável.



João Eurípedes Sabino - Uberaba - Minas Gerais - Triângulo Mineiro - Brasil.




Cidade de Uberaba


domingo, 16 de junho de 2019

DR.LUIZ MANOEL DA COSTA FILHO.

Nascido em Visconde do Rio Branco e adotado como filho de Coromandel, hoje vemos o triste semblante do tempo a indicar que o juiz de direito e acadêmico Luiz Manoel da Costa Filho silenciou para sempre. 

Veio para Uberaba no início da década de setenta e a sua primeira mordia foi o próprio Fórum que acabara de ser construído. Dormiu em sala sem os pisos para estar sempre próximo dos servidores e ver de perto a atuação da Justiça. Emanava e recebia respeito.

Dr. Luiz Manoel da Costa Filho. Foto: Reprodução.
Aqui Luiz Manoel serviu à comunidade com retidão, energia e competência sendo sempre o homem afável. Estimulou a criação do COMBEM e outras obras sociais. Poeta, prosador e jurista integrou a Academia de Letras do Triângulo Mineiro sendo seu membro efetivo até o dia de hoje.

Por suas mãos iniciei-me na carreira de perito judicial e em 1987 dediquei-lhe a obra “Quesitos nas perícias judiciais”. Sempre o tive como referência e em minhas atuações há indisfarçável estilo que dele absorvi. 

Meu gosto pela música raiz sem ocultar essa preferência, por exemplo, vem de Luiz Manoel. Conheci Goiá (Gerson Coutinho da Silva) através dele. Lembro-me o dia em que verteu lágrimas indo ao hospital São Lucas participar do desligamento dos aparelhos que mantinham Goiá ainda vivo. 

Gratidão é o sentimento que Uberaba cultiva a Luiz Manoel da Costa Filho que não escondia o amor pela terra das Sete Colinas. 

De meu peito fluem os sentimentos de respeito, carinho, amizade e reconhecimento pelo que me proporcionou.

Obrigado querido amigo! Até o dia em que por certo nos reencontraremos! 


João Eurípedes Sabino - presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro.
Uberaba/MG/Brasil.


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quinta-feira, 6 de junho de 2019

PERDA IRREPARÁVEL

Uberaba perde um dos seus mais ilustres filhos: DORIVAL LUIZ CICCI. Por quê Dorival merece esse honroso título? Posso dizer convicto que nenhum dos nossos conterrâneos amou mais Uberaba do que ele. 

Todas as suas gestões revestidas de grande desprendimento tinham sua querida terra como prioridade principal. Dorival não tinha arestas, não sabia dizer a palavra não e sempre estava disposto a servir . 
Esposo devotado, pai extremado, avô dedicado, irmão amoroso, parente afetivo, amigo de seus amigos; isso e muito mais era Dorival Cicci. Seu querido time Uberaba Sport Club perde um dos seus mais ardorosos torcedores.
Dorival Luiz Cicci
Silenciou o pesquisador dos patronos de ruas da cidade de Uberaba. Calou-se o uberabense que resgatou o busto de Juscelino Kubitshek, nosso maior estadista, num depósito da prefeitura de Uberaba e o colocou diante da nossa Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro. Cerrou os olhos o homem que levou ao Memorial JK em Brasília um grande quadro com fotos de JK em Uberaba. 
Descanse em paz meu querido amigo. Em meu coração haverá o lugar que sempre foi, é e será seu. Você fará muita falta sobretudo pelo seu exemplo de amor pela terra de Major Eustáquio. Uberaba fica lhe devendo a publicação do seu tão sonhado livro. 

João Eurípedes Sabino-Presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro. Uberaba/MG/Brasil.


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sexta-feira, 17 de maio de 2019

RELEASE - LANÇAMENTO DE LIVROS.

A Academia de Letras do Triângulo Mineiro informa que no dia 07/06 - 19:30h - em Uberaba ocorrerá o lançamento simultâneo de duas obras literárias voltadas ao público infantil, escritas pelos autores: Hildebrando Pontes Neto. Título: "O velho carrossel" e Alessandra Pontes Roscoe. Título: "A árvore voadora".

Ambos os escritores, ele advogado e ela jornalista, têm na bagagem a publicação de vários livros infantis, além de proferir palestras pelo Brasil afora.

Será um evento histórico porque, ele é neto e ela bisneta do nosso ícone historiador Hildebrando Pontes (1879-1940).

Data:07/06/2019.

Horário: 19:30h

Local: Centro Cultural Cecília Palmério - Av. Guilherme Ferreira, 217-Uberaba/MG.

OBS: entrada franca.

Hildebrando Neto e Alessandra cumprirão extensa programação em Uberaba, culminando com uma palestra no dia 08/06 - 9:30h na Academia de Letras do Triângulo Mineiro.

Dentre as atividades dos nobres escritores em Uberaba, constarão:

- Visita ao Arquivo Público, onde deverá ocorrer a designação do nome daquela instituição - "Arquivo Público Municipal Hildebrando Pontes"

- Visita à Escola Estadual Hildebrando Pontes.

- Visita ao Sr. Prefeito Municipal.

- Visitas a jornais, rádios e TV.


João Eurípedes Sabino
Presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro

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MORTE POR ASSALTO.

Infelizmente minha querida Uberaba tem se projetado no cenário nacional e mundial devido à ausência de alguns fatores que a colocam em evidência. A falta de segurança é um deles valendo dizer que o Triângulo Mineiro não é tratado pelo poder central com a importância que merece. Estamos numa região entre São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais propriamente dita. Tudo que é escória entrante Brasil afora, primeiro passa por Uberaba e depois dissemina para as demais regiões Brasil acima. Até quando Minas Gerais? Até quando Brasil?

José Guillermo Hetnández Aponte. Foto/reprodução.
A morte por assalto do colombiano e pecuarista José Guillermo Hetnández Aponte é mais do que eloquente para exigirmos das autoridades da Segurança Pública; municipais, estatuais e federais, providências preventivas em Uberaba e região! Nos 100 anos da ABCZ ela ganha três “presentes”: ausência do Presidente da República, descaso do Governador e a morte por assalto de um ilustre visitante. Você, ABCZ e Uberaba, não mereciam um presente “melhor”? 

Envergonhado peço desculpas pela parte que me toca como uberabense. O presidente da ABCZ Arnaldo Manoel de Sousa Machado Borges, escorreito por excelência, e sua dedicada 
diretoria não merecem esse infausto acontecimento. Todavia, solidarizamos com eles nesse momento de luto. 

João Eurípedes Sabino-Uberaba/Minas Gerais/Brasil. 
Presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro.Escritor.



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sábado, 20 de abril de 2019

OLAVO SABINO JÚNIOR.

Conheci Olavo Sabino, filho do seu Lavico, no início da década de sessenta, quando ele ainda disk jockey da Rádio Difusora.

Olavo Sabino de Freitas Jr.

Lá aquele jovem já era irreverente, sagaz, isento, incisivo e tudo mais que um bom profissional do rádio precisava e precisa ter. 

Olavo não nunca usou meias palavras e não cortava volta com o seu pensamento. Era direto!

Foi mestre ao fazer: rádio, jornal escrito, televisão, assessoria, administrar jornal, rádio e TV, com um detalhe: não guardava consigo o que sabia e ensinava com prazer aos que queriam aprender a arte da comunicação. 

Os que com ele conviveram sabe do que estou falando.

Apesar de não parecer, Olavo tinha um coração generoso, tanto que nunca negava ajuda às pessoas, 
principalmente aos colegas de profissão. “Ajuda não precisa ser divulgada” disse-me ele certa vez. 

Uberaba perde um dos maiores comunicadores da sua história. 

Saudade...Olavo . 

João Eurípedes Sabino.
Uberaba/MG/Brasil.

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quarta-feira, 17 de abril de 2019

O silêncio de Aldo

Nas minhas andanças a trabalho pela cidade, ainda adolescente, eu tinha o hábito de parar em alguns locais para disfarçar o cansaço. Montado em minha Göricke, eu varava Uberaba de ponta a ponta. O mural do jornal Lavoura e Comércio, os mostruários das fotos Shroden e Prieto, as vitrines da Notre Dame de Paris e o pão de queijo da Padaria Brasil faziam parte do meu trajeto. Na banca de jornais do Sr. Wilmondes Bastos, da Rua Artur Machado, eu parava para ver a programação dos teatros amadores TEU e NATA.

Aldo Roberto Silva - "Salsichachau"
Ali, pela primeira vez, num cartaz, vi a foto do ator, radialista e dublador Aldo Roberto Silva e pude conhecê-lo pessoalmente. A sua espontaneidade foi tanta que me fiz seu amigo e cultuamos a nossa amizade por mais de 50 anos. Tivemos vidas diversas, mas com um ponto em comum: gostamos da cultura e lutamos pela sua preservação. Vi Aldo em cena várias vezes, sempre com atuação impecável, aliás, esse era o seu padrão. 

Nos aniversários de nossos filhos o palhaço Salsichachau se apresentou como emissário do riso, levando-o a sério enquanto todos riam. Ficará na história de tantas e tantas crianças de Uberaba. 

Três episódios entre Aldo e eu me marcaram para sempre: quando lancei o livro “O andarilho”, em 2006, ganhei dele uma tela de Ovídio Fernandes retratando a figura do andarilho São Bento. Graças a Aldo Roberto, tenho uma viola que ele ganhou em 12/04/2008 no 50° Encontro de Folias de Reis, realizado no Cine Municipal Vera Cruz. Quando lhe ocorreu um acidente, o visitei algumas vezes e, mesmo imobilizado, me permitia, ao sair, estar melhor do que cheguei. Aldo Roberto não deixava a dor interferir no humor. 

Na TV e Rádio, no programa Se Liga, Aldo fazia o gênero que o diferenciava. Haja talento para criar situações e sacadas originais! Perspicácia, tirocínio e irreverência vieram com Aldo para lhe permitir estar antes do lance. Quando se expressava, o fazia trazendo a piada pronta. Não é meu exagero afirmar que ele não perdia para um Ronald Golias, um Jô Soares e até um Chico Anysio. 

No dia 16/12/2017, Aldo Roberto, aos 78 anos e sem saber dizer não, nos deixou para sempre. Nossa cultura, em especial as artes cênicas, está de luto. O silêncio de Aldo será o de sua querida Uberaba diante do seu nome, que, na saudade, jamais será esquecido.


João Eurípedes Sabino

Membro da Academia de Letras do Triângulo Mineiro.

Cronista do Jornal da Manhã e Rádio Sete Colinas.


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