domingo, 30 de dezembro de 2018

A história do "Edifício A Equitativa"

Na história de Uberaba, houve momentos em que algumas coisas deram tão errado que chegou-se a suspeitar que havia alguma praga ou maldição atrapalhando o progresso local. Um dos casos emblemáticos foi o do edifício “A Equitativa”: aquele que deveria ter sido um dos primeiros – e o mais moderno – arranha-céu do interior de Minas Gerais, transformou-se de sonho em pavoroso esqueleto que, por décadas, assombrou o centro da cidade.

Fundada em 1896, a sociedade mútua de seguros gerais “A Equitativa dos Estados Unidos do Brasil” foi uma das maiores companhias seguradoras nacionais na primeira metade do século passado – chegando a contar com mais de dois milhões de clientes em sua carteira. A empresa tinha como sócio o governo federal e vendia seguros de vida individuais, imobiliários e para empresas. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, seus escritórios ocupavam edifícios imponentes nos centros das cidades.

Não se sabe exatamente quando “A Equitativa” começou a atuar em Uberaba, mas no início dos anos 1930 encontramos na imprensa anúncios e notícias sobre representantes na região. Os negócios prosperaram durante os anos da ditadura de Getúlio Vargas, e a empresa tinha o costume de sortear prêmios em dinheiro aos segurados, publicando nos jornais grandes anúncios com o nome dos contemplados. Os representantes regionais Joaquim Cunha Campos e Fernando Sabino Júnior eram figuras de destaque na cidade e participavam ativamente na Associação Comercial.

A Equitativa dos Estados Unidos do Brasil.

Por conta disso, foi grande o entusiasmo quando, em junho de 1942, a Equitativa realizou um grande evento para anunciar que pretendia construir um “majestoso edifício” para seus escritórios regionais no centro de Uberaba. O terreno ficava nos fundos da Companhia Telefônica local, bem ao lado de onde estavam sendo canalizados os córregos e pavimentadas as futuras avenidas Leopoldino de Oliveira e Fidélis Reis. O prédio, com mais de 10 andares em concreto armado, iria se juntar ao do Grande Hotel – inaugurado na ano anterior – dando impulso à verticalização e ao progresso da cidade, que vivia um dos apogeus da pecuária do Zebu.

O coquetel de lançamento contou com a presença de René Cassinelli, gerente geral da companhia, que veio do Rio para a ocasião. Uma caixa de aço contendo os jornais do dia e cartões de visita de todos os participantes foi concretada dentro da pedra fundamental do edifício, no meio do terreno. Matérias de página inteira, com fotos dos eventos, estamparam os jornais nos dias seguintes. Muita fumaça para pouco fogo: a construção prometida não começou. A entrada no Brasil na 2ª Guerra e a crise do Zebu em 1944 e o fim do governo Vargas congelaram o projeto.

Nova tentativa foi feita dez anos depois. Em maio de 1952, Getúlio era novamente Presidente, dessa vez pelo voto. Ele o governador Juscelino Kubitscheck vieram à cidade para inaugurar a Exposição e aproveitaram para relançar em grande estilo o prédio, rebatizado como “Edifício Getúlio Vargas”. Dessa vez, havia plantas, desenhos e maquetes do arranha-céu, que apresentava linhas modernas e conceitos sofisticados para a época: lojas no térreo com pé direito duplo, dois andares de escritórios – onde ficaria a sede da seguradora – e três apartamentos residenciais em cada um dos andares superiores. No 11º piso, um amplo salão com uma marquise de formato irregular, rodeada por um terraço jardim, semelhante aos projetos de Artacho Jurado, que faziam sucesso em São Paulo no início dos anos 1950.

De novo, muito barulho e pouca ação. Vargas suicidou-se dois anos depois, sem que as obras do prédio que levava seu nome tivessem começado: somente em 1955 foram concluídas as fundações. Nos dois anos seguintes, os andares foram sendo erguidos e, no final de 1957 a Equitativa instalou-se provisoriamente no andar térreo e colocou à venda os primeiros apartamentos. Por fim, parecia que a obra ia sair.

Uma nova decepção: a seguradora entrou em uma crise financeira e não concluiu as obras. Em 1966, o governo militar encerrou as atividades da empresa, dando início a uma longa liquidação judicial, atrasada por processos trabalhistas. O prédio inacabado passou as décadas seguintes em abandono, servindo de outdoor para anúncios de uma marca de televisores. Só em 1977 as obras foram retomadas. Dois anos depois, os apartamentos foram colocados à venda, no rebatizado “Edifício Everest”. O prédio arrojado dos anos 1950 já estava obsoleto: não tinha garagens para os moradores, o “terraço jardim” fora suprimido e o centro da cidade começava a perder a atração como lugar residencial.


Andre Borges Lopes





Cidade de Uberaba

PROCLAMAÇÃO

A Proclamação da República, não foi só uma vontade popular. Foi um golpe de Estado político-militar acontecido num 15 de novembro do longínquo ano de 1889 e que acabou instalando a forma republicana presidencialista de governo no Brasil, que vigora até hoje, embora interrompida por ações ditatoriais. Ela encerrou a fase de monarquia institucional, destituindo o então Chefe de Estado, o Imperador D. Pedro II.

O ato se deu na praça da Aclamação, hoje, Praça da República, no Rio de Janeiro, então Capital do Império do Brasil, quando um grupo de militares , liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca, destronou o Imperador e assumiu o poder, formando um governo provisório republicano. Conta a História que o escritor Eça de Queiroz, escreveu “ o Império está fracionado e sua importância é apenas relativa”. A profecia realizou por ter faltado consistência política –ideológica e mais arrojo dos seguidores da monarquia”. 

O coração do brasileiro, norte a sul, leste a oeste, clamava pela unidade nacional na forma republicana, nas crenças, costumes e até nas brincadeiras infantis. A formação patriarcal, religiosa, predominava e ansiava por mudanças do regime político, conjunto de valores morais do povo e que não desmanchava com facilidade. 

O golpe militar estava previsto para o dia 20 de novembro, daquele ano. Teve que ser antecipado por uma onda de boatos que grassou na Corte. Falava-se nas prisões dos conspiradores Benjamin Constant e Deodoro da Fonseca. Foi o estopim para antecipar a eclosão do movimento. Deodoro, apesar de estar muito doente, liderou o movimento que redundou na queda da monarquia. 

Múltiplos fatores levaram a queda do Império. Foram perdidos os apoios econômicos, sociais e militares, tanto por parte dos conservadores e as sérias divergências de setores da Igreja Católica, principalmente a elite rural, inconformada com a Abolição da Escravatura no País, sem a indenização aos “ donos dos escravos”. A pressão, então, chegava às alturas. As criticas, se acumulando, o caos econômico, os atritos políticos, a instabilidade social, a manutenção do voto censitário ( o famoso “cabresto”), o ensino falho, a miséria batendo à porta , culminando com o afastamento do Brasil, com os demais parceiros do Continente, pois que, éramos, doravante, republicanos. 

No momento em que a credibilidade imperial decaía, a proposta republicana ganhava contornos, rumo ao progresso econômico social. A população carioca gostava e respeitava D.Pedro II. Quando da sua morte, o Principe consorte, marido da Princeza Isabel, o francês Conde d’Eu,passou a “mandar”, era antipatizado. Tido como mal educado, arrogante, não ouvia e nem pedia conselhos a ninguém. Diziam ser carrasco, dono dos “cortiços” no Rio de Janeiro, cobrava altos aluguéis dos moradores de baixa renda, dos casebres onde residiam. 

O Brasil assistiu, com surpresa esperada, a queda da monarquia e a implantação e proclamação da República e a aceitado, sem restrições. Antes e depois da Proclamação da República, a instalação do regime político, trouxe o desenvolvimento ao País. Deus nos proteja e que a liberdade republicana dure para sempre ! 

Bom feriado. Abraço fraterno do “! Marquez do Cassú”. 












Cidade de Uberaba

O BUSTO DE PALMÉRIO

Assistí o descerramento do busto de Mário Palmério, homenagem ao imortal, pela Academia de Letras Triângulo Mineiro prá lá de merecida. Parabéns, presidente João Euripedes Sabino. Lembranças como essa, devem ser preservadas. A gratidão e o reconhecimento não são comuns entre os homens. Mas que deveriam erguer uma baita estátua de Palmério na praça principal da terrinha...ah! deixa prá lá... a cegueira dos uberabenses postiços e natalinos, por aqui, fez “rancho”...

A visão cosmopolita de Palmério, seu espírito educador, obstinado por conquistas, deputado federal em várias legislaturas, escritor, embaixador, músico, letrista e compositor, ”meetingueiro” inigualável, imortal, tanto aqui, quanto no mundo dos contos, Palmério, foi o maior líder que a terrinha conheceu...Contudo, falta-lhe o diploma de “Doutor Honoris causa” da cidade que ele tanto amou !.

A larguesa de seus horizontes, a missão visionária, sacerdotal das metas que queria alcançar e alcançou, a concretização de seus ideais, fizeram dele, a voz maior da terrinha .Confesso- lhes, é o meu ídolo. Ao dotar Uberaba, a saga do ensino superior, abrindo o leque de oportunidades para os jovens da terra e circunvizinhas, especialmente à pobreza estudantil que ansiava por crescimento cultural e profissional, arejando o desejo de um futuro promissor que só aos ricos e potentados eram permitidos, mudou a face da cidade.

Até a metade do século XX, esse privilégio estava reservado aos filhos dos ricos “coronéis” da terrinha. Iam estudar nos grandes centros e, no retorno, recebidos com banda de música, espocar de fogos e desfile em carro aberto.. .Era o “aviso” à população, que o “filho do coronel fulano de tal”, havia se formado e voltava para atender a pobreza da santa terrinha...

Mário Palmério, quebrou, esparramou pelo nosso chão, essa odiosa diferença. “Maomé não podia alcançar a montanha; a montanha veio a Maomé”... Uberaba, , escrevo sem medo de cometer injustiça, ainda hoje, 70 anos depois da primeira Faculdade (Odontologia) , graças ao ensino superior trazido por ele, suporta a carga de desenvolvimento cultural que perdura. Do engraxate, frentista de posto de gasolina, filho de motorista, pedreiro, pintor de paredes, barzinhos, restaurantes, boemias, puteiros, motéis quetais, vivem em função da nossa trepidante vida estudantil.

Outras escolas superiores vieram no rastro das “escolas do Mário”. Se isso na tivesse acontecido, Uberaba seria um “fazendão”, bem ao gosto da nossa elite rural, até então, dominante na cidade. Ao Rio Grande, nosso eterno agradecimento pela “participação”... Palmério, o benfeitor mor da terrinha, morreu com uma dorzinha no coração. De tudo que trouxe para Uberaba, a cidade lhe negou uma vontade não realizada: ser o nosso Prefeito!

O uberabense não entendeu, nas eleições de 1970, o “alerta”que, em praça pública, mostrava em “slides”, o que o nefasto Rondon Pacheco, fazia por Uberlândia. Não deu outra... Infelizmente, o seu vaticínio se confirmou. Hoje, a população de Uberaba é a metade da vizinha... O busto de Palmério na sede da ALTM, é bonito. Convenhamos, Uberaba ainda lhe é devedora. À reflexão dos amáveis leitores, Rui Barbosa, nem sabia onde ficava Uberaba, ganhou nome de praça. O fabuloso complexo da UNIUBE, a avenida que por ela passa, não poderia ter, pelo menos, um “ pedaço” do nome do nosso inesquecível benfeitor? É pedir muito ?

Bom inicio de semana e afetuoso abraço do “ Marquez do Cassú”







Cidade de Uberaba

PALMARES E A CONSCIÊNCIA NEGRA

Quilombo dos Palmares fez história na era colonial brasileira. Instalado na serra da Barriga, Pernambuco, hoje, pertence ao município de União dos Palmares, em Alagoas. O quilombo foi o mais emblemático refúgio dos negros no período colonial e resistiu, mais de um século, às perseguições dos “senhores do Engenho”. Transformou-se em mito, símbolo da resistência africana à escravatura brasileira. Palmares, rebelou-se contra a condição de escravos trazidos, homens e mulheres da África, para trabalhos forçados, sem remuneração, forma desumana a que os negros eram obrigados a realizarem , sujeitos a todas as intempéries.

Esse tratamento inóspito, resultou na reação dos escravos quando “Ganga Zumba”, acompanhado de outros escravos, formou o “Quilombo dos Palmares”. Atacado por umas 20 vezes, o quilombo, sempre muito bem organizado, política e militarmente, resistia. Embora sem precisar números, a população que ali habitava, chegou a atingir 20.000 moradores . Eles viviam da pesca, caça, plantação de frutas e produziam na roça, feijão, milho, mandioca e etc., responsáveis pela sua sobrevivência.

Com a expulsão dos holandeses de Mauricio de Nassau, em Pernambuco, os “ senhores de Engenho”, tiveram escasseada a mão de nas usinas de açúcar. Daí, a elevação do “ preço dos escravos” que originou os constantes ataques ao “Quilombo dos Palmares”. “Ganga Zumba”, conhecendo métodos de guerrilha e seduzido pelo “branco” Fernão Castilho, ofereceu liberdade aos nascidos no quilombo, assim como terras inférteis, no local chamado “Cocaú”. Veio a tragédia.”Ganga Zumba” ,morre envenenado. Seu posto, ocupado pelo irmão, “Ganga Zona”, aliado dos portugueses ricos, fazendeiros donos das terras.

Foi então que surgiu ,chefiando a desistência do acordo, “Zumbí”. O quilombo passou a sofrer terríveis ataques dos “senhores de Engenho” e ordem expressa para matar todos os escravos ali residentes. Em janeiro de 1694, um quilombola, foi preso. Com a promessa de ser solto, delatou o esconderijo de “Zumbi”. Encurralado, morto. Teve a cabeça decepada, enviada para Recife e exposta em praça pública, à servir de “ exemplo a outros escravos”. Sem liderança, o quilombo foi extinto...
20 de novembro, dia da Consciência Negra, é comemorado nacionalmente. A escolha, homenagem ao líder “Zumbi”, baluarte na luta contra a escravidão no nordeste do País. Dia que se celebra a importância da reflexão do negro na sociedade brasileira. A data, a maneira de lembrar a importância de valorizar um povo que teve e tem, alto grau de contribuição do desenvolvimento da cultura brasileira. Oportunidade também de conscientizar a população, na formação social, histórica, costumes e tradição da gente brasileira.

O movimento negro, em diferentes etapas, organizado em reivindicar direitos à população negra que ainda sofre com o preconceito e racismo na sociedade. É um movimento plural. Reúne, além do combate ao racismo, vertentes diferentes como feminismo, a luta pelos direitos LGBT e tolerância religiosa. Na questão do racismo, outras discussões como o preconceito à mulher negra, a apropriação cultural, o “ embranquecimento cutâneo”, a cristianização de tradições afro-brasileiras , como o “acarajé” e a “capoeira” e a “marcação”aos jovens negros, alvo preferido das batidas policiais, são debatidas.

Racismo no Brasil, é fruto da era colonial e escravocrata. Embora haja liberdade jurídica, as dificuldades persistem. Ao branco, tudo é permitido. Desde as fortunas mal explicadas , aos roubos e falcatruas do dinheiro público. Do negro, tudo é cobrado em dobro. Ele tem que “matar um leão por dia” para provar que é bom. A covardia e o cinismo do branco racista , não tem limite. – “Que é isso ?” Não tenho preconceito. Somos todos irmãos! “...
Cinismo e mentira deslavada! Nenhum “branco” tem preconceito racial até que um negro peça sua filha em casamento ...

Bom feriado. Respeitoso e solidário abraço aos negros e “negas” da minha Terrinha. “Marquez do Cassú “.




Cidade de Uberaba

DESCENDO A LADEIRA...

É deveras preocupante o atual estágio que atravessa nossa mui amada terrinha. Nem nos longínquos e pouco saudosos tempos da “quebradeira do zebu” (1944 e seguintes...) Uberaba não vive momentos tão desgastantes como nos dias de hoje. Cansei de ouvir “ a crise é nacional. Não é só na cidade que estamos sofrendo tropeços”... Concordo. Acontece que não resido no “ restante do Brasil”. Moro, vivo, luto, sofro, “brigo”, ganho, perco, em Uberaba ! É aqui que está a minha família, meus amigos e inimigos ( se é que os tenho)...
A mim não importa se a prefeitura das “ candongas”, está devendo os “ olhos da cara’, por má gestão, apinhada de “apadrinhados” políticos. Sei que a “ coisa tá preta” na terra de Major Eustáquio, onde nasci e quero que me enterrem os ossos. Na administração municipal, nem nos tempos em que NÃO se recebia ICMS, IPM, IPVA e um “ montão” de dinheiro federal e estadual, a Prefeitura vivia na “ pitimba” dos dias atuais. Os prefeitos, tinham parcimônia nos gastos. Só gastava aquilo que recebia. Não tinha funcionário dando “ encontrão” nos outros, nos corredores municipais. Eram, antes de mais nada, uberabenses que , aqui na terrinha, enterram os seus umbigos.

Nunca se soube que no exercício do cargo, Boulanger Pucci, Antônio Próspero, José Pedro Fernandes ( interino ), Artur Teixeira, Jorge Furtado, Randolfo Borges Júnior, João Guido, Hugo Rodrigues da Cunha, tivessem adquirido fazendas , com milhares de cabeças nos pastos. Não é do conhecimento dos uberabenses que, “ malandros” amigos dos Prefeitos, tivessem se enriquecido, beneficiados com os “ favores do cargos de confiança” que ocuparam. Nunca, em tempo algum, se soube noticias que secretários, “ cantassem” moças que pretendiam entrar no serviço público. Não se tem noticia que Prefeito tinha ficha policial...

Foi-se o tempo que vereadores da estirpe moral de um Roberval Alcebíades Ferreira, Chico Veludo, Ivo Monti, Zé Humberto Rodrigues da Cunha, Bilula Pagliaro, José Soares Bilharinho, Marcus Cherém, Nagib Cecilio, Ataliba Guaritá Neto, Joanico Rodrigues da Cunha, lembrando os da “velha guarda”, ganhavam dinheiro para legislar. Até o inicio da década de 80, reverencio, Valdir Vilela, Reynildo Chaves Mendes, João Adalberto Andrade, Paulo Afonso Silveira, Álvaro Diniz de Deus, Arly Coelho , Baldomero Franco, João Fatureto Jr., dentre outros; vereadores de têmpera que nada recebiam para trabalhar pelo povo. Todos eles, tinham suas atividades profissionais e mais ! Sem assessores....

Não custa lembrar que Calixto Bunazar e 2 secretárias, davam “ cabal desempenho de todo o expediente da Câmara municipal. Saudade eu tenho do CODAU, dirigido por homens sérios, do “naipe” de Mário Grande Pousa, Geraldo Barbosa, Vicente Marino Jr. Lembrar-me de secretários municipais da postura moral e “mãos limpas” de um Álvaro Vasques, Armando Silva, José Pinot Clavis, Wilson Nassif, Heraldo Toti, Coronel Vicente Bracarense, Elmo Fantato, dignificaram os cargos de confiança que ocuparam na administração municipal. Bons tempos... E dos servidores que deram “ a vida “na Prefeitura ? “Sossego”, Cação, Adroaldo Spiridião, João Batista Giraud, Anisio Curi, Ítalo de Martino, Selma Tomain, que se aposentaram, sem manchas, no seus prontuários municipais ?

Hoje, a tristeza, a” cabeça baixa”, a insatisfação, fazem morada no Legislativo e Executivo. Nesse, mais ainda. Salários atrasados, “ticket” alimentação que não chega, chefias que deixam a desejar, “puxa-sacos” de todos os lados, “apadrinhados” que recebem sem trabalhar, inclusive residindo fora do Brasil. Cortam-se pequenas despesas. Cadê a coragem de “enxugar” “a máquina administrativa? Joga-se apenas para a” arquibancada"...”Corte” mesmo...

Se não aparecer um uberabense de “culhão” para consertar a cidade, Uberaba vai disparar “ladeira abaixo”. Ne (Marques do Cassu)







Cidade de Uberaba

CODAU E SUAS ORIGENS

O CODAU ( Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento) já foi “mulher “...Era Companhia de águas de Uberaba). Acharam feio e mudaram seu “sexo”... A autarquia municipal foi criada em 1966, no governo de Artur Teixeira, um dos prefeitos honestos de Uberaba. Veio para substituir o Departamento municipal de água e energia (esgoto, não...) .Constava do estatuto da entidade” é sua responsabilidade os serviços de captação, tratamento, reservação, distribuição de água potável à população, coleta e neutralização de esgotos sanitários “. Mais tarde, mediante uma “jogadinha”, o esgoto acoplou-se à autarquia...

Se o uberabense quiser saber a origem de sua fundação, não vai encontrar nos “Google” da vida nenhuma referência. O registro é apenas das “coisas atuais”, delongas e outras informações inúteis. Ao curioso, resta recorrer aos jornais da época.. A administração atual não se deu ao “luxo” de contar sobre a sua criação. Reavivo a memória dos interessados em saber. Seguinte: O estupendo trabalho do saudoso prefeito Artur Teixeira, do empresário Léo Derenusson, Mário Grande Pousa, jornalista Geraldo Barbosa dos Santos, Francisco Lopes Veludo, Vicente Marino Júnior, efetivamente batalharam pela concretização da grande conquista. “Esqueceram” também de contar aos uberabenses e à “jovem guarda” da imprensa e os jovens vereadores, citar um grande uberabense, recentemente falecido, engenheiro Pedro Pontes Silva ,diretor do CEDAE, do Rio de Janeiro, impecável serviço de água e esgoto na capital fluminense, ter sido o grande responsável por todo conhecimento e estrutura fornecidos para que fosse implantado esse importante melhoramento em Uberaba.

Uberabenses honestos, políticos e técnicos de têmpera, formaram toda a estrutura que hoje ostenta o CODAU. Pesarosamente, esses nomes não são citados e muito menos lembrados pelos atuais “donos” do CODAU. Como também nunca foi explicada a verdadeira razão da fusão do setor “esgoto” que era da Prefeitura, para a autarquia, na década de 80. O que se noticiou na época é que muita gente “ graúda”, saiu-se “muito bem” com a mudança...

2018, fim de ano, nova “jogada” foi perpetrada. Majoração de taxas, contrato milionário e um verdadeiro “cabide de emprego”. Vereadores alertados, abriram os olhos .A autarquia recuou no aumento, sem contudo, justificar a adesão da gestão da coleta de lixo, doravante em gestão do CODAU. O “esquema está armado”. Uberabenses da “velha guarda” lembram-se de um dos maiores escândalos administrativos, o super faturamento do lixo, balanças de pesagem “viciadas”, aconteceu no governo Luiz Neto, atual presidente do CODAU...E não é que a tal coleta, volta às suas mãos ???...

A “coisa’ não para aí. A taxa de resíduos sólidos, a partir de 2019, não mais será cobrada com o IPTU. Deverá estar ao lado da conta de água...Sem contar o “ desvio “de função do CODAU . A autarquia administrará, além do que a ela é pertinente, R$ 83.000.000,oo(oitenta e três milhões de reais ), contrato firmado com a nova empreiteira do lixo, Lara Central De Tratamento de Resíduos. Mais: A transferência da coleta de lixo dos “ serviços Urbanos”,passa ao CODAU que prevê a criação de novos departamentos com novos cargos. (Deus queira que não seja para “abrigar” os recentemente dispensados da Prefeitura...). Uma pergunta que inquieta: O CODAU, já foi companhia. Virou autarquia. Voltará a ser Companhia ?

O ex-Prefeito, aquele do “escândalo do lixo”, vai gerir novamente tal serviço? Dizem as más línguas que é o mesmo que “ colocar a raposa vigiando o galinheiro”...Tomara que nada aconteça. Nem por isso, esqueço Orlando Ferreira, o “Doca”, quando escreveu sobre a malsinada Uberaba – “Terra Madrasta”...

Tem mais, amanhã. Conto com a sua leitura e comentários. Abraço do “ Marquez do Cassu”.







Cidade de Uberaba

EU PENSO...

Conclusão de que não me arrependo. Envelhecí. Não tão rápido assim. Lutei cada dia de minha vida. Juro! E não é que valeu a pena? Sofrí desilusões, amarguras. Sonhos desfeitos. Porém, nada foi melhor que os gestos de carinho e amor recebidos. Sei que não alcancei tudo aquilo que planejei, embora meus ideais não fossem em vão . Confesso-lhes, nunca me vi derrotado. Escorregões, “bola pelas costas”, aconteceram. Levantei-me sem olhar para o chão. Sei que algum dia, o sol deixará de brilhar , sem que eu o contemple. Não tem importância. Vou banhar-me na chuva miúda... Injustiças ? Muitas ! Contudo, jamais admiti o papel de vítima . Enfrentei adversários. Inimigos? Talvez... Humildemente, aceitei abraço de reconciliação... Mãos estendidas, muitas vezes. Lágrimas em profusão derramei. Nunca tive vergonha dos meus gestos e atitudes. Admito, por boa fé, fui várias vezes enganado. Não aprendo, sempre acreditei nas pessoas que me rodeiam. Já cometi, uma “jamanta” de erros, não posso negar. 

Mas, nunca deixei de trilhar minha “estrada”. Talvez por intempestividade minha, maldade deles, perdi alguma amizades diletas. Afirmo: os verdadeiros amigos nunca me abandonaram.. .Os que “ já se foram para o plano superior”, rezo, todo dia, por eles. Sei também que os invejosos torcem pelo meu fracasso. Para que nada que faço, obtenha êxito . Fazer o quê ? Não me abala na minha caminhada. Escrevo e falo o que penso. Há mal nisso ? Autêntico, procuro ser. Continuo plantando a semente do amor e da fraternidade no caminho por onde passo. Combato o que sinto estar errado. Critico atos, não pessoas, até que provem o contrário. É o meu jeito de comunicar. Nascí com essa missão ? Não me atrevo a pensar... Sei que nem sempre “ danço a música que ouço tocar”. Faço enorme esforço e me lembro de um ex-ídolo, Gilberto Gil, quando cantou “ que a regra e o compasso, guiam os meus passos”. Vejo o “arco-íris”. Desenhá-lo no meu coração são “outros quinhentos”. Muito difícil. Perdoem-me o desabafo. Tenho mais opiniões pessoais a relatar-lhe. Chama-se desnudar a “dupla” coração e pensamento. Peço-lhes a permissão para terminar amanhã. “Marquez do Cassú”.

Cidade de Uberaba

VOU-ME EMBORA PARA UBERABA ...

Sou fã de “ galocha” do inesquecível Manoel Bandeira. Pedí-lhe “licença pos-mortem” para parodiar o seu imortal poema “Vou me embora para Pasárgada. Deu “ nisso aí embaixo”:
Vou-me embora para Uberaba
Lá sou “ amigo do rei”
Trabalho quando o dia acaba
Gozo da “mamata” que sempre sonhei

II

Vou- me embora para Uberaba
Onde estou não sou feliz
Lá tem “boca” que não é macabra
Vou (não) fazer o que sempre quis

III

Vou brincar com a “Dora Doida” na rua Espanha
Fingir que estou doente, afinal, não sou demente
Passeio por todo lado; ninguém me estranha
Aqui, gostam de mim. Sou gente...

IV

Trabalho pouco, assino ponto, corro como atleta
Na sequência da folga, ainda ando de bicicleta
Vida boa, comida farta, “ dou uma de pateta”
Subo o “morro das 7 voltas”, lembrando o grande poeta

V

Não tendo que fazer, escalo o “morro da onça”
Se fico cansado, ora bolas ! deito
Fujo sempre de perto da “ lambança”
E ninguém me amola no meu leito...

VI

Faço minhas farras na companhia do “Zé’
Ele, malandro, conhece um “ mundo de muié”
Ando com dinheiro no bolso, pois sou um “barnabé”
“Encosto” na Prefeitura , bom emprego, sabe... pois é...

VII

Vir para Uberaba, minha vida mudou . Juro !
Onde morava, vivia sempre duro
Povão bão, preguiçoso, mas, bem educado
Não fala do “ sujo”, muito menos do “ mal lavado”...

VIII

Na “minha” Uberaba, tem de tudo
Terra de político “ peitudo”
“Peita” grana suspeita, “canta” menina vadía
Tem fazenda com gado, e é amante da pedofilia...

XIX

Em Uberaba, ele manda mais que o “ rei”
Seu nome ? Todo mundo sabe... eu também sei...
Prá minha terra, nunca mais voltei
Como sou bem “tratado”, jamais esquecerei...

X

Na terra onde nasci nunca passei de ‘pé rapado”
Em Uberaba, virei político, sou respeitado
Já fui tudo: secretário, prefeito, deputado
“Cara de boi sonso”, fiz fortuna, pois sou organizado

XI

Vou-me embora para Uberaba
Gente civilizada, mansa até não mais poder
Mulher bonita, boteco prá todo lado, gosto de jabuticaba
Com o “vidão” que levo, que mais posso querer...

XII

Vou-me embora para Uberaba
Lá, sou “ amigo do rei”
Ganho sem trabalhar, só o “ponto” vou assinar
A confiança de “ amigo do rei”, ora, ora... conquistei !
Desculpem-me pelos versos “ quebrados”...” Marquez do Cassú”



Cidade de Uberaba

SAUDADE NÃO TEM IDADE...

O ano de 1972 e o mês de junho, foram marcantes na história de Uberaba. Passados 46 anos e meio, ficam ainda na minha lembrança e de poucos uberabenses mais jovens, laços de dois memoráveis acontecimentos e conquista da santa terrinha: as inaugurações da TV- Uberaba e do até hoje, semi-acabado estádio “João Guido”, apelidado “Uberabão”. A nossa auto estima alcançava píncaros da glória. O ufanismo tomava conta dos nossos amados conterrâneos. Como se não bastasse, a administração Arnaldo Rosa Prata, no dizer dos jornalistas da época, “dava uma nova plástica no centro urbano”, com a cobertura parcial dos córregos que cruzavam a Leopoldino de Oliveira, Fidélis Reis e Guilherme Ferreira. “Fundos de quintal” passaram a ser terrenos ultra valorizados. Edificios começaram a ser “ plantados” ao longo dessas avenidas. Uberaba progredia. O comércio central, crescia. A euforia era geral !

A inauguração da TV-Uberaba, geradora de programação local, foi um marco na comunicação regional. Aguardada com incontida expectativa, o único canal de TV da terrinha, virou “coqueluche”, mostrando os valores da terra. E como surgiram valores esponenciais ! O esporte ganhou tremendo “espaço” com a inauguração , no dia seguinte, 10 de junho, do “Uberabão”, então segundo maior estádio de Minas Gerais. A vinda da seleção brasileira, tri-campeã do mundo, foi mostrada para todo o Brasil, com os profissionais da terrinha trabalhando ! Ataliba Guaritá Neto, os irmãos Farah e Jorge Zaidan, Ramon Rodrigues e esse dinossauro da imprensa local que teima em escrever memórias da terra amada, enquanto vida tiver... Falarei do “ Uberabão” em lembranças futuras...

Volto à TV-Uberaba. O “Jornal do 5”, à noite, com noticias locais e marcante presença de vídeo do sério Constantino Calapodopulus, dava “vida” ao noticiário. Na hora do almoço, o famoso “Factorama”, com o sóbrio e elegante Brígido Bianco. Com ele, as apresentadoras Maria Célia Cicci, Ângela Terra, Adriana Cecilio, Maria Helena Barra e em seguida a bonita Glenda Garbe . Na chefia do jornalismo, a emblemática e inteligente presença de Symphrônio Veiga, belorizontino que casou na terrinha com Regina, filha do saudoso empresário Sauro Bóscolo.

A equipe de repórteres e redatores, fantástica ! Januário Molinero Neto, Paulo Silva, Mauricio de Oliveira, Paulo Nogueira, João Cid e Waldez Gomes. Locutores “ de cabine”, assim chamados, Paulo Sarkis e Alémar Paranhos. Colocando” no ar” a emissora, o pernambucano mais uberabense que conheço, Josafá Dias de Araújo e a auxiliá-lo, o Hamilton. Wanderlei Alves Silva, diretor de TV, José Roberto Araújo, de Operações, Gim, “ Miudinho”, Waguinho e “Alemão”, os “câmera-men”, além dos cinegrafistas Geraldinho, Paulão. Lindomar e Itamar. A confecção dos “slides”, a cargo do Adolfinho, desenhista de primeira. Moacyr Silveira, coordenava essa área que ia da confecção até a exibição do anúncio.

Os “contatos comerciais”, vendedores de propaganda, eram eficientes .Vicente Campos, Miguel Amoni e Anderson Adauto...O cenógrafo, veio de BH:”Zé do Socorro”, competente e um grande auxiliar, “ pau para toda a obra”, dada a sua versatilidade, o Eurico. Sei que muitos nomes estão fora da lista. Motoristas, funcionários do escritório, telefonistas, secretárias, que trabalhavam sob as ordens do Antônio Carlos, gerente e Marco Antônio, departamento comercial. Perdoem-me pela “ nossa falha”.

Só não posso faltar a um tributo de gratidão de toda Uberaba, à elegância e educação do condutor maior dessa plêiade de jovens que fez surgir a TV- Uberaba :- RENE BARSAM, o primeiro Presidente da emissora. Que homem bom ! Que caráter ! Que dignidade ! Que coração magnânimo ! Seriedade absoluta ! RENE BARSAM – Uberaba muito lhe deve !...

Amanhã, relembro a importância da TV- Uberaba para a nossa sagrada terrinha. Tempos que não voltam mais... Abraço com carinho do “ Marquez do Cassú”.


Cidade de Uberaba

VIDA E MORTE DA TV- UBERABA

Continuo contando as minhas lembranças. O primeiro ano da programação da TV- Uberaba, foi de sucesso e euforia na cidade. Uberaba, tinha com que se orgulhar. Entretenimento local, programas de agrado popular, novelas, filmes, esportes, desenhos animados e outros atrativos. A Rede Tupi, “emissora-mãe”, caprichava na programação nacional: Chacrinha, Flávio Cavalcanti, “Beto Rockfeler”, “Direito de Nascer”,” Nino- o Italianinho”, marcaram época na memória do telespectador. O faturamento da emissora, suplantava as despesas. Tudo caminhava às mil maravilhas. O “Papo de Bola”, na hora do almoço e o “ Esporte Urgente”, à noite, deixavam os uberabenses “ grudados “ na telinha. O “Jornal do 5” , então...

A primeira campanha eleitoral eletrônica, foi um sucesso. Os velhos comícios, cediam lugar às falas dos candidatos na telinha. Os debates nas “ mesas redondas”, ganhavam o eleitor. Era um “frisson” quando aparecia o João Pedro de Souza, varinha de bambu à mão, jurando que traria água do rio Grande para abastecer Uberaba. Chamaram-no de louco. Anos mais tarde, o projeto, por pouco, não foi aprovado...Hugo Rodrigues da Cunha, mais desenvolto que o seu oponente, Fúlvio Fontoura, tímido diante das câmeras , levou vantagem. Ganhou a eleição...

Ao tempo do jornalismo independente e sério produzido por bons profissionais, os jogos do campeonato mineiro, eram transmitidos , ao vivo, quando no “ Mineirão” e “vídeo-tapes”, à noite, quando os jogos eram realizados no “ Uberabão”., assim como jogos dos campeonatos paulista e carioca. Alguns jargões por mim lançados na TV, perduram até hoje : “oi, turma !”, “balançooouuuu”! quando acontecia gols, “pelo sim ou pelo não jogou no fundão”, definia o escanteio; bola que batia na bunda jogador, dizia “bateu no oritimbó”, confusão na área, era a “zona do tumulto” e por aí afora...O “Uberabão” estava sempre “cheio”. As torcidas do Uberaba e Nacional, faziam enorme estardalhaço com fogos e bandeiras...

Vieram os programas sertanejos, “Toninho e Marieta”, “Nico Trovador”, os da meninada com o irrepreensível Mário Salvador, o “tio Mário”, à tarde alegre e o saudoso Aldo Roberto, “Salsichachau”, os sábados especiais com o “Show da Tarde”, comandado pelo excelente Antônio Augusto. Ataliba Guaritá Neto, “subiu” fronteiras e foi a BH, apresentar o “Mineiros Frente a Frente”, audiência absoluta em Minas Gerais. A TV-Uberaba, sempre “ cobriu” o então afamado concurso “Miss Minas Gerais”. A emissora chegou ao “ luxo” de ter entre os seus comentaristas, o imortal da Academia de Letras do Brasil, o reitor Mário Palmério! Ora veja !

Inexplicável até hoje, foi a saída de Rene Barsam, da Presidência da TV. Não deu tempo para lamentar. Chegou o jovem Paulo Cabral Júnior, filho do Presidente do condomínio dos “Diários Associados”, dono da emissora. “Puxaram o tapete” do Rene, sem que ninguém soubesse dar uma “dica’’ sequer. “Estamos conversados e não se fala mais nisso”, a ordem recebida... Paulinho, foi excelente. Enfrentou a “queda” das “Associadas” e a TV-Uberaba, ficou “órfã de pai e mãe”. “Comprava” lote de filmes daqui; outra série de desenhos ali, período autêntico de “ vacas magras”. Até que surgiu o SBT, de Silvio Santos, “ salvação da lavoura”.

A TV deu uma respirada. Silvio, tomava conta (como faz até hoje) das tardes/noites dos domingos. A TV-Uberaba, nunca desprezou a cidade. Continuava com seus telejornais, seus programas de entrevistas, futebol e tudo mais. Todo o esforço era concentrado em oferecer o melhor para o uberabense. Amanhã, continuo contando mais “coisas” que muito teimam em esconder... Eita politicazinha do cão, essa da terrinha do “Doca”! Abraço respeitoso do “Marquez do Cassú”.

Cidade de Uberaba

GRANDES MOMENTOS DA TV – UBERABA

Teimo em lembrar a presença marcante e o que representou para a santa terrinha, a vinda e instalação da TV- Uberaba, que morreu sem que se lhes desse chance da missa de sétimo dia. O programa “Bigorna”, atingiu o ápice da audiência da emissora. Produzido por mim e o Wanderlei Alves, teve o apoio total de Cabral Filho e a competente mediação do saudoso Ataliba Guaritá Neto (Netinho). Convidados que se apresentaram no programa, entre outros, Tancredo Neves, Aureliano Chaves, Hélio Garcia, Rondon Pacheco, Aécio Neves, nomes de projeção na política nacional. No esporte, vieram João Saldanha, Valled Pery, Pedro Luís, Walter Abrahão, Osvaldo Faria, Silvio Luis, figuras de renome no esporte brasileiro. Eles se deslocavam do eixo Rio-São Paulo- Belo Horizonte, para participar do programa .Sim senhores! ‘Bigorna“, virou referência nacional. Registre-se, os convidados não recebiam “cachês”. Só o traslado aéreo ( naquele tempo Uberaba era ligada ao mundo...) e a estadia. As despesas corriam por conta da emissora, sem nenhuma verba oficial...

Àquele tempo, não era praxe e muito menos comum, a Prefeitura “bancar o jabá” das promoções dos veículos de comunicação citadinos. Rádio, jornais e a TV, noticiavam os fatos da terrinha com isenção, independência, espírito comunitário, sem “puxassaquismo”, elogiando quando merecia e criticando quando necessário. Jornalista que se prezava, fazia sacerdócio da sua profissão; orgulhava-se dela, não aceitava oferta de emprego público para falar bem do “ padrinho”. Era uma verdadeira “ofensa” querer “comprar” um radialista ou jornalista. Proprietários dos jornais existentes à época, “Lavoura e Comércio “ e “Correio Católico”, rádios “P.R.E.-5 “ e “ Difusora”, jamais cogitaram em receber “ caixa 2 “ da administração municipal para “ bancar” a folha de pagamento desses veículos. Empresários que prezavam pelas suas reputações...

Aos dias de hoje, a imprensa tem outro tipo de comportamento. Está paralisada e insiste em ficar “ em cima do muro “. De costas para as mudanças que o mundo está vivendo de forma gritante e claramente, às nossas vistas. Grande parte delas, quer nacional, quer paroquial, não querem perceber a queda de audiência, a diminuição de circulação dos seus diários. Teimam em um passado que não mais lhe pertence. As empresas independentes ( infelizmente, muito poucas...) certifiquem-se, são extremamente importantes para a democracia, o livre pensamento e etc . Contudo, esses veículos precisam modernizar-se. Fazer uma auto-crítica do papel que representam no contexto atual. Do rumo que estão tomando. Não pode“ brigar” com a força e a evidência dos fatos que estão aflorando, em novidade, a todo momento. Tem que entender os seus proprietários, a necessidade urgente de um “ leitura”correta, isenta, do que está “rolando” no mundo. Tanto lá, como cá. O povo acordou ! 


Aprendeu a escolher. Sabe discernir o que é “certo” e o que está “errado” . O povo tomou ciência da su “ força”. Sabe o que quer ! Ele não é mais o “ bobão da Laurinda”, como diziam os políticos...
Informar com objetividade, sem distorcer a noticia, opinar com balizamento, evitar deixar às claras, preferências pessoais, faltar com a verdade ao relatar um fato, omitir-se. Lembre-se , a “internet”, o “facebook”, o “twitter, o “zap-zap”, e outras tecnologias mais, vieram para ficar e ampliar-se. Elas derramam sobre a comunicação, mudanças que transformarão o mundo jornalístico. Podes crer ! Não vire as costas para essa realidade. Ela está muito presente.

Ainda tenho muito que lembrar uma perda irreparável: TV- Uberaba. Até amanhã com o fraterno abraço do ‘ Marquez do Cassú”.

Cidade de Uberaba

A DERROCADA DA TV – UBERABA

O tempo passa e as lembranças ficam. As boas e as más. Não resolve esconder os passos do cavalo, quando o cheiro do estrume indica onde ele foi parar. Assim foi com a vida e morte da TV-Uberaba. 1978, mudança do governo municipal e a independência e isenção do noticiário da emissora, não agradaram aos novos mandatários da terrinha do “Doca”. Vieram as represálias. A simpática TV-Triângulo, de Uberlândia, devidamente “acobertada” pelos políticos de mando da cidade, começou a “ fincar raízes” em Uberaba, apesar dos ingentes esforços da emissora uberabense. Uma forte campanha do comércio e autoridades uberlandenses, “fritavam” o desejo de Uberaba “chegar” a Uberlândia. Perdemos...

Usando o talento de um grande profissional, Tharsis Bastos, o grupo uberlandense conquistou a confiança do prefeito de Uberaba, que favoreceu o quanto poude, o fortalecimento da emissora concorrente, na sua “terra natal”. O “falecimento” da Rede Tupi, atingiu, em cheio, a sua afiliada de Uberaba. Com quase insanáveis problemas financeiros, boicote (sim, boicote!), do nosso comércio, uma débil programação, as forças de Paulinho Cabral e seus funcionários , foram , pouco a pouco, se exaurindo. O “distanciamento” nefasto entre a Prefeitura e comércio, da Televisão, aflorou escancaradamente. Atolada em dívidas, sofrendo “bloqueios dirigidos”, Cabral, não resistiu: “ jogou a toalha”. Aceitou convite da RBS, de Santa Catarina e foi trabalhar naquele Estado. 

Nesse ínterim, acontecem as eleições municipais de 1982. Vitória consagradora do “Fuscão Preto” (Wagner Nascimento), para desespero e ódio da elite política uberabense. ( Qualquer semelhança com as eleições, este ano, no Brasil, lembra muito o nosso passado...). A TV- Uberaba, sem comando, ao “Deus dará”. Seu fechamento, iminente. Chegaram a anunciar... Nenhum forte empresário uberabense teve coragem de adquirir a emissora. Pasmem ! “Fuscão Preto”, encarou o desafio. À dirigi-la, um fiel companheiro de campanha política, o experiente empresário Bitencourt Bertulucci. Com firmeza e esforço, deu conta do recado. O “caixão” que muitos queriam ver “fechado”, sobreviveu !

Os políticos, safados na sua maioria, não gostaram da “sobrevivência” da TV-Uberaba. Ainda mais nas ‘’ mãos” do “Fuscão”. Ameaçaram com “comissão processante”, a atitude de cidadania de Wagner Nascimento e, por tabela, o Presidente “ad-hoc” Bitencourt Bertulucci. Ao Wagner, até ameaça de “impeachement” prometeram. Como a transferência das ações ainda não estavam processadas juntas ao então DENTEL, temendo mais represálias, “Fuscão” devolveu a emissora à Paulo Cabral Jr. Certa tarde/noite, vindo a Uberaba, Paulinho, já radicado em Blumenau (SC). Na churrascaria defronte a TV, dirigiu-se a mim e ao Wanderlei Alves, de forma patética :- “Toma conta da TV, até conversar com papai e ver o que vamos fazer”. Fim da cervejada, atravessei a rua, dei um “ ponta pé” na porta da Superintendência e sentei naquela cadeira...

No outro dia, Wanderlei e eu, reunimos a companheirada , há meses sem receber, contamos o que se passava, pedimos-lhes um voto de confiança e a TV- Uberaba não fechou ! Começava ali, uma nova batalha. Amanhã, eu conto . Abraços do “ Marquez do Cassú”.

Cidade de Uberaba

A ROTA DO CALVÁRIO DA TV – UBERABA

Insisto em lembrar a saga da TV-Uberaba, nos seus primeiros anos de vida. O calvário a que foi submetida e lutava, bravamente, pela sua sobrevivência. Sem apoio, seguia, a “ trancos e barrancos”, sua trajetória. ‘Fuscão”, afastado. Paulo Cabral, nem aí... Wanderlei Silva, um dos remanescentes da inauguração da emissora, continuava. Tinha amigos na recente inaugurada TVS, do Silvio Santos. Ele e eu, fomos à S.Paulo, à busca de ajuda. Concunhado de Silvio Santos, José Roberto Piza Marcondes, tinha estreitas ligações com “Wandeco”. Prometeu e cumpriu sua valiosa colaboração. A TVS, “emprestou” à TV-Uberaba, 2 câmeras coloridas, 1 “vídeo-tape”, 4 ilhas, além de nos fornecer uma série de filmes que faziam sucesso naTV-Silvio Santos. Lembram-se do “ Homem de 5 milhões de dólares”, “Mulher biônica”, “Lassie”, “Chips- os motoqueiros “ e ainda uma linha atualíssima para a época, de desenhos animados. Quem animava as tardes da garotada ? O saudoso e sempre lembrado, Aldo Roberto, “Salsichachau”.

Piza Marcondes, fez mais . Gugú Liberato, era enorme sucesso na TVS. Líder em audiência. O concunhado de Silvo Santos, enviou o “ garoto sensação” e uma “ troupe” de 40 artistas, atores, comediantes, cantores a Uberaba e realizar um “show” de inesquecível memória, no ginásio do Uberaba Tênis, abarrotado de gente. Os ingressos deram para pagar duas folhas de pagamento dos funcionários, vencidas.. .Preço da promoção ? Tudo por conta da TVS, acreditem! Ainda com defasagem financeira, a TV- Uberaba, conseguia sobreviver...

Certa manhã, “ louco atrás de dinheiro” para saldar compromissos vencidos, meu “ anjo da guarda”, encontra-se com Geraldo Barbosa dos Santos, amigo de longa data nas lides radiofônicas. Ele havia deixado a Presidência da CODAU, pois não fazia parte do novo governo. Convidei-o à participar da difícil empreitada que estava vivendo. Geraldo, topou. Nossa amizade, falou mais alto:- “Você paga apenas a gasolina para ir para a emissora”.. .Fizemos uma parceria inesquecível ! Geraldo Barbosa, tem a minha imorredoura gratidão !

Conhecendo os meandros de administração, área financeira, trânsito fácil na política local, Geraldo, convocou outra figura espetacular à juntar-se à equipe: Hélio Tarquinio, recém aposentado do extinto Banco Nacional, exímio contabilista, cuidando da área financeira . Foi a “ sopa no mel “. Dívidas vencidas sendo colocadas em dia, a programação com o Wanderlei , “macaco velho” no assunto, a Superintendência e Jornalismo, sob minha responsabilidade , o talento de Josafá Dias de Araújo, auxiliado pelo José Roberto, operacionalizavam a emissora. Os “contatos”, Miguel Amoni e Arley Silva, visitando clientes e trazendo anunciantes e assim fortalecendo o “caixa” da emissora. A TV-Uberaba, apesar dos percalços, estava salva !

Paulo Cabral, deixou Blumenau e “assentou praça” em Brasilia, ao lado do pai, Presidente do “Condomínio dos Diários e Emissoras Associadas”. Numa de suas últimas visitas a Uberaba, anunciou a novidade. Negociava a TV-Uberaba com o empresário Ney Junqueira. Ex-bancário, inteligente, negociante, empreendedor, foi Presidente do Jockey Club, construiu o Jockey Park, Governador de Rotary International, exerceu também a Presidência da ex- Forfértil. Casado com moça de tradicional família uberabense, simpático e bem falante, enveredou-se na política e presidiu a ARENA, diretório municipal. Candidatou-se à Deputado Federal e suplente de Senador, mas, não obteve êxito .Nosso companheiro de Rotary, sua “ chegada” como novo proprietário da emissora, daria um novo alento aos destinos da emissora.

Concluo, amanhã, o final da vida e morte da única emissora genuinamente uberabense, abatida pelos tiros da incompetência... Abraços do “ Marquez do Cassú”.

Cidade de Uberaba

A ROTA DO CALVÁRIO DA TV – UBERABA

“Fechando o caixão”... Ney Junqueira, chegou com disposição em continuar o trabalho iniciado com Rene Barsam, passou por Paulo Cabral, Wagner Nascimento, Bitencourt Bertulucci, Geraldo Barbosa e este dinossauro. A Globo, via TV- Triângulo, monopolizava os anunciantes e o governo municipais. Contudo, quem “não tem cão, caça com gato”, na programação local, levávamos nítida vantagem. Entrevistas, reportagens, acontecimentos, opinião, presença da TV onde o uberabense solicitava, eram nossas indeléveis “ marcas “ . Sem depender de “verbas chapa branca”, um dos pedidos que fiz ao “patrão” Ney, era a independência editorial do jornalismo. Enfrentamos jornadas memoráveis e saldo positivo !
                                                                 
TV – UBERABA – ÚLTIMOS SUSPIROS - Ney Junqueira Rene Barsam,Paulo Cabral, Wagner Nascimento, Bitencourt Bertulucci, Geraldo Barbosa. (Foto Acervo da Associação Cultural Casa do Folclore)
         Transferido o controle acionário, a TV pode “respirar” mais aliviada. Geraldo Barbosa e Hélio Tarquinio, controlavam com “mãos de ferro”, as finanças da Casa. Prestigio em alta nas esferas políticas, estadual e federal, Ney Junqueira, conseguiu “compor” dívidas com a “Minascaixa” , “Bemge” e “Banco Itaú”. Ao mesmo tempo, parcelou débitos com o INSS, Receita Federal e Embratel. Disputávamos, “ palmo a palmo””, audiência com a Globo, na santa terrinha . Essa emulação despertou o interesse da “Veja”, que estampou matéria de página, sobre a TV- Uberaba, afiliada a outra recém criada rede, o SBT (sistema Brasileiro de Televisão ) .Destaque para “Nico Trovador”, “ganhando de goleada” da concorrente. Entretenimento, programas locais, ”ao vivo”, esporte e noticia, a “ grade” de programação vitoriosa.

Nisso, Adolfo Bloch, dono do grupo “Manchete”, ganha a concessão do restante das “Emissoras Associadas” e funda a TV-Manchete, com uma imagem colorida linda, linda ! O governador Brizola, inaugura o sambódromo e dá exclusividade do carnaval carioca, à nova emissora. Foi um “ banho” de audiência. A Globo, ficou a ver navios! Programação qualificada, nomes famosos da TV brasileira, despertou o interesse de afiliação de novas emissoras. Uberaba, não foi diferente. Ney Junqueira e eu, partimos à busca de novas conquistas. Ao conhecermos as instalações, equipes técnica e de artistas, ficamos maravilhados ! Extâse? Sim. Negociações avançadas , Ney, dono, eu, superintendente, avalizamos o contrato assinado . O Wanderlei, companheiro de primeira hora, ligado ao SBT (Marcondes Piza, já comentado ), sentiu-se incomodado, deixou a emissora para inaugurar a Rádio Universitária, da FUREU, onde realizou excelente trabalho. Até hoje, a “espinha”da programação, lembra o “Wandeco”.

A afiliação à “Manchete” gerou lucros extraordinários. O nome “TV-Uberaba”, no entender de Ney Junqueira, era pequeno. Precisava alçar vôos mais altos, expandir-se. Regionalizar- se. Com pesar, “morreu” a TV-Uberaba...”nasceu” a”TV- Regional”. Parenteses: sua existência foi curta. Não “emplacou” e nem deixou saudade... Voltemos à “Manchete”. Os Bloch, “entram” na teledramaturgia. Novelas que “ bombam” no Brasil inteiro; ”Dona Beja”, “Pantanal”, “ Ana Raio e Zé Trovão”, “Corpo Santo”, “Kananga do Japão”, dão “banho” de audiência na concorrência. A TV Uberaba, na “maré”, adquire novos equipamentos. Josafá e eu, fomos buscá-los em Florianópolis; ampliamos as instalações da emissora, contratamos José Pedro de Freitas , nome importante da televisão brasileira, faturamento em alta...Mas, nem tudo “ que reluz é ouro”...

Ney Junqueira ,desfaz-se de seu casamento e foi morar no Novotel. Não durou muito, estava com nova companheira. Levou-a para administrar a TV. Geraldo Barbosa, Freitas e este dinossauro, não estávamos nos planos da “primeira dama”. Fim de 1994, corações “sangrando”, fomos exonerados. A “madame” reinou absoluta. O declínio da emissora, se fez sentir. Todo aquele cabedal de experiência, exauriu. Ney Junqueira, sem forças para tocar o empreendimento. Morreu, subitamente. Com ele, a “TV-Uberaba” e depois, ‘TV-Regional”. Hoje, resta o prédio de onde saíram grandes conquistas para a amada Uberaba. A cidade deixou de ter um “ porta voz” autêntico. O prefixo atual é TV- Bandeirantes, cuja administração está centralizada em Uberlândia. A comunicação na terra de “Doca’, levou um tiro pelas costas, chamado incompetência !...Tchau Uberaba ! Abraço do “Marquez do Cassú”.

Cidade de Uberaba

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

A história do Grupo Uberabense ChoroCultura


ChoroCultura de Uberaba. 


UM BRINDE AO CHORO - seis homens e um ritmo. A história do Grupo Uberabense que promove o som brasileiro do chorinho

O ChoroCultura é formado por Reinaldo de Vitto (violão de 7 Cordas); Fausto Reis (cavaquinho & direção musical); Irene D’Aprile (voz); Osmar Baroni (pandeiro); José Gilberto Silva “Gibinha” (Bandolim); Álvaro Walter (saxofone) e como convidado especial Carlos Humberto “Boi” (surdo). Há mais de 20 anos o grupo encanta aos palcos por onde passa, interpretando o melhor dos chorinhos, sambas, boleros, serestas e MPB, atraindo fãs que gostam de ouvir, dançar e curtir a boa música.
Gravado em 2006. 

(Vídeo pessoal do grupo ChoroCultura)

Cidade de Uberaba

Boulanger dos Santos Figueira, GeGê

Boulanger dos Santos Figueira, GeGê

Morreu em Uberaba aos 74 anos, um dos ícones da moda brasileira, o estilista Boulanger dos Santos Figueira, GeGê. O corpo está sendo velado na capela do cemitério São João Batista. O sepultamento será hoje (04), às 15h00.

Uberaba em Fotos presta suas condolências à família e amigos.


Cidade de Uberaba

Cemitério São Miguel

Cemitério São Miguel
À frente - Cemitério e ao fundo Capela de Santo Antônio e São Sebastião de Uberaba em1889. Núcleo de fundação de Uberaba - atual Praça Freio Eugênio - Escola Estadual Minas Gerais e Centro de Cultura José Maria Barra - FIEMG

Foto: Autoria desconhecida

Acervo: Arquivo Público de Uberaba


Cidade de Uberaba

ANATÓLIO MAGALHÃES, IMPORTANTE ARTISTA PLÁSTICO DE UBERABA, ENTRE 1920 E 1960

Tela em bico de pena de autoria de Ovídio Fernandes

Ovídio foi amigo do meu pai, e tive certa convivência com ele. Um cara "bon vivant e humoradíssimo. Tenho quadro de bico de pena de meu avô paterno, de autoria dele. 

Fiz uma pesquisa, no ano passado, sobre as celebridades culturais de Uberaba. Esse é o perfil dele:

Ovídio Fernandes {Uberlândia, distrito de Sobradinho, 14 de fevereiro de 1925-Uberaba, 10 de agosto de 1998}. Em 1949, executou a cenografia do recém-fundado Teatro Estudantil, ligado à UEU (União Estudantil Uberabense).

Foi um artista profissional por toda a vida. Graças à cessão – a título de uso e fruto - de um conjunto de imóveis, entorno do Hotel Modelo, localizado entre as ruas Artur Machado, João Caetano e a av.Dr. Fidélis Reis, Centro, se mantinha com a renda obtida por meio de aluguéis. Por volta de 1970, manteve a boate Barroco, com decoração produzida por ele alusiva ao nome do local. 

Grafite e nanquim predominam em seus trabalhos. Mas há também pinturas e murais em parede, como a “Parábola do Rei Salomão” executado no Salão do Júri, do Fórum Melo Viana, na r. Lauro Borges, Centro. 

Outros painéis de autoria dele foram realizados nas paredes do hall de entrada da ex-sede social do Jockey Club, na pç. Rui Barbosa, Centro. Retratou, por meio de finos traços pretos, negros tocando instrumentos musicais em alusão ao Carnaval. Essa pintura exemplifica sua irreverência e crítica social presente em algumas de suas obras. 

O Jockey havia sido condenado, judicialmente, por ter impedido o acesso ao salão de festas do clube do famoso jogador de basquete Rosa Branca [Carmo de Sousa – 1940-2008], que foi campeão mundial com a seleção brasileira em 1959 e 1963. O fato ocorreu entre 1956 e 1958, quando o vice-campeão paulista São Carlos Clube, pelo qual jogava, enfrentou a equipe do Jockey. 

Após a partida, realizava-se um baile e o time visitante foi convidado a participar do evento. Entretanto, Asa Branca foi barrado na portaria por sua condição de negro. Seus companheiros de equipe, em protesto, abandonaram o local em solidariedade ao colega. A pena judicial determinou a suspensão do funcionamento da sede, que, assim, passou por “reforma”. Contratado pelo clube para participar da nova decoração do local, o irônico Ovídio fez pinturas em alusão à festa carnavalesca e “vingou” por Asa Brancas e sua raça menosprezada. 

Ovídio é autor – anônimo - da ilustração da capa do livro “O Pântano Sagrado” (1948), do jornalista Orlando Ferreira, o polêmico e destemido “Doca”. A imagem apresenta um homem moribundo, aparentando ser um religioso devoto, observado por urubus que, por terem penas pretas, induzem à lembrança de batina usada por membros da igreja católica. Entre as 365 páginas da publicação estão 15 charges do artista, ironizando situações envolvendo o clero de Uberaba. A obra foi proibida pelo Judiciário e 900 cópias das mil produzidas foram incineradas. 

A grade que circunda o Parque Fernando Costa, da ABCZ (Associação Brasileira de Criadores de Zebu), instalada em meados de 1970, com contornos de exemplares da raça zebuína, é projeto de Ovídio. Ele também decorava vitrines de lojas e criava logomarcas. Uma delas foi para o jornal “Lavoura e Comércio”, na década de 1970, na qual as letras iniciais l e c se fundem. Há uma praça, no final da r. Quinze de Novembro, no bairro Estados Unidos, que leva seu nome.

(Luiz Alberto Molinar)


Cidade de Uberaba


CARTA ABERTA - ELEIÇÕES DE 2018

Aos Srs. Procuradores Eleitorais Federais e Estaduais, quais sejam, ilustres Membros do Ministério Público e Advogados de boa têmpera. 

Motivos mais do que justificáveis ocorreram Brasil afora na Eleição Presidencial de 07/10/2018 que embasam o pedido de impugnação da referida eleição, ou de que a mesma possa até ser anulada. Que V.Exas., no estrito cumprimento do dever, sejam os portadores de requerimentos perante ao TSE-Tribunal Superior Eleitoral. 

As nulidades no processo eleitoral surgiram principalmente das falhas gritantes do sistema eletrônico. A enxurrada de incidentes inadmissíveis registrados, se levada a sério, embasam o pedido de impugnação ou anulação do pleito eleitoral para Presidente da República. A rigor, o sofisticado e caríssimo sistema não poderia apresentar nenhuma falha, posto que; se passou por alardeada auditoria com antecedência, cabe a pergunta: por que não detectaram os problemas e os sanaram em tempo? Os casos concretos (e outros que saberemos doravante) são e serão por demais sobejos para respaldar a presente CARTA ABERTA.


João Eurípedes Sabino-Uberaba/MG/Brasil. 

Eng. Civil e de Segurança-Perito Judicial. 

Articulista, cronista e escritor. 



Cidade de Uberaba

Desafios na educação dos filhos (*).


Não há dúvidas de que a educação dos filhos, hoje mais do que nunca, atravessa fase delicada com mudanças que se operam em ritmo e velocidade espantosos. É realmente um desafio às pessoas de boa índole e possuidoras de bons princípios, se proporem a educar os filhos de forma coerente com o que as boas normas, na concepção do termo, recomendam. No decorrer de cada dia, hora e minuto que deveriam ser dedicados pelos pais na educação dos filhos, o que se constata? Nada mais do que a terceirização desse mister às escolas, cuja missão de informar passa a ser, inversamente, a de formar. Ou seja, a educação dos filhos, perde sua essência quando o indivíduo parece, mas não é literalmente o objetivo principal. 

A pedagogia logosófica, ou seja; a “pedagogia do bem dizer...” , proporciona ao próprio educando os meios para se adentrar em si mesmo. Assim, permite que seus pais e educadores encarem o desafio da educação com serenidade e a determinação de vencer. Nos educandários logosóficos estão a prova eloquente de que os ensinamentos neles contidos, entremeados às matérias curriculares, pode plenamente ser cumprida a missão transcendente de ilustrar a consciência dos filhos. O conhecimento de Deus e suas Leis, isento de inculcações, constitui-se em fator proeminente nas lições que as crianças recebem. Detalhe: alunos e professores estudam juntos a Logosofia. 

Um grande desafio exposto à educação dos filhos é o de vencer a psiquiálise (paralização da nobre função de pensar), imposta pela introdução de pensamentos, ideias e preconceitos que levam o ser incipiente à sutil inércia mental. Os sinais imperceptíveis de “prostração” infiltrados no aprendizado que recebem já se fazem notar. Sintomas de medo, por exemplo, sem a menor razão de ser ocorrem na criança, colocando pais em polvorosa porque não sabem como resolver a questão. Uma das técnicas prescritas pela Logosofia é a de ensinar à criança fazer uso de seus próprios pensamentos que lhe ajudem a substituir o temor pelo valor. Eis aí uma verdade palpável. 

“Venci um pensamento!”, brada a criança vencedora. 

É obrigação, muito mais do que um simples dever dos pais direcionarem os filhos para uma boa educação diferenciada em seu cerne. O método único e original preconizado pela pedagogia logosófica permite o encaminhamento do processo individual consciente da criança e assim, ela fará dias melhores por si mesma! Não há recompensa maior. 

(*) - João Eurípedes Sabino. Uberaba/MG/Brasil.



Cidade de Uberaba

O poder da flor (*)

Quando ceifo do jardim uma flor 

Vem-me profunda reflexão 

Como acertou em cheio o Criador 

Fazendo algo que fala ao coração 



As flores no silêncio da brisa 

Ditado pelo farfalhar das folhas 

A natureza de todo se harmoniza 

Desperta, irmana e une amores 



Se o diálogo conciliador não resolve 

E as partes se confrontam sem solução 

Uma flor oferecida sempre dissolve 

Ressentimentos guardados no coração 


(*) - João Eurípedes Sabino-Uberaba/MG/Brasil. 





Cidade de Uberaba

MÉDICOS ITINERANTES E CONVIDADOS EM UBERABA

“BIBLIOGRAFIA SOBRE UBERABA”


MÉDICOS ITINERANTES E CONVIDADOS EM UBERABA


Capítulo inédito da enciclopédica História da Medicina em Uberaba de JOSÉ SOARES BILHARINHO







Cidade de Uberaba

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Obras-Primas do Cinema Europeu


A FONTE DA DONZELA
A Lancinante Beleza

Guido Bilharinho


A FONTE DA DONZELA


Se poesia é beleza e tragédia é dor e se beleza não combina com sofrimento, e se não lhe for antípoda é pelo menos incompatível, como se elaborar obra em que esses dois elementos tão díspares se unam simbioticamente, concorrendo de iguais modo e conformidade para sua formação?
         Se uma é beleza, pureza, alegria, vida e outra é sua negação?
         É possível?
         É possível.
         É exatamente isso que Ingmar Bergman faz em A Fonte da Donzela (Jungfrukällan, Suécia, 1959), um dos mais belos e ao mesmo tempo mais trágicos filmes já realizados.
         Inserido nos limites da narrativa, excede-a em perfeição. Confinado na necessidade de estabelecer a sucessão de atos, atitudes e acontecimentos que a compõem, infunde-lhe precisão, conexão e intrínseca dinâmica, emanada da articulação de seus diversos elementos. Obrigado a organizar e distender o fio narrativo, o faz com vigor, segurança e determinação. Tangido a lidar com anjo, demônios e seres humanos, os reúne no mesmo espaço e em idêntico tempo, confrontando-os. Compelido a destilar todo o horror desse encontro e embate, exercita-o, no entanto, humana e poeticamente.
         Assim, se se tem de um lado a inocência, a pureza, a beleza, a poesia enfim encarnada, e, de outro, a impulsividade e a bestialidade em seu mais alto grau, logra-se, como resultado desse heterogêneo amálgama, filme em que a dignidade humana é contemplada tanto quanto sua face oposta nos exatos termos em que se manifestam, constituindo monumento desse compósito extravagante.
         Toda essa confluência, que se transforma em conjunto trágico, violento e mortal, expõe-se em ambientes construídos em consonância com a vinculação do tempo e do espaço em minudências físicas e gestos pessoais compatíveis e exatos. Se neles e nisso ressumbra a realidade, nos exteriores explode e vigora a poesia da imagem na paisagem vista (e sentida) em sua harmônica beleza, onde se cruzam a mocidade que a tonifica e os cérberos abjetos que a poluem e conspurcam.
                Nessa dimensão neutra, mas, generosa e propiciatória, a maldade impõe-se à bondade, destruindo-a dupla e sucessivamente, antes, ao conspurcá-la, depois, ao eliminá-la, em sequência de beleza imagética, que mais ainda exacerba a inaudita brutalidade com que se manifesta e se materializa.

(dos livros eletrônicos O Cinema de Bergman e Fellini -
Se poesia é beleza e tragédia é dor e se beleza não combina com sofrimento, e se não lhe for antípoda é pelo menos incompatível, como se elaborar obra em que esses dois elementos tão díspares se unam simbioticamente, concorrendo de iguais modo e conformidade para sua formação?
         Se uma é beleza, pureza, alegria, vida e outra é sua negação?
         É possível?
         É possível.
         É exatamente isso que Ingmar Bergman faz em A Fonte da Donzela (Jungfrukällan, Suécia, 1959), um dos mais belos e ao mesmo tempo mais trágicos filmes já realizados.
         Inserido nos limites da narrativa, excede-a em perfeição. Confinado na necessidade de estabelecer a sucessão de atos, atitudes e acontecimentos que a compõem, infunde-lhe precisão, conexão e intrínseca dinâmica, emanada da articulação de seus diversos elementos. Obrigado a organizar e distender o fio narrativo, o faz com vigor, segurança e determinação. Tangido a lidar com anjo, demônios e seres humanos, os reúne no mesmo espaço e em idêntico tempo, confrontando-os. Compelido a destilar todo o horror desse encontro e embate, exercita-o, no entanto, humana e poeticamente.
         Assim, se se tem de um lado a inocência, a pureza, a beleza, a poesia enfim encarnada, e, de outro, a impulsividade e a bestialidade em seu mais alto grau, logra-se, como resultado desse heterogêneo amálgama, filme em que a dignidade humana é contemplada tanto quanto sua face oposta nos exatos termos em que se manifestam, constituindo monumento desse compósito extravagante.
         Toda essa confluência, que se transforma em conjunto trágico, violento e mortal, expõe-se em ambientes construídos em consonância com a vinculação do tempo e do espaço em minudências físicas e gestos pessoais compatíveis e exatos. Se neles e nisso ressumbra a realidade, nos exteriores explode e vigora a poesia da imagem na paisagem vista (e sentida) em sua harmônica beleza, onde se cruzam a mocidade que a tonifica e os cérberos abjetos que a poluem e conspurcam.
                Nessa dimensão neutra, mas, generosa e propiciatória, a maldade impõe-se à bondade, destruindo-a dupla e sucessivamente, antes, ao conspurcá-la, depois, ao eliminá-la, em sequência de beleza imagética, que mais ainda exacerba a inaudita brutalidade com que se manifesta e se materializa.

(do livro eletrônico O Cinema de Bergman e Fellini -


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Guido Bilharinho é advogado atuante em Uberaba, editor da revista internacional de poesia Dimensão de 1980 a 2000 e autor de livros de literatura, cinema, estudos brasileiros, história do Brasil e regional. -
Obras-Primas do Cinema Europeu -
https://www.facebook.com/opcineuropeu/)

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Guido Bilharinho é advogado atuante em Uberaba, editor da revista internacional de poesia Dimensão de 1980 a 2000 e autor de livros de literatura, cinema, estudos brasileiros, história do Brasil e regional.


Cidade de Uberaba

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Aeroporto de Uberaba

Aeroporto de Uberaba - Década: 1960


O Aeroporto de Uberaba teve sua inauguração na década de 1930. Em 23 de maio de 1935, através do Decreto Nº 660, passou a denominar-se Aeroporto Santos Dumont. A inauguração do aeródromo, hangar e bar, se deu em 16 de junho de 1935; contando com a presença do Frei Dom Luís Maria Santana, que procedeu a benção oficial do local e demais dependências. José Coelho, proprietário da carpintaria central, foi o construtor do hangar e do bar do Aeroporto Santos Dumont.

Em 29 de janeiro de 1937, o hangar foi reformado, em virtude do mesmo ter sido danificado por um forte tufão que passou pela cidade de Uberaba.

Por determinação do Decreto de Lei, Nº 3006, em 13 de junho de 1980, o Aeroporto Santos Dumont passou a denominar-se Aeroporto Mário de Almeida Franco.
A coordenação dos serviços de infraestrutura do aeroporto local ficam a cargo da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO).”

Nota: “Embora o aeroporto tenha recebido os nomes de Aeroporto ‘Santos Dumont’ e ‘Mário de Almeida Franco’; a INFRAERO, a quem pertence, o chama de ‘Aeroporto de Uberaba


Foto: Postal Colombo


Fonte: Arquivo Público de Uberaba



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Cidade de Uberaba