Mostrando postagens com marcador Colégio Nossa Senhora das Dores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Colégio Nossa Senhora das Dores. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

UMA FOTO RARA E UMA CADEIA QUE DESAPARECEU

No dia 27 janeiro de 2015, essa foto histórica apareceu pela primeira vez na página "Uberaba em Fotos". Ela havia sido enviada para nós por Maria Regina Vieira Teixeira, que informou que se tratava de uma foto feita por José Severino Soares, sem anotação de data. Trata-se do famoso fotógrafo “Juca Severino”, que teve um estúdio em Uberaba entre o final do século 19 e inicio do século 20. São de sua autoria alguns dos registros fotográficos mais antigos da nossa cidade. 



O local retratado é facilmente identificável: a foto foi feita da porta da Igreja de Santa Rita, em direção ao Colégio Nossa Senhora das Dores. O prédio original do colégio das Dominicanas (inaugurado em 1895) aparece ao fundo, bem no meio da imagem. O prédio da penitenciária, atual Faculdade de Medicina da UFTM e do Mercado Municipal ainda não estavam construídos. Esses trabalhadores que vemos no primeiro plano provavelmente estão consertando o gramado (ou a escadaria) que dá acesso à Santa Rita. Assim, é possível estimar a data aproximada do registro da foto como sendo por volta do ano 1900.

A publicação original, de janeiro de 2015.


Trata-se de uma imagem era muito rara e, na ocasião, inédita. Fez bastante sucesso na página: teve mais de 300 curtidas, 160 compartilhamentos e cerca de 20 comentários. Por conta dos algoritmos automáticos do Facebook, a foto voltou a aparecer na página duas outras vezes naquele mesmo ano: em maio e em dezembro. Nessa última aparição, eu incluí junto aos comentários uma versão com algumas legendas, mostrando o que eram cada um dos prédios retratados e levantando uma dúvida: o que seria esse grande sobrado que aparece com destaque do lado direito da imagem, mais ou menos no local onde (em 1924) foi inaugurado o Mercado Municipal?

A foto com legendas, incluída nos comentários em 2015.


Comparação dos dois prédios. Notem a posição, o número e o formato das portas e janelas, além da guarita na lateral.

Foram quase seis anos para solucionar o mistério. Vários pesquisadores foram consultados na época e ninguém soube afirmar com certeza o que seria esse sobrado que, por volta de 1900, certamente estava entre os mais imponentes da cidade. Tampouco havia informação clara a respeito dele nos dois livros clássicos que norteiam a pesquisa histórica desse período em Uberaba (escritos pelos memorialistas Borges Sampaio e Hidelbrando Pontes). Várias hipóteses foram levantadas e descartadas. Estranhamente, o prédio havia desaparecido não apenas da história oficial, mas também da memória coletiva da comunidade. Foi preciso garimpar pequenos fragmentos de informação em jornais antigos, diários oficiais e atas da Câmara Municipal de Uberaba para enfim chegarmos a uma conclusão.


CADEIA E TRIBUNAL

Hoje, podemos afirmar com razoável certeza que esse prédio foi construído entre março de 1886 e dezembro de 1887, e teve as obras encomendadas e pagas pelo governo da então Província de Minas Gerais, para funcionar como a nova Cadeia Pública de Uberaba. Provavelmente, foi inaugurado no primeiro semestre de 1888. Também sabemos que, no seu piso superior, funcionou por longo tempo o Tribunal do Júri da comarca. Com a inauguração dessa “cadeia nova”, desativou-se a “cadeia velha” que funcionava até então no piso térreo do prédio da Câmara Municipal, na esquina do Largo da Matriz (atual Praça Rui Barbosa) com a Rua Municipal (atual Manoel Borges). O memorialista Borges Sampaio, que morava defronte a essa cadeia velha (no casarão onde depois foi a loja Notre Dame de Paris) foi um dos que batalhou, desde o final dos anos 1870, para que a cadeia fosse transferida da praça central da cidade para um prédio mais adequado. No antigo sobrado da Câmara não havia fornecimento de água e nem sistema de esgoto. Todos os dias, um preso saia do prédio sob escolta, com os pés acorrentados, levando um tonel cheio de excrementos dos detentos e dos carcereiros até a ponte da Rua do Comércio (atual Artur Machado), onde eram atirados no Córrego das Lages. Pelo caminho, os presos e sua carga passavam defronte aos palacetes que ladeavam o primeiro quarteirão da que era então a mais sofisticada das ruas de Uberaba.

No prédio da Cadeia Nova, que foi construído onde hoje é o Mercado Municipal, havia água corrente, trazida por um rego d’água que descia do alto da Santa Casa. E tinha logo ao fundo o córrego, para onde escoavam seus esgotos. Temos notícia de que, em 1896, foram construídos o pátio murado e as pequenas guaritas laterais do lado de fora do prédio, que podem ser vistos nessa foto. A cadeia e o tribunal funcionaram nesse sobrado por quase três décadas e, por isso, a atual praça Manoel Terra passou a ser conhecida por “Largo da Cadeia Nova”, desde muito antes da inauguração do prédio da Penitenciária (atual Faculdade de Medicina). 

Os presos foram transferidos da cadeia velha e, em 1889, a Câmara contratou uma grande reforma no prédio do Paço Municipal. As obras se estenderam até 1903, mas temos notícia de que em 1894 os Correios foram autorizados a usar o piso térreo do prédio. Há uma foto bem conhecida desse novo Paço Municipal (datada de 1900) que recebeu decoração do arquiteto italiano Luis Dorça (Luigi d’Orsa, na grafia original). Em 1921 esse prédio antigo foi demolido e a Câmara abriu uma concorrência para o projeto e as obras de um novo prédio, que foi vencida pelo construtor Santos Guido. O novo Paço Municipal, erguido em concreto armado, foi inaugurado em 1922 e é o mesmo que segue sendo usado até hoje.

DEMOLIÇÃO E NOVA PENITENCIÁRIA

No final da primeira década do século passado (1901-1910), o prédio da “Cadeia Nova” já estava velho e em precário estado de conservação. As condições de higiene eram péssimas e as fugas de presos muito frequentes. Após muita pressão local, o governo de Minas Gerais ordenou a demolição do prédio para que se construísse uma nova cadeia – mais moderna e mais segura – no mesmo local da antiga. Aparentemente, os presos foram provisoriamente alojados, em algumas salas emprestadas, no antigo prédio da Santa Casa. As obras da nova cadeia ficaram a cargo do construtor Jesuíno Felicíssimo, que iniciou a demolição do prédio antigo em abril de 1909. Mas, no mês seguinte, as obras foram suspensas. O governo de Minas havia decidido que não iria mais reconstruir uma cadeia no mesmo lugar da antiga. Iria erguer em Uberaba uma nova “Penitenciária Modelo”, nos moldes das que então se construíam nas principais cidades do Brasil.

O prédio da Penitenciária, inaugurado em agosto de 1912.


As datas de conclusão das obras e do início da demolição, em recortes dos jornais da época.


O engenheiro Nicodemos de Macedo, funcionário do governo estadual, veio a Uberaba preparar o projeto. Chegou a ser cogitada a construção dessa nova Penitenciária no bairro do Fabrício, mas a ideia foi abandonada em função das dificuldades para o abastecimento de água. Decidiu-se, por fim, construir a nova Penitenciária no mesmo largo da cadeia antiga, porém num terreno mais acima, cedido pela Prefeitura, ao lado do colégio das Dominicanas. A obra, orçada em 73 contos de reis, teve o início autorizado em agosto de 1909. Ficou a cargo dos italianos Luis Dorça e Miguel Laterza, e só foi inaugurada em agosto de 1912.

O antigo prédio do Paço Municipal em foto de 1900,
após a saída da cadeia e a longa reforma, que seria concluída em 1903




O prédio do Fórum, construído na Rua Lauro Borges e inaugurado em 1916.


Eu ainda não encontrei a data em que a demolição da antiga cadeia foi retomada e concluída. Aparentemente, o município recebeu o terreno onde ficava cadeia velha em troca daquele que cedeu para a Penitenciária. Dez anos mais tarde, a prefeitura usou esse terreno para erguer o Mercado Municipal (construído entre 1922 e 1924 pela firma paulista Salles Oliveira & Valle). O antigo mercado da cidade ficava na Ladeira do Mercado (atual Rua Lauro Borges) e seu terreno foi cedido ao governo do estado para a construção de um novo Fórum (inaugurado em 1916), já que o Tribunal do Júri também havia ficado sem sede após a demolição da cadeia.

CÂMARA OU CADEIA?

Por fim, uma surpresa. Existe no Arquivo Público Municipal de Uberaba uma foto bem conhecida de um prédio de dois pavimentos, com uma cadeia no piso inferior. Há anos, essa imagem é identificada como sendo do prédio original do Paço Municipal (aquele que, até 1888, abrigou no térreo a cadeia da cidade). É assim que essa foto aparece em inúmeras publicações. Mas ao fazermos uma comparação entre o estilo desse prédio e o da cadeia que vemos na foto do Juca Severino, surgem fortes indícios de que essa identificação está equivocada. A foto divulgada como sendo da Câmara seria, na realidade, dessa Cadeia Nova inaugurada em 1888. Fotografada pelo lado oposto, com o fotógrafo posicionado nas proximidades da esquina onde há hoje o Bar do Mil Reis. Reforça essa conclusão o número, a disposição e o formato – exatamente iguais – das portas e janelas nas duas imagens. Além disso, constata-se a presença nas duas fotografias da pequena guarita posicionada a pequena distância, na lateral externa. E há ainda a questão da declividade do terreno, mais semelhante à da Praça Manoel Terra do que à da esquina da Praça Rui Barbosa com Rua Manoel Borges. Caso seja confirmada essa hipótese, a identificação dessa imagem terá de ser retificada.

O novo Paço Municipal, inaugurado em 1922.


Infelizmente, ainda não temos uma cópia física em papel dessa fotografia original feita por Juca Severino. Segundo nos informou a advogada Maria Regina Ferreira Teixeira – a quem registramos nosso agradecimento pela ajuda – essa foto pertenceu a um professor residente em Campinas, que lhe mostrou a ampliação há mais de dez anos. Na ocasião, ela fez uma cópia digital e devolveu o original ao professor, com quem não tem contato já há algum tempo. Foi esse arquivo digital que ela nos enviou em 2015 que serviu de base para a produção dessa imagem restaurada, e também para todo o trabalho de pesquisa. É possível que haja outras cópias de época dessa fotografia guardadas em coleções particulares, porém o Arquivo Público de Uberaba não a possui. Se algum dos leitores da página souber da existência de uma cópia física, pedimos a gentileza de nos informar.

André Borges Lopes


========================

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

NOSSOS MONUMENTOS

Oi, turma !
( É triste escapar do espeto e ter que cair n brasa...)


Um bom pedaço da nossa paisagem urbana, passa despercebida pela população. Lá estão instalados os nossos principais monumentos históricos e arquitetônicos. Não são vistos e nem observados como deveria ser. A Igreja de São Domingos; às suas costas, o Mercado municipal, a Faculdade Federal de Medicina, Colégio Nossa Senhora das Dores e Igreja Santa Rita. Esses monumentos retratam a imponência histórica de Uberaba. É de chamar a curiosidade popular, estando na praça Manoel Terra, observar essas antigas construções.

Respeitosamente aos padres dominicanos, comerciantes do mercadão, ex-“cadeião” da terrinha, a garra das irmãs dominicanas, mas, a igrejinha de Santa Rita, é o símbolo maior da sacra terrinha, cartão postal da quase bicentenária cidade . O visitante que aqui aporta, alegra-se em apreciar, visitar e fotografar a igrejinha que abençoa Uberaba. Turistar na terrinha e não ver o nosso mais antigo patrimônio arquitetônico e histórico, não é recomendação que se faça.

Gabriel Toti, um dos historiadores verdadeiros e autênticos da vida de todos os tempos de Uberaba, ignorado por jovens e ignorantes ditos “ historiadores modernos”, conta, com real propriedade, que a “Santa Rita”, foi construída em 1854, por Cândido Justiniano de Lira, ex- agente dos Correios e funcionário da Câmara municipal. Alcóolatra inveterado, estava prestes a ser abandonado pela família, por não largar o maléfico vicio.

Para não ser abandonado por esposa e filhos, “Candinho”, na presença deles, jurou que a partir daquele momento, iria “largar” a bebida. A mulher passou a curtir pimenta nos garrafões de pinga. Em pouco tempo, desconfiou e depois comprovou; os garrafões estavam sempre vazios... Passou a olhar a conduta do marido até que um dia, flagrou- o com a “ boca na botija”...

Corado de vergonha, renovou o juramento. Iria construir uma capelinha em honra de Santa Rita dos Impossíveis. Deixou a bebida e cumpriu a promessa, erguendo às suas expensas, o templo. Em 1875, o comerciante Manoel Joaquim de Vasconcelos , casado há anos, tinha loucura por um filho. Fez voto que se fosse pai, iria ampliar e consertar a capela. Major Quincota” como era conhecido, cumpriu o prometido. Seu filho nasceu em 1877..

No século passado, a Igreja de Santa Rita, foi incorporada ao Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Ao correr dos anos, sempre com verba federal, a “Santa Rita”, é remodelada para alegria de todos nós uberabenses. Amanhã, eu volto. Abraços do “Marquez do Cassú”.


quarta-feira, 25 de setembro de 2019

"Rua do Comércio e a Igreja que sumiu"

Por volta de 1895, o fotógrafo José Severino Soares registrou a antiga Rua do Comércio de Uberaba (atual Rua Artur Machado) em uma série de fotos adjacentes tiradas do alto do morro onde hoje está a Praça Santa Terezinha. Essas fotos, um tanto degradadas pelo tempo, estão hoje sob guarda do Arquivo Público Mineiro.

      Essa montagem panorâmica foi feita pela composição de quatro dessas imagens originais, 
restauradas digitalmente para melhorar a visualização. 

No primeiro plano aparece o fundo do vale do "córrego da Estação"(hoje canalizado sob a Avenida Fidélis Reis) para o qual davam os fundos dos terrenos das casas da Rua do Comércio...

No lado esquerdo da foto, destaca-se a antiga Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, situada então ao pé da ladeira onde hoje existe a Av. Presidente Vargas. Inaugurada em 1841, essa igreja foi sendo abandonada nas primeiras década do século XX e acabou demolida em 1924.

Coloquei alguns detalhes das fotos nos comentários.


No canto direito da foto panorâmica, avista-se ao fundo o primeiro prédio do Colégio Nossa Senhora das Dores, das irmãs Dominicanas – na época recém inaugurado.

Ainda não haviam sido erguidos o prédio da Penitenciária (posteriormente Faculdade de Medicina) e nem o atual Mercado Municipal.

Detalhe da atual Rua Lauro Borges. 

O casarão bem no centro da foto, na subida da ladeira, com os telhadinhos para fora é, provavelmente, onde funcionava nessa época o Mercado da cidade. Foi demolido no início do século XX para a construção do prédio antigo do Fórum. A Igreja de São Domingos, no alto da rua, ainda não havia sido construída.

 Detalhe da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, "Igreja dos Pretos", construída pelos escravos a partir de meados da década de 1830 e demolida em 1924.

(André Borges Lopes)



====================





Cidade de Uberaba



domingo, 5 de março de 2017

COLÉGIO NOSSA SENHORA DAS DORES

Colégio Nossa Senhora das Dores

As Irmãs Dominicanas, que chegaram a Uberaba em 1885, vieram dispostas, pois a doce missão, abraçada ainda na França, não permitia fragilidades. Sem perda de tempo, montaram o Colégio Nossa Senhora das Dores e acolheram, em salas de uma das alas do prédio da Santa Casa, as primeiras alunas.
Apenas dez anos depois dessa chegada, o primeiro prédio da escola foi inaugurado e o empenho das religiosas em ensinar o refinamento, os valores cristãos, as artes, a música, os trabalhos manuais e as prendas domésticas transformaram a escola e seu corpo docente numa sólida referência de educação feminina, em nosso país tropical.

Desde o início, as determinadas dominicanas não se desviaram de seus propósitos e, a partir da primeira parede erguida, o CNSD, não mais cessou os trabalhos educacionais, nem os de melhorias do espaço pedagógico. São Domingos de Gusmão, vez em quando, espia do alto da torre da majestosa Capela (construída por volta de 1930, em gracioso estilo românico), agradece a acolhida e se alegra com tanta dedicação.

Texto: Iara Fernandes

Fotógrafo: não identificado
Data da fotografia: década de 1940
Local: atual Colégio Nossa Senhora das Dores

Acervo do Arquivo Público de Uberaba



==========================


Fanpage: https://www.facebook.com/UberabaemFotos/

Instagram: instagram.com/uberaba_em_fotos


Cidade de Uberaba


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

COLÉGIO NOSSA SENHORA DAS DORES

Colégio Nossa Senhora das Dores




Data: 02 de junho de 1913


Colégio Nossa Senhora das Dores.


Arquivo Público Mineiro




==========================


Fanpage: https://www.facebook.com/UberabaemFotos/

Instagram: instagram.com/uberaba_em_fotos


Cidade de Uberaba

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

ALUNAS FAZEM AULA DE GINÁSTICA NO PÁTIO DO COLÉGIO NOSSA SENHORA DAS DORES

Alunas fazem aula de ginástica no pátio do Colégio Nossa Senhora das Dores.



Data: 02 de junho de 1913


Alunas fazem aula de ginástica no pátio do Colégio Nossa Senhora das Dores.

Foto: Autoria desconhecida

 Arquivo Público de Minas Gerais

sábado, 14 de janeiro de 2017

ÔNIBUS DO COLÉGIO NOSSA SENHORA DAS DORES

Alunas do Colégio Nossa Senhora das Dores



Ano 1957

Alunas do Colégio Nossa Senhora das Dores embarcando em transporte de propriedade da escola, na Praça Coronel Manuel Terra (conhecida como praça do Mercado ou Santa Rita).
No alto da foto, percebe-se a Capela do Colégio, bem como o prédio do mesmo
.
Foto: Autoria desconhecida

 Arquivo Público de Uberaba

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

COLÉGIO NOSSA SENHORA DAS DORES – REFEITÓRIO

Refeitório das alunas internas do Colégio Nossa Senhora das Dores



Década de 1940/50


A Capela do Colégio Nossa Senhora das Dores teve sua construção iniciada em 1926, com projeto do Padre Everard, também engenheiro e arquiteto. As obras estiveram a cargo do italiano Santos Guido. Em 1929, o construtor foi substituído pelo Sr. Carlos Biela. Concluída em novembro de 1930, a capela prosseguiu recebendo trabalhos de ornamentação nos anos seguintes. Em 1937, foram finalizados os trabalhos do teto da capela e da sacristia.

A capela identifica-se estilisticamente com o neoromânico de inspiração francesa. Como no caso de São Domingos, o material usado foi a tapiocanga, sem revestimento, o que contribue para criar o clima dos modelos de inspiração europeia. Na fachada, a torre única, as empenas ‘apontadas’, as rosáceas, o telhado bastante inclinado, são indicadores dos estilemas adotados.

Com planta em cruz latina, apresenta altar-mor em um braço e coro em outro, com a mesma profundidade. A capela-mor possui três pares de tribunas sobre arcadas de colunas duplas. Arco cruzeiro duplo, com dois pares de tribunas intercaladas.

O coro é sustentado por quadro pilastras. Dois altares laterais estão colocados nos braços, de menor profundidade, da cruz. O piso é em ladrilhos hidráulicos e o teto abobadado de ‘meia cana’ com decoração em quadros, com motivo central e aplique.” (IEPHA/MG, 1988).


Foto: Autoria desconhecida


Acervo: Arquivo Público de Uberaba


Fanpage: https://www.facebook.com/UberabaemFotos/

Instagram: instagram.com/uberaba_em_fotos


Cidade de Uberaba

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

COLÉGIO NOSSA SENHORA DAS DORES E CAPELA DE NOSSA SENHORA DAS DORES


Colégio Nossa Senhora das Dores e capela de Nossa Senhora das Dores
Década: 1930

Colégio Nossa Senhora das Dores e capela de Nossa Senhora das Dores.

Praça Minas Gerais – Atual Praça Thomas Ulhôa

Foto: Autoria desconhecida


Acervo: Arquivo Público de Uberaba

DORMITÓRIO DAS ALUNAS INTERNAS – COLÉGIO NOSSA SENHORA DAS DORES

Dormitório das alunas internas – Colégio Nossa Senhora das Dores - Década: 1940


Foto: Autoria desconhecida

Acervo: Arquivo Público de Uberaba




sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

COLÉGIO NOSSA SENHORA DAS DORES – REFEITÓRIO DAS ALUNAS INTERNAS

Refeitório das alunas internas

Colégio Nossa Senhora das Dores – Refeitório das alunas internas – Atual Bloco 1 – Construído em 1942.
Foto: Ano de 1950
Acervo: Colégio Nossa Senhora das Dores

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

UBERABA TÊNIS CLUBE - UBERABA

Aulas no colégio Nossa Senhora das Dores


Beldades uberabenses, divididas entre as aulas no colégio Nossa Senhora das Dores e o sol nas piscinas do Uberaba Tênis Clube. Da revista “O Cruzeiro”, maio de 1952
(André Borges Lopes‎)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Colégio Nossa Senhora das Dores - Uberaba

Colégio Nossa Senhora das Dores

O Colégio Nossa Senhora das Dores surgiu como colégio particular em Uberaba por iniciativa das Irmãs Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils, originárias da França, que motivadas pela vocação missionária religiosa e pelos convites insistentes do Bispo da Diocese de Goiás – Dom Cláudio Ponce de Leão – e dos Padres Dominicanos provenientes da mesma região francesa que já estavam aqui desde 1881.

O nome “Colégio Nossa Senhora das Dores” escolhido para o estabelecimento de ensino que fundaram, proveio de uma estatueta encontrada em um dos cômodos da antiga Santa Casa de Misericórdia. A estatueta representava a Mãe de Jesus em seu momento de sofrimento e dor pela morte do Filho. Foi efetivamente, neste antigo prédio hospitalar, que após reformas e adaptações adequadas, teve início em 1885, o trabalho pedagógico das Irmãs Dominicanas em Uberaba.

Alguns anos depois, em 1889, com o processo da Proclamação da República e consequentemente com o rompimento da ligação Igreja – Estado, as Irmãs começaram a ter contestada sua presença no prédio da Santa Casa. Um grupo de médicos da cidade alegou que necessitavam do prédio, obrigando-as a construir seu próprio imóvel – obra iniciada em 1893 e concluída em 1895. Para a consecução desta obra contaram com a ajuda prestimosa dos Padres Dominicanos que, para isto, retardaram a construção da grandiosa Igreja São Domingos, que projetavam executar.

O prédio do Colégio Nossa Senhora das Dores foi inaugurado oficialmente em 26 de dezembro de 1895, e nele, as Irmãs passaram a residir e trabalhar a partir de fevereiro de 1896. Foi o primeiro edifício construído pelas Irmãs Dominicanas e serviu aos fins que lhe foram propostos até 1959, quando foi demolido para que blocos mais modernos e funcionais fossem edificados.

Desde a sua fundação até 1966, o Colégio manteve ao lado do regime de externato, o internato que acolhia anualmente centenas de jovens, a maioria filhas de fazendeiros, advindas do Triângulo Mineiro, Alto do Paranaíba e Goiás. Em 1973, o Colégio que era exclusivamente feminino, iniciou suas atividades com crianças e jovens do sexo masculino.

Atualmente os leigos assumem, não somente as Escolas, mas também a missão que era delas. A motivação desses, para conhecer e aprofundar o carisma da Congregação e fazer dela a base de suas opções, faz surgir através de novos caminhos, uma forma inovadora de atuação das Irmãs. Elas continuam a ter papel essencial. Avocam e garantem as orientações principais do estabelecimento, apoiando ao mesmo tempo esse novo dinamismo. A partir de 2007, iniciou-se uma nova etapa no Colégio Nossa Senhora das Dores, ano em que Marta Queiroz Fabri assumiu com comprometimento a Direção.

Num trabalho exclusivo e ininterrupto, dedicado à infância e à juventude, o CNSD continua honrando a coragem e a determinação de suas primeiras educadoras Missionárias. A história do Colégio Nossa Senhora das Dores é a confirmação de que “só sobrevive ao tempo quem tem raízes fortes e quem sabe semear pra não perder a qualidade dos frutos.”

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

MUSEUS DE UBERABA



Guido Bilharinho


MUSEU DA CAPELA DO COLÉGIO N S. DAS DORES





Desde 1950 as irmãs dominicanas do Colégio Nossa Senhora das Dores em Uberaba vem coletando, conservando e mostrando precioso acervo de suas atividades nas áreas da educação, saúde, pastoral e ação social.


Instalado no interior da Capela do Colégio, nele se encontram mobiliário, material didático, uniformes, mapas, documentos diversos, milhares de fotografias, objetos sacros, utensílios hospitalares e inumeráveis artefatos do cotidiano brasileiro dos últimos cento e vinte anos.


Em 2012, o Museu foi submetido à ampla reforma para atendimento dos requisitos da museologia moderna.


Compõe, e sobremaneira enriquece seu acervo, a Coleção Loreto, formada de amostras geológicas de minerais, rochas magmáticas, metamórficas e sedimentares, fósseis e diversos outros materiais e objetos arqueológicos, etnográficos, biológicos e históricos, coletados sob a orientação da irmã Loreto nas pesquisas e excursões geológicas que empreendeu, estando a coleção organizada conforme a composição química, formação, origem e proveniência das peças, a maioria de procedência brasileira, mas, havendo também, amostras originárias da França, Itália, Bélgica, Austrália e África.


MUSEU DE ARTE SACRA