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terça-feira, 3 de maio de 2022

Prédio do Grande Hotel de Uberaba e Cine Metrópole.

O prédio do Grande Hotel de Uberaba e Cine Metrópole, foi inaugurado em 12 de fevereiro de 1941 e construído em apenas 15 meses no estilo Art Decó. Luxuoso e moderno para a época, o empreendimento foi o primeiro edifício erguido no Triângulo Mineiro, com 6.945,93m² de área construída.

Prédio do Grande Hotel de Uberaba e Cine Metrópole. Foto Antônio Carlos Prata.

Sua história foi marcada pelos bailes, o luxuoso restaurante Galo de Ouro, o bar Buraco da Onça, frequentados pela classe boêmia, pela hospedagem do ex-presidente Juscelino Kubitschek, a famosa equipe de basquete Harlem Globetrotters, o tenor italiano Tito Schipa, do cantor Roberto Carlos e pelo Cine Metrópole, um famoso cinema de rua que naquela época reunia públicos de todas as idades. 

sábado, 15 de janeiro de 2022

“Cruzeiro do Cachimbo”

Está fixado na praça Governador Magalhães Pinto, ou "praça do Quartel". O Cruzeiro do Cachimbo tem significado importante para história de Uberaba. Foi embaixo do cruzeiro que as famílias faziam suas preces e orações para as tropas militares que foram para a guerra do Paraguai.

Cruzeiro do Cachimbo - Foto Antônio Carlos Prata

Dados históricos – O Cruzeiro do Cachimbo surgiu em 1865, entre os meses de julho e agosto, quando as tropas do Rio de Janeiro, sob o comando de Manuel Pedro Drago, comandadas pelo Coronel José Antônio da Fonseca Galvão, reuniram-se em Uberaba com o intuito de constituir um corpo expedicionário para a invasão do Paraguai. Segundo relato do Visconde de Taunay, participante desta expedição, os comandantes e oficiais ocuparam as salas e cômodos da Câmara Municipal, enquanto as tropas acamparam o lugar conhecido à época como Cachimbo, onde hoje fica o bairro Fabrício.

O cruzeiro foi construído neste local para a missa dos expedicionários. Ele foi confeccionado em madeira aroeira, medindo cerca de cinco metros de altura, encimado por galo em chapa de ferro e fixado sobre base de pedras tapiocanga. (CMU)

*Banca da praça do Grupo Brasil faz 45 anos*

As filas para a compra de jornais e de revistas não existem mais, lamenta Vilmar da Silva Bovi.

Ele é o proprietário da antiga Banca Comendador, localizada na praça do Grupo Brasil, denominação anterior da centenária Escola Estadual Brasil.

Banca da praça Comendador Quintino - Foto Antônio Carlos Prata

São 45 anos dedicados à clientela, com "fregueses de carteirinha, há decadas", diz orgulhoso.

Situada no Bairro Estados Unidos, defronte com a Loja Maçônica Estrela Uberabense e hospital Beneficência Portuguesa uma das mais antigas da cidade.

Segundo Vilmar da Silva Bovi, proprietário do local. “Há 45 anos, quando abri a banca, não imaginava que um dia ficaria tão tenso e que isso me prejudicaria.

Com tanta informação disponível nos celulares e nos computadores, as vendas nas tradicionais bancas de jornais diminuíram. Antigamente existia filas para comprar jornais e revistas. Hoje elas tiveram que se reinventar e diversificar as atividades para continuar existindo como nas capitais. Exigindo que as bancas passassem por uma reformulação, uma diversificação de produtos e serviços. E esses locais ainda têm um fluxo grande de pessoas que busca outros serviços que antes não eram oferecidos. Penso no futuro montar uma loja de conveniência para se adaptar e aumentar o faturamento. Hoje é possível comprar águas, doces, lápis, caneta e chip de telefone celular, e em tempos de pandemia, e reforçando os livrinhos de palavras cruzadas e caça palavras, contou Vilmar.

Antônio Carlos Prata

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

"O Marques do Cassu"

Não é tarefa fácil classificar o cidadão Luiz Gonzaga de Oliveira, o "Marques do Cassu".Era assim que eu cumprimentava, ou melhor, que reverenciava. O caminho menos penoso seria rotulá-lo de jornalista, pela paixão que devota à profissão. Soube dar conta do recado, colaborando, informando, registrando acontecimento e opinando construtivamente sobre a vida social uberabense. Mas o cronista, o desportista, o escritor, o advogado, o professor, o botafoguense, o zelo que sempre demonstrou para com toda a família e amigos, o amante apaixonado da música, da literatura e da natureza.

Luiz Gonzaga de Oliveira, o "Marques do Cassu" Foto/Divulgação.

O cumprimento, sempre respeitoso e afetivo, era fruto da minha admiração por aquela figura serena, bem-humorada, que parecia se divertir com o mundo onde conseguia enxergar a natureza em toda a sua plenitude.

Desde que o conheci, admirei nele essa postura sábia diante da vida. Refletida sempre no rosto iluminado por um suave sorriso de acolhimento, a sintetizar o propósito maior da transcendência de ser, no minimalismo de cada gesto. Via o que os outros não veem e era capaz de fazer uma crônica.

Dizem que o tempo passa rápido – e passa mesmo. Principalmente nos dias atuais, de vida corrida, quase frenética. Apenas os muito jovens talvez não sintam essa rapidez do tempo, tão cheios de futuro estão os que ainda não sentiram o peso da existência. Ter saudade é bom. Só o ser humano tem saudade.

 Saudade é fome de presença. Imenso Gonzaga. Mestre na mistura de palavras com sentimento. Cá do fim da fila, o meu aplauso permanente. Estaremos em sintonia nas melhores frequência.

A toda a família e amigos, nossas mais elevadas vibrações de paz, amor e luz. Uberaba, 23 de outubro de 2021.

Antônio Carlos Prata

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

UM SÉCULO DO JORNAL LAVOURA & COMÉRCIO (1899 -1999) - UBERABA - MINAS GERAIS - BRASIL

Fundado no ano de 1.899 em Uberaba, o jornal Lavoura e Comércio teve sua primeira edição impressa em 06 de julho de 1899; criado por um grupo de produtores rurais insatisfeitos com a política fiscal do estado perdurou até 27 de outubro de 2.003 quando foi impressa sua ultima edição.



Antônio Garcia Adjuto foi o primeiro diretor do jornal, em 1906 a administração passou para a família Jardim. administrou e ampliou a abrangência do jornal, que se tornou o diário oficial de vários municípios da região. Em 1966 com a morte de Quintiliano a administração passou para seus filhos George de Chirée, Raul e Murilo Jardim.O jornal sucumbiu diante de uma grave crise econômica e financeira após 104 anos de atividade ininterrupta.

Durante todos estes anos os uberabenses se reuniam na frente da sede do jornal, na rua Vigário Silva nº 45 no centro da cidade, para lerem as últimas noticias que eram escritas a mão e expostas em um quadro. O lema do jornal era “se o Lavoura não deu, em Uberaba não aconteceu”. Quem viveu durante o período de existência do jornal deve se lembrar de andar pelas ruas de Uberaba e ouvir os garotos vendedores do jornal gritando, “Lavooooora”.

A Codiub e a Prefeitura Municipal de Uberaba disponibilizam aqui os primeiros exemplares digitalizados, extraídos de microfilmagem realizada pela Codiub; são 7.917 edições que foram microfilmadas no ano de 1.988 e permaneceram sob a guarda da Codiub durante esses 26 anos.

Com a aquisição do acervo do Jornal Lavoura e Comércio pelo Município de Uberaba em 26 de novembro de 2013, a Codiub transferiu a guarda dos microfilmes para o Arquivo Público Municipal. Em breve, com a digitalização das edições do jornal em papel, serão disponibilizadas todas as outras edições do edições do Lavoura e Comércio para o público. (Arquivo Público de Uberaba)

Crédito: locução Antenor Cruvinel/áudio do acervo pessoal de Reinaldo Santos)

Crédito do vídeo: Antônio Carlos Prata


quarta-feira, 6 de junho de 2018

Catedral Metropolitana do Sagrado Coração de Jesus

Catedral Metropolitana do Sagrado Coração de Jesus 
 Foto: Antônio Carlos Prata

Catedral Metropolitana do Sagrado Coração de Jesus
Foto: Antônio Carlos Prata

A igreja matriz onde hoje se localiza nossa catedral teve o início de sua construção em 1827 (o Brasil já havia se tornado independente) por intermédio de Vigário Silva mas seria apenas em 1854 que seriam realizados ali os primeiros ofícios religiosos. Esses 17 anos de construção de um templo razoavelmente modesto mostra-nos a precariedade econômica da população local nas primeiras décadas do século XIX. Enquanto a região nordeste ainda se mantinha com a produção e exportação de açúcar, a região central de Minas havia se convertido em grande polo econômico por conta do ouro e convertido a própria cidade do Rio de Janeiro em capital pela proximidade de ambas, São Paulo havia se caracterizado pelas atividades bandeirantes e a região sul pela produção de charque, em Uberaba ainda se definia uma economia em parte agrícola marcada pela produção de arroz (vide os ramos de arroz até hoje presentes em nosso brasão municipal) e em parte comercial por conta do ponto estratégico que nos situamos no Brasil Central, entre três importantes regiões: Minas, São Paulo e Goiás. Destaco também a participação do escravo afro-brasileiro Manoel Ferreira oferecido pelo sargento-mor Eustáquio para contribuir na construção da nova matriz. Não nos esqueçamos que este país foi literalmente edificado por braços negros, aos quais somos tão devedores, e que em nossa igreja matriz não foi diferente. Em 1857 graças a Frei Eugênio a igreja foi dotada de uma grande sacristia, um adro e recebeu paramentos e alfaias. Em 1868 cada uma das duas torres recebeu um sino de cerca de trinta e cinco arrobas cada que permanecem na catedral até hoje. Interessante notar que com o avançar do século e o consequente enriquecimento material da população uberabense, a própria igreja se torna espelho dessa prosperidade por estar sempre em estado de reforma e sempre recebendo melhoramentos. 

No final do século XIX teremos o início de um período de grande prosperidade para as elites uberabenses com o advento da criação do gado de raça zebuína buscado na Índia. No começo do século XX, já sob o regime republicano, e inspirados pelas reformas modernizantes e arquitetônicas baseadas na Europa (o Rio de Janeiro abriu suas primeiras grandes avenidas e Manaus construiu seu Teatro Municipal) os uberabenses receberam a energia elétrica em 1904 e várias reformas urbanas, como na praça Rui Barbosa. Esse rápido avanço conquistado com os capitais excedentes da pecuária zebuína e com a vinda da Companhia Ferroviária Mojiana atraiu para a cidade o bispo de Goiás, D. Eduardo Duarte Silva que acabou por se tornar o primeiro bispo da Diocese de Uberaba, criada em 1907 pela bula Goyaz Adamantina Brasiliana Republica pelo Papa Pio X. Por determinação desta bula o padroeiro da diocese seria o Sagrado Coração de Jesus e D. Eduardo inaugurou deste modo a igreja do Sagrado Coração – atual igreja da Adoração Perpétua ao lado da Cúria Metropolitana – com a prerrogativa de catedral permanecendo a igreja da praça Rui Barbosa como matriz de Santo Antônio e São Sebastião. 

Em 1910 a matriz passou por grande reforma em que se definiu o estilo arquitetônico gótico manuelino e que seria dotada de apenas uma grande torre como até hoje se encontra desde esta data. Finalmente, em 1926 por determinação do bispo D. Luis Maria de Sant’Ana e decreto da Sagrada Congregação Consistorial a catedral seria transladada para a matriz de Santo Antônio e São Sebastião à Praça Rui Barbosa e os padroeiros seriam invertidos, permanecendo assim, em definitivo, como Catedral Metropolitana do Sagrada Coração de Jesus a partir de 20 de maio de 1926. Ainda assim, de modo a manter viva a memória de mais de cem anos que Uberaba permaneceu sob a proteção de Santo Antônio e São Sebastião, decidiu-se que uma estátua de cada santo ladearia a catedral metropolitana, imagens que permanecem até hoje em local de visibilidade e veneração. 


 Vitor Lacerda.



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Cidade de Uberaba

sábado, 21 de abril de 2018

A história do automóvel em Uberaba


      “ O Automóvel, cuja generalização pelo mundo verificou-se a partir de 1900,só teve entrada em Uberaba sete anos depois.

     Em sessão de 10 de março de 1906 a Câmara Municipal desta cidade sancionou a lei nº191, concedendo ao Sr.Dr.Alberto Cerqueira Lima privilégio, por 25 anos, para trafegar na cidade e município, linhas de automóveis para o  transporte de cargas e passageiros.

Foto do acervo pessoal  de Demilton Dib - década:1930
Praça Rui Barbosa

     O concessionário, em sociedade com os Srs. Major Domingos José da Silva Prata e Coronel João da Silva Prata, organizou-se a Empresa Motorola Uberabense Auto-”, adquirindo em seguida, por 12 contos de réis, na Inglaterra primeiro automóvel, chegando a 30 de maio de 1907,e,solenemente,inaugurado a 7 de junho seguinte.

     Este automóvel teve o nome de “Nossa Senhora da Conceição das Ala-goas”. Trafegou cerca de um mês na cidade, indo uma única vez ao Garimpo de Conceição das Ala-goas,em uma estrada especialmente construída pela Empresa.

     Esta máquina, a primeira vez que saiu à rua, causou admiração geral pela originalidade: não era o automóvel que toda gente via nas fitas cinematográficas e nas ilustrações dos jornais, mas um pesado locomóvel, a vapor, de marcha lenta.

Na sua única viagem ao garimpo gastou, só na ida, 8 dias sendo necessário abrir-se no chapadão, diversas cisternas para alimentar de agua a máquina.

      Quando saia à rua interrompia o trânsito dos outros veículos, tanto pelo  espaço que ocupava, como pela aglomeração de pessoas atraídas pela curiosidade, e ainda pela constates chuvas de brasas, que escapava da chaminé. Por isso, à sua passagem os negócios fechavam-se para evitar um possível incêndio.

O primeiro automóvel de passageiros aqui chegando, 29 de junho de 1908, foi um pequeno, de 2 lugares, importado pelo Sr.Humberto Adamo.

Ao ser inaugurado quebrou-se, pelo que foi devolvido para São Paulo, de onde viera.
O Sr. Antônio da Cunha Campos Júnior, por ocasião da “Exposição Agro-pecuária de Uberaba”, alugou em São Paulo, um automóvel de sete lugares destinado ao serviço de passageiros entre a cidade e o campo da exposição.


Este automóvel que foi o primeiro a trafegar aqui, chegou no dia 4 de maio de 1911,e foi devolvido para aquela capital 15 dias depois. Fora alugado a 100$000 por dia (cem mil réis).

     A 6 de outubro seguinte, entrou em Uberaba o 4° automóvel. Era uma máquina  de 6 lugares, comprada em são Paulo por 10 contos de réis, pelo Sr.Major Quirino Luiz da Costa, destinada ao serviço de passageiros na cidade somente, pois estradas apropriadas no município não havia ainda um plano sequer. A da “Empresa Auto-Motorola Uberabense “há muito fora abandonada.



A inauguração deste automóvel fora no mesmo dia de sua chegada à cidade, percorrendo as esburacadas ruas locais, com lotação constituída por pessoas de mais alto destaque social.
     O segundo automóvel importado pelo Sr.Major Quirino da Costa e 5° introduzido em Uberaba (20 de janeiro de 1912) foi um carro tipo factante,de cinco lugares e custou 9 contos de réis.

     Foi a partir dai que os senhores Rocha e Falcão adquiriram o primeiro automóvel “Ford”, chegando em Uberaba no dia 15 de março de mesmo ano.

Seguiram-se lhes os Srs. Firmino Meirelles, com um automóvel daquele fabricante, e fundador da Garagem “Cruzeiro do Sul”, o Coronel Vicente Alves Arantes Tutuna, com um carro “Maxwuell” e outros.
      Por essa ocasião o Sr.Major Quirino da Costa, ultimava a construção dos primeiros 60 quilômetros de estrada, ligando a cidade à sede distrital de Conceição das Alagoas.
A respectiva inauguração realizou-se festivamente, no dia 6 de abril (1914).

      A 5 de agosto seguinte, a empresa inaugurou o trecho entre Estação do Peregrino e o arraial do Veríssimo.

Afinal, no dia 19 seguinte, inaugurou-se ruidosamente, o trecho de 30 quilômetros de Garimpo das Alagoas e Dores do Campo Formoso, que a população desta localidade construíra e dera de presente à empresa.

     Entretanto, não demorou muito e já um empresa se organizava para o desenvolvimento do novo sistema de viação, levando o progresso a todos os cantos do município.

Foto do acervo pessoal  de Demilton Dib - década:1930
Praça Rui Barbosa

      Então a cidade só contava uns vinte e poucos carros de praça. Os primeiros automóveis aqui chegados, em número reduzido, logo avariavam em consequência da má conservação de nossas ruas.Com a construção das primeiras estradas na área rural e os magníficos  resultados colhidos no trafego de automóveis ,diversos fazendeiros se puseram em ação e numerosas turmas de operários iam pela nossa belíssimas campinas deixando, após a sua passagem ruidosa, o caminho por onde em breve iria a civilização e o progresso, levados nas asas ligeiras das máquina que vence com facilidade as grandes distâncias e nos proporciona a vertigem das grandes velocidades – o automóvel.


Texto na íntegra de Hidelbrando de Araújo Pontes

Copiado por Antônio Carlos Prata

Fonte: ”Vida, Casos e Perfis”



                                                                                                                                                                                            
                                                                                                             
                                                                                                                                        
                                                                                                            
                                

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Seu Mário, o rei da vitamina por meio século

Em 1947, Mario Toitio chega a Uberaba e abre o Mercadinho de Verduras N. S. Aparecida,
 na r. Cel. Manoel Borges    

Laeco Muranaka casou-se, em 1952, com seu Mário, e teve seis filhos que deram-lhes 11 netos e um bisneto


Muda-se para a pç. Rui Barbosa e instala casa de vitamina, em 1954. Três anos após, o bar atende
no segundo quarteirão da r. Artur Machado, por 11 anos.
Inauguração, em 1968, na Galeria Rio Negro, loja 13, na av. Leopoldino de Oliveira, o Rei da Vitamina. 

Seu Mário, o rei da vitamina inigualável por meio século


Agraciado, em 2000, com o título de cidadão de Uberaba. Morre aos 86 anos, em 2011
Herivelto, empregado há 26 anos, aprendeu a receita com seu Mário e mantém a tradição de 64 anos no primeiro “shopping” da cidade, com a primogênita de seu Mário, Regina e seu filho Pedro.
Texto e edição

Antônio Carlos Prata e Luiz Alberto Molinar  
    


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Cidade de Uberaba

domingo, 2 de julho de 2017

CATEDRAL METROPOLITANA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS (1827)

Acervo Cúria Metropolitana

Os dicionários costumam atribuir à palavra ermida como referente a uma capela rústica construída em lugar ermo, isto é, longínquo ou de difícil acesso. A primeira capelinha construída em Uberaba sob o cuidado de Santo Antônio e São Sebastião se situava próxima ao córrego Lajeado em 1812 e ali permaneceu ate 1818 quando a população decidiu transferi-la para antiga Praça Frei Eugênio por ser mais conveniente e mais próximo do núcleo de povoação daquela região nascente ainda tão desprovida de recursos no coração sertanejo do Brasil central. Antes de prosseguirmos, penso ser conivente refletirmos sobre a escolha pelas pessoas daquela época de Santo Antônio e São Sebastião como padroeiros da primeira ermida uberabense. Longe de ser uma escolha aleatória, ela reflete o projeto  civilizacional em que marcava o  espírito daquela época. Enquanto Santo Antônio, santo português e padroeiro de Lisboa, demonstrava o forte vinculo com a metrópole num período em que o Brasil ainda era colônia portuguesa, São Sebastião, Santo Romano e padroeiro dos soldados, simbolizava a força militar com a qual seria realizada a conquista do sertão Brasileiro. O sargento-mor Antônio Eustáquio que recebeu provisões para desbravar e colonizar essa região foi agente de grande etnocídio contra as populações indígenas aqui previamente estabelecidas, sobretudo da etnia caiapó, hoje com poucos membros e bem longe do Triângulo. A escolha de Santo Antônio e São Sebastião simboliza, assim, a cruz e a espada, usava na conquista e conversão do Brasil como nação católica e portuguesa. Se hoje nossos valores nos fazem enxergar isso de forma crítica, e bem o fazemos, ao ponto do Papa João Paulo ll por diversas  ocasiões pedir perdão publicamente daquilo que ele dizia serem os pecados da Igreja  ao longo dos séculos precisamos tomar o cuidado para não sermos  anacrônicos. É cômodo julgar personagens distantes de nos por mais de séculos; difícil, todavia, é compreender que provavelmente o faziam para por ignorar as modernas teorias relativismo cultural e ecumenismo e que foram motivados por uma convicção autentica de que estavam por fundar uma terra cristã e civilizada neste agreste sertão e nos mais louváveis valores cristãos.


Foto: Antônio Carlos Prata

A matriz onde hoje se localiza nossa catedral teve o inicio de sua construção  em 1827 (o Brasil já havia se tornado independente) por intermédio de Vigário Silva mas seria apenas em 1854 que seriam realizados ali os primeiros ofícios religiosos. Esses 17 anos de construção de um templo de um templo razoável modesto mostra-nos a precariedade econômica da população local nas primeiras décadas do século XIX. Enquanto a região nordeste ainda se mantinha com a produção e exportação e açúcar, a região central de Minas havia se convertido em grande polo econômico por conta do ouro e convertido a própria cidade do Rio de Janeiro em capital pela proximidade de ambas, São Paulo havia se caracterizado pelas atividades bandeirantes e a região sul pele produção de charque, Uberaba ainda de definia uma economia em parte agrícola marcada pela produção de arroz (vide os ramos de arroz ate hoje presentes em nosso brasão municipal) e em parte comercial por conta do pronto estratégico que nos situamos no Brasil Central, entre três importantes regiões: Minas, São Paulo, Goiás. Destaco também a participação do escravo afro-brasileiro Manoel Ferreira oferecido pelo sargento-mor Eustáquio para contribuir na construção da nova matriz. Não nos esqueçamos de que este país foi literalmente edificado por braços negros, aos quais somos tão devedores, e que nossa igreja matriz não foi diferente. Em 1857 graças a Frei Eugênio a igreja foi dotada de uma grande sacristia, um adro e recebeu paramentos e alfaias. Em 1868 cada uma das duas torres recebeu um sino de cerca de trinta e cinco arrobas cada que permanecem na catedral até hoje. Interessante notar que com o avançar do século e o consequente enriquecimento material da população uberabense, própria igreja se torna espelho dessa prosperidade por esta sempre em estado de reforma e sempre recebendo melhoramentos.
Foto: Antônio Carlos Prata
     No final do século XIX teremos o início de um período de grande prosperidade para as elites uberabenses com advento da criação do gado de raça zebuína buscado na Índia. No começo do século XX, já sobe o regime republicano, e inspirado pelas reformas modernizantes e arquitetônicas baseadas na Europa (o Rio de Janeiro abriu suas primeiras grande avenidas e Manaus construiu se Teatro Municipal)os uberabenses receberam sua energia elétrica em 1904 e varias reformas urbanas, como na praça Rui Barbosa. Esse rápido avanço conquistado com os capitais excedentes da pecuária zebuína e com a vinda da Companhia Ferroviária Mojiana atraiu para a cidade o bispo de Goiás, D.Eduardo Duarte Silva que acabou por se tornar o primeiro bispo da Diocese de Uberaba, criada em 1907 pela bula Goyaz Adamantina Brasiliana República pelo Papa PioX .

Por determinação desta bula o padroeiro da diocese seria o Sagrado Coração  de Jesus e  D.Eduardo inaugurou deste modo a igreja do  Sagrado Coração – atual igreja da Adoração Perpétua ao lado do Palácio Episcopal (Cúria Metropolitana ) – com a prerrogativa de catedral permanecendo a igreja da praça Rui Barbosa como matriz de Santo Antônio  e São Sebastião.

       Em 1910 a matriz passou por grande reforma em que se definiu o estilo arquitetônico  gótico manuelino  e que seria dotada de apenas uma grande torre como até hoje se encontra desde esta data.Finalmente,em1926 por determinação do bispo Luís Maria de Sant’Ana decreto da Sagrada Congregação  Consistorial a catedral   seria transladada para a matriz de Santo Antônio e São Sebastião a à Praça Rui Barbosa e os padroeiros  seriam invertidos, permanecendo assim, em definitivo, como  Catedral Metropolitana do Sagrada Coração de Jesus a partir de 20 de maio de 1926.Ainda assim, de modo a manter viva a memória de mais de cem  anos que Uberaba permaneceu sob a proteção  de Santo  Antônio e São Sebastião, decidiu-se que uma estátua de cada santo ladearia a catedral metropolitana, imagens que permanecem até hoje em local de visibilidade e veneração.

Vitor Lacerda

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Igreja de Santa Rita - Museu de Arte Sacra


Igreja Santa Rita de Cássia - Foto - Antônio Carlos Prata


A Igreja Santa Rita de Cássia foi construída no centro de Uberaba, local onde teve início o povoamento da cidade de Uberaba. Alguns historiadores relatam que a igreja foi construída em Uberaba, no ano de 1854, e tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1939. Atualmente dentro da igreja se encontra instalado o Museu de Arte Sacra, sendo que contem um riquíssimo acervo cultural composto de peças barrocas dos séculos XVIII e XIX, neste acervo existem também peças doadas pela Cúria Metropolitana contendo vestes sacras, estandartes de procissões como paramentos, alfaias, imagens e mobiliário.

Um grande destaque do acervo é um conjunto de Casula feito com tecido bordado com linha e fios de outro que são originários da França do começo do século XX. Outra peça muito importante para o acervo e a escultura em madeira policromada de Santa Rita de Cássia ou Santa Rita das Causas Impossíveis para os devotos, sendo esta a única imagem que existe da capela original, mas no ano de 2003 a imagem foi restaurada com suas características originais.

Os historiadores relatam que o período que mais houve prosperidade para a cidade de  Uberaba foi  no século XIX, entre os anos de 1820 a 1859. Estudiosos relatam que nesta época que a cidade de Uberaba alcançou os privilégios que uma cidade precisa ter para se tornar uma cidade, desta época existia um comércio muito forte e o desenvolvimento acontecia gradativamente vigiado pelos padroeiros São Sebastião e Santo Antônio, a fé do povo se expandiu e mais uma capela foi erigida, dedicada a Santa Rita das Causas Impossíveis.

Cândido Justiniano da Lira Gama, devoto que era de Santa Rita, e em cumprimento de uma promessa para se livrar do vício da bebida, mandou construir em 1854 a pequena capelinha em louvor a Santa.

Conta a tradição que no final do século XX (1980), nas escadas desta igreja, apaixonaram-se, perdidamente, um paulistano e uma tocantinense, da cidade de Peixe, desde então, outros namorados igualmente apaixonados, ali, nos mesmas escadas, esperam o aparecimento da lua, pretendendo reviver aquele inesquecível paixão.

A igreja teve que passar por um processo de reforma que foi realizado pela Casa do Artesão, com incentivos da Vale Fertilizantes (então Fosfertil), Valmont, Souza Cruz e Cemig, por meio da Lei Rouanet. O orçamento total do projeto de restauração do prédio foi de aproximadamente R$ 770 mil. O responsável pela exposição é o coordenador do Museu de Arte Sacra, o artista plástico Hélio Siqueira, funcionário público municipal e considerado como um artista de múltiplas manifestações. Desde seu surgimento a igrejinha de Santa Rita se tornou ponto obrigatório de visitação e ao longo de sua história serviu de inspiração para fotógrafos, poetas e pintores do Brasil e do Mundo. A igreja é o único prédio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural em todo o Triângulo Mineiro.

No seu exterior, a igreja não possui muros ou cercas e totalmente aberto e decorada com um jardim composto por gramado e várias plantas e árvores como coqueiros. No interior da Igreja de Santa Rita é composto de uma decoração muito antiga conservando as propriedades originais de decoração. Existem várias imagens e vestimentas que compõe a decoração da igreja, conjunto de relíquias, castiçais, ostensórios, conjuntos de casula romana e um belo altar contendo a imagem da Santa Rita de Cássia para adoração dos devotos.

Pesquisa: Hélio Siqueira

Auxiliar de Ação Cultural: Adriana Cristina Silva e Ozana Soares Durão

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

RESTAURANTE BAR “PULENTA” – DOZE CERVEJAS POR DIA

Restaurante Pulenta - O melhor frango assado de Uberaba.

Nos anos 1960/70, nas vésperas da abertura da Expozebu, os jornais de São Paulo faziam matérias de página inteira sobre Uberaba com dicas de hotéis e restaurantes para quem vinha visitar a exposição. No Caderno de Turismo do Estadão de 28/04/1967 o enviado especial do jornal, Wanderley Midei, descrevia as opções oferecidas pela cidade.
Restaurante do Pulenta

“Uberaba tem três grandes hotéis: o Grande Hotel, Regina e Palace. O primeiro tem 100 apartamentos e 50 quartos em dois edifícios, funcionando em anexo o restaurante e bar GALO DE OURO, considerado o melhor da cidade. Outro restaurante famoso é o do PULENTA, de propriedade de um italiano gordo que gosta de tomar 12 cervejas por dia. Honrando o nome, serve um frango com pulenta por três cruzeiros novos, que é conhecido em todo o Triângulo Mineiro. Fica na esquina da Padre Zeferino com João Pinheiro”.

O citado “italiano gordo”, conhecido como “Seu Pulenta”, é o primeiro da esquerda nessa foto de Orlando Vilas Boas, onde aparece no seu restaurante acompanhado por alguns dos muitos amigos: Adib Sarkis, Saulo Gomes, o autor, Mario Gori, Luiz Gonzaga de Oliveira,Paulo Afonso Silveira, Jaime Scussel, Dr.Odo Tormin, Waldemar Moreno, Olandinho, Nildo Barroso, Pedro Castejon e o garçon Cacildo – entre outros.

Quem frequentou o Restaurante do Pulenta recorda que o velho italiano garantia a alma da casa, enquanto Dona Maria, sua esposa, se desdobrava no caixa atendendo a grande clientela — que tinha diversas opções de pratos a base de frangos, abatidos na hora no quintal da casa.

Polenta

(André Borges Lopes e Antônio Carlos Prata)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

REINAUGURAÇÃO DO MERCADO MUNICIPAL DE UBERABA EM 1993

20 de maio de 1993

Depois de anos de total abandono e descaso, o Mercado Municipal foi reformado e ampliado, sem sofrer alterações em seu padrão arquitetônico. Esta reforma foi executada na administração do Prefeito Municipal, Dr. Hugo Rodrigues da Cunha, sendo concluída pelo Prefeito Municipal, Engenheiro Luís Guaritá Neto, em 20 de maio de 1993.


(Antônio Carlos Prata)