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domingo, 6 de março de 2022

SANGUE, SUOR e LÁGRIMAS


Em terras do Zebu, logo me indaguei: quem seria esse Guia Lopes? Pensei tratar-se de guia de gado. Ledo engano.
José Francisco Lopes, seu verdadeiro nome, estava posto em sossego em sua bela Fazenda do Jardim, MS, bem próxima da fronteira com o Paraguai, quando o maior conflito da América Latina eclodiu.

Imagens: 1 e 6 (Placa e Rua Guia Lopes – fotos: Antonio Carlos Prata);
do Google: 2 – Guia Lopes e Fazenda onde nasceu); Os filhos, todos com o sobrenome Lopes, em 3 – os mais novos: Pedro José, José Francisco e Bernardino Francisco; o mais velho: 4 – João José; e 5 – o do meio Pedro José

Natural de São Roque de Minas, distrito de Piumhi, aqui na Serra da Canastra, ali nasceu em 26/2/1811 e hoje é considerado o maior herói no trágico episódio da Retirada da Laguna, da Guerra do Paraguai.

Em sua bela propriedade rural no Mato Grosso do Sul dedicava-se à pecuária extensiva, ao lado de irmãos, filhos e cunhados. Graças à isso tinha profundo conhecimento da região.
Bem no início do conflito, em 1864, teve esposa e 4 filhos presos por tropas paraguaias e levados àquele país.

Tomado por sentimento de vingança alista-se como voluntário nas tropas que chegavam ao MS e que haviam passado por Uberaba, cidade onde foram reunidos os contingentes vindos de Ouro Preto e Rio de Janeiro.

Mas o inimigo, adotando tática de ‘guerrilha’, não facilitou sua empreitada. Recuaram, destruíram tudo o que ficava para trás e não deixavam gêneros que pudessem ter utilidade à nossa tropa.

Foram dias de muito sangue, suor e lágrimas. Inimagináveis na história dos grandes conflitos mundiais. Agruras que só os bravos são capazes de suportar. Luta corpo a corpo na base do sabre, espada e pesadas balas de canhão. Em cargas rápidas de cavalaria capazes de fazerem levitar, em pontas de afiadas lanças, os corpos dos que ousavam enfrenta-las. Espetáculo dantesco de corpos estrebuchados. Some-se a isso fome, pestes e torturas aos que caiam em mãos inimigas. Pior ainda, o ambiente não era favorável. Quando chovia era charco pesado e pantanal intransponível. Quando sol escaldante, capinzal propício ao fogaréu, fumaça e sufoco, que os paraguaios exploraram à larga.

À falta de mantimentos o nosso Lopes não hesitou, colocou à disposição o gado de sua propriedade, que para alimentar a tropa era abatido, em média, 40 cabeças por dia.
Acossados pelos inimigos, com fome, vitimados por epidemia de cólera, a maltrapilha tropa alcança nossa fronteira, onde Lopes, também vítima da doença, luta até o último dia de sua vida, vindo a morrer às margens do rio Miranda, onde está enterrado, em terras de sua propriedade, em solo de seu amado rincão.

Dos mais de 3.000 soldados brasileiros, só 700 sobreviveriam. Não fosse o heroico feito de nosso Guia, talvez nem isso. Além de Lopes, o conflito tirou a vida de 2 de seus filhos e de um cunhado.
Seu nome é merecidamente lembrado em escola (BH), em ruas (Uberaba, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre...), avenida (Uberlândia), dá nome a município no Mato Grosso do Sul e a centenas de outros logradouros e prédios públicos Brasil afora.

E hoje quando ouço nosso hino nacional, comovido, sempre nele penso, principalmente nos versos:
.... “Dos filhos deste solo és mãe gentil, pátria amada Brasil”, ao que mentalmente acrescento: - e que esse solo lhe seja leve e amável, sob terras e flores de sua querida Fazenda Jardim.

Moacir Silveira


OBS: Para maiores detalhes sobre essa epopeia sugiro leitura das obras de Taunay, testemunha ocular dos fatos.

quarta-feira, 2 de março de 2022

AVENIDA LEOPOLDINO DE OLIVEIRA, QUE VIROU SAUDADE.

Avenida Leopoldino de Oliveira -
Anos 50/60 - Foto: Acervo Uberaba em Fotos.

Sem demagogia: esta foto de trecho da av. Leopoldino de Oliveira, com uma deslumbrante parcial da ACIU, do Grande Hotel, da passarela e do centro, feita, nos anos 50/60, a mureta do córrego, e pensar que essa bela avenida se transformou em algo totalmente sem beleza ou vida, sem arborização, cercada de grades em desarmonia com o local, isso não se justifica, pelo menos para mim. Há pouco, é uma das causas do meu ilimitado amor por Uberaba. Amor que aumenta o grande desconforto que sinto pela forma como vem sendo tratada, ao longo de décadas.
Antonio Carlos Prata.

O CASARÃO

O belo casarão, datado de 1863 e antes pertencente à família de João Batista Machado, situado na esquina da Praça Rui Barbosa, teve múltiplos usos ao longo do tempo.
Primeiramente, antes da construção do seu segundo piso, ali funcionou o estabelecimento comercial da família. Em 1891 ele foi reformado pelo português Manoel Marinho, a pedido de Edmundo Batista Machado. Na sequência vieram, pela ordem: Loja Au Bom Marche (1904), Au Louvre (1909), Barbearia do Altino (1950), Salão Continental, Bar 1001 (1970/80), Apetrim, Jet Color, Iguatemi, Fotótica, Ótica Fotóculos.


Imagens: 1 – estabelecimento comercial (até 1891), 2 – sobrado (em 1906), 
APU - Arquivo Público de Uberaba e 3 – em foto atualizada (2022) por Antonio Carlos Prata.


Já o piso superior serviu de residência para Artur Machado e depois para o Relojoeiro Florêncio Fornieri (1899), responsável pela instalação do novo relógio da Matriz, doado por comerciantes de SP e RJ (1900). A partir de então esse espaço foi alugado para o Jockey Club e que ali funcionou até o ano de 1939. Na sequência vieram os seguintes estabelecimentos: Bilhar Las Vegas, Taco de Ouro, Colégio Objetivo, Restaurante Balão, Bar Borzar...
O casarão foi adquirido pela família Fadul Cambraia nos anos 60.
Por ter sido considerado um marco histórico e um bem cultural de valor inestimável, foi definitivamente tombado pela municipalidade em 2019.

Moacir Silveira

sábado, 26 de dezembro de 2020

Escultura de dinossauro é inaugurada no Geossítio Santa Rita, em Uberaba

A Prefeitura de Uberaba, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, inaugurou na manhã desta terça-feira (22) a escultura em cimento de um dinossauro do grupo dos maniraptoras, espécie encontrada em rochas de 65 milhões de anos do cretáceo. Em 2004, em Peirópolis foi escavada uma garra da mão do animal e estudos posteriores revelaram que se tratava de um dinossauro carnívoro de cerca de dois metros de comprimento que possuía plumas e pertencia ao grupo de dinossauros que deram origem às aves, parente dos velociraptores.

 Paleoartista Rodolfo Nogueira - Foto Antonio Carlos Prata.


A escultura que recebeu o nome de 'Alice' representa uma fêmea zelando pelo seu ninho e faz correspondência com outra escultura de um macho que se encontra no museu dos dinossauros em Peirópolis. A escultura é obra do paleoartista Rodolfo Nogueira e integra o Geossítio Santa Rita, localizado no centro histórico da Cidade. O paleoartista é graduado em desenho industrial pela Unesp em Bauru. Ele desenvolveu e publicou metodologia científica para reconstituir animais extintos, a Paleodesign, e possui trabalhos em museus do Brasil, Argentina, Espanha, Estados Unidos, Portugal, Alemanha e Geórgia. É o criador do design dos espaços e identidade visual do Projeto Geopark Uberaba – Terra de Gigantes.

Com 20 anos de experiência em ilustração artística e 10 em ilustração científica, ministrou cursos e palestras para mais de cinco mil pessoas. Possui trabalhos em livros didáticos, em revistas científicas (Nature, Cretaceous Research, Journal of Vertebrate Paleontology, etc) e em revistas e jornais de divulgação científica (Scientific American, Folha de São Paulo, Superinteressante, BBC, National Geographic).

O monumento é uma das ações de revitalização do centro histórico e da divulgação da vocação paleontológica de Uberaba.

A diretora de Turismo, Feiras e Eventos, Maria Aparecida Basílio destacou a importância da iniciativa. “É mais uma ação que demonstra a nossa relevância geológica e pode colocar o Geopark de Uberaba como forte candidato à chancela da Unesco”, destacou.

A secretária adjunta de Desenvolvimento Econômico, Anne Florence Marie Roy Nóbrega disse que essa é a primeira de três réplicas que serão construídas nas praças turísticas do centro histórico. “Teremos réplica na Praça Manoel Terra, que vai indicar a direção do Geossíto Santa Rita e marcar o início desse circuito que levará o turista para a Praça Comendador Quintino, onde teremos outra réplica de um filhote de dinossauro. E a terceira será construída na Praça Rui Barbosa, em frente à Catedral Metropolitana”, informou.

O prefeito Paulo Piau lembrou que em várias partes do mundo é comum a colocação de esculturas em locais públicos para destacar alguma característica de uma cidade. “Essa exposição em praça pública retrata o que se passou em Uberaba a milhões de anos atrás. E com isso, estamos preparando a nossa cidade para se tornar um centro de visitação turística. Sabemos que o turismo gera muitas divisas para um município”, ressaltou Piau.

Jorn. Marconi Lima


segunda-feira, 15 de junho de 2020

Mosteiro de Nossa Senhora da Glória - Uberaba - Minas Gerais - Brasil

O Mosteiro de Nossa Senhora da Glória foi fundado no dia 08 de setembro de 1948 por um grupo de seis monjas e um monge vindos do Mosteiro de Nossa Senhora de Aasebakken, na Dinamarca.

O Mosteiro de Den Evige Tilbedelses de Copenhague, fundado em 1914 pela Reverenda Madre Bírgitta von Wacken-Harzig, procedente do Mosteiro da Adoração Perpétua de Innsbruck (Áustria), encontrava sérias dificuldades no recrutamento de novas vocações. Convidado a pregar o retiro anual da comunidade, Dom Wolfgang de Czernin von Chudenitz, monge da Arquiabadia de São Martinho de Beuron, penalizado com a situação do mosteiro, propôs sua agregação à Ordem Beneditina. Estando a comunidade de acordo e concedidas as licenças da Santa Sé, o Mosteiro da Adoração Perpétua de Copenhague passou a ser beneditino, devendo Dom Wolfgang, nomeado assistente espiritual da comunidade, levar para lá monjas beneditinas de outro mosteiro que iniciassem a comunidade dinamarquesa na sua vida.

Mosteiro Nossa Senhora da Glória - Foto Antonio Carlos Prata

Em 1936, Madre Margarida Hertel e mais duas monjas foram enviadas de seu mosteiro de origem, Abadia de Frauenchiemsee, Alemanha, à Dinamarca para implantar a Regra Beneditina no único Mosteiro de contemplativas naquele país.

Madre Margarida conseguiu atrair muitas vocações dinamarquesas para o ideal beneditino, fato que chegou a surpreender a população protestante e rapidamente o mosteiro refloresceu, tomando novo alento, graças ao espírito empreendedor da jovem Prioresa.

Em 1942, devido a sérias dificuldades econômicas causadas pela guerra, a comunidade se viu obrigada a transferir-se para a pequena cidade de Aasebakken, onde construíram um pequeno mosteiro dedicado a Nossa Senhora, Vor Frue Kloster. Diante de tantas dificuldades, pensaram em fazer uma fundação em Noruega, onde Madre Margarida conhecia o Bispo e este a estimava muito. Mas como a Noruega passava grandes dificuldades, pois sofrera muito com a guerra e a ocupação nazista, o senhor bispo não poderia ajuda-las financeiramente.

Pelo ano de 1947, o Reverendíssimo Dom Alexandre Gonçalves do Amaral, então Bispo Diocesano de Uberaba, pregava o retiro anual à comunidade do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro. Era seu desejo ter em sua diocese um mosteiro de beneditinas. Justamente durante aquele retiro chega uma carta de Dom Wolfgang a um seu confrade, também monge de Beuron, Dom Leopoldo Holderried, que se encontrava no Mosteiro do Rio: Dom Wolfgang indagava a Dom Leopoldo da possibilidade de uma fundação de monjas no Brasil. Dom Leopoldo comunicou-se com Dom Alexandre, o qual respondeu que “recebia de joelhos esta fundação como uma graça de Deus”. Desde então começaram os entendimentos entre Dom Alexandre, Dom Leopoldo, Pe. Wolfgang e Madre Margarida.


Em abril de 1948, Madre Margarida e um grupo de irmãs tomam navio no porto dinamarquês de Ejesberg com destino ao Brasil, aonde chegam a 30 de abril do mesmo ano, desembarcando no porto de Santos.

Refeitas da viajem marítima, prosseguiram para Uberaba, onde chegaram a 13 de maio. Pe. Wolfgang, Madre Margarida, 6 monjas (Ir. Hildegardes Neovius, Ir. Escolástica Leth Mammen, Ir. Josefa Mogensen, Ir. Gertrudes Marker e Ir. Teresa Norvil) e duas candidatas dinamarquesas (Edith Boje Jensen, que depois tornou-se Ir. Magdalena; e Maria Persson, futura Ir. Benedicta) foram recebidos calorosamente na Estação da Estrada de Ferro Mogiana por Dom Alexandre com uma paternal solicitude, sacerdotes, religiosos, religiosas, moças e senhoras da Ação Católica e D. Lilia – Maria Cândida Amaral, mãe de Dom Alexandre. Todo o povo de Uberaba fez um acolhimento caloroso, amigo e fraterno.

Dificuldades com a língua, aclimatação e outras pequenas barreiras foram sendo superadas, de modo que a 8 de setembro de 1948 foi o Louvor Divino iniciado solenemente na pequena capela da fundação, durante as I Vésperas da Festa da Natividade de N. Sra. O Sr. Bispo D. Alexandre veio rezar com a comunidade, dar a bênção do Santíssimo e benzer o novo Mosteiro. Estava assim oficialmente fundado o Mosteiro de Nossa Senhora da Glória, em Uberaba. Fonte: (Mosteiro Nossa Senhora da Glória - Monjas Beneditina) 

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Cidade de Uberaba

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

O MORRO DA ONÇA

Uberaba tem, como em toda cidade, seus caprichos e mistérios. As verdades locais vão perdendo o viço com o passar dos dias... pois bem, quem não conhece o bucólico Morro da Onça? Por que leva esse nome? É lá, na subida da Rua Senador Pena, em direção à Igreja Santa Terezinha.... mas como surgiu essa denominação? Lembro que quando criança, ao deslocar-me ardendo em febre, nos braços de minha mãe, para enfrentar a longa fila dos desvalidos disputando ficha para atendimento médico no INPS, passava no sopé do Morro. Creio que a febre aumentava, tamanho o pavor da tal onça... mas qual o quê. Muitas febres, inúmeras filas, medo e pavor e nada, nadinha de nada dessa onça mostrar as fuças.

Rua: Senador Pena - Popularmente conhecido como "O Morro da Onça". Foto: Antonio Carlos Prata.
E com onça ou sem onça o tempo levou minha infância me fez homem. E foi aí que resolvi passar essa história à limpo. O Morro, nos idos tempos era uma mataria só, poucas casas, uma capoeira de mato fechado, lugar ermo e isolado. Algumas quadras dali, o prefeito, médico Boulanger Pucci tinha lá suas excentricidades e uma delas era criar uma bicharada em casa. Belo dia, um descuido do tratador e a malvada fugiu da jaula e foi reinar no Capão do Morro. Percebendo a fuga, Dr Boulanger, a contra gosto, no insucesso da captura da bicha viva, sabendo do perigo iminente, autorizou a força policial a passar fogo na danada. A onça morreu, a história se perdeu, mas o MORRO DA ONÇA tá lá, firme e sereno, atiçando a curiosidade dos uberabenses.


Autor: Marco Túlio  Oliveira Reis


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Cidade de Uberaba


segunda-feira, 17 de junho de 2019

Aeroporto Mário de Almeida Franco


O Aeroporto de Uberaba teve sua inauguração na década de 1930. Em 23 de maio de 1935, através do Decreto Nº 660, passou a denominar-se Aeroporto “Santos Dumont”. A inauguração do aeródromo, hangar e bar, se deu em 16 de junho de 1935; contando com a presença do Frei Dom Luís Maria Santana, que procedeu a benção oficial do local e demais dependências. José Coelho, proprietário da carpintaria central, foi o construtor do hangar e do bar do Aeroporto Santos Dumont.

Em 29 de janeiro de 1937, o hangar foi reformado, em virtude do mesmo ter sido danificado por um forte tufão que passou pela cidade de Uberaba.

Por determinação do Decreto de Lei, Nº 3006, em 13 de junho de 1980, o Aeroporto Santos Dumont passou a denominar-se Aeroporto Mário de Almeida Franco.

A coordenação dos serviços de infra-estrutura do aeroporto local ficam a cargo da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (ENFRAERO).

Nota: Embora o aeroporto tenha recebido os nomes de Aeroporto “Santos Dumont” e “Mário de Almeida Franco”; a ENFRAERO, a quem pertence, o chama de “Aeroporto de Uberaba”.


Fonte: Acervo Público de Uberaba


Vista aérea do Aeroporto de Uberaba, em 1930. Foto: Autoria desconhecida.


Primeiro Hangar do campo de aviação. Foto: década: 1930 - Autoria: Desconhecida.


Aeroporto de Uberaba - Foto: 1930 - Autoria desconhecida  (Restauração: Paulo Lemos)


Aeroporto de Uberaba - década: 1940 - Foto: Postal Colombo.


Aeroporto de Uberaba - Década: 1960.  Foto: Autoria desconhecida.




Pátio do aeroporto de Uberaba. Década: 1980. Foto: Autoria desconhecida.


Aeroporto de Uberaba - Década: 1980. Foto: Autoria desconhecida.



Voo inaugural da Vasp. Autoria desconhecida- Foto: 8-12-1934.


Recepção no aeroporto de Uberaba (Foto do acervo pessoal da família José de Souza Prata)
 Foto: Autoria desconhecida - Data: 10 de maio de 1941.

Ministro Fernando Sousa Costa, Presidente Getúlio Dornelles Vargas, Presidente da Sociedade Rural de Uberaba, Dr. José de Souza Prata. (Foto do acervo pessoal da família José de Souza Prata) Foto: Autoria desconhecida - Data: 10 de maio de 1941.

03/05/1952. Getúlio Vargas desembarca em Uberaba e é recebido pelo governador Juscelino Kubsticheck. A direita de Vargas, de terno riscado, Pedro Ludovico, governador de Goiás. Atrás de Vargas, o General Caiado de Castro, chefe do Gabinete Militar da Presidência da República. Foto da Agência Nacional.



Foto aérea, no início dos anos 60, mostrando a então UNIUBE, do lado direito, do lado esquerdo
no alto da foto, lago do Uirapurú e o Aeroporto, com sua pista de terra. (Foto: Acervo do Jornalista Paulo Nogueira)


Aeroporto Mário de Almeida Franco. Foto: Antonio Carlos. Placa.

"Aeroporto de Uberaba – MG – Mário de Almeida Franco - Inauguração do terminal de passageiros, 14 de julho de 2018. Presidente da República - Luiz Inácio Lula da Silva Governador de Minas - Aécio Neves da Cunha – Ministro de Estado da Defesa – Nelson Jobin – Presidente da Infraero – Sergio Mauricio Brito Gaudenzi."


"Aeroporto de Uberaba – Minas – Gerais - Brasil – Mário de Almeida Franco (lei 11,519 de 2007) Homenagem a Mário de Almeida Franco, era pecuarista e aviador eminente,que contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da região de Uberaba e para o sucesso do agronegócio brasileiro."  Foto: Antonio Carlos Prata. Data: 17-06-2019. Busto.


Fachada do Aeroporto de Uberaba - Foto: Antonio Carlos Prata. Data: 03-05-2013.



Avião Presidencial Brasileiro - Força Aérea Brasileira Um é o sinal de chamada da Força Aérea Brasileira da aeronave que transportava o Presidente do Brasil.
Em vôos internacionais, a aeronave usa o código BRS1 da Força Aérea Brasileira e o nome da Força Aérea Brasileira 01. Foto: Antonio Carlos Prata. Data: 03-05-2013.






Cidade de Uberaba


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Um dos maiores laterais-direitos da história do futebol, Djalma Santos

O NOME DE BATISMO era Dejalma dos Santos, mas no futebol ficou conhecido como Djalma Santos. Nasceu em São Paulo, no dia 27 de fevereiro de 1929 e faleceu em Uberaba, minha terra amada. Morreu em 23 de julho de 2013. Estaria hoje com 90 anos. Lateral-direito que nunca foi expulso de campo. Terminou como treinador de jovens em Uberaba.

Dejalma dos Santos - Foto: Wikipédia.
Eleito pela FIFA como o maior lateral-direito de todos os tempos, tendo participado de quatro copas do mundo, 54, 58, 62(anos em que sagrou-se bi campeão mundial) e também em 66. Ídolo do Palmeiras, onde se consagrou, também jogou pela Portuguesa, no início da carreira, e pelo antigo Atlético Paranaense, já se despedindo da bola. O grande Nelson Rodrigues, um dia, escreveu sobre ele: "Djalma Santos põe, no seu arremesso lateral, toda a paixão de um Cristo Negro". Nossa saudade, nossa reverência...!


( jornalista e comentarista esportivo Fernando Antonio Vanucci Braz )


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Paulo Nogueira e Djalma Santos
90 anos, estaria fazendo hoje se estivesse entre nós, o zagueiro Dejalma dos Santos. No futebol, ficou conhecido como Djalma Santos. Nasceu em São Paulo, no dia 27 de fevereiro de 1929 e faleceu em Uberaba no dia 23 de julho de 2013.

(Jornalista Paulo Nogueira)


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 Djalma Santos e esposa Dona Esmeralda - Parque de Exposição Fernando Costa (Abcz) - Última foto em vida de Djalma Santos - 3 de maio de 2013 - Foto - Autoria: Antonio Carlos Prata.

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Tive a honra de entrevista-lo para o então, "Jornal dos Baixinhos" - semanário que editei no Jornal de Uberaba, quando Djalma Santos , anos 90, era professor na Escola de Futebol para crianças e adolescentes, através da Prefeitura Municipal!

( Jornalista Márcia Ribeiro Borges)

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A última entrevista do Djalma Santos foi no meu programa. Ademir de Meneses participou. Foi fantástico.

(Comentarista e colunista esportivo Carlos Ticha)

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Cidade de Uberaba

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Igreja de Santa Rita - Uberaba - Minas Gerais.

Igreja Santa Rita onde está instalado o MAS- Museu de Arte Sacra de Uberaba desde 1987 por iniciativa de D. Benedito de Ulhoa Vieira. Passou por várias restaurações e a última foi finalizada em 13 de maio de 2015.

Igreja de Santa Rita - Uberaba - Minas Gerais. Foto: Antonio Carlos Prata.

Está aberta ao público de terça a sexta das 12 às 17h30. A entrada é gratuita. É o cartão de visita de Uberaba e a imagem mais usada como meio de identificação da cidade. Carece de benfeitores e de uma associação de amigos da cultura para colocar em prática sua extensa programação cultural.



Cidade de Uberaba

sábado, 21 de abril de 2018

A história do automóvel em Uberaba


      “ O Automóvel, cuja generalização pelo mundo verificou-se a partir de 1900,só teve entrada em Uberaba sete anos depois.

     Em sessão de 10 de março de 1906 a Câmara Municipal desta cidade sancionou a lei nº191, concedendo ao Sr.Dr.Alberto Cerqueira Lima privilégio, por 25 anos, para trafegar na cidade e município, linhas de automóveis para o  transporte de cargas e passageiros.

Foto do acervo pessoal  de Demilton Dib - década:1930
Praça Rui Barbosa

     O concessionário, em sociedade com os Srs. Major Domingos José da Silva Prata e Coronel João da Silva Prata, organizou-se a Empresa Motorola Uberabense Auto-”, adquirindo em seguida, por 12 contos de réis, na Inglaterra primeiro automóvel, chegando a 30 de maio de 1907,e,solenemente,inaugurado a 7 de junho seguinte.

     Este automóvel teve o nome de “Nossa Senhora da Conceição das Ala-goas”. Trafegou cerca de um mês na cidade, indo uma única vez ao Garimpo de Conceição das Ala-goas,em uma estrada especialmente construída pela Empresa.

     Esta máquina, a primeira vez que saiu à rua, causou admiração geral pela originalidade: não era o automóvel que toda gente via nas fitas cinematográficas e nas ilustrações dos jornais, mas um pesado locomóvel, a vapor, de marcha lenta.

Na sua única viagem ao garimpo gastou, só na ida, 8 dias sendo necessário abrir-se no chapadão, diversas cisternas para alimentar de agua a máquina.

      Quando saia à rua interrompia o trânsito dos outros veículos, tanto pelo  espaço que ocupava, como pela aglomeração de pessoas atraídas pela curiosidade, e ainda pela constates chuvas de brasas, que escapava da chaminé. Por isso, à sua passagem os negócios fechavam-se para evitar um possível incêndio.

O primeiro automóvel de passageiros aqui chegando, 29 de junho de 1908, foi um pequeno, de 2 lugares, importado pelo Sr.Humberto Adamo.

Ao ser inaugurado quebrou-se, pelo que foi devolvido para São Paulo, de onde viera.
O Sr. Antônio da Cunha Campos Júnior, por ocasião da “Exposição Agro-pecuária de Uberaba”, alugou em São Paulo, um automóvel de sete lugares destinado ao serviço de passageiros entre a cidade e o campo da exposição.


Este automóvel que foi o primeiro a trafegar aqui, chegou no dia 4 de maio de 1911,e foi devolvido para aquela capital 15 dias depois. Fora alugado a 100$000 por dia (cem mil réis).

     A 6 de outubro seguinte, entrou em Uberaba o 4° automóvel. Era uma máquina  de 6 lugares, comprada em são Paulo por 10 contos de réis, pelo Sr.Major Quirino Luiz da Costa, destinada ao serviço de passageiros na cidade somente, pois estradas apropriadas no município não havia ainda um plano sequer. A da “Empresa Auto-Motorola Uberabense “há muito fora abandonada.



A inauguração deste automóvel fora no mesmo dia de sua chegada à cidade, percorrendo as esburacadas ruas locais, com lotação constituída por pessoas de mais alto destaque social.
     O segundo automóvel importado pelo Sr.Major Quirino da Costa e 5° introduzido em Uberaba (20 de janeiro de 1912) foi um carro tipo factante,de cinco lugares e custou 9 contos de réis.

     Foi a partir dai que os senhores Rocha e Falcão adquiriram o primeiro automóvel “Ford”, chegando em Uberaba no dia 15 de março de mesmo ano.

Seguiram-se lhes os Srs. Firmino Meirelles, com um automóvel daquele fabricante, e fundador da Garagem “Cruzeiro do Sul”, o Coronel Vicente Alves Arantes Tutuna, com um carro “Maxwuell” e outros.
      Por essa ocasião o Sr.Major Quirino da Costa, ultimava a construção dos primeiros 60 quilômetros de estrada, ligando a cidade à sede distrital de Conceição das Alagoas.
A respectiva inauguração realizou-se festivamente, no dia 6 de abril (1914).

      A 5 de agosto seguinte, a empresa inaugurou o trecho entre Estação do Peregrino e o arraial do Veríssimo.

Afinal, no dia 19 seguinte, inaugurou-se ruidosamente, o trecho de 30 quilômetros de Garimpo das Alagoas e Dores do Campo Formoso, que a população desta localidade construíra e dera de presente à empresa.

     Entretanto, não demorou muito e já um empresa se organizava para o desenvolvimento do novo sistema de viação, levando o progresso a todos os cantos do município.

Foto do acervo pessoal  de Demilton Dib - década:1930
Praça Rui Barbosa

      Então a cidade só contava uns vinte e poucos carros de praça. Os primeiros automóveis aqui chegados, em número reduzido, logo avariavam em consequência da má conservação de nossas ruas.Com a construção das primeiras estradas na área rural e os magníficos  resultados colhidos no trafego de automóveis ,diversos fazendeiros se puseram em ação e numerosas turmas de operários iam pela nossa belíssimas campinas deixando, após a sua passagem ruidosa, o caminho por onde em breve iria a civilização e o progresso, levados nas asas ligeiras das máquina que vence com facilidade as grandes distâncias e nos proporciona a vertigem das grandes velocidades – o automóvel.


Texto na íntegra de Hidelbrando de Araújo Pontes

Copiado por Antônio Carlos Prata

Fonte: ”Vida, Casos e Perfis”



                                                                                                                                                                                            
                                                                                                             
                                                                                                                                        
                                                                                                            
                                

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

ALDO ROBERTO: O SALSICHASHAU

Aldo Roberto

Em 18 de novembro de 1939, nasce em um lar humilde, na rua 15 de Novembro, no Bairro Estados Unidos, o quinto e mais novo filho de Manuel Roberto da Silva e Olímpia da Silva Campos.
Sempre gostou de teatro! Cresceu fazendo graça e, desde os bancos escolares, contava suas piadas, vestia de palhaço...

Assim que pôde, juntou suas economias e foi para São Paulo, em busca de um sonho. Lá, trabalhou com grandes artistas no teatro e nas antigas televisões TUPI e RECORD. Com a grande atriz Irene Ravache deu os primeiros passos no teatro. Com Ronald Golias fez uma ponta na “Grande Família”. Contou piadas com Jô Soares na antiga RECORD. No “Programa do Sílvio Santos”, na TUPI, e no “Programa do Bolinha”, na antiga TV Excelsior, alegrou multidões com seu carisma. Como dublador, emprestou a sua voz para grandes artistas, interpretando personagens de filmes e séries. Nessa mesma época, fez diversas peças, dentre elas “A Cozinha”, com Juca de Oliveira, dirigida por Antunes Filho.

Aldo Roberto -   Foto: Túlio Reis

Quando eu era jovem e ia visitá-lo em São Paulo, ele me apresentava os seus amigos artistas e eu ficava todo orgulhoso pelo “tio famoso” que tinha.

Com a doença e falecimento de seu pai, ele voltou para Uberaba e por aqui ficou. O espírito de artista voltou com ele e, com a ajuda do Dr. Hugo Rodrigues da Cunha, montou a peça “Chapeuzinho Vermelho”, no Cine Metrópole. Foi um estrondoso sucesso! Depois dessa, vieram várias outras, vinte e uma pra ser mais exato, dentre elas peças infantis e adultas. Além disso, trabalhou na extinta TV Manchete e, mesmo com a idade avançada, ainda fazia participações no “Programa Se Liga”, do vereador Kaká Carneiro.

Sempre alegrava as pessoas, contando as suas piadas, e manteve várias amizades no meio artístico. Em 18 de novembro deste ano, completou 78 anos, ao lado de seu amigo Rui Rezende.

Nunca teve ambição! Viveu e morreu alegre! Era sempre irreverente e estava sempre alegrando todo mundo! Em qualquer roda era bem recebido! Fez a alegria de uma geração de uberabenses com as suas peças e até mesmo se vestindo de Papai Noel.

Nunca se casou e não teve filhos, mas teve 18 sobrinhos e 30 sobrinhos netos e se afeiçoou a um sobrinho neto ao qual ele chamava de filho: o Alexandre.

Hoje, o Alexandre é bacharel em Direito e, como um verdadeiro filho, encarregou-se de acompanhá-lo em confraternizações e até mesmo nos momentos de tristeza ele estava sempre junto ao seu tio-pai.
O grande artista nos deixou às 21 horas do dia 16 de dezembro de 2017 para alegrar seus entes queridos.

Perdemos seu convívio e sua alegria, mas o plano superior, com certeza, está mais alegre hoje.
Tio Aldo, descanse em paz!

(Flamarion Batista Leite)


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É lugar comum quando alguém morre tecerem-se loas e elogios ao falecido. Mas não posso deixar de externar minha profunda tristeza com a morte do amigo Aldo Roberto; velho amigo, desde a época do Teatro Experimental de Uberaba (TEU), na rua Alaor Prata,20. Uma figura simples, humana, prestativa, profissional de competência inquestionável. Deixa imensa saudade. A última lembrança que tenho dele foi no restaurante Le Buffet - R. Cel. Manoel Borges, 150,  acompanhado do amigo de longas datas o ator Rui Rezende. Fica para nós, o seu bom exemplo, a sua persistência e luta pela vida! .... Que Deus possa consolar e confortar os corações dos familiares e amigos neste momento de dor.

(Antonio Carlos Prata)

Cidade de Uberaba

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Fundação Cultural iniciará reforma do Relógio e Obelisco da Praça Jorge Frange

Relógio e Obelisco - Foto: Antonio Carlos Prata.


A Fundação Cultural de Uberaba, por meio do Setor Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural (Sempac), iniciará nesta semana a reforma e manutenção do bem tombado, Relógio e Obelisco, localizado na Praça Jorge Frange. O projeto vem sendo cuidadosamente estudado e planejado desde o primeiro semestre de 2017, com pesquisas e projeto arquitetônico que visam proteger o bem e preservar suas características originais.

A reforma contará com pintura total e a troca de vidros quebrados das esquadrias, e será colocado um gradil no entorno para evitar vandalismo e pichações. Além disso, também já está em andamento o processo de manutenção do relógio.


Relógio e Obelisco - Foto: Antonio Carlos Prata.

A equipe esclarece que as melhorias no bem tombado serão custeadas pelo Fundo Municipal de Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (Fumphau), que provém de arrecadações do ICMS Cultural. O projeto, que contará novos pontos ao município, foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (Conphau).

O relógio que se encontra sobre o obelisco, na Praça Dr. Jorge Frange, foi doado pelas colônias japonesas de Uberaba e Igarapava à comunidade uberabense, por ocasião do centenário da elevação de Uberaba à condição de cidade, em 1956. No intuito de guardar o relógio, a torre do Obelisco foi erguida no governo Arthur de Melo Teixeira, harmonizada com o antigo edifício da Estação Rodoviária.

Mesmo com a mudança do local da rodoviária e a remodelação da praça, nos anos 1970, o obelisco comemorativo continua em seu lugar de destaque, representando a participação do imigrante na história local e evidenciando sua inserção no contexto uberabense, ao mesmo tempo em que identifica culturalmente uma cidade construída por uma população diversificada.

Luiza Carvalho – Jornalista




Cidade de Uberaba

sábado, 24 de junho de 2017

IGREJA DE SÃO DOMINGOS UBERABA (1904)


Foto:Autor desconhecido

Igreja São Domingos - Uberaba -Minas Gerais. Foto: Antonio Carlos Prata.

Igreja São Domingos - Uberaba - Minas Gerais. Foto: Antonio Carlos Prata.



Pátio da Igreja de São Domingo. Imagens de Nossa Senhora de Fátima e São Domingos.
Foto: Antonio Carlos Prata.

Dando prosseguimento a nossa pretensão de percorrer a História. Eclesiástica da Arquidiocese de Uberaba por meio das mais antigas igrejas ainda existentes, falaremos este mês da igreja São Domingos.

Alguns poderiam pensar erroneamente que esta sequência de artigos sobre tais igrejas se trata simplesmente de uma história material que procurava datar construções, reformas e estilos arquitetônicos destas senhoras centenárias de pedra e tijolos.

Ao contrário, nosso objetivo é tomar essas igrejas-templo, igrejas-edifícios, igrejas-espaço em sua relação intrínseca à Igreja-Povo, Igreja-Comunidade, Igreja-Ação.

Não acreditamos que essa introdução seria mais pertinente do que num artigo que tem como estrela a orgulhosa igreja de São Domingos. Isto porque as histórias da igreja de São Domingos. Isto porque as histórias da igreja dedicada a São Domingos  se confundem com as historias dos seguidores deste sento-os dominicanos.

   Sendo o cristianismo uma religião uma relíquia essencialmente vinculada à esperança de construir um futuro melhor onde todos estejam cada vez mais em comunhão com o ser cristão, é natural que a reação da Igreja em seus momentos de crise seja o olhar adiante, isto é a esperança confiante num futuro melhor onde todos estejam cada vez mais em comunhão com o ser cristão, é natural que a reação da Igreja seja o olhar adiante, isto é, a esperança confiante num futuro melhor mediante a própria ação. Entre 1869 e 1870 aconteceu o Concílio Vaticano l que trouxe como resposta à crise da modernidade – representada principalmente pela tríade racionalismo, materialismo e ateísmo – a certeza na autoridade da Igreja e proposta de, tal como acontecera anteriormente diante da Reforma Protestante contemplar o horizonte e redescobrir que é somente pelo espirito missionário que se justifica a perenidade da Igreja. Foi nesse contexto que, em 1881,os primeiros dominicanos vieram da França a Uberaba sob o convite do então bispo de Goiás, Dom Cláudio Ponce de León – ele próprio um estrangeiro e religioso.

   A Ordem dos Pregadores – OP foi fundada por São  Domingos em 1216 (neste ano se comemora o jubileu de 800 anos de fundação)em Toulouse, na França, num contexto conturbado de transição entre o mundo medieval e o mundo moderno. Visto que parte de seu carisma se dedica a uma busca incansável da verdade, é correto dizer que se tornaram sujeitos históricos ativos desde seu surgimento. Em 1881, os poucos sacerdotes dominicanos que se instalaram em Uberaba realizavam os ofícios religiosos e os trabalhos pastorais na igreja de Santa Rita, que tratamos em artigo anterior. Por conta do aumento do número de pessoas que ingressaram naquela comunidade, iniciou-se em 1889 a construção  de uma igreja dedicada a São  Domingos, que seria inaugurada em1904,ainda que inacabada (sem torres e abóbadas  centrais).Importante destacar que a igreja foi construída após abolição da escravidão (1888)e praticamente após a proclamação da República – com o melhor do espirito livre e republicano próprio dos dominicanos.

É Sintomático que sua inauguração  tenha sido feita sob o  canto do Hino Brasileiro, da Marcha Pontifical e da Marselhesa (hino da França, mas sobretudo do espírito de liberdade e fraternidade).
Com a criação da Diocese de Uberaba, realiza-se em 1908 a posse de nosso primeiro bispo, Dom Eduardo Duarte Silva, entre as paredes e sobre o patrocínio  de São  Domingos. Ambos sacerdotes, peregrinos e servos neste vasto mundo.

   Tempos depois, enquanto torres eram derrubadas pelo ressoar dos canhões em vários cantos da Europa, a partir 1914. por conta do inicio da Primeira Guerra Mundial, neste canto do Brasil Central eram inauguradas as duas torres de São Domingos.

   Na década de 1940, a população urbana de Uberaba superou aquela ainda residente na zona rural, processo dez anos prematuro quando comparado à media nacional. Isso explica em grande parte o crescente numero de criações de paroquias pelo bispo Dom Alexandre  G.Amaral,que tornara posse em 1939.Deste referido processo, a primeira paróquia que viria a ser criada seria justamente a de São  Domingos em 1941,que haveria de permanecer sob o pastoreio  dos dominicanos e aglutinaria também a histórica igreja dedicada a Santa Rita.

    Destacamos ainda uma grande reforma em 1963, sob a administração de Frei Domingos Maria Leite e do arquiteto Carlos Millan: foram instalados novos altares, recolocado o telhado e reposto os vitrais .Em1981 – ano do centenário da missão dominicana no  Brasil – o  prefeito Silvério Cartafina apoiou uma nova reforma na  Igreja que substituiu estruturas de madeira por outras mais resistentes de metal.

   Atualmente, a Paroquia de São Domingos serve também como Casa do Noviciado da Ordem dos Pregadores e tem como pároco Frei Luís Antônio Alves.

Vitor Lacerda