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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

PRIMEIROS CARRINHOS DE CACHORRO-QUENTE (“HOT-DOG”) EM UBERABA


  Vou contar-lhes como surgiu um dos primeiros carrinhos de cachorro-quente(“hot-dog” é mais bonito,né?)em Uberaba, no ano de 1973 se a memória não me trai. Garoto ainda, o catarinense Rudy Eckes , deixou a família no sul do país e veio dar com os costados pelas nossas bandas, à tentar a sorte e um melhor meio de vida. Sem profissão definida, mas, potencial enorme de trabalho, Rudy encarou toda a sorte de serviço. Um dia, mercê a bondade da saudosa Maroquinha Cunha Castro, esposa do também saudoso Rodolfinho Rodrigues da Cunha Castro, alugou-lhe, sem fiador, o cômodo debaixo de sua residência, na rua Governador Valadares, esquina da 13 de maio, onde Rudy”fincou” seu boteco por muito tempo, aliás, ate o dia que precisou da garagem…
Aconselhado por amigos que conheceram a novidade (“hot-dog”)em Goiânia, Rudy comprou um velho “trailler” e tentou instalá-lo defronte ao então INPS, um pouco à frente de onde fora desalojado. Não deu sorte, encontrou barreiras. Foi à Prefeitura solicitar o alvará de funcionamento. –“Negativo!”, disseram-lhe os fiscais de posturas. “Trailler de cachorro-quente é prá currutela.Uberaba é cidade grande, não comporta isso”, disseram.

Frustrado, Rudy correu atrás do seu amigo, o saudoso padre Vicente Ambrósio, vigário da paróquia de S.Benedito, pedindo-lhe ajuda. O sacerdote cedeu-lhe, por empréstimo, um terreno no inicio da avenida João XXIII, Parque das Américas. Às v´esperas de mais uma Exposição de Zebu, instalou seu “trailler”. Aprendeu e esmerou na feitura (ou fritura?)do bife na chapa, comprou pão especial, tomate vermelho e introduziu tempero de mostarda e “catchup”no meio da carne com pão. O nome do “trailler” veio a propósito .pertinho do Parque Fernando Costa, na abertura da Exposição, morando na capital do zebu, não titubeou para escolher o nome do negócio “Zebu-dog”. O sanduiche fez sucesso, a freguesia chegou e o nome “colou como visgo”…

Só que o Pe.Vicente, precisou do terreno. Rudy teve que sair dalí.Alugou um terreno baldio na avenida Fidélis Reis, no centro da cidade. Fez muita propaganda da mudança de local para conhecimento dos fregueses. Azar! Não ficou muito tempo. O dono do terreno precisou da área para construir a sua loja de móveis. Pensou:-“ e agora para onde vou?” dolorosa interrogação. Sem alternativa, há mais de 30 anos, escolheu um local ermo,poucas casas, 2 pensões de viajantes, sem movimento, mato prá todo lado, era a praça Dr.Rebouças, mais conhecida como praça da Mojiana. “Sentou praça” no pedaço. O “zebu-dog” mudou-se prá lá.A freguesia foi atrás. Novos carrinhos de lanche apareceram. O movimento noturno da terrinha, mudou de eixo. Rudy, ativo, ampliou seu negócio.Comprou um terrenão no local e montou um salãozão de dança e deu o nome de “Forró do Rudy”. Sucesso! Quando a “mina secou”, aproveitou o salão e instalou um “rink” de patinação. Sucesso e dinheiro chegando.Na praça da Mojiana,hoje, proliferam bem instalados quiosques e muito movimento noturno com “fumo”, bagunça,gritaria, “cavalo de pau” e sujeira… O Rudy saiu do negócio que virou moda.No barracão do antigo “forró”, depois patinação, um cartaz:” aluga-se”…Rudy está aposentado. Espirita convicto, cuida de obras sociais…
Fecho “baú de memórias”.

Abraço agradecido do “Marquez do Cassú”