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domingo, 20 de fevereiro de 2022

XUXU, CASQUINHA e PIMPÃO

Édison Iglesias Campos, o popular Xuxu, virou nome de rua no bairro Tutunas de Uberaba. Pena não constar da placa a alcunha pela qual era mais conhecido.

Xuxu nasceu na cidade de Itaocara, em 8/11/1928, filho de Basílio Iglesias Campos e Emília Virgulina Campos, ambos artistas circenses espanhóis que imigraram para o Brasil, na década de 1920.
Além de viajar fazendo shows por todo o Brasil, ele também atuou ao lado dos Trapalhões, comandou o programa “Disquinho do Xuxu” da Tv Triângulo de Uberlândia, atuou nas rádios Difusora e PRE-5 e também fez apresentações no Canal 5, Tv Uberaba.

Imagens: 1 – Xuxu e 2 – da esquerda p/ direita: 
Hélio Rodrigues Maia (Cartolinha),
 Geraldo Barbosa, Xuxu e Marquinho

Em seu programa radiofônico Xuxu contava com a participação de Casquinha e Pimpão no papel de ‘escadas’, auxiliares na interpretação das situações ilarias. Um exemplo: - tinha um matuto que nunca vira espelho na vida, ganhou um e quando nele olhou achou que era foto do pai e começou beijar emocionado. Levou a novidade pra casa, guardou no fundo de uma mala, sempre aberta com emoção dizendo, antes de beijar: - "meu pai! meu querido paizinho”! Isso várias vezes. Sua mulher, desconfiada, também não conhecia espelho, esperou ele sair e foi ver o que ele escondia com tanto zelo. Ao ver a sua imagem refletida exclamou: - “então é isso! Eu sabia que ele estava enrabichado com essa sirigaita!” Imediatamente repassa a novidade para a mãe que acrescenta: - “mas minha filha, seu marido tem coragem de andar atrás desse canhão”?!

Me ponho a imaginar Casquinha e Pimpão fazendo as vozes femininas. Casquinha era interpretado por Júlio César Jardim, dono de voz cavernosa, mais ilaria nessa hora. Já o Pimpão, que antes era o Zumbi, é hoje um importante dirigente de empresa pública em nossa cidade, mas cujo nome só revelo se ele me autorizar.

Ao Xuxu e Casquinha, ambos já falecidos, e ao Pimpão eu só posso agradecer e dizer que deixaram grata lembrança no coração de muita gente, além de aproveitar para relembrar que:
Como num picadeiro circense / muitas vezes somos palhaços / em outras somos crianças / O céu que nos cobre é a lona / Para o espetáculo da vida

Moacir Silveira