segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Dia da Consciência Negra, vamos homenagear o líder da resistência à escravidão: Zumbi dos Palmares.

No dia em que é celebrado o Dia da Consciência Negra, vamos homenagear o líder da resistência à escravidão: Zumbi dos Palmares.

Zumbi liderou o Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas no Brasil Colonial. Embora tenha nascido livre, Zumbi foi capturado aos sete anos de idade e entregue a um padre católico, do qual recebeu o batismo e foi nomeado Francisco.

Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da luta contra a escravidão, lutou também pela liberdade de culto religioso e pela prática da cultura africana no País. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.

Desde 2003, com a aprovação da Lei 10.639, que instituiu o ensino da História e Cultura Afro-Brasileiras nas escolas, a data foi incluída no calendário escolar como o Dia Nacional da Consciência Negra. 

Viva Zumbi! Viva Dandara! Viva a Consciência Negra!


Valmir Assunção

domingo, 19 de novembro de 2017

Consciência Negra: um longo caminho para a liberdade




Da abolição da escravidão às cotas raciais, as lutas pela liberdade começaram há séculos e ainda não foram concluídas. Ainda há um longo caminho para o fim da discriminação racial.  Dia da consciência negra. Inscreva-se http://bit.ly/canaldoAndre

Prof. André Azevedo da Fonseca

Igreja Nossa Senhora do Rosário: 83 anos de História (1841 – 1924)

Dia da Consciência Negra, e assim trago um pouco da história da antiga Igreja do Rosário que foi demolida em 1924.

          A construção desse templo data-se em 1841 durante o período Imperial o qual, dentre tantas características, também foram marcado como um período escravocrata, e assim, continuava a pratica comum, de haver duas igrejas distintas, uma para negros ou conforme a expressão da época  “Homens de cor”e outras para os brancos, assim também, a construção que situou na atual Av.Presidente Vargas, no Alto do Rosário (atual bairro Estados Unidos),com a frente para a rua do Comércio, atual Artur Machado.

         Evidentemente, a participação nesse templo era majoritariamente negra e a após a sanção da Lei Áurea em 1888, também foi espaço de comemorações por parte dos negros,bem como a presença de Irmandades, que levavam como nome, São Benedito e Nossa Senhora do  Rosário.E,ao fazermos uma breve pesquisa no Lavoura e Comércio, que foi de grande circulação na cidade de Uberaba e também cidades vizinhas, encontra-se o registro de diversa comemorações dos dias 13 de Maio, por algum anos, inclusive com celebrações das festas religiosas, de São Benedito e também de Nossa Senhora do Rosário ,que eram organizadas pelas Irmandades.

Fundo da Igreja Nossa Senhora do Rosário

      Com o passar dos anos, e que mais que houvesse grande movimentação nesse templo, além de remeter a um passado histórico e principalmente de grande memoria dos negros, a deterioração do templo avançou, sobre tudo pela falta de recursos necessários e também, de certa maneira por pressões políticas, sejam elas ligadas ao  desenvolvimento  ou ainda, de cunho urbanístico ou de embelezamento, o templo foi demolido, sem consulta prévia a sociedade, por sanção do atual prefeito da cidade na época,Leopoldino de Oliveira, como apresenta a historiadora Raniele Oliveira (2012,p.4).
Escadaria da Igreja Nossa Senhora do Rosário

        Desta maneira, como já havia sido construída da Igreja de São Domingos, a grande manifestação religiosa daquele lugar, de certa maneira se convergiu para a nova Igreja e a antiga Igreja do Rosário ficou marcada na memória dos uberabenses.

Igreja Nossa Senhora do Rosário

      Atualmente, podemos remeter de certa maneira a esse passado e, ao transitarmos na Av.Presidente Vargas, podemos identificar um monumento do Zumbi dos Palmares, um dos símbolos da resistência à  escravidão negro,que faz memoria a todo esse passado histórico ,marcado pela resistência negra, na cidade de Uberaba.


Amanda Oliveira  

Historiadora