sexta-feira, 11 de setembro de 2020

AS MULHERES NO COLUNISMO SOCIAL

Oi, turma !( Gratidão é uma palavra que vem do fundo coração !)

Depois de Iná de Souza, no “O Triângulo”, Leila Venceslau, “Roxana”, no “O Triângulo – Faixa Azul”, Uberaba ficou uma boa temporada sem as mulheres à ocuparem espaços nos jornais e rádios, divulgando os acontecimentos sociais da santa terrinha. Iná de Souza, a precursora de tal atividade no jornal, tornou-se pioneira no rádio. Na “Difusora”, em 1956, ao lado de Joel Lóes, apresentou durante algum tempo, o programa social “Mesa de Pista”. Só encerrou sua carreira no rádio, quando aí, encontrou seu “ Principe Encantado”; locutor da emissora e estudante de Odontologia: Pedro Sarkis, de família de radialistas. Irmão de Adib e Raimundo Sarkis, tio do excelente e atuante Paulo Sarkis , cunhado de Toninho dos Santos, grande voz do rádio uberabense, no passado. Formado, casaram-se e transferiram-se para São Paulo, onde constituíram família. Estava encerrada a primeira etapa da “ sociedade no rádio”...

Em 1962 , novamente a “Difusora”, lança o excelente programa “Encontro com Marina”, cuja titular, Marina Marquez, figura de proa da juventude uberabense e uma das moças mais bonitas que Uberaba já conheceu. Pertencente a elite local, Marina, era de uma simplicidade contagiante. “Fazia” o programa como se fosse uma veterana. Entrevistava personalidades que visitavam a cidade ( cantores, atores, autores, músicos), com categoria ímpar. Aliada a essa condição, transmitia eventos, até então, nunca realizados na terrinha. Só cessou sua atividade quando desposou o médico Wandir Ferreira de Souza, ambos, de saudosa memória.

Mesmo com a chegada do “Jornal de Uberaba”, Paulo Silva, continuou dando as cartas no “Jornal da Manhã”, com a classe que Deus lhe deu. Teve a auxiliá-lo nas lides diárias e noticias “quentes”, a jovem Vera Arantes Campos, a “Trancinha”, durante algum tempo. Depois dela, uma mocinha, ainda estudante de jornalismo e posteriormente, Direito, faro jornalístico inato, Lidia Prata, que assinava “Larissa”, bem antes da filha Larissa ( que, hoje, também escreve no jornal...)ser sua dileta filha.

No “Lavoura”, Netinho, ops! “Galileu”, comandava a banda! Combalido com um diabetes que lhe fazia companhia, teve o apoio de uma das netas. Inteligente, brilhante, com os pais e avós. O “Observatório”, não morreu. Continua vivo na memória de todos nós, uberabenses. Em 1985, Fabiano Fidélis, retornando de Brasilia, onde fez morada por muitos anos, tendo como sócio seu amigo-irmão, Jayme Moisés, fundaram o “Jornal de Uberaba”, que veio para ficar.

Moderno, maquinário atual, teve à assinar sua coluna social, uma das moças cultas, capazes e empreendedoras da cidade, Virginia Abdalla. O sucesso, como era de se esperar, não tardou. Virginia, se superou. A coluna, se incorporou no hábito do leitor uberabense. Com razão. Com os percalços naturais que estamos atravessando, mesmo antevendo dificuldades, Fabiano e Jayme, convidaram outra notável personagem da vida social, cultural e financeira de Uberaba, a se incorporar ao jornal. Olésia Borges, família tradicional da terrinha, escreve com maestria, inteligência e simplicidade, os acontecimentos diários da sacrossanta terrinha. E como ...!

À época do jornalismo eletrônico, quase tudo mudou. Inclusive o papel. A “moda é a internet”. Espero que não tenha afetado o gosto pela leitura, o interesse pela noticia, a crítica e o elogio, próprios da sagrada missão de informar. Honesta e decentemente. Encerro, amanhã, minha peregrinação nesse terreno de areia tão movediça, lembrando os primeiros grandes nomes do colunismo social do Brasil. Até lá. Abraços do “ Marquez do Cassú”.


POSSE NA ACADEMIA DE LETRAS TRIÂNGULO MINEIRO

Oi, turma!(A felicidade é quase nada..)

Com a simplicidade que o momento exige, a Academia de Letras do Triângulo Mineiro (ALTM), pelo seu Presidente João Eurípedes Sabino, deu posse aos dois novos acadêmicos eleitos em janeiro deste ano. A pandemia que assolou o universo , não permitiu que o evento tivesse o público desejado e ansiosamente aguardado pelos familiares e amigos dos eleitos. Passados seis meses, ouvidos os demais acadêmicos, o presidente Sabino, usando das atribuições que o Estatuto da ALTM lhe confere, colocou o “pelerini” em Ani de Souza Arantes, na cadeira número 4, que pertenceu ao saudoso Thomaz de Aquino Prata, o nosso imortal e querido Padre Prata, uma das mais fulgurantes personalidades da Igreja Católica e expoente da cultura estadual.

Luiz Gonzaga Oliveira- Foto/Divulgaçao.

A mim me coube ocupar a cadeira número 15, onde teve assento a maiúscula figura do Doutor Luiz Manoel da Costa Filho, juiz de Direito aposentado, autor consagrado de livros de Direito e um apaixonado pela solução do problema do menor abandonado. Mineiro da zona da Mata, veio para Uberaba em 1971, depois de uma breve passagem por Coromandel; mostrando sua veia artística, fez fraterna amizade com Gerson Coutinho, que o Brasil reverencia , até hoje , com o apelido de “Goyá”.Com ele, compôs músicas belíssimas do cancioneiro sertanejo brasileiro.

Luiz Gonzaga Oliveira- Foto/Divulgaçao.

O professor Emérito Luiz Manoel , lecionou anos a fio na Universidade de Uberaba e foi também um dos fundadores da Universidade Federal de Roraima. Em Uberaba, dedicou especial carinho à causa do menor e um dos restruturadores do PROBEM, transformando-o em COMBEM, que prestou inestimáveis serviços sociais à juventude da santa terrinha. Com muito respeito e orgulho , vou ocupar a cadeira 15 que lhe pertenceu e não espero decepcionar. À ALTM, doutos acadêmicos que a ela pertencem, os meus agradecimentos pela escolha do nome desse humilde e modesto trabalhador das letras. Que Deus na sua infinita bondade, me dê luz, trabalho, perseverança e amor e poder ser útil à comunidade onde vivo.

(Luiz Gonzaga Oliveira)


SENTIDAS PERDAS

Oi, turma !( Aonde a vaca vai, o boi vai atrás...)

A galeria dos homens de bem da santa terrinha, a nossa amada Uberaba, está aos poucos, sendo desfalcada. Daniel Fabre, Fued Hueb, Abrãozinho Árabe e ontem, Urbano Salomão. Isso, em menos de 30 dias. Ao quarteto, a terrinha muito deve. No comércio, indústria, serviços, comunicação, foram baluartes e ousaram encarar dificuldades à enaltecer o crescimento e progresso da cidade que tanto amavam. Enfrentaram lutas e batalhas homéricas. Obstáculos quase intransponíveis; escalaram montanhas íngremes, passaram por lamaçais jamais vistos; percorreram estradas esburacadas; lutaram, brava e destemidamente, contra injustiças sociais; foram vencedores de disputas desiguais.

Seus familiares e amigos, podem se orgulhar dessa plêiade de homens que não se abateram diante das dificuldades que o dia a dia se nos impõe. Sempre empunharam a bandeira gloriosa de Uberaba. Os que se postavam contra ela, desfilavam de peito aberto, quem ousasse vilipendia-la. Homens de têmpera ! Valentes! Nunca fugiram à luta ! Uberaba, vai sentir, com muita saudade, suas eternas ausências. Abre-se um vazio na sociedade produtiva local.

Daniel Fabre, na sua simplicidade, foi um batalhador incansável , sempre agindo com destemor, à causa do associativismo de resultados. Que o diga o edificante CDL. Alí, foi onipresente. Fued Hueb, herdou da família, o esforço pelo trabalho. No velho armazém e depois na comunicação, deixou sua marca operosa; legado que passou aos filhos. Abrãozinho Árabe, quer nas causas sociais, comerciais e esportivas, era um “leão” (com a permissão da expressão de Lions Clube, uma bandeira que sempre defendeu) autêntico. Mostrava suas “garras” quando tentavam prejudicar os interesses de Uberaba.

Ontem, Uberaba, sepultou Urbano Salomão. Modelo de empreendedorismo, sempre ativo, deixou uma carreta de realizações na santa terrinha. Prá dizer a verdade, de forma indelével, foi um dos que modificaram e transformaram a plástica urbanística da terrinha. Sobrepujou barreiras. Enfrentou injustiças de concorrentes e olha que não foram poucas ! Nada o fez atemorizar! Era um forte, apesar de humilde. Vácuo irreparável e irrecuperável.

Mãos limpas, Abrãozinho, Fued, Daniel e Urbano, levaram vida singela. Sem ostentação. Trabalharam de sol a sol; com chuva ou sem chuva; noite e dia. Dedicados a cidade, amigos aos milhares, jamais foram seduzidos pelo “canto da sereia” da política. Bem que tentaram desvirtuar seus caminhos e objetivos. Acenaram-lhes com as mais mirabolantes propostas. O caráter, a conduta ilibada, cidadania e bons costumes herdados das famílias, não foram suficientes para que mudassem a “ rota” da seriedade, honestidade e trabalho.

Preferiram optar pela labuta diária, fora da política. Pertencem a galeria dos empresários bem sucedidos e que não foram “ picados pelo mosquito tzé-tzé”, comum entre os políticos. Porém, vão figurar na “galeria de honra” dos uberabenses autênticos e que amaram a cidade!
Grato pela leitura e receba o fraterno abraço do “ Marquez do Cassu"

O CASO DAS BANANADAS

Morávamos na Rua Sete de Setembro e a lotérica era, como é até hoje, na Arthur Machado, só que do outro lado da rua e no número 81, tendo como vizinhos a loja do Sr.Benzinho (o porquê do apelido me escapa agora) à direita, e o salão de barbearia do João Speridião (vivo até hoje) à esquerda.

Invariavelmente, meu pai saia da lotérica às 11 da manhã, comprava algum doce, almoçava, comia o doce, fazia a “siesta” e descia em torno das 14h.

Pois bem, um belo dia fazendo o já citado trajeto de ida, comprou umas bananadas que se vendia em pedaços, e passou na loja Laterza e Fantato (loja de materiais elétricos no 5º quarteirão de propriedade do Sr. Elmo Fantato) para comprar um disjuntor ou algo do gênero.

Chegando em casa percebeu que esquecera o saquinho de bananada, e como só havia parado naquela loja, deduziu que só poderia ter esquecido lá.

Cumprido o ritual da siesta, desceu a ladeira Estados Unidos, virou à esquerda na Artur Machado, e entrou novamente na loja do amigo Elmo para resgatar suas bananadas.

Trabalhavam ali além do Sr. Elmo uns quatro ou cinco atendentes mais um caixa.
Como o Elmo não estava, meu pai perguntou pelos doces ao balconista que o havia atendido e percebeu de pronto pela troca de olhares culposos que seus doces haviam sido divididos e consumidos pelos atendentes.

Diante da negativa dos folgados, gozador que era e como “bom cabrito não berra”, Caparelli deu uma pensadinha e informou, fazendo cara de preocupação:

- Sabe o que é? No caminho de casa esqueci um embrulhinho com umas bananadas e como passei em três lugares, não sei onde foi.

- O Fausto (Fausto de Martino, farmacêutico antigo da Artur Machado) injetou veneno de rato para eu levar para o rancho porque tem uns que não caem em ratoeira de jeito algum.

E completou:- Bem, se não foi aqui, deve ter sido em outro lugar, e saiu pensativo...

(Marcelo Caparelli)

Vice-prefeito Ripposati morre em Uberaba

Após 14 dias internado na UTI


Durante sua vida pública atuou na defesa das comunidades com responsabilidade e transparência

É com pesar que informamos que o vice-prefeito João Gilberto Ripposati veio a óbito hoje (11), após 14 dias na luta contra a Covid-19. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Domingos, desde o dia 28 de agosto, quando sentiu dores no estômago e dificuldades para respirar. O velório está sendo organizado e seguirá os protocolos exigidos pela pandemia. A Prefeitura de Uberaba está decretando luto oficial de três dias.

João Gilberto Ripposati 

Ripposati, tinha 59 anos, era filho do servidor aposentado da Epamig João Ripposati e Adélia de Carvalho Ripposati (in memoriam). Casado com Marilene Fernandes de Freitas Ripposati, com quem teve três filhos – Gleidson, Kelly e Vinícius, e três netos – Alice, Francisco e Melissa. Ripposati foi funcionário público da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), líder comunitário e desenvolveu vários trabalhos voluntários.

Em 2016, foi eleito vice-prefeito na chapa encabeçada por Paulo Piau, com 75.251 votos. O pleito foi decidido em único turno. Em 2108, pelo PTB disputou a eleição para deputado estadual, quando obteve 6.735 votos, não conseguindo eleger-se. Em 1998, pelo PDT, concorreu a deputado federal alcançando 7.278, o que lhe garantiu uma suplência, na ocasião.

Esteve por quatro mandatos como vereador (1997 a 2000; 2001 a 2004; 2009 a 2012 e de 2013 a 2016). Foi autor de leis importantes no município de Uberaba que são referência nacional, como o Projeto de Lei 7.058/99 Programa Plantando e Colhendo Saúde (Hortas Urbanas); Mutirão das escrituras que já atendeu a quase dois mil mutuários.

Também foi autor da Lei 9.638/2005 que instituiu o Casamento Comunitário, onde a cada ano mais de 100 casais se unem em matrimônio. Ainda de sua autoria o Projeto de Lei 11.528/2013 que criou a Farmácia Viva/ Fitoterápica. Programa de incentivo da soja na alimentação humana; Educação Alimentar (conscientização obesidade) entre vários outros voltados à comunidade. Teve papel fundamental na luta para instituir o Plano Diretor de Peirópolis desde 1997.

Ripposati teve importante atuação na defesa da duplicação e melhorias na BR 050, especialmente no trecho urbano, em Uberaba. Era conhecido por sua dedicação no estudo e elaboração de projetos, além da defesa que fazia em prol das comunidades.

*Prefeito.* De 16 a 29 de julho de 2019 assumiu o cargo de prefeito durante licença do titular, Paulo Piau.
Também durante o mandato de vice-prefeito, Ripposati assumiu de fevereiro a abril de 2018 a presidência da Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (Cohagra).

Enquanto presidente Interino da Cohagra no curto espaço de tempo, Ripposati desenvolveu várias atividades, entre elas, elaborou o plano de estudo para a aprovação e revisão dos direitos dos trabalhadores efetivos referente aos percebimentos de quinquênio e férias prêmio; elaborou a revisão do Plano de Cargos e Salários para os servidores da Cohagra; criou o Projeto Habita Cohagra; deu prosseguimento ao Programa Minha Casa Legal, que visa a regularização fundiária de áreas já ocupadas há muitos anos por famílias que sempre residiram e esperam a titularidade de seus imóveis, começando pela Chácaras Bouganville.

Ainda durante o período de gestão a frente da Cohagra, foi implantado o sistema de acompanhamento e fiscalização nos empreendimento do Minha Casa Minha Vida (MCMV).

Ripposati começou a sentir os primeiros sintomas da Covid-19 em 18 de agosto. No dia 19, esteve em um pronto socorre de hospital particular, onde passou por exames e foi medicado. No dia 22, recebeu a confirmação da testagem positiva. Já no dia 29, com dores no estômago e dificuldades para respirar, foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Hospital São Domingos, onde permaneceu até seu óbito, na tarde de hoje.


*Jornalista Marconi Lima*
*11/09/2020*





segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Morre empresário e diretor-presidente e fundador da Rádio Sete Colinas em Uberaba

 Fued Miguel Hueb/ Divulgação.


É com grande pesar que noticiamos o falecimento do empresário e diretor-presidente da Rádio Sete Colinas, senhor Fuad Miguel Hueb ocorrido hoje, 10/08/20, aos 89 anos de idade. Casado com Lourdinha da Cunha Hueb (In-memória), ele deixa os filhos Fuad Miguel Hueb Filho; Flávio Hueb; Fabiano Hueb; Cristina da Cunha Hueb Barata de Oliveira; Márcia Hueb Sabino de Freitas; Beatriz Hueb Mattar e Janice Hueb, além de netos e bisnetos.

 O sepultamento foi às 17h30, no cemitério São João Batista.

Uberaba em Fotos presta suas condolências à família e amigos.


domingo, 26 de julho de 2020

Vista aérea do Centro da Cidade de Uberaba na década de 1930

Na década de 1930, os aviões do Correio Aéreo Militar da Aviação do Exército (mais tarde renomeado Correio Aéreo Nacional) visitavam com regularidade a cidade de Uberaba, que fazia parte da "Rota do Tocantins", rumo ao norte do Brasil. Nas passagens pela nossa cidade, produziram algumas fotos aéreas, que agora estão nos arquivos do Musal, o Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro.


Centro de Uberaba visto a partir do Alto da Boa Vista.


No primeiro plano aparece a linha de trem da Companhia Mogiana, com a antiga estação e as oficinas situadas na atual Rua Menelick de Carvalho.

Praça Rui Barbosa e a Catedral.

Seguindo a Rua Artur Machado, chega-se ao centro da cidade, onde se vê a Praça Rui Barbosa e a Catedral. Mais ao fundo, o prédio do Senai (que na época da foto alojava o 4º Batalhão da Força Pública Mineira). A Avenida Leopoldino de Oliveira estava tendo seu primeiro quarteirão aberto, com o córrego canalizado a céu aberto. O Grande Hotel e o Cine Metrópole seriam construídos poucos anos depois.

Colégio Diocesano e os currais da Sociedade Rural do Triângulo Mineiro.

No canto superior direito da foto, o Colégio Diocesano e os currais da Sociedade Rural do Triângulo Mineiro (antecessora da ABCZ) onde aconteciam as Exposições de Gado Zebu antes da inauguração do Parque Fernando Costa.

Estação da Mogiana na atual Rua Menelick de Carvalho

Detalhe da Estação da Mogiana na atual Rua Menelick de Carvalho, com a rotunda das locomotivas, oficinas e armazens. Curioso notar que antiga Praça da Gameleira (onde hoje fica a Concha Acústica) era um pequeno bosque na época.

A rotunda de locomotivas da Mogiana em Uberaba.


Uberaba visto a partir do Alto da Boa Vista.

Na década de 1930, os aviões do Correio Aéreo Militar da Aviação do Exército (mais tarde renomeado Correio Aéreo Nacional) visitavam com regularidade a cidade de Uberaba, que fazia parte da "Rota do Tocantins", rumo ao norte do Brasil. Nas passagens pela nossa cidade, produziram algumas fotos aéreas, que agora estão nos arquivos do Musal, o Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro.

Vamos publicar algumas delas, começando por essa foto feita em junho de 1937, que mostra o centro de Uberaba visto a partir do Alto da Boa Vista. No primeiro plano aparece a linha de trem da Companhia Mogiana, com a antiga estação e as oficinas situadas na atual Rua Menelick de Carvalho.
Nos comentários estão alguns detalhes ampliados da imagem, para facilitar a identificação.


No canto superior direito da foto, o Colégio Diocesano e os currais da Sociedade Rural do Triângulo Mineiro (antecessora da ABCZ) onde aconteciam as Exposições de Gado Zebu antes da inauguração do Parque Fernando Costa.


Praça Santa Terezinha, em cartão postal da década de 1930. Essa igreja, inaugurada em 1929, deu lugar a uma maior, construída nos anos 1960.



Praça Santa Terezinha, fotografada em 1937. A igreja que aparece na imagem, inaugurada em 1929, deu lugar a uma nova construída nos anos 1960.Fonte: Musal: Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro.



     Prédio da Santa Casa de Misericórdia, em foto aérea tirada em 4 de junho de 1935. Fonte: Musal - Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro. 

Mercado Municipal, Penitenciária e Colégio Nossa Senhora das Dores, em foto aérea tirada em 4 de junho de 1935.
Fonte: Musal - Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro.

Detalhe da foto destacando a Fábrica de Tecidos e o terreno da antiga Associação Atlética do Triângulo em 1º de junho de 1935
Foto acervo do Musal – Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro.



Ampliando um detalhe dessa foto, dá para ver o prédio do terminal velho do Aeroporto, que foi construído por volta de 1940 (não sei a data exata) e tinha até um pequeno restaurante. Ele foi demolido logo depois da inauguração do terminal novo.


Vista aérea do Campo de Aviação de Uberaba, em junho de 1937
Foto do acervo do Musal: Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro.


Matéria da Revista Fru-Fru


Matéria da Revista Fru-Fru publicada na edição de junho de 1934, sobre a inauguração dos voos da VASP em Uberaba, ainda com os aviões Monospar. Aparentemente o hangar ainda não existia. Os primeiros pousos da VASP na cidade foram em fevereiro de 1934, mas os voos comerciais só começaram em 31 de março.




O Campo de Aviação visto por outro ângulo, provavelmente em outubro de 1934 quando a VASP passou a fazer os voos com o DH-84 Dragon. Notem que, em comparação com a foto de 1937, algumas construções ainda não existem, nem o nome da cidade sobre o telhado do hangar.


Detalhe da vista aérea do Campo de Aviação de Uberaba, em junho de 1937. Foto do acervo do Musal: Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro

Detalhe da foto aérea do Rio Grande em junho de 1937, mostrando a ponte rodoferroviária da Companhia Mogiana, entre as cidades de Delta-MG e Igarapava-SP Foto do acervo do Musal: Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro.


Foto aérea do Rio Grande, na divisa dos Estados de Minas Gerais e São Paulo, em junho de 1937. Ao fundo, a cidade de Igarapava.
Foto do acervo do Musal: Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro



Detalhe da arquibancada do Hipódromo do Jockey Clube e da estação ferroviária da Cia Oeste de Minas em 1º de junho de 1935

Foto do acervo do Musal – Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro. 


Foto aérea do Bairro de São Benedito, com o Hipódromo do Jockey Clube e a estação ferroviária da Cia Oeste de Minas em 1º de junho de 1935


Foto do acervo do Musal – Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro.


Mais uma foto aérea de Uberaba, essa realizada no dia 6 de janeiro de 1935, pelos pilotos do Correio Aéreo Nacional.

A imagem mostra de cima o antigo hipódromo de Uberaba, conhecido como "Prado de São Benedito" que, nessa época, pertencia ao Jockey Clube. Aberto no início do século, no ano de 1911 sediou a primeira grande Exposição de Zebu realizada em Uberaba. Até a inauguração do Campo de Aviação em 1934 (onde hoje é o Aeroporto) esse hipódromo funcionou como campo de pouso para os aviões que visitavam a cidade.

Contornando em uma grande curva o hipódromo está a linha férrea da Companhia Oeste de Minas (depois renomeada Rede Mineira de Viação) que seguia pelo traçado da atual Av. Francisco Pagliaro até chegar em uma estação precária (pouco mais que um barracão) que ficava ao lado de onde está hoje a Rodoviária de Uberaba.

No primeiro detalhe ampliado, é possível ver a arquibancada do hipódromo, os armazéns da Estação e a linha do trem.

Na parte de cima da foto (ampliada no segundo detalhe), aparece o prédio antigo da Fábrica de Tecidos (onde hoje funciona a loja Casas do Babá) e, do outro lado da Av. Alberto Martins Fontoura Borges, um enorme terreno onde, na década anterior à essa foto, funcionava a sede e o campo de futebol da Associação Atlética do Triângulo (sucessora do time Red & White).


Estação de Trem da Oeste de Minas
Existem pouquíssimas imagens da Estação de Trem da Oeste de Minas. Segundo a imprensa da época, era pouco mais que um casebre. Foi demolida no início dos anos 1970.








O campo da Associação Atlética do Triângulo em 1921.

A arquibancada do Prado de São Benedito, por volta de 1920.


A Fábrica de Tecidos, por volta de 1930.


Detalhe da foto aérea destacando a Fábrica de Tecidos e o terreno da antiga Associação Atlética do Triângulo em 1º de junho de 1935
Foto do acervo do Musal – Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro.


Detalhe da arquibancada do Hipódromo do Jockey Clube e da estação ferroviária da Cia Oeste de Minas em 1º de junho de 1935
Foto do acervo do Musal – Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro.


Foto aérea do Bairro de São Benedito, com o Hipódromo do Jockey Clube e a estação ferroviária da Cia Oeste de Minas em 1º de junho de 1935

Foto do acervo do Musal – Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro.




Mais uma foto aérea de Uberaba, essa realizada no dia 6 de janeiro de 1935, pelos pilotos do Correio Aéreo Nacional.

A imagem mostra de cima o antigo hipódromo de Uberaba, conhecido como "Prado de São Benedito" que, nessa época, pertencia ao Jockey Clube. Aberto no início do século, no ano de 1911 sediou a primeira grande Exposição de Zebu realizada em Uberaba. Até a inauguração do Campo de Aviação em 1934 (onde hoje é o Aeroporto) esse hipódromo funcionou como campo de pouso para os aviões que visitavam a cidade.

Contornando em uma grande curva o hipódromo está a linha férrea da Companhia Oeste de Minas (depois renomeada Rede Mineira de Viação) que seguia pelo traçado da atual Av. Francisco Pagliaro até chegar em uma estação precária (pouco mais que um barracão) que ficava ao lado de onde está hoje a Rodoviária de Uberaba.

No primeiro detalhe ampliado, é possível ver a arquibancada do hipódromo, os armazéns da Estação e a linha do trem.

Na parte de cima da foto (ampliada no segundo detalhe), aparece o prédio antigo da Fábrica de Tecidos (onde hoje funciona a loja Casas do Babá) e, do outro lado da Av. Alberto Martins Fontoura Borges, um enorme terreno onde, na década anterior à essa foto, funcionava a sede e o campo de futebol da Associação Atlética do Triângulo (sucessora do time Red & White).


(André Borges Lopes)


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sábado, 25 de julho de 2020

A missa dos mortos

Num povoado vivia uma viúva que guardava com muita devoção a lembrança do marido. Cada ano de morte mandava celebrar uma missa pelo seu aniversário em sua devoção.

Avisava sempre os amigos e parentes o dia e o mês, já que não havia jornal naqueles páramos.

Numa noite levantou-se e de sua janela avistou a igreja iluminada por velas que ardiam provavelmente no altar.

Vestiu-se e resolveu ir até lá. Chegou. Tomou água benta e se sentou. O padre não estava lá e a seu lado e na nave enxergou homens e mulheres com os rostos ocultos.

A viúva teve um arrepio de frio e ajoelhou-se. Neste cenário começou a missa, sem que se ouvisse a voz do padre. Quando o coroinha fez soar a campainha, nada se ouviu. Não levara dinheiro para esmola e no aperto da situação colocou seu anel sem que o mesmo fizesse qualquer barulho.
Encerrada a missa, o oficiante acompanhou-a até a porta.

Quem seria o padre? E o coroinha? Não os conhecia. Ao voltar os olhos para traz já não mais viu os assistentes, mas notou as velas estavam apagadas. 

Retornou a sua casa e levantou-se mais tarde do que de costume.

Apareceram os vizinhos assustados e lhe disseram estranhar sua ausência à missa do marido.

A viúva protestou e disse que assistira a missa na noite que passara e o que estranhou foi a falta dos convidados. Buscaram o vigário e ele confirmou que apenas celebrara a missa do dia seguinte e não a da noite.

Convicta, asseverou: “estive presente à missa! Mas logo estranhei porque não foi o senhor que a celebrou, e sim outro vigário desconhecido”.

Lembrou que tinha deixado a aliança como espórtula que se encontrava incrustada no altar.
E o sobrenatural se fez presente ante os fatos. Todos compreenderam então que aquela missa era a dos mortos de todo o povoado a que a pobre viúva havia assistido.

HUGO DE CARVALHO RAMOS MAGALHÃES

Membro do Instituto dos Advogados de Minas Gerais.



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Cidade de Uberaba

Guia turístico

Revisitando arquivos, encontrei o Guia Turístico Uberaba 72 (ano do sesquicentenário de uma cidade consolidada, que já contava com a Cemig e Codau), editado pela Secretaria de Promoção e Turismo. O guia traz fotos de Chico Xavier e lugares como Uirapuru, Country Clube, praça Rui Barbosa, Igrejas Catedral, Santa Rita, São Domingos, e edifícios do centro, inclusive o majestoso Grande Hotel. E cita folclore e artesanato locais, Concha Acústica, Exposição de Gado Zebu, Distrito Industrial, TV Uberaba, Hospital Hélio Angotti e os clubes Sírio, Uberaba Tênis, AABB e Associação Esportiva e Cultural.

Com 45.000 estudantes e 150.000 habitantes, esta cidade universitária contava com Academia de Letras do Triângulo Mineiro, Conservatório, Instituto Musical, faculdades de Filosofia e Letras, Direito, Engenharia, Odontologia, Ciências Econômicas, Medicina, Enfermagem. O guia traz fotos da Universidade do Triângulo Mineiro, Biblioteca Municipal, Colégio Estadual de Uberaba (Castelo Branco).

E cita artistas: Fantato, Ovídio Fernandes, Elizabeth Van Winkel, Anita Válio, Mirtes Bruno, Uraci Sabino, Zolinha, Inês Marzola, Maria Helena Cruz, Irmã Maria Angélica, Helena Gultzgoff, Yuri Pucci. Destacavam-se os jornais diários Lavoura e Comércio (70 anos) e Correio Católico, depois, Jornal da Manhã, com sede própria e novo maquinário.

Bons hotéis recebiam visitantes: Grande Hotel, Palace, Regina, Mauad, Brasil, Hotel do Comércio. Restaurantes ofereciam comida sofisticada ou a típica mineira: Galo de Ouro, Polenta, Avenida, Três Coroas, Churrascaria Itararé, Restaurante Jóquei Clube, Pinguim, Zote, Kazão. O estádio Uberabão, ainda um projeto, abrigaria 50.000 espectadores.

Nos primórdios do Triângulo Mineiro, foi fundado o Arraial do Desemboque. Major Eustáquio (comandante dos Sertões da Farinha Podre) formou um povoado às margens do córrego das Lajes, confluência com Rio Uberaba. Em 1836, o arraial tornou-se Vila de Santo Antônio de Uberaba; mais tarde, cidade.

Hoje exímios escritores uberabenses, sites e Guia Sei trazem a história, pontos turísticos, curiosidades e serviços oferecidos pela cidade – informações úteis para uberabenses, turistas e estudiosos do assunto. Investir em serviços, inclusive revigorando o turismo, é promover o crescimento da cidade.

03/11/2015

Mário Salvador



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Cidade de Uberaba

ABANDONO

Noite dessas resolvi dar um “rolê” pelo centro da cidade. Queria lembrar a minha Uberaba dos anos 60; rua Artur Machado, avenida Leopoldino, os bares e restaurantes que freqüentava com os amigos, muitos deles, hoje, já no plano espiritual, ao lado direito do Criador. Queria sentir um pouco de saudade, reminiscências dos longos “bate papos”, as casas comerciais, ver de novo, a vitrine iluminada de “A Noiva”, do Primo Ribeiro, o “vai e vem” chamado “footing” das lindas moças de sorriso aberto, cabelos esvoaçantes, subindo e virando para o Metrópole, os moços na beirada da calçada, dirigindo-lhes frenéticos e saudáveis elogios... a pequena parada no bilhar “Atlântico”, do Valdemar Vieira, subir as escadarias da Associação Esportiva e Cultural; descer e saborear o cheiroso cafezinho do “Café Uberaba”, fazer a “ rodinha” no “Ramon Rodrigues, ” e gozar da alegre companhia do Renatinho Frateschi, “barman” por excelência.

Pensei:-“ Viro a esquina, cumprimento o Toninho e o Ernani Camanho, no “Guarani” e faço uma pequena parada no “Buraco da Onça”, encontro o Perigoso, o Netinho e o Zito Sabino , “encho o saco” do Romeu e dou um “cascudinho” no “Cebolinha”. Dou uma olhada no “Galo de Ouro”, sempre cheio, cumprimento os garçons, Jesuino, Zezinho e Cacildo, dou um “alô” para o Alaor Carlos, cinqüenta anos, gerenciando as firmas do Hugo Rodrigues da Cunha (Cinema, restaurante e hotel). Sigo em frente, abraço o “Quinzinho, do Tip-Top”, bebo a “Antártica” que o Drumond sabe que eu gosto, sento com o Ramon Rodrigues, que me espera já com a “Caracu” pela metade...No Metrópole, acaba e filme e o comentário é a beleza da Gina Lollobrigida...

Meu Deus ! vocês já foram no“calçadão” e Leopoldino, depois das oito da noite ?Que decepção! A Artur Machado ,outrora fulgurante,fervilhante e iluminada, gente prá lá e prá cá, bares abertos, ficou apenas nos meus pensamentos. O “calçadão” ,à noite, é de dar medo!

Um convite a depressão .Fiquei desesperado!... Parecia um lugar de fantasmas! Nenhuma “viv’alma” nem pra cumprimentar O lixo amontoado no inicio do “calçadão”, a iluminação parecia “tomate seco”. A solidão fez morada no trecho. Assustado, vejo tudo fechado ! De repente, passa um carro na avenida. Freia rápido, um grande “quebra molas”, liga a avenida a Artur Machado. Ninguém por perto. O “pisca-pisca” do farol, me alerta. Vem chegando um ônibus. É o tal de BRT. No meio da avenida, uma ”cerca de fazenda”, divide aquele trecho...

Não tem “Marabá”,”Guarani”,Buraco da Onça”, “Galo de Ouro”,”Tip-Top”, “Metrópole”, “A Noiva”,Bilhar Atlântico”...nada ! O córrego sumiu, o balaustre acabou, o “footing’, já era... Em seu lugar, um “monstrengo” tubular, escuro, sem ninguém dentro. Estação BRT, me contaram. Passos largos e apressados, cheguei na praça dos Correios. Era um “miolo” de cidade assustada, prédios pichados , alguns poucos coitados, “noiados”, me pedem uns trocados . De táxi, um único estacionado na praça, me leva prá casa. Sem querer, enxuguei as lágrimas que corriam no meu rosto. Decepção ? Mais que isso. Fui no centro da cidade, que tanto amo e que não era mais a minha Uberaba, meu amor... (Luiz Gonzaga de Oliveira)

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Cidade de Uberaba

O ANTIGO GRUPO MINAS GERAIS. 76 ANOS !!!

Das mais tradicionais escolas uberabenses, por lá já passaram milhares de alunos. Fui um deles, lá ingressando em 1949. O Grupo Minas Gerais teve sua criação em 4 de outubro de 1927 mas as aulas se iniciaram em 10 de julho de 1944, quando se efetivou sua instalação. A denominação de Escola Estadual Minas Gerais ocorreu em maio de 1974. Um de seus felizes alunos trago lembranças inesquecíveis.

- Meninos, não se esqueçam de decorar a tabuada ! – Crianças, a primeira comunhão está chegando! ( muitos aguardavam a mesa cheia de bolos e doces pós comunhão!) – Quem não souber a lição de História, na ponta da língua, castigo!. Eram as eternas mestras de saudosas lembranças.
A Prof. ESMERALDA ROCHA BUNAZAR foi a primeira Diretora e por lá ficou 18 anos! Entregou sua vida àquele educandário. O primeiro turno funcionava das 7,30 às ll,3O, com as Professoras Duma Jane Silva, Wany Corrêa, Dione Soffiatt, Elda Barcelos, Leonilde Catella, Maria Tereza de Melo, Suzette Cerqueira e Chamis Bittar. 775 alunos foram matriculados.

No ano em que me formei, 1952, éramos os seguintes alunos: Albano Plantamar Oliveira //Adelina Maria Campos //Alcino Maniezza //Aluizio Ferreira Dias //Antônia Aparecida Mendonça// Antônia Rodrigues //Antonieta Otávia Nascimento //Antônio Carlos Salge //Antonio Luciano Vanunci //Antonio Pucega Filho //Antonio Rezende //Antônio Romeu Rocha //Arzane Oliveira Plantamar //Auricedes Alves Moreira //Benedito Silva //Calixto Miguel Hueb //Celso Machado Diniz //Clair Almeida Carvalho //Claudemiro Raiz Monteiro //Dalcy do Carmo //Georgeta Otávia Nascimento //Glicon Cardoso Ferreira // Hely Araújo Silveira// Hélio das Virtudes// Hélio Silva// Heloisa Maria Gomes// Idilberto José Prata//Irani Rodrigues// Ivone Laura de Castro// Ivone Maria Cunha// Jairo Antônio Souza//Jamile Abrão//Joana de Almeida//João Batista Borges//João Bosco Rodriugues//João Ivo de Freitas//João Nunes da Silva// João Pereira Silva//José Antônio Guimarães// José Atenécio Narciso//Maria Marta Vitorazzi//Marina Almeida//Mauro de Souza Tonelli//Milton Felix//Munir Miguel Dib//Natalina Divina Machado// Neide Maria Silva //Nélio Donald Max //Nilda Aparecida Calabrês //Olavo Sabino de Freitas Júnior// Oscar José de Castro Lacerda//Osmar Félix //Pedro Adalberto Gigliotti //Rafael dos Reis //Reinaldo Toneli // Rodrigo Sarmento// Rolemberg Pinheiro //Ronaldo Silveira //Rosa Helena Silveira//Rosália Aparecida Bunazar Outra turma: 
Danilo Alves Freitas //Diana Borges //Duma de Oliveira ///Duma Soares Santos //Dinorá Lucas de Freitas //Djalma Nonato //Domingos Juliano//Edith Maria Oliveira //Edma de Oliveira //Edna Lúcia Pontes // Elmira de Moura// Erasto de Melo Vasconcelos // Euclides Leal Sene// Eunice Gaspar //Eunice Rossi //Eurípedes Parreira //Fausto Souza Pinto // Garivaklo Cândido Naves// José Gilberto Anceilo// Juarez Alves de Souza //Leide Barbosa// Lúcio das Virtudes //Luiz Ernesto Silva Oliveira// Luiz Gonzaga Hueb// Luíza Helena Mareli //Luzia de Almeida// Marcos de Castro Alves //Marcos José Terra //Maria Alice Minari Faria //Maria Eurípedes dos Reis //Maria Helena Angoti //Maria Helena dos Santos / Maria José Pereira de Souza// //Maria Júlia da Silva //Maria Leal de Sene Maria Madalena Baldo //Sebastião Cortês //Sebastião Nascimento //Selma Aparecida Prado //Sílvio Silva //Sinonar Totoli// Sónia Terezinha Salge// Sônia V. Mendes //Teresinha de Jesus Mata// Viária de Azevedo Oliveira //Wagner Alves Silva //Waldir Lucas Ribeiro //Wanderlei Alves //Wilson Maurício de Souza //.

PROFESSORAS: ESMERALDA ROCHA BUNAZAR.(Diretora) Aída Riccioppo //Alda Sebastiana Toledo //Cecília Talarico //Elda Barcelo //Elza Calixto Hueb //Eunice Alves //Hermantina Riccioppo //Iracema P. Machado //Isolina Lima //Jair de Abreu Machado Maia //Juraci Veloso Guimarães //Luzia Restivo Maluf //Maria Aparecida Cardoso //Maria de Lourdes Andrade Braz //Maria de Lourdes P. Costa //Maria Helena Pepp //Maria Teresa de Meio //Nair Fidalgo Jardim //Neide Martineiii //Ofélia R. Ferreira de Godoy //Rita Ribeiro da S. Fontes //Suzette Pontes Cerqueira.

( Cel Hely Araújo Silveira – Uberaba, 10 de julho de 2020 -76º aniversário de instalação. )


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Cidade de Uberaba

O sábado e eu.

Hoje mais um sábado pandêmico me olha atento, desesperado, observando cada movimento meu.
Procuro em cada canto o encanto que por enquanto se perdeu.

E o sábado me invade com seu olhar que agora é de Morfeu e me apavora oferecendo o silêncio de quem já morreu.


E o sábado continua a me devorar, amputando-me a condição de quem já correu com as próprias pernas e passeou no relento, bebendo vento e desafiando o firmamento.
E o sábado está, com ar de cumplicidade com a doença, me aprisionando.


E ele segue me acuando, em tocaia, como que se me convocasse a provocá-lo ou o convidasse ao diálogo.

Mas o que dizer a este sábado modorrento? Será que o convenço? Parece que ele já sabe o que penso. Me conhece há tanto tempo.

Mas de qualquer forma ele anda diferente, amanhece diferente, anoitece insolente sem se despedir quando o domingo vem vindo


E eu que neste momento o habito sem poder desembarcar do calendário, percebo, saindo do meu imaginário, a entrada do aroma de outro sábado com cheiro de rua, de gente, de bares, de cantares e de luares de prata.

É, mas o sábado parece não me querer nostálgico. Me chama novamente à realidade e decreta em proclamas nossa difícil união. Estamos irremediavelmente inseparáveis. Ele, o sábado, não me reinventa e eu sei que ele não aguenta se recordar de como ele era.


Aí ele chora, porém se recompõe e me devora, de novo, com seu olhar fulminante, inerte, sem sair da toca.

E o sábado daqui um pouco vai embora e vai levar consigo, na sua memória, a nossa história, vai me fazer vazio madrugada afora. E o domingo, coitado, ao entrar, vai pagar o pato que o sábado deixou do lado de fora.

Um novo sábado haverá de ser o babado. Eu assim espero, mesmo que os astros não apontem. Aguardemos, ele virá.


Lu C R Campos - Julho 2020

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Fazenda Melancia, Distrito de Água Comprida, próximo a Uberaba MG

Contar a história da Fazenda das Melancias é contar a história da Família Junqueira, começando por Francisco Antônio Junqueira, desde sua migração para o Brasil, vindo de São Simão Junqueira, em Portugal.

Presume-se que a data de fundação da Fazenda das Melancias seja entre 1816 – quando a família se fixou no território da Fazenda Invernada, na atual cidade de Morro Agudo, no Norte de São Paulo – e 1842, quando o nome da nova moradia da família aparece citado em carta de Francisco Junqueira à sua filha Maria Clara.

Com a morte de Francisco, em 1848, a fazenda foi herdada por seu filho João Francisco Diniz, que se mudou para lá, após o casamento com Francisca Eulália Teixeira. Político atuante em Uberaba, João Francisco foi agraciado pelo imperador com a patente de tenente-coronel em 1858, encarregando-se de arregimentar e organizar grupos de voluntários para a campanha, durante a Guerra do Paraguai.

Quando faleceu, em março de 1884, a Fazenda das Melancias passou para as mãos de seu quinto filho, José Américo Teixeira Junqueira, que incentivou a agricultura e pecuária, bem como a instalação de sistema telefônico e rede elétrica. Após a morte deste, em 1940, a propriedade passou a pertencer a seu genro, Pedro Ribeiro de Andrade, e, em 1961, foi herdada por seu filho Roberto Junqueira de Andrade. Atualmente a fazenda pertence a Analtiva Silva Junqueira de Andrade.


Foto:Acervo Iepha/MG.

Situada, atualmente, a 12 quilômetros do distrito-sede de Água Comprida, a fazenda teve sua área original reduzida – dos 16 mil alqueires iniciais restam apenas 600 –, em razão das sucessíveis partilhas entre membros da família e da venda a terceiros.


Poder e autossuficiência


As atuais edificações que compõem o conjunto da Fazenda das Melancias, com destaque para a casa residencial, demonstram o poderio e autossuficiência que representou este complexo rural na região. O poder é representado pelas dimensões, qualidades construtivas e técnicas da casa sede, enquanto a autossuficiência se expressa pelo conjunto de equipamentos de apoio, que oferecia aos moradores da fazenda plenas condições de sobrevivência autônoma.

O prédio principal, apesar de, presumidamente, ter sido construído entre 1816 e 1842, é típico das construções mineiras coloniais, com tipologia mais próxima dos sobrados urbanos. Apesar disso, não pode ser enquadrado como “típica construção rural mineira”, devido à ausência de alguns elementos que se tornaram característicos neste tipo de edificação, como a de varandas, tão comuns nas casas de fazendas mineiras. Entretanto, isso não a descaracteriza como equipamento rural, nem a enquadra como de tipologia urbana.

A construção atende perfeitamente à funcionalidade agrícola, o que é ressaltado pela distribuição de uso dos pavimentos e cômodos e pela elevação do pavimento nobre sobre o pavimento térreo de serviço, com tratamento rústico. O complexo da fazenda situa-se em terreno plano, a pouca distância das margens do Rio Grande. O piso do primeiro pavimento é em tábua-corrida, assim como o forro da maioria dos cômodos. A divisão dos cômodos reflete o tipo de vida social da época.

Por seu valor histórico e arquitetônico, a Fazenda das Melancias foi tombada pelo Iepha em 1989 e inscrita nos livros de Tombo de Belas Artes e no de Tombo Histórico.

O município

O povoado de Água Comprida pertenceu, desde sua fundação, a Uberaba. Em 1948, foi elevado a distrito, a partir da doação de dois alqueires de terra, feita por uma fazendeira da região. O distrito, que em 1950 contava com 274 habitantes, foi elevado a município em dezembro de 1953. (Iepha/MG)


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OS NOMES E OS APELIDOS

Encerro, temporariamente, os “papos de boteco”. Lembranças me vem à mente, sobre apelidos de uberabenses, famosos ou populares e que marcaram a santa terrinha. Faltou falar no fulano de tal... Em verdade, não esquecí, embora saibam, contei com o valioso auxilio dos amigos. Desde as figuras mais populares, aos que ocuparam cargos de projeção. Pausadamente e bem devagarinho para que se lembre e associe o apelido ao nome de batismo da pessoa: Zote, Pica-Fumo, Fuscão Preto, Zé Rita, Luizim do Doca, Carlim Babão, Toninho 10 por cento, Zé da Egua, Belzinho, Bolão, Piau, Cachorro doido, Parentinha, Butão, Sapinho, Panela, Perigoso, Cafuringa, Zé Catorze, Ticoco, Farofa, Chefão, Batatinha, Bodinho, Xuranha, Cebolinha, Bulico, Canadá, Caúdo, Coca-Cola, Piroca, Sapo, Pé de Ferro, Come-Quieto, Ticha, Rosquinha, Reco-Reco, Pinguinha, Mocorongo, Marruco, Tché-Tché, Perdido, Dentão, Miudinho, Teleleco, Ganso, Morto, Mão de Onça, Pé de Gancho, Pão Creoulo, Bilula, Tunim Buqueta, Cabeção, Bitruis, Bá, Badú, Buzina, Cabeça, Prego, Soninho, Toquinho, Rosquinha e uma infinidade de outros famosos e “queridos” apelidos, tão pródigos na terrinha...

Apelido é um negócio que se o cara der bronca, fica pior. O apelido “pega”mesmo...Todos os apelidos acima enunciados, são verdadeiros. Se um não conhece, outro, sabe quem é. Mas, um apelido marcou época em Uberaba. Figura querida na terrinha, falecido, “ honrou” a fama do apelido: Wanderlei Martinelli, brasileiro, maior de idade, ex-gordo, bancário, diretor de disciplina de colégio e apaixonado torcedor do Uberaba Sport Clube. Nos áureos tempos do nosso futebol, “Uberabão” apinhado de torcedores, era ele “colocar os pés” no estádio e a massa inteira, entoava e gritava o apelido:- “Maizena ! “, “Maizena!”. Ele, no primeiro degrau da arquibancada, entoava seu grito de guerra, alto e bom som:”Maizena é a puta que pariu !”.

A torcida delirava. Onde quer que estivesse; na rua, bar, no caixa do banco, passeando com a família, quando ouvia alguém gritar: “Ai, Maizena!”, vinha o indefectível “ vai a puta que pariu “. Nos velhos e saudosos tempos da falecida TV-Uberaba, ele foi entrevistado. Não resistí a tentação de lhe perguntar porque se incomodava tanto com o apelido. Calmamente, disse: - “Sabe, Gonzaga, Me chamar de Maizena, não me incomodo. O diabo é a sequência que dão à brincadeira. Agora, toda a minha família ganhou apelido, sabia?”

Fingí de morto e perguntei:-“Como assim, Maizena ?”. Franziu a testa e me respondeu:- “O meu filho, estão chamando de “Pó Royal” e a coitadinha da minha mãe, virou “Avéia Quaker”.É muita esculhambação, não ?” Fiz um tremendo esforço para não dar uma sonora gargalhada...

Luiz Gonzaga de Oliveira

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Fazenda Cachoeirinha (1937) - Uberaba - MG.

Fazenda Cachoeirinha - Propriedade de José Miranda - Foto/Reprodução.


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Brilhante time do Sodima

Sempre digo que o nosso futebol amador é o mais charmoso do Brasil. Ao longo das competições, desde que a Liga Uberabense de Futebol foi fundada, com a Merceana sendo a primeira campeã da cidade, muitos times surgiram e participaram com propriedade dos campeonatos. Citar todos posso até esquecer de alguns, que entraram e foram campeões, depois desistiram. Jogadores de muita qualidade envolvidos e misturados com ex-profissionais fizeram a festa. Exemplo foi o Sodima, que tinha como presidente o ex-goleiro do Fabrício e diretor da empresa Rubens Ciabotti, que nomeou Abrão Miguel como diretor técnico do time que em pouco tempo fez sucesso e grandes momentos foram vividos na sua trajetória. O Torneio Santos Dumont realizado em 1973, foi o ponto, que o clube da rua João Pinheiro despontou e fez grandes partidas como aquela em Poços de Caldas, onde abateu a forte equipe da Caldense com Ganzepe, Arnaldo, Neto, Buzuca, Ailton Lira e outros famosos.

Era da empresa Sodima o time de futebol que arrasava nos gramados dos anos 70.
No Sodima também tinha craques como Paulo Luciano, Pablinho, o goleiro Moacir e outros nomes. Na foto, pela ordem vemos: Eurípedes; Moacir, Carmelito, Pablinho, Carlinhos, Cairo, Fernandinho, Victor Hugo, Carneirinho, Carioca, Zuca e vejam só: Milton Leal como massagista. Foi um time de sucesso, que escreveu sua história no futebol local. (Carlos Ticha)


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